sexta-feira, 17 de junho de 2016

Celebrando a amizade


Nada como reencontrar uma amiga de longas datas pra se inspirar a quebrar o jejum de textos no blog, não é mesmo?

O tema de hoje é meio óbvio: amizade! 

É um tema meio clichê, que já foi tão bem descrito por tantos autores e poetas, que é sempre desafiador...

Sou muito jovem ainda, mas graças a Deus tenho a sorte de ter amizades de uma, duas e até três décadas! É incrível encontrar fotos antigas e perceber que foram tiradas há 10, 20 ou mais anos com pessoas que estão presentes em sua vida até hoje. 

Melhor ainda, é sentar e conversar com aquela amiga (ou amigo) que por circunstâncias da vida você passa a encontrar uma vez ao ano ou até com menos frequência e sentir que as vidas de cada uma mudaram drasticamente, os assuntos também, mas que o papo flui e a sinergia permanece a mesma. São dessas coisas na vida que dizemos não ter preço! 

Minha vida me colocou em situações onde meus ciclos de amizade foram sendo cada vez mais reduzidos, por que não dizer, filtrados? Após inúmeras mudanças de país, estados e/ou cidades, o tempo em nossa terra natal vai ficando cada vez mais escasso, raro... O tempo nas cidades de residência às vezes tão curtos que permitem poucos laços de verdade... Após a maternidade então, piora bastante a disponibilidade de tempo para dedicar a fazer e manter amigos. Assim, aquelas amizades que superam todos esses obstáculos ganham então um valor ainda mais especial. 

Minhas maiores amizades são as de infância e adolescência, o que não diminui a importância de grandes pessoas que conheci já na fase adulta. Acho, entretanto, que após a primeira década, uma amizade que se mantém (além do mural do facebook) têm um valor diferenciado. 

É isso! Vou fechando meu texto celebrando as grandes amizades que a vida me deu e continua me dando. Que venham muitos encontros, papos, risos e lágrimas! Amigos são certamente um dos maiores motivos para fazer alguém querer Beijar o Padeiro diariamente! 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Minha opinião sobre a tal Cultura do Estupro que as pessoas tanto têm falado ultimamente


Hoje o facebook me trouxe a lembrança de um texto que escrevi há 2 anos sobre um assunto polêmico: transexualidade infantil ( 

Falando em polêmica... Nos últimos dias as redes sociais têm tido uma enxurrada de postagens acerca de uma suposta "cultura" do estupro, por conta de um caso de uma menina de 16 anos que supostamente foi estuprada por mais de 30 homens. 

Não me manifestei sobre o tema por alguns motivos. O primeiro é que existe outra versão da história de que diz que ela era drogada e tinha o costume de fazer curras (sexo com diversos homens simultaneamente - por livre e espontânea vontade) com os traficantes da boca que frequentava e que só criou essa versão de "estupro", pois vazou um vídeo na internet. Sobre o fato dela estar dormindo, escutei um áudio onde ela mesma disse que tinha a intenção de "dar" para 50 naquele dia, mas que ficou com sono e solicitou uma "pausa" para soneca. Bem, se tudo isso é realmente verdade, essa garota tá longe de ser uma "coitada"...

O fato é que não sabemos ao certo o que ocorreu e portanto, prefiro me abster de defesas ou ataques. Mas, existe a possibilidade de ela ser do naipe de uma "Bruna Surfistinha", que não gosta de "dar", mas sim de "distribuir". Não julgo, mas, se esse for o caso, estou longe de achar que uma pessoa assim é vítima de qualquer coisa ou merece minha defesa. Como já disse, na dúvida, não ataco e não defendo. 

O outro motivo que me fez não comentar o tema é que não concordo com essa ideia de Cultura do Estupro. Acho que quanto mais rótulos como esse são criados, mais cresce o problema.

O que temos nesse país é uma enorme cultura da impunidade e violência. Vivemos em um país com uma das maiores taxas de homicídios do mundo, muito mais que países em guerra. Conheço bem menos mulheres que foram estupradas do que pessoas que foram assaltadas, sequestradas ou assassinadas, por exemplo. O que vemos no Brasil é uma enormidade de crimes, dos mais variados e tenebrosos e querer reduzir a um rótulo de cultura do estupro é quase que inocentar o resto da bandidagem. Estupro é apenas um dos tipos de violência que tanto vemos relatos nas manchetes diárias. 

Não gosto desse rótulo também, pois ele gera uma guerra de sexos, a qual discordo. Mas é isso que tenho visto  em minha "timeline" nos últimos dias. Inúmeras publicações descendo a marreta nos homens, como se todos fossem iguais: desrespeitosos com as mulheres. Não é assim! Existem homens péssimos, mas existem mulheres péssimas também.

Para mim o erro está em agir de uma forma que gere esse clima de "guerra dos sexos". Já me posicionei aqui ( http://www.beijonopadeiro.com/2014/03/feliz-dia-internacional-da-mulher-temos.html?m=1 ) contra o movimento feminista e minha visão de tudo isso é que ele só cria arestas e não leva a soluções. 

O que penso? Que em meio a tudo isso perde-se a oportunidade de reforçar os valores de família, moral, ética, respeito, caráter... Coisas que devem ser ensinadas a todos igualitariamente. Para valores que tangem o caráter das pessoas, sim, não existe diferença entre homens e mulheres. Se as pessoas fizessem movimentos a favor da ética e do respeito ao invés de movimentos feministas acho que teríamos muito mais a ganhar e os mesmos pontos seriam alcançados, pois esses compõem a base de uma sociedade do bem!

Quando adolescente li um livro de Roberto Shinyashiki que me marcou e que influenciou muito a criação desse blog. Chama-se "A Carícia Essencial". Nele aprendemos que podemos reforçar o mundo do "mais" ou o mundo do "menos" e isso repercute em nossa vida como um todo.

O que isso tem a ver com o tema deste post? Tudo! Podemos optar em olhar para todas as atrocidades que vemos por aí e querermos reduzir a humanidade a um lixo: capaz de produzir guerras, assaltos, sequestros, estupros, etc.... Ou podemos buscar histórias de pessoas do bem. Exemplos masculinos positivos (não precisa ir longe, basta procurar dentro da família) e ver que existem mais homens legais que homens "do mal". Ao analisarmos a história da humanidade podemos citar o nome de grandes homens: Jesus Cristo, Gandhi, Chico Xavier, São Francisco de Assis, Santo Agostinho, Dalai Lama... Podemos nos cercar de histórias de Irmã Dulce e Madre Tereza de Calcutá ou então de Valéria Messalina, Dawnell Batista, Betty Neumar, Elize Araújo Kitano Matsunaga e uma lista que não caberia neste post... Podemos levantar a bandeira de mulheres como Margaret Thatcher ou Bruna Surfistinha... A vida é feita de exemplos e escolhas. Só acho que quando escolhemos dar Ibope a temas como do "estupro" que nem sabemos se foi de fato estupro, focamos na escória da sociedade, quando ela tem também inúmeros exemplos de gente correta, do bem e que a meu ver, graças a Deus, ainda compõe uma maioria esmagadora da sociedade! 

É isso, no fim acabei dando minha opinião sobre o tema polêmico da semana... Como sempre um pouco na contramão, buscando uma análise de fatos por outros ângulos e numa tentativa de manter a proposta do blog: Beijar o Padeiro, buscando motivos para crer que humanidade do bem ainda predomina nesta terra e precisa ser reforçada. 

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