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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Santa Dulce dos Pobres

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Quando tinha 8 anos meu pai fez algo inusitado, me levou para um velório. Um programa bem pouco usual para uma criança... Meu pai, que odeia multidões, cruzou toda aquela multidão, numa noite e me levou para junto do caixão na Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia e me disse: “Filha, está vendo esta mulher? O nome dela é Irmã Dulce. Guarde este momento, você está tendo a oportunidade de ver de perto uma pessoa que vai virar Santa.” Aquele momento, aquelas palavras e aquele rosto nunca saíram de minha mente.

 Como boa baiana que sou, cresci ouvindo as histórias desta Santa Maravilhosa. Testemunhar sua canonização é uma enorme emoção, um motivo para celebrar, agradecer, Beijar o Padeiro e aumentar a certeza na crença da bondade humana, apesar de tantas mazelas que vemos por aí. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Desenvolvendo Caixas de Sonhos

Imagem retirada do Google Imagens

Esse negócio de ser blogueira é engraçado. Tem gente que adora expor a própria vida e posta mil e uma coisas nas redes sociais de tudo que faz. Eu, por um lado, acho muito legal a ideia de compartilhar experiencias e ideias online, pois muitas vezes são úteis para outras pessoas, mas por outro lado, gosto de manter a minha vida reservada.

Para conseguir fazer as duas coisas ao mesmo tempo, adotei um método aqui no blog. Só publico conquistas pessoais depois que elas se concretizam. Por exemplo, não fico escrevendo sobre as minhas viagens durante as minhas viagens. Deixo para postar depois que volto, até porque quando viajo meu tempo para internet costuma ser escasso.

O mesmo em relação à minha vida. No último post expliquei em detalhes sobre a minha trajetória acadêmica na nutrição, os motivos de tantas mudanças, como elas ocorreram etc... Durante os últimos quatro anos comentava por alto uma coisa ou outra, mas tudo explicadinho, só agora que terminou...

Enfim, essa foi a maneira que encontrei de me reservar e ao mesmo tempo expor a minha vida aqui no blog. Já falei muito sobre energias aqui e sabem o quanto acredito nisso. O motivo principal de adotar esta postura é este: prefiro concentrar minhas energias nos meus projetos e metas e só divulgá-los depois que se concretizam.

Falando em metas, ano novo está vindo aí... Já preparou a sua lista de metas para 2015? A minha é constantemente renovada. Aprendi com uma amiga há tempos, mas só coloquei em prática no ano passado. Este é o primeiro ano completo deste método. Funciona assim: tenho uma apresentação em Power Point, carregada de imagens, onde cada slide representa uma meta a ser alcançada. Volta e meia eu entro, acrescento alguma coisa e principalmente vejo que meus planos e projetos estão se concretizando. O nome disso é Caixa de Sonhos: lá vou depositando meus desejos e sempre que lembro visito para reforçar a intenção de cada um dos sonhos. Fica a dica para você organizar suas metas para 2015, estou super feliz com os resultados das minhas: 2014 superou as minhas expectativas!

Nas imagens abaixo compartilho os slides feitos ainda no fim de 2013, para a minha Caixa de Sonhos Virtual de 2014. Esses já foram concretizados e outros foram se renovando, além das surpresas no meio do caminho... Assim, podem ter uma ideia de como montar uma Caixa de Sonhos virtual para o ano que está vindo aí.

Obs.: Note que quando fiz essa Caixa de Sonhos, não tinha a menor ideia do que me aguardava na faculdade nova e menos ainda de como seria a transferência. Se tivesse ficado na faculdade que cursei em Salvador em 2013, só iria conseguir me formar em meados ou final de 2015, devido às incompatibilidades das grades curriculares. No normal, pensaria que mais uma transferência iria atrapalhar e atrasar ainda mais a minha formatura, no entanto, amei o meu último ano de faculdade, conheci pessoas maravilhosas, fiz excelentes estágios e ainda consegui compatibilizar minha grade com os horários e disciplinas oferecidas na instituição para me formar no tempo certo. Será que ter focado minhas energias na realização desse sonho interferiu em alguma coisa?




