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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Grávida: de novo!!!

Há tempos que penso em escrever sobre meu segundo parto, mas se escrever sobre o primeiro foi difícil, o segundo vem com uma carga maior de emoções. Acho que vou ter que começar escrevendo sobre a segunda gestação antes de falar sobre o segundo parto.

Diferente da primeira gestação, que foi super tranquila, sem enjoos, sem dores, sem nada... A segunda gestação foi PUNK!!

A gravidez foi uma surpresa. Fiquei sem menstruar por um ano (amamentando), me desliguei completamente de cuidados contraceptivos e assim, descobri que estava grávida quando meu primogênito tinha apenas um ano e dois meses. Nesta época morava numa cidade remota, no interior do Mato Grosso, chamada Nova Mutum. Longe da família, dos amigos e sem ninguém para me ajudar em casa. Minha rotina de mãe, esposa e dona de casa era INTENSA.

Nas primeiras 14 semanas, senti enjôo, muito enjôo. Foi a primeira mudança no meu estilo de maternar na época. Precisei deixar de ser aquela super mãe, que faz TUDO e precisei terceirizar a alimentação de meu filho. Não conseguia cozinhar... Dar a comida dele então, era certeza de vômito. Precisei arrumar alguém para me ajudar em casa, para garantir que eu comesse e meu filho não morresse de fome. Encontrei alguém para me ajudar a manter a casa em ordem, cozinhar para mim e alimentar meu filho, com muito amor e carinho: que sorte a minha! À noite, quando estava sozinha com meu filho, às vezes esperava meu marido, às vezes pedia ajuda à uma vizinha e às vezes dava a comida dele, intercalando vômitos.

Passada a fase dos enjôos, uma nova etapa: dores na coluna. Mais uma função terceirizada, não aguentava mais carregar meu filho no colo e a empregada teve que assumir mais esta função: colocar e tirar do berço, dar banho (na banheira alta) e carregar sempre que necessário.

Com 20 semanas de gestação, já livre dos enjoos, fiz uma viagem de férias com meu marido, filho (1 ano e 7 meses na época), sogro e sogra. Cheguei em Lisboa com uma noite mal dormida no avião e na sequência um colchão muito macio no hotel. No segundo dia de viagem minha coluna travou (fiz uns alongamentos achando que ia melhorar e no fim só piorei) e não conseguia dar um passo. Tinha duas opções: voltar pro Brasil ou prosseguir com a viagem em uma cadeira de rodas. Não pensei duas vezes, adquiri uma cadeira de rodas e tive férias inesquecíveis por 20 dias na Europa, um turismo completamente diferente, vivenciando na pele todas as dificuldades de ser uma cadeirante. 




Se antes não podia carregar meu filho e dar comida, agora precisava de ajuda até para ir ao banheiro, sentar ou levantar de uma cadeira. Nem preciso dizer a quantidade de reflexões que isso me trouxe e o enorme aprendizado que vivenciei. Descobri na raça a delegar e deixar de querer ser tão controladora de tudo. Durante um mês eu fui conduzida, meu tempo passou a ser o tempo dos outros, exercitei minha paciência e especialmente a minha gratidão. Gratidão por ser uma condição temporária, por ter tantas pessoas queridas tomando conta de mim, de ter quem cuidasse de meu filho para poder me cuidar, de ter uma gestação saudável e conseguir driblar minhas limitações. 

Passados vinte dias, retornei ao Brasil. Já estava um pouco melhor e ensaiava passos. Pedi penico e não voltei mais pro Mato Grosso. Decidi ficar em Salvador, na casa dos meus pais, minha cidade natal, onde tinha mais suporte. Foi difícil ter que ficar longe de meu marido e não pude nem voltar pra casa para buscar minhas coisas...

Mas, o mais importante é que neste retorno para Salvador uma sequência de anjos começaram a surgir em minha vida. O primeiro foi a mãe de uma amiga de infância, médica especialista em dor e acupunturista. Após algumas sessões fui aos poucos melhorando e me livrando da cadeira de rodas... Os próximos anjos foram os terapeutas que me ajudaram a voltar a andar: terapeuta de Rolfing, fisioterapeuta e professora de pilates. E talvez o mais importante foi o anjo que me apareceu para me ajudar a cuidar de meu filho, permitindo que eu tivesse tempo para cuidar de mim.

A segunda metade de minha gestação foi assim: fazendo algo que não tinha feito desde que tinha me tornado mãe: cuidando de mim. Criei espaço para mim mesma em minha agenda, tinha atividades diárias: Rolfing, Pilates, Fisioterapia, Acupuntura e incontáveis compressas de gelo e quentes... Descobri que meu filho podia ser muito bem cuidado em minha ausência e que era mãe, mas ainda era Camila e precisava me cuidar e estar bem para a chegada de minha filha.


