quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Análise das inversões de valores na sociedade moderna

Imagem retirada do Google Imagens

Comentei em um post antigo, que não sou nenhum grande exemplo de vaidade. Mas não posso negar que adoro um salão, de vez em quando, principalmente a sensação boa que temos quando passamos por uma transformação no visual - sempre para melhor (com exceção de uma vez que um cabeleireiro infeliz cortou uma franja no meio de minha testa).

Foi justamente neste ambiente que li esse texto por mera casualidade, pois recebi pouco antes de chegar ao salão e como sabia que ia demorar por lá, juntei o útil ao agradável. É um texto longo e apesar de ter sido escrito há quase duas décadas, trata de temas absolutamente atuais.

A sua temática é semelhante à do texto que postei há umas duas semanas, falando sobre o papel da mulher na sociedade e do feminismo. A diferença é que aprofunda muito mais na explicação ideológica, comentando fatos, citando autores e fazendo referências que dão uma riqueza enorme à reflexão sobre estes temas e outros correlatos. A leitura é interessante, tanto para quem é simpatizante com o movimento feminista, sem dominar as bases nefastas desta ideologia, como também para reforçar as crenças de pessoas, que como eu, defendem e acreditam no valor da mulher e da família, nos moldes tradicionais, para a harmonia da sociedade. Entendam, o fato de eu acreditar nisso, não significa que acredite que seja a única maneira de se estabelecer uma sociedade pacífica, só não podemos negar o peso de conformações e instituições milenares da sociedade...

Eu nunca tive a menor vergonha em dizer que não sou nada feminista. Sempre amei ser cortejada pelos homens, com pequenos gestos como: quando puxam uma cadeira para eu sentar; abrem a porta do carro ou do elevador; emprestam um terno para me abrigar do frio - mesmo que também estejam com frio; evitam usar palavras chulas na minha presença ou ter atitudes grosseiras... Na verdade, para mim, esses e outros gestos são acima de tudo demonstrações de respeito e admiração pela mulher. Claro que também são conquistas das mulheres que sabem demonstrar o seu valor. Como sempre: causa e consequência. 

Quando digo que não sou nada feminista, não significa que ache que a mulher não deva trabalhar, votar, crescer profissionalmente... Nada disso. Meu posicionamento é em relação a esta ideia louca de querer provar e impor uma igualdade que ultrapassa qualquer barreira biológica e que identifica a mulher que aprecia gentilezas dos homens para com as mulheres como o protótipo da submissão.

Enquanto lia o texto, olhava para o meu redor e pensava na beleza que é ser mulher, com direito à toda a feminilidade possível: roupas exuberantes, saltos, maquiagens, penteados, massagem, manicure, pedicure, hidratação, depilação, tingimento, mechas, escova, alisamento, baby liss e tantas atividades que fazem parte do cotidiano (em maior ou menor grau) de praticamente toda mulher. Claro que todo salão pode ser frequentado por homens e esses, cada vez mais, têm feito serviços que tradicionalmente eram exclusivamente femininos. Não vejo nada de errado nisso, mas não posso negar, que como mulher, não vejo beleza em homens que depilam o corpo inteiro ou fazem design de sobrancelha, mas isso é apenas uma preferência estética pessoal minha e não uma crítica ou julgamento. Acontece que mesmo com o crescente número de homens utilizando serviços de salão, esta quantidade ainda é muito pequena para roubar a característica tão feminina do lugar. A associação da estética/beleza com a figura feminina não é por acaso e não é um motivo de vergonha (como pregam as feministas) e sim um motivo de orgulho - algo especial.  

O fato de ambientes predominantemente femininos e/ou masculinos também poderem ser frequentados por pessoas do sexo oposto é um direito absolutamente normal e democrático. O que não acho anormal é a tentativa de tentar inverter valores tão sólidos, somente na intenção de querer provar que existe uma igualdade inata entre homens e mulheres, quando o dia-a-dia comprova que existem inúmeras coisas, lugares, hábitos e papéis que são predominantemente femininos ou masculinos.

Nesta temática gosto muito da abordagem de Jung, quando define Anima e Animus. Claro que todos nós temos uma parcela do sexo oposto e isso também é explicado na filosofia oriental dos opostos complementares. Entretanto, como a própria imagem do TAO sugere, um lado sempre será bem mais representativo que o outro e a junção destes opostos cria uma unidade harmônica. Mais uma vez, para toda regra existe exceção e o homossexualismo é uma prova disso. No entanto, não é porque existe uma exceção que devemos negar ou até mesmo repudiar o fato de que existe uma maioria que segue padrões biologicamente complementares. A aceitação da exceção não pode significar a exclusão da regra e a tentativa de impor esta inversão de valores está cada dia mais frequente. Daqui a uns dias, as pessoas terão vergonha de não serem homossexuais (ou pelo menos de nunca terem tido alguma experiência), da mesma forma que assumir ser uma dona-de-casa feliz e realizada tornou-se algo constrangedor para a maioria das mulheres que assume este papel. O termo gayzismo, muito mal interpretado, trata exatamente desta tentativa de inversão de valores e não tem absolutamente nada a ver com preconceito ou discriminação, como muitas pessoas costumam entender equivocadamente.

Não me agrada em nada a possibilidade de um mundo cuja inversão dos papeis de homens e mulheres seja uma meta, uma causa a ser perseguida. Acho que devemos respeitar as exceções, como sendo exceções e não querer impor que elas se transformem em regra. O respeito à diversidade deve existir como uma estrada de mão dupla. Por exemplo, uma mulher tem todo o direito de não querer ter filhos, mas nem por isso precisa convencer a sociedade de que o papel de mãe é algo desprezível - como pregam muitas defensoras do feminismo, pois da mesma forma, ninguém lhe obriga a ser mãe, sem que assim o queira. É mais ou menos por aí... Será que me fiz entender direitinho? É que hoje em dia, quando falamos sobre determinados assuntos, por mais claros que sejamos, sempre aparece alguém com mania de perseguição para rotular ou julgar o conteúdo como sendo preconceituoso. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, porém, infelizmente, é por esse tipo de distorção interpretativa que temos uma sociedade que diz lutar por liberdade, mas que no fundo está cada vez mais intolerante, separatista e consequentemente violenta... Analisar esses comportamentos me faz ficar bastante preocupada em relação ao rumo que estamos tomando e consequências futuras. Por este motivo, venho aqui compartilhar meus pontos de vista, para tentar esclarecer conceitos e despertar a observação de fatos através de ângulos diferentes. 


2 comentários:

  1. No auge do feminismo decidi ser feminina,com todos os ônus e bônus,nunca me arrependi.

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    1. Estamos juntas nessa!!! Grata pelo apoio sempre e continue propagando o seu exemplo de vida por aí...!! PARABÉNS pela autenticidade e coragem...!!! É isso ai!!!

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