Follow the yellow brick road

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Como falar em trajetórias sinuosas que dão certo no fim sem lembrar da estrada de tijolos amarelos (yellow brick road) do clássico O Mágico de Oz? 

Acho que já comentei um pouco sobre a minha trajetória acadêmica por aqui, mas vou fazer um pequeno resumo. Há quatro anos, depois de namorar a ideia por muito tempo, resolvi tomar coragem para encarar novamente a vida de universitária. Comecei o curso de nutrição em Salvador em 2011, paralelamente ao trabalho com arquitetura e ainda este ano tive mais novidades: casei, vim morar em Belo Horizonte, transferi o curso e passei o resto do ano na ponte aérea, concluindo meus trabalhos em Salvador enquanto morava e estudava em Belo Horizonte.

Em 2012 já estava mais estabelecida em BH e livre de pendências em Salvador. Foi o ano que trabalhei com fornecimento de refeições de alimentos naturais aqui, enquanto fazia faculdade à noite. Nas horas vagas continuei dando minhas aulas de culinária, não só em Belo Horizonte e Salvador, como também em outros estados como no Rio e em São Paulo. Enfim, a mudança de vida foi completa: trabalhando com cozinha, estudando nutrição, morando em uma cidade nova, com novo estado civil... Com fé e coragem, as coisas foram acontecendo... 

 A experiência foi maravilhosa, mas em 2013 tive que encarar outra mudança e retornei a Salvador, transferindo o curso novamente, para uma instituição diferente, já que a primeira onde estudei em Salvador tinha uma enorme incompatibilidade de grade. Estava iniciando o quinto semestre do curso na terceira instituição diferente. A cada transferência precisei repetir matérias por conta das diferenças nas cargas horárias, além de toda adaptação com novas instituições, turmas e professores.

Tenho muita facilidade de adaptação a mudanças e apesar das adversidades tirei de letra todas essas transferências. Só para deixar a historinha mais interessante, no fim de 2013 descobri que teria que voltar para BH no início de 2014, só que para morar no outro extremo da cidade e portanto, precisaria transferir meu curso novamente, só que para uma instituição de ensino diferente da que estudei nos anos de 2011 e 2012, por conta da logística do deslocamento.

Incrivelmente consegui concluir o curso em 4 anos (8 semestres), tendo passado por 4 instituições de ensino, 20 turmas diferentes e ainda fechar com chave de ouro, com nota 10,00 no TCC. 

Foram inúmeros os trabalhos em grupos com pessoas que mal conhecia e muito exercício da paciência, tendo que lidar com gente de todas as faixas etárias, culturas e temperamentos... Conheci diversas pessoas nesta trajetória, mas fiz pouquíssimas amizades, pois mal dava tempo de consolidar relações e sendo eternamente dessemestralizada, à cada semestre, tive aulas em turmas de cursos e semestres distintos. Durante todo o tempo peguei o máximo de disciplinas possível, para evitar atrasar o curso e essa trajetória acadêmica sinuosa, não foi nada planejada, mas ao fim, deu tudo certo e aqui estou eu: FINALMENTE FORMADA!


Esse blog teve início antes de toda essa revolução e é com muita alegria que compartilho e celebro mais um capítulo no livro online de minha vida. Agradeço a todos aqueles que vêm confiando em meu trabalho, me prestigiando como alunos e clientes: o feedback de vocês e os resultados que já alcançamos juntos são minhas maiores alavancas. VIVA!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Cuscuz nordestino de batata-doce e coco

Como boa nordestina que sou, adoro um cuscuz!! Só que tenho tido muita dificuldade em encontrar fubá de milho que não tenha o maldito "T" de transgênico na embalagem e aí o jeito foi inovar o cuscuz. Esta receita é super simples, saudável e saborosa. Espero que gostem!!