Voltei a andar (mancando até o fim da gestação) e cresci muito como mãe, mulher e ser humano neste período. Foi uma lição para a vida e nem tinha começado, depois da gestação viriam novas batalhas e aprendizados!


terça-feira, 26 de abril de 2016

Turismo na Chapada dos Guimarães e Cuiabá

Este final de semana estive mais uma vez em Cuiabá/Chapada dos Guimarães e tive mais surpresas. Vou compartilhar para quem se interessar em fazer turismo por lá.

Em Cuiabá:

Restaurante/bar Confrade: Um dos melhores restaurantes com Espaço Kids que já fui na vida. Um verdadeiro playland para a criançada com direito à duas monitoras. Pegamos uma mesa defronte ao Espaço Kids e foi pura diversão: pras crianças, pras mamães e papais. O lugar é amplo e o cardápio super diversificado: carnes, massas, pizzas, risotos, petiscos.. Nós pedimos uma paella que dizia que era para quatro pessoas, mas serve FARTAMENTE 10 pessoas. Super custo benefício, além de muito saborosa!

Imagem retirada do Google Imagens

Piscina de bolinhas gigante: estará instalado no Shopping Várzea grande até o mês de julho. Até os adultos querem voltar a ser crianças. Só é bom ter cuidado para não deixar cair nada lá dentro, pois para achar depois é como procurar uma agulha no palheiro.


Shopping Várzea Grande: Próximo ao aeroporto, o shopping é novinho e excelente. Além da piscina de bolinhas gigante, que é uma atração temporária, tem duas opções de Espaço Kids (para bebês e crianças maiores) na praça de alimentação excelentes. Tudo novinho e com direito a monitora para as crianças maiores de dois anos. 

Na Chapada dos Guimarães, restaurantes:

Restaurate Atmã: ambiente lindíssimo, com espaço kids, vista deslumbrante e comida deliciosa. Não é um restaurante barato, mas vale a pena conhecer. Até o banheiro lá é lindo! Ah, não fiquei hospedada lá, mas tem um hotel também, que não oferece "day use", ou seja, exclusivo para hóspedes.

Imagem retirada do Google Imagens


Imagem retirada do Google Imagens

Restaurante Penhasco: Também tem um hotel que pode ser usado pelos hóspedes ou na forma de "day use". Boa opção para quem estiver em Cuiabá ou até em uma pousada mais simples. O restaurante é enorme e com uma grande variedade no buffet. Mais simples que o Atmo, mas excelente opção com comidas diferentes para todos os gostos.

Imagem retirada do Google Imagens


Restaurante Morro dos Ventos: Situado em um maravilhoso parque, o restaurante tem comida saborosa e farta. Uma ótima pedida é a Mojica de Pintado, prato típico feito com o peixe Pintado (Surubim) e mandioca. Espaço amplo e agradável. 


Imagem retirada do Google Imagens

Imagem retirada do Google Imagens


Estilo Restaurante Português: Para quem aprecia a culinária portuguesa esta é uma parada obrigatória. Sem sombra de dúvidas um dos melhores restaurantes portugueses que já fui em minha vida (incluindo os de Portugal). Ambiente lindo, amplo e aconchegante, com pé direito duplo e atendimento de primeira. Se o garçom Manuel estiver lá procure por ele. Pedimos dois pratos, mas sem dúvidas o bacalhau à moda, coberto de cebolas refogadas estava de comer rezando. Acompanhado de um típico vinho verde é uma combinação incrível, depois de clássicos bolinhos de bacalhau, é claro.





Imagem retirada do Google Imagens


Na Chapada dos Guimarães, passeios:

Ainda tenho muito o que conhecer por lá, mas além dos três primeiros restaurantes que indiquei, que estão localizados em lugares com vistas de tirar o fôlego, recomendo mais dois passeios gostosos que podem ser feitos em família, inclusive com bebês.

Cachoeira Véu de Noiva: Depois de visitar a cachoeira, é possível desfrutar de um delicioso banho na Cachoeira dos Namorados que fica a pouco mais de um quilômetro de caminhada numa trilha super tranquila. A cachoeira tem o tamanho ideal, não fica cheia demais, tem uma queda gostosa, uma "prainha" e lugares com sol e sombra. Uma delícia!

Imagem retirada do Google Imagens



Mirante do Centro Geodésico. Fomos lá no fim da tarde (depois de um delicioso almoço no Atmo) e ficamos até o por-do-sol. Linda programação que pode ser um ótimo point para um pique-nique. 

Imagem retirada do Google Imagens



Bem, depois deste post e deste outro aqui, acho que já dá até pra programar uma viagem de uns dez dias para o roteiro: Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Nobres, hein? É ou não é um estado surpreendente??

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Programação para famílias em Cuiabá

Existe coisa melhor que viajar para um lugar novo com alguém que conheça bem o local? 

Assim foi o meu final de semana em Cuiabá. Preciso dizer que a cidade me surpreendeu?