Ingredientes:
  • 1 batata doce grande (2 xícaras de batata-doce ralada)
  • 1 xícara de bagaço de coco
  • 1 colher de chá de sal marinho


Preparo:
  • Ralar a batata-doce crua em um ralador fino. Misturar com o coco ralado e o sal. Como a batata é úmida, não precisa acrescentar água. Colocar a mistura em um cuscuzeiro, sem apertar a mistura (caso contrário não fica fofinho e leve). Cozinhar por 15 minutos no vapor. Antes de desligar o fogo, é sempre bom dar uma provadinha para ver se a batata está macia e cozida. 
  • Servir com leite de coco caseiro por cima. 


Observações: 
  • A batata doce pode ser substituída pelo inhame. Ainda não testei com a batata-baroa, mas deve ficar ótimo, principalmente porque a cor da batata baroa cozida é bem semelhante à cor do cuscuz tradicional de milho. 
  • O coco é opcional - dá para fazer sem o coco ralado também, eu usei para gastar o que sobrou do meu leite de coco caseiro. 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Abril - o melhor mês do ano, seja bem-vindo!

Começou o melhor mês do ano!! O primeiro mês do horóscopo, o mês do clima gostoso, seja aqui ou no hemisfério norte (prefiro as estações intermediárias: primavera e outono do que as principais). Resumindo: o mês que apesar de ser o quarto do ano é para mim o primeiro, pois nasci justamente em seu primeiro dia! 

Ontem recebi uma imagem ótima de primeiro de abril. Um pouco presunçosa, mas se não pensarmos assim de nós mesmos, quem irá pensar?? Risos!! Brincadeiras à parte, tive o privilégio de ser uma dessas pessoas descritas abaixo e adoro ter nascido nesta data, pois é um dia marcante, fácil de gravar e acima de tudo, divertido e cheio de piadas. Enfim, é um dia que as pessoas estão alegres, pregando peças e fazendo graça por todo tipo de besteira. Minha cara!


Longe da família e da maior parte de meus amigos, recebi mensagens lindas que alegraram meu dia. Para completar, fui muito bem acolhida por minha família mineira adotiva e a comemoração foi excelente! Super grata a todos por deixarem meu dia ainda mais feliz - o melhor presente que podemos ter na vida é a certeza de muitos amigos e pessoas queridas por perto (mesmo que geograficamente distantes).

Crise dos 30?? Jamais!!! Principalmente depois de ter falado com a minha avó ao telefone e dela ter me lembrando que ainda faltam 63 anos para alcançá-la... Inspiração, isso sim!!!

Outra coisa que graças a Deus desconheço é o tal do inferno astral. Pelo contrário, fico sempre tão feliz com a chegada do meu aniversário que já começo a me alegrar com antecedência. Esse ano não foi diferente...

A gratidão é um sentimento que me acompanha o tempo inteiro. Raramente faço pedidos em minhas orações, mas passo o tempo todo agradecendo. Ontem foi um dia de MUITOS AGRADECIMENTOS!! Consigo minimizar as coisas que me aborrecem e fazer crescer aquelas que me fazem querer Beijar o Padeiro. É aquela velha questão das escolhas que fazemos na vida. Eu escolhi ser uma pessoa grata e feliz, procurando não desperdiçar minha energia com picuinhas, brigas, mau-humor, pessoas e coisas que me sugam: passo batido em direção à algo que me estimule e me alegre.

Um dos agradecimentos que tenho a fazer dedico à vocês, leitores desse blog. O mês de março, que acabou de passar, foi o mês com maior número de visitas da história do blog. Aconteceu assim: despretensiosamente... Surpresa ótima no dia do meu aniversário, hein? Grata pelo incentivo, apoio, confiança e por prestigiarem o meu trabalho. Saber que o que compartilho é útil para a vida das pessoas me traz enorme alegria!