Depois de longas horas na estrada, chegamos sábado e fomos direto para um restaurante excelente de comida típica da região, o Okada Peixaria. Para a minha alegria, comida típica lá é peixe de água doce. Amo! Difícil dizer o melhor: Matrinxã, Pintado, Pacu, Pirarucu... O menu neste dia foi Matrinxã assado e mojica de Pintado (um ensopado com mandioca, típico daqui). Os pratos acompanham o bom e velho arroz com pirão. Além do espaço aconchegante e ótimo atendimento, o Okada tem um espaço kids, alegria da criançada.



De noite fomos a um aniversário de um ano e mais farra pros bebês. Um evento social de vez em quando não faz mal a ninguém...

Domingo foi um dia intenso, cheio de programações para pais e filhos. A mamãe arq/nutri adorou. Começamos com um passeio numa loja de decoração (estilo Tok Stok, Etna) chamada Todimo. Como estou montando casa nova, faltavam umas coisinhas, e nada como fazer compras numa capital, não é mesmo? Lá também tem espaço kids (uma febre no Mato Grosso todo), mas nem fomos, pois quando terminamos nosso passeio/compras já era perto da hora de almoçar, então fomos direto pro restaurante.

Esse foi a maior surpresa de todas! Um rodízio de peixes de rio. Inédito em minha vida! Um dos melhores restaurantes que já fui na vida. Pra ficar ainda melhor: espaço kids novinho, com monitora e tudo! Chegamos 12:00 e saímos 15:30! Comida boa, atendimento excelente e diversão para as crianças. Para que melhor?! Ah!! Quase esqueço de dizer o nome: Lelis Peixaria: imperdível para quem gosta de peixe!


Quando saímos o plano era irmos para um parque de rua, Parque Mãe Bonifácia (passamos de carro, pareceu ser excelente), mas infelizmente estava chovendo, então só sobrou uma opção: o shopping Center novo de lá: Shopping Pantanal. Muito bom! Não resisti e comprei um sapato: voltando a usar saltos e saias aos poucos (um de cada vez: ou saia com sapatilha ou salto com short...). Saia e salto já é ostentação! Calça, nesse calor do MT é quase inimaginável. 

Para fechar o dia fomos na Padaria Moinho, onde pude comprar uns itens gastronômicos diferenciados e fizemos um lanche com os bebês antes de voltarmos pro hotel (neste dia meu baby comeu sushi pela primeira vez: tema de um Post recente aqui no blog).

Epa! Não acabou por aí: no hotel ainda rolou banho de banheira que Gui ama e acha que é uma piscina! De quebra ainda ajudou a relaxar para dar aquela capotada!

É ou não é uma cidade surpreendente? Fica a dica para os pais que estão pensando em fazer uma viagem diferente com os filhos. Quando acharem uma passagem barata, ótima opção: Cuiabá! Dá para passar uns dois dias na capital, depois ir para Jaciara, Chapada dos Guimarães, Nobres... Muitas opções de passeios: diversão garantida para toda a família! 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Um pouco do Mato Grosso pelos olhos de uma Baiana

Há cerca de seis meses mudei para o terceiro maior estado (em território) do país, mas que tem uma população menor que a cidade de Salvador. O Mato Grosso é assim: fazenda para todos os lados. 

Conheço pouco a capital, Cuiabá, então o conteúdo deste texto está mais relacionado às cidades de interior. 

A primeira surpresa que tive ao chegar aqui foi com os preços. Sempre achei que cidade de interior era sinônimo de cidade barata. Bem, essa realidade não se enquadra por aqui. Dizem que os impostos são mais caros e também por ser longe de tudo, a logística para chegar qualquer coisa aqui é cara e esse valor acaba sendo incorporado aos produtos.

A única coisa que é abundante e barata aqui é ovo caipira. Você acha em qualquer feira e chega a custar quatro reais a dúzia, sendo o preço médio, seis reais. 

Os restaurantes estilo "gourmet" com comida contemporânea, têm preços semelhantes aos de Salvador e Belo Horizonte. Os restaurantes mais simples são mais em conta e bastante fartos (assim como os restaurantes de comida típica mineira, lá em BH). A diferença é que a comida típica aqui é melhor, apesar do Mato Grossense adorar um churrasco (grande parte da população veio do sul do país), os peixes locais (de rio) fazem sucesso e estão presentes na maioria dos restaurantes (em Minas, peixe só em restaurante chique: no geral só se acha carne de boi, de porco e de frango).

Como as pessoas aqui são fazendeiras, em sua maioria, estão acostumadas com grandes espaços. Assim, os imóveis por aqui são bem mais amplos que os que estava acostumada dos grandes centros urbanos brasileiros. Os ambientes, como um todo, bem maiores.  

Aluguel de imóvel também é mais barato do que nas capitais como Salvador e Belo Horizonte (São Paulo e Rio de Janeiro eu nem comento, pq são caríssimos, em relação ao Brasil em geral). 

Outra coisa que me surpreendeu foi o valor da mão de obra. Rara e cara! Compatível aos preços de Belo Horizonte e até São Paulo. Beeeeeem mais caro que Salvador! Para dar uma ideia, diarista aqui trabalha só meio período (4 a 5 horas no máximo) e cobra entre 70 e 90 reais. Quando trabalham por 6 horas custa entre 100 e 120 reais. 

Mercado é caríssimo e muito fraco em termos de produtos naturais, integrais e orgânicos. 

O estado ainda foi muito pouco explorado. Existem centenas de opções de ecoturismo, cachoeiras maravilhosas, porém com pouca ou nenhuma infraestrutura e acessos complicados.

As pessoas, no geral, são muito simpáticas e solicitas. Infelizmente, apesar de ser um estado rico, com cidades bem arrumadas, a praga da violência, mesmo em cidades pequenas como a que moro (menos de 40 mil habitantes) já chegou por aqui. Não dá pra relaxar e é preciso estar sempre atento para evitar ser assaltado.

O calor é intenso, mas em lugares como a Chapada dos Guimarães, pode ficar fresquinho. Existem alguns meses muito secos e quentes (inverno e outono), os demais são de chuvas abundantes: não é à toa que a agropecuária bomba por aqui.

É isso aí, em outra oportunidade escreverei um pouco mais sobre esse gigante brasileiro: tão pouco conhecido! Abaixo fotos da cidade onde moro: muito linda e arrumada. Sem exagero: a cidade de interior mais caprichosa que já conheci neste país. 




segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Aprendendo a ser mãe....


Acabei de ler um texto da revista época, bem polêmico sobre maternidade/paternidade e logo na sequência fui questionada sobre um texto recente onde relato minhas aventuras com meu filho pelo Mato Grosso. Basicamente fui chamada de louca e irresponsavel por ter exposto um bebê a situações de risco e ainda por expor essa "gafe" publicamente...

Por que escrevi o texto? Para retratar um episódio da maternidade/paternidade nu e cru. Como é! Estou cansada de relatos de maternidade/paternidade cor-de-rosa e esse texto vai de encontro exatamente com o texto que podem ler nesse link.

Sou mãe full time e quando chega o final de semana, estou louca para fazer algo diferente. Meu filho, também fica entediado de passar o dia em casa. Ele é outra criança quando sai, faz passeios, vê gente, lugares novos. Os olhos brilham de entusiasmo com novidades, gargalha, quer desbravar tudo! Nesse calorzão do Mato Grosso, fica enlouquecido de alegria com água. Acontece que morro de nojo de piscina e tendo tantas opções de cachoeiras por aqui é literalmente juntar a fome com a vontade de comer.

Como relatei no texto, escolhi o caminho que me indicaram que era mais fácil. Fui surpreendida no meio do caminho, quando já era tarde demais para voltar. Será que um pai expõe um filho a qualquer situação "de risco" de propósito? Claro que não! Mas surpresas acontecem e é preciso ter a cabeça no lugar para não se desesperar.

A vida é assim, não dá pra ter tudo planejado. Penso que o mais importante é ter controle emocional em situações adversas. 

Eu talvez tenha um espírito mais aventureiro que muitas mães. Nesses poucos meses de maternidade, nunca contei com a ajuda de nenhuma babá ou enfermeira. Enfrentei as temidas madrugadas sozinha, pois meu marido teve que voltar a trabalhar quatro dias após o parto, em outro estado. Estava na casa dos meus pais nesse período, mas o quarto deles é longe o suficiente para não terem acordado nem 5% das vezes que me virei sozinha e eles sequer escutaram algum barulho... Fiz mudanças de estado, cidade e casa sozinha, na cara e na coragem. Vivo longe de pais, sogros, tios, cunhadas... Tenho um marido que trabalha muito e passo a maior parte do tempo sozinha: ou melhor, eu e meu filho. Não tenho com quem deixá-lo, então, até para ir na esquina comprar uma cebola, preciso levá-lo comigo. Acho que isso me ensinou a me virar e ser destemida. Caso contrário, não vivo!

Agora trago outro tema. O que é uma situação de risco? Para um bebê o simples fato de estar aprendendo a andar é uma situação de alto risco. Poderá cair, bater o rosto, quebrar um dente, rachar o lábio ou o supercílio num dia comum, em casa, na presença dos pais. Os pais deixarão de incentivá-lo a andar por conta disso?

Nas grandes cidades hoje sair de carro é um risco, pode haver um acidente, um assalto... Um inocente passeio com um bebê no carrinho pode ser uma situação de risco, além de toda a poluição. Para os pais fazendeiros, deixar uma criança montar num cavalo é arriscado. Correr, pular, brincar... Viver é arriscado!

Enfim, o ponto onde quero chegar é esse. Ninguém em sã consciência expõe um filho a um risco premeditadamente, mas as vezes acontece. Eu velejava com meus pais na infância. Uma vez pegamos uma tempestade (vento Noroeste) num bote inflável à remo, à noite. Vimos o nosso barco ir para bem longe, pois a âncora soltou, ficamos completamente ensopados e precisamos pedir abrigo no barco de amigos aquela noite. Será que meus pais premeditaram o risco? Claro que não! Mas no fim, foi uma grande aventura (não é a toa que crianças amam toboáguas e montanhas russas) e o fato dos pais não terem entrado em pânico foi o suficiente para que eu e minha irmã nos sentíssemos seguras.