É isso aí!!! Se esse é um mês especial em sua vida também, bem-vindo ao clube dos que amam o mês de abril. Se não é o seu caso, pode tratar de arrumar um motivo, por exemplo: é o mês da Páscoa, feriado, comidas gostosas, encontros em família... Esse ano então, vai juntar com o feriado de Tiradentes: tudodebom.com.br!!! Vamos aproveitá-lo!!!

Grande Beijo no Padeiro!!!

sexta-feira, 28 de março de 2014

O que é melhor: viajar de forma independente ou num pacote turístico?

Foto de minhas andanças solitárias por NY no ano passado. Descobri essa pracinha fofa ao lado de um Le Pain Quotidien (uma rede de padarias que amo) - sentei aí, comi umas frutinhas secas e oleaginosas que comprei na padaria, fiquei escutando o barulhinho da água e relaxando... Bom até de lembrar!

Esta semana uma amiga me procurou, super animada, dizendo que está querendo se presentear este ano com uma viagem para a Europa. Como será a sua primeira vez no velho mundo e sabendo que já andei perambulando por lá por um tempo, me pediu umas dicas... Resolvi transformá-las em um post, pois acho que podem ser úteis a outras pessoas também. Espero que gostem!

Tive poucas experiências com viagens de excursão na vida, basicamente algumas idas ao interior da Bahia durante o São João, encontros de arquitetura nos tempos da faculdade e um réveillon em Arraial d´Ajuda. Ano passado fui para o arquipélago de Galápagos em uma espécie de excursão, pois todos ficavam à bordo de um barco e havia uma programação a ser seguida. Não há outra forma de visitar as ilhas, visto que o acesso só é permitido na companhia de um guia, em horários predeterminados. A experiência não foi ruim: o grupo era legal e o guia passava informações bem interessantes. Entretanto, depois de oito dias já estava enjoada da comida (acredito que isso deva acontecer em viagens de navio também) e no limite de não ter liberdade em relação aos meus horários e destinos... Pensando nisso resolvi fazer uma listinha opinando o que considero de vantagem e desvantagem em termos de viagens independentes ou em grupos/excursões. 

Vantagens de programar uma viagem independente
  • Você é 100% dono de seu tempo. Cria seu roteiro, muda no meio da viagem, se der vontade... 
  • Não é obrigado a comprar um pacote com datas fixas e se adequar a elas. Tem a liberdade de criar o seu roteiro de acordo com o seu tempo e disponibilidade. Quem disse que de 2 a 12 de abril é bom para você?? Pode preferir de 3 a 13... E aí?
  • Como você meso terá que criar o seu roteiro, vai estudar sobre o lugar com antecedência. Isso faz com que a viagem comece antes, que você decida suas prioridades e principalmente que já chegue no lugar com sede de conhecê-lo, sabendo exatamente o que quer ver (nunca dá para ver tudo).
  • Você só vai onde quer. Em excursões, algumas vezes são feitas programações fixas, onde os lugares nem sempre são aqueles que nos identificamos ou queremos ir... 
  • Achou um lugar ruim, chato? Vai embora! Não tem ninguém lhe esperando (mesmo que esteja acompanhada, é completamente diferente de estar com um grupo de pessoas desconhecidas).
  • Liberdade. Quer coisa mais chata do que ter horários fixos em plenas férias? Pontos de encontro em horas exatas... A chance de você querer sair antes ou depois de determinado lugar, e não poder, porque tem um roteiro a seguir e pessoas lhe esperando, são grandes.
  • Liberdade - de novo! E se você não estiver com fome? Quiser almoçar uma maçã para não perder tempo e não puder porque precisa seguir a programação, onde todos param para almoçar, em um lugar onde você não tenha muita liberdade para desgrudar do grupo e encontrar depois?
  • Horários! Quem disse que o horário que o guia está disponível é o horário bom para você? E se quiser dormir até mais tarde, descansar...? Afinal de contas, está de férias! Enfim, se tiver um horário marcado para sair para determinada programação fica complicado.
  • Flexibilidade. Chegou em um lugar, não é aquilo que esperava... Para que ficar? Vai para outro, muda de hotel, aluga um carro, compra uma passagem de ônibus. Faz o que quiser, afinal, a intenção é se divertir!!
  • Conhecer pessoas. A chance de conhecer pessoas quando está sozinho ou em grupos pequenos é muito maior. Pode conhecer alguém legal no lounge do albergue (caso esteja hospedado em um) ou num café... Essa pessoa pode lhe dar uma dica maravilhosa e você poderá mudar os planos do seu roteiro completamente. Esse ano no Equador, conhecemos um casal de Brasileiros, descendo um teleférico, após a visita a uma montanha, com direito a cavalgada. Era hora do almoço, dividimos um taxi para um restaurante e fomos almoçar juntos. Como era Copa das Confederações, estava passando o jogo do Brasil e foi super divertido assistir o jogo e dar risadas com esse casal. Nada de programação turística a tarde toda: apenas um bom papo! Só um exemplo do tipo de coisa que acontece quando estamos viajando de forma independente, poderia fazer uns 10 posts enormes contando casos e casos...