Valeu a pena? Claro que valeu! Imagine se tivesse sido privada de todo o maravilhoso contato que tive com a natureza durante os anos que velejei? Já basta o fato de estarmos cada vez mais encarcerados em cidades pequenas, apartamentos, ambientes violentos e perigosos sempre.

Fazer o que com os filhos? Passear só no playground ou não sair dos limites do quintal da própria casa? Comprar uma bolha? Deixar de viver? Expor seu filho a um tédio absoluto de quatro paredes ou ao mais comum dos entretenimentos, o qual tento fugir à todo custo: televisão e internet?



domingo, 15 de novembro de 2015

Aventuras pelo Mato Grosso


Alguns momentos em nossas vidas precisam ser registrados para não serem esquecidos. Fotos são ótimas recordações, mas textos eternizam histórias. (Obs.: Li há um tempo que o termo "estorias" não se usa mais, alguém me confirma? Tenho usado "histórias" sempre, desde então.)

Hoje meu marido saiu para pedalar às 6 da manhã, mesma hora que meu despertadorzinho: ambulante e infalível me acordou. 

Três horas depois, chega o maridão após ter pedalado 40km. Um sol de rachar, o dia implorando por uma das melhoras programações da região: banho de cachoeira 

Pensamos em conhecer algo novo, mas queríamos um lugar que tivesse restaurante e não queríamos nada muito longe, então decidimos retornar à Cachoeira Carimã, que fica a 50km da cidade de Rondonópolis e tem uma saborosa comida caseira.

Na última vez que fomos, fizemos um caminho até a cachoeira, com uma parte do trajeto meio complicada para um bebê de colo, principalmente porque, inadvertidamente estávamos sem sling ou canguru. Neste mesmo dia soubemos que tinha um outro caminho "por trás" muito mais fácil, levando à mesma cachoeira.

Então, hoje resolvemos ir por esse outro caminho, mesmo estando mais bem apetrechados, com o bebê no canguru. Perguntamos por onde era e lá fomos nós. 


Achamos estranho que o trajeto começava por dentro do rio, mas o chão era ou areia ou pedra (nada de lama), não escorregava e nem era fundo, logo, caminhada tranquila. O negócio começou a ficar estranho, pois não chegava nunca, alguns obstáculos no meio do caminho, mata fechada (não tinha trilha, só caminhando pelo rio). Apenas em poucos trechos a água alcançou a altura dos quadris, mas ao chegarmos numa cachoeira e termos que fazer uma leve "escalada" para descer por sua lateral, ficou claro que aquele caminho era, pelo menos, 10x mais complicado que o da outra vez e que certamente o tal caminho fácil não era esse. Mas, a esta altura voltar já não era mais uma opção, então seguimos adiante. 

Após uns 40 minutos de caminhada pelo rio, chegamos! A vantagem foi que foi um percurso refrescante: na sombra e com as pernas dentro d'água. O outro caminho, apesar de mais fácil e curto (uns 10 minutos de caminhada) e debaixo do sol fervente... A parte ruim foi que não sabíamos que o trecho era assim e além do bebê no canguru, estávamos carregando uma toalha grande: uma maquina, que tínhamos que ter bastante cuidado para não molhar, e dois pares de havaianas nas mãos. Soubéssemos que o caminho seria assim, teríamos aliviado a tralha!



Só não contávamos que a aventura estava só começando. Ao chegar na cachoeira descobrimos que o chaveiro, com as chaves do carro e de casa, que jurávamos ter colocado no bolso do canguru, tinha ficado para trás. Foi o suficiente para não conseguir relaxar e aproveitar a cachoeira, preocupados se iríamos encontrá-la na mesa do restaurante onde comemos antes da trilha.

Para piorar, a cachoeira estava cheia. Não cheia de gente normal e sim de um grupo de homens, mal educados, que pareciam nunca ter visto uma cachoeira na vida. Corriam como loucos e se jogavam na água sem parar. Vi a hora de um tropeassar em Gui, que engatinhava pela areia, feliz da vida ou cair em cima da gente dentro d'água. Em suma: incomodavam dentro e fora da água e para completar, levaram um cachorro que ficava nos perseguindo.

Preocupados com o chaveiro e sem podermos curtir direito a cachoeira decidimos voltar. Percebemos que um pé de sandália havia se perdido pelo caminho. Iríamos retornar pelo caminho curto e quente, alguém ia ter que queimar uma das solas dos pés. O maridão é claro! À essa altura já tinha pedalado 40km, feito trilha dentro de um rio com um peso extra de mais de 8kgs e ainda ia ter que caminhar no chão quente semi-descalso...

Ao chegarmos no restaurante ficamos aliviados de descobrir que o chaveiro havia sido encontrado e estava guardado. Tomamos uma ducha, trocamos de roupa e pegamos a estrada pra casa...

Após termos percorrido 30km em chão de terra meu marido pergunta se eu recordava se ele tinha ido de óculos. Falei que achava que sim... Confirmamos por meio de uma foto que tiramos quando saímos de casa. Em seguida, reviramos o carro e decidimos retornar para a estrada de terra: resgatar os óculos de grau do marido.

Mais 30km de estrada de terra, com o bebê já reclamando (ele é muito ativo e não aguenta ficar muito tempo sentado naquela cadeirinha)... Haja musiquinha infantil e brincadeiras para conseguir entretê-lo por tanto tempo! 

Ufa! Chegamos! Achamos os óculos!

Começou agora o quarto momento tenso do "passeio". O consumo de gasolina estava muito superior ao marcado no painel. Quando resolvemos retornar para buscar os óculos, o computador de bordo dizia que tínhamos combustível suficiente para percorrer 120km. Após termos percorrido 30km, esta marcação tinha sido reduzida para 80km. Posto, só quando acabasse a estrada de terra...

Quando chegamos no asfalto o painel dizia que poderíamos percorrer 29km antes que a gasolina terminasse. Ou seja, com uma marcação para 120km, após percorremos 60km, na contagem do combustível foi o equivalente a 91km...

Ufa! Ufa!!! Chegamos ao posto quando o painel marcava que faltavam 17km para acabar o combustível. Chegamos em casa a tempo de dar o jantar do bebê, jantarmos, tomarmos banho, colocar o bebê para dormir e finalmente fazer o mesmo. Não sem antes escrever esse texto! Nada de revisões. Hora de dormir! O dia foi longo e apesar de todos as surpresas, divertido! Valeu!!!

 Boa noite e bom descanso é o que desejo a mim mesma e a vocês! 

P.S.: Fico devendo fotos, mas só depois que conseguir descarregar a máquina no computador...

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Formatando o HD biológico




























Acho que este é o meu maior jejum blogueiro, em outras palavras, nunca passei tanto tempo ausente do blog.

Razões?

Diria que a primeira é o fato de que tenho estado offline, acessado o computador basicamente pelo celular, sempre de maneira rápida e pontual.

Inspiração para escrever não é algo que brota do além. Parte da inspiração vem do método: ter uma rotina, sentar-se em frente a um computador, estar com horários regulares...

Nas ultimas semanas dormi em 6 camas e locais diferentes, ou seja, saí completamente da rotina.

Outra coisa que tirou um pouco de minha inspiração é este excesso de copa do mundo para todos os lados. Inspiração vem do nosso convívio social (incluindo redes sociais) e essas, nos últimos tempos, têm tido assunto único: futebol. Isso faz com que queira naturalmente isolar-me em meus livros e cozinha, buscando contato com pessoas focadas em qualquer outro assunto (raras).

Uma coisa é certa, a escassez de textos recentemente é sinal de que muita coisa anda sendo processada em meu HD. Igualzinho a um computador que fica paralisado com a tela azul...

Até breve!

domingo, 27 de abril de 2014

Turistando em Inhotim

Foto por Larissa Andrade

A semana que está por vir terá mais um feriado, coisa que sempre me faz querer beijar o padeiro, mas ao mesmo tempo, que geralmente antecede uma boa sobrecarga de estudo e trabalho para compensar a folga... Na verdade, este semestre, por causa da tal Copa do Mundo, está parecendo uma véspera intensa de feriado. Além dos feriados de Carnaval, Semana Santa e Dia do Trabalho, sabemos que precisamos correr com nossas atividades e produção até o início de junho, pois logo em seguida, este país passará por uma super férias coletivas. Dizem que tudo que é demais é sobra e confesso que apesar de adorar feriados, estou um pouco apreensiva com a eminência do evento, além de super atarefada por conta da redução dos prazos... 

Foto por Larissa Andrade

Isso explica porque não tenho conseguido atualizar o blog com a frequência que desejaria: meus dias têm andado bastante atribulados - porém tenho conseguido aliar devoção às minhas obrigações, sempre mantendo o nível de estresse sob controle, o que me é bastante característico. Muitas vezes, a redução da vida virtual é sinal de que estou aproveitando intensamente, de forma real, minhas horas livres, o que considero muito salutar. 

Foto por Camila Lisboa

Nos dois últimos finais de semana recebi visitas super especiais e estive turistando em um lugar que amo e que, apesar de já ter ido MUITAS vezes, toda vez me surpreende com uma novidade e sempre me enche de paz, bem estar e alegria. Sabem de onde estou falando? De INHOTIM!!! Nem preciso dizer que super recomendo uma visita, né? É um lugar diferente de tudo que alguém já pode ter visitado em qualquer lugar do mundo. Proporciona todo tipo de estímulo sensorial, vindo de comidas deliciosas, beleza natural, relevo, paisagens, artes plásticas, arquitetura, música, sons e cheiros da natureza (ou não), claridade e escuridão, conversas, pessoas gentis, organização, espetáculos de som, música, dança e atividade física. Como é enorme, sempre deixa um gostinho de quero mais e a certeza de uma surpresa à cada nova visita, por estar sempre renovando seu acervo.


