Vantagens de viajar numa excursão ou comprar um pacote turístico
  • Para mim a maior vantagem desta opção é o ganho de tempo. Tem pessoas que não têm saco para programar suas viagens ou simplesmente não têm tempo. Nesses casos, comprar um pacote pronto, cuja única preocupação é escolher o destino, as datas e pagar, é super cômodo.
  • Tem gente que não gosta de estar sozinho, seja por insegurança ou por medo de ficar sozinho mesmo. Nesses casos, viajar numa excursão é uma garantia de companhia e suporte.
  • Estive em poucos lugares onde não falava o idioma (França, Alemanha e Suíça), sendo que nos dois últimos, é super fácil se comunicar usando o inglês. Assim, só na França tive um pouco de dificuldade, mas nada demais. Não cheguei a passar por nenhum aperto. Existem países, entretanto, que o idioma e a cultura são tão completamente diferentes dos nossos (no oriente, por exemplo) que em muitos casos, viajar numa excursão é até uma questão de segurança e otimização do roteiro. No dia que resolver ir a um desses lugares pensarei como vou fazer...
  • Tem gente que não gosta de ter riscos. Quando contratamos uma agência, dificilmente ficaremos acomodados em um hotel ruim, iremos a um restaurante que não agrade ou entraremos em uma barca furada, afinal, paga-se pelo know-how de outras pessoas para ter certas garantias. As chances de cair num esparro em uma viagem independente são sempre maiores...
Conclusão:

Sou um pouco suspeita para falar, pois amo fazer viagens independentes. Para mim uma das melhores partes da viagem é programá-la, sem muitos detalhes e na hora deixar as coisas acontecerem para decidir meus rumos. Normalmente só reservo hotel (ou albergue) para os dois primeiros dias, o resto vou decidindo no decorrer da viagem e acho essa flexibilidade super gostosa. 

Antes de decidir qual o tipo de viagem que vai fazer, precisa primeiro fazer uma auto-análise do seu perfil e ver com o que se identifica mais e qual o seu nível de espírito aventureiro. Outra coisa que amo são viagens solitárias (aliás, amo fazer muitas coisas sozinha) e sei que isso é um tabu entre muitas pessoas. Para mim não tem preço estar livre, leve e solta em um lugar, poder fazer o que me der na telha e não dever satisfações à ninguém. Isso para mim é sinônimo de estar de férias. Se tiver alguém para encontrar, encontro... Se não tiver, posso ocupar meu tempo como achar melhor: em restaurantes, museus, visitando lugares exóticos, conversando com desconhecidos em filas, caminhando pelas ruas, fazendo compras, fotografando... Enfim, o que me der vontade!! Super recomendo essa experiência, pelo menos uma vez na vida!!