Foto por Larissa Andrade

Vou ficando por aqui, desejando dias bastante produtivos para vocês e na sequência um bom descanso, com direito à passeios agradáveis, comidas saborosas, encontros com pessoas legais e principalmente diversão! Que consigamos compensar o semestre encurralado com muita produtividade e trabalho e que o descanso sirva sempre de alavanca!!!  

Foto por Fábio Okano

Foto por Fábio Okano

Foto por Fábio Okano

Foto por Fábio Okano

Foto por Fábio Okano

Foto por Fábio Okano

Foto por Fábio Okano

Foto por Fábio Okano

Foto por Fábio Okano

Foto por Larissa Andrade

Foto por Larissa Andrade



Foto por Larissa Andrade

sexta-feira, 28 de março de 2014

O que é melhor: viajar de forma independente ou num pacote turístico?

Foto de minhas andanças solitárias por NY no ano passado. Descobri essa pracinha fofa ao lado de um Le Pain Quotidien (uma rede de padarias que amo) - sentei aí, comi umas frutinhas secas e oleaginosas que comprei na padaria, fiquei escutando o barulhinho da água e relaxando... Bom até de lembrar!

Esta semana uma amiga me procurou, super animada, dizendo que está querendo se presentear este ano com uma viagem para a Europa. Como será a sua primeira vez no velho mundo e sabendo que já andei perambulando por lá por um tempo, me pediu umas dicas... Resolvi transformá-las em um post, pois acho que podem ser úteis a outras pessoas também. Espero que gostem!

Tive poucas experiências com viagens de excursão na vida, basicamente algumas idas ao interior da Bahia durante o São João, encontros de arquitetura nos tempos da faculdade e um réveillon em Arraial d´Ajuda. Ano passado fui para o arquipélago de Galápagos em uma espécie de excursão, pois todos ficavam à bordo de um barco e havia uma programação a ser seguida. Não há outra forma de visitar as ilhas, visto que o acesso só é permitido na companhia de um guia, em horários predeterminados. A experiência não foi ruim: o grupo era legal e o guia passava informações bem interessantes. Entretanto, depois de oito dias já estava enjoada da comida (acredito que isso deva acontecer em viagens de navio também) e no limite de não ter liberdade em relação aos meus horários e destinos... Pensando nisso resolvi fazer uma listinha opinando o que considero de vantagem e desvantagem em termos de viagens independentes ou em grupos/excursões. 

Vantagens de programar uma viagem independente
  • Você é 100% dono de seu tempo. Cria seu roteiro, muda no meio da viagem, se der vontade... 
  • Não é obrigado a comprar um pacote com datas fixas e se adequar a elas. Tem a liberdade de criar o seu roteiro de acordo com o seu tempo e disponibilidade. Quem disse que de 2 a 12 de abril é bom para você?? Pode preferir de 3 a 13... E aí?
  • Como você meso terá que criar o seu roteiro, vai estudar sobre o lugar com antecedência. Isso faz com que a viagem comece antes, que você decida suas prioridades e principalmente que já chegue no lugar com sede de conhecê-lo, sabendo exatamente o que quer ver (nunca dá para ver tudo).
  • Você só vai onde quer. Em excursões, algumas vezes são feitas programações fixas, onde os lugares nem sempre são aqueles que nos identificamos ou queremos ir... 
  • Achou um lugar ruim, chato? Vai embora! Não tem ninguém lhe esperando (mesmo que esteja acompanhada, é completamente diferente de estar com um grupo de pessoas desconhecidas).
  • Liberdade. Quer coisa mais chata do que ter horários fixos em plenas férias? Pontos de encontro em horas exatas... A chance de você querer sair antes ou depois de determinado lugar, e não poder, porque tem um roteiro a seguir e pessoas lhe esperando, são grandes.
  • Liberdade - de novo! E se você não estiver com fome? Quiser almoçar uma maçã para não perder tempo e não puder porque precisa seguir a programação, onde todos param para almoçar, em um lugar onde você não tenha muita liberdade para desgrudar do grupo e encontrar depois?
  • Horários! Quem disse que o horário que o guia está disponível é o horário bom para você? E se quiser dormir até mais tarde, descansar...? Afinal de contas, está de férias! Enfim, se tiver um horário marcado para sair para determinada programação fica complicado.
  • Flexibilidade. Chegou em um lugar, não é aquilo que esperava... Para que ficar? Vai para outro, muda de hotel, aluga um carro, compra uma passagem de ônibus. Faz o que quiser, afinal, a intenção é se divertir!!
  • Conhecer pessoas. A chance de conhecer pessoas quando está sozinho ou em grupos pequenos é muito maior. Pode conhecer alguém legal no lounge do albergue (caso esteja hospedado em um) ou num café... Essa pessoa pode lhe dar uma dica maravilhosa e você poderá mudar os planos do seu roteiro completamente. Esse ano no Equador, conhecemos um casal de Brasileiros, descendo um teleférico, após a visita a uma montanha, com direito a cavalgada. Era hora do almoço, dividimos um taxi para um restaurante e fomos almoçar juntos. Como era Copa das Confederações, estava passando o jogo do Brasil e foi super divertido assistir o jogo e dar risadas com esse casal. Nada de programação turística a tarde toda: apenas um bom papo! Só um exemplo do tipo de coisa que acontece quando estamos viajando de forma independente, poderia fazer uns 10 posts enormes contando casos e casos...