Fotos de minhas andanças solitárias por NY no ano passado.
 Restaurante Kajitsu, NY. Passei uma hora e meia mastigando e meditando com essa comida. Hummmm, só de lembrar fico salivando. Não tinha ninguém para me dar pressa...


Foto aleatória no MoMa. Visitar e/ou revisitar museus sem pressa é tudo de bom!

Uma estação de trem no meu caminho para o Kushi Summer Conference em New Jersey. Tão bom viajar, sem ninguém para dispersar você enquanto aprecia uma bela paisagem pela janela...

Guggenheim de NY. Sou capaz de ficar uma hora deitada no centro do museu olhando para esse fantástico jogo de formas, luz e cores.

Candle 79 - restaurante vegano TOP em NYC. Comer sozinha é uma das minhas delícias solitárias favoritas, apreciar cada mordida, decifrando temperos, ingredientes e sabores, sem a dispersão de estar conversando com alguém.

Risoto vegano de abóbora com amêndoas e um toque de sálvia no restaurante Gobô em NY. Hummm, preciso tentar reproduzir essa receita...

Cara de pau, seu nome é Camila. Só consegui comer um prato no Gobô, mas tive a cara de pau de pedir para fotografar o prato da pessoa sentada na mesa ao lado... Coisas que fazemos quando estamos sozinhos... Existe coisa melhor do que ser cara de pau e saber que não vai ver mais aquelas pessoas depois?

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Apagão... corrupção... mensalão... Quantos "ãos" são necessários para despertar o cidadão brasileiro?

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Quem quiser que acredite que o mesmo governo que acabou com a Petrobras não está seguindo os mesmos passos em relação à Eletrobras. Falta de luz não é privilégio de quem vive na roça... Estou usando a energia alheia neste momento, pois em minha rua não há energia desde ontem (quase 24 horas) e a previsão é de que não retorne até amanhã (tomara que não passe de 48 horas).

Banho quente? Elevador? Escada iluminada? Geladeira? Internet? Televisão? Computador? Tomadas? Luz? Quem precisa dessas coisas??

Como sabem, estou em fase de mudança e tinha agendado a entrega de uns móveis hoje. Tive que cancelar pela impossibilidade de subir grandes volumes por 13 andares, em uma escada à luz de velas ou lanterna. Tive cancelar também a instalação do varal e das cortinas, pois não há como fazer isso sem uma furadeira elétrica. Só me resta comprar mais velas para pelo menos poder ler à noite...

Uma coisa é fato, minha irmã passou MAIS DE UM MÊS sem água em casa lá na Bahia (vive em Camaçari, município vizinho à Salvador) e certamente ficar sem luz é bem menos pior do que ficar sem água. Nem preciso comentar que além desse episódio prolongado, a falta de água no bairro em que ela vive é frequente...  

Por essas e outras que defendo que o Estado deve ser minimamente reduzido e não, como muitos defendem, um super papai, responsável por gerir tudo e mais um pouco e oferecer uma mesadinha à população. Essa é a fórmula perfeita para um colapso total!!!

Enfim, não dá para ter inspiração para beijar o padeiro/escrever numa situação dessas. Aliás, preciso reduzir e otimizar meu consumo energético. Com sorte conseguirei carregar o meu celular para ter um despertador amanhã de manhã...

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Bagunça física x bagunça psicológica

Oxente!! Fui editar este texto, pois fiquei devendo colocar as fotos que ilustravam minha casa na época e ele reapareceu como se tivesse sido publicado hoje, quando na verdade foi publicado no dia 23 de janeiro... Quem entende?? Tomara que isso não aconteça cada vez que eu resolva editar algum detalhe em posts antigos... Bem, mais de duas semanas já se passaram, e como disse na ocasião, as coisas estão só melhorando... Cada dia a vida nova torna-se mais organizada!! =)

Certa feita uma psicóloga disse-me que eu era extremamente organizada e não aguentei: tive que rir na cara dela. Expliquei o quão bem consigo conviver em um ambiente bagunçado e que na verdade eu era mesmo bastante bagunceira...