Vantagens de viajar numa excursão ou comprar um pacote turístico
  • Para mim a maior vantagem desta opção é o ganho de tempo. Tem pessoas que não têm saco para programar suas viagens ou simplesmente não têm tempo. Nesses casos, comprar um pacote pronto, cuja única preocupação é escolher o destino, as datas e pagar, é super cômodo.
  • Tem gente que não gosta de estar sozinho, seja por insegurança ou por medo de ficar sozinho mesmo. Nesses casos, viajar numa excursão é uma garantia de companhia e suporte.
  • Estive em poucos lugares onde não falava o idioma (França, Alemanha e Suíça), sendo que nos dois últimos, é super fácil se comunicar usando o inglês. Assim, só na França tive um pouco de dificuldade, mas nada demais. Não cheguei a passar por nenhum aperto. Existem países, entretanto, que o idioma e a cultura são tão completamente diferentes dos nossos (no oriente, por exemplo) que em muitos casos, viajar numa excursão é até uma questão de segurança e otimização do roteiro. No dia que resolver ir a um desses lugares pensarei como vou fazer...
  • Tem gente que não gosta de ter riscos. Quando contratamos uma agência, dificilmente ficaremos acomodados em um hotel ruim, iremos a um restaurante que não agrade ou entraremos em uma barca furada, afinal, paga-se pelo know-how de outras pessoas para ter certas garantias. As chances de cair num esparro em uma viagem independente são sempre maiores...
Conclusão:

Sou um pouco suspeita para falar, pois amo fazer viagens independentes. Para mim uma das melhores partes da viagem é programá-la, sem muitos detalhes e na hora deixar as coisas acontecerem para decidir meus rumos. Normalmente só reservo hotel (ou albergue) para os dois primeiros dias, o resto vou decidindo no decorrer da viagem e acho essa flexibilidade super gostosa. 

Antes de decidir qual o tipo de viagem que vai fazer, precisa primeiro fazer uma auto-análise do seu perfil e ver com o que se identifica mais e qual o seu nível de espírito aventureiro. Outra coisa que amo são viagens solitárias (aliás, amo fazer muitas coisas sozinha) e sei que isso é um tabu entre muitas pessoas. Para mim não tem preço estar livre, leve e solta em um lugar, poder fazer o que me der na telha e não dever satisfações à ninguém. Isso para mim é sinônimo de estar de férias. Se tiver alguém para encontrar, encontro... Se não tiver, posso ocupar meu tempo como achar melhor: em restaurantes, museus, visitando lugares exóticos, conversando com desconhecidos em filas, caminhando pelas ruas, fazendo compras, fotografando... Enfim, o que me der vontade!! Super recomendo essa experiência, pelo menos uma vez na vida!!

Fotos de minhas andanças solitárias por NY no ano passado.
 Restaurante Kajitsu, NY. Passei uma hora e meia mastigando e meditando com essa comida. Hummmm, só de lembrar fico salivando. Não tinha ninguém para me dar pressa...


Foto aleatória no MoMa. Visitar e/ou revisitar museus sem pressa é tudo de bom!

Uma estação de trem no meu caminho para o Kushi Summer Conference em New Jersey. Tão bom viajar, sem ninguém para dispersar você enquanto aprecia uma bela paisagem pela janela...

Guggenheim de NY. Sou capaz de ficar uma hora deitada no centro do museu olhando para esse fantástico jogo de formas, luz e cores.

Candle 79 - restaurante vegano TOP em NYC. Comer sozinha é uma das minhas delícias solitárias favoritas, apreciar cada mordida, decifrando temperos, ingredientes e sabores, sem a dispersão de estar conversando com alguém.

Risoto vegano de abóbora com amêndoas e um toque de sálvia no restaurante Gobô em NY. Hummm, preciso tentar reproduzir essa receita...

Cara de pau, seu nome é Camila. Só consegui comer um prato no Gobô, mas tive a cara de pau de pedir para fotografar o prato da pessoa sentada na mesa ao lado... Coisas que fazemos quando estamos sozinhos... Existe coisa melhor do que ser cara de pau e saber que não vai ver mais aquelas pessoas depois?