Daí ela veio com uma explicação bem convincente. Disse que minha cabeça era extremamente organizada e que uma prova disso era justamente a minha bagunça em espaços físicos. Explicou-me que é como uma válvula de escape para pessoas que têm grande organização mental... Fez sentido, afinal, mesmo convivendo bem com a bagunça física, sempre gostei de dizer que ela é uma bagunça organizada, pois sei exatamente onde guardo tudo e sou extremamente metódica neste sentido. Já a minha cabeça, costuma ser bem organizada em termos de planejamento, cumprimento de tarefas e horários e atenção.





Hoje queria encontrar um gênio da lâmpada para fazer só um pedido: uma casa arrumada! Bagunça tem limite, até mesmo para uma pessoa declaradamente bagunceira como eu. Estou sonhando com acesso à internet em casa, armários, boxe, espelhos, fogão e máquina de lavar funcionando, varal para colocar as roupas para secar, cadeira para sentar... Mas a situação já melhorou, pois há alguns dias estava dormindo em colchão inflável e sem ter sequer onde pendurar uma toalha ou colocar um xampu, logo, não tenho do que reclamar, afinal it´s getting better all the time...



Estou em  processo de mudança desde 20 de dezembro, literalmente a base de sacolas, malas e caixas. De lá para cá já dormi em 8 camas diferentes e está muito difícil criar uma organização mental nesse nível de bagunça... Há quatro dias estou finalmente habitando uma casa que posso chamar de minha: mas ainda estou beeeeeem acampada! Aos pouquinhos as coisas estão se organizando, mas enquanto não consigo criar uma rotina não consigo organizar minha cabeça e horários.

Sentimento? Estou sentindo-me literalmente encaixotada!! No inicio de dezembro de 2012, quando fiz minha mudança para Salvador, encaixotei tudo meu (depois de me desfazer de várias coisas). Ao longo do ano de 2013, à medida que ia precisando de alguma coisa, ia desembalando, mas pelo menos metade das caixas permaneceram intactas o ano inteiro... Aí, volta e meia, lembro de alguma coisa que tenho, para na sequência lembrar que está encaixotada!!! Agora a sensação intensificou, pois reembalei um monte de coisas, não sei onde está tudo e cada vez que resolvo abrir uma caixa é um processo demorado, com o risco de ter que abrir outra, outra, outra... Até achar o que estou procurando. A pior parte é pensar que frequentemente sentirei falta de alguma coisa, afinal, deixei muitas coisas na casa dos meus pais em Salvador e quem já fez mudanças sabe que é quase impossível levar tudo, principalmente quando você sabe que vai fazer outras mudanças. Na verdade é uma sorte ter um pouso certo em Salvador, pois tem coisas que devem ser transportadas o mínimo possível, como fotografias antigas, por exemplo...

Enfim, nem preciso dizer que está sendo difícil manter o blog atualizado nesse caos, né? Mas não tenho do que reclamar, afinal está tudo se organizando passo-a-passo... A propósito, estou numa fila de espera neste momento, tão longa que deu tempo de escrever dois posts (este e o próximo)... Ainda bem que tenho várias formas de driblar o tempo e ser mais paciente!! =)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Metas: primeira semana de 2014


2014 começou do jeitinho que eu gosto...

Dia 2 de janeiro, cinco da matina, já estava com o pé na estrada. Destino? Sul da Bahia: Cumuruxatiba! Um paraíso!! Tirei várias fotos no iPhone de meu amigo e anfitrião, pois ingenuamente não levei o celular para a praia... Ele ficou de me mandar e em breve postarei lá no Instagram. (As fotos que estão no post foram tirados no dia que cheguei: 2 de janeiro e na véspera de ir embora: 4 de janeiro --> ambas no pôr-do-sol.



Ficamos lá até o dia 5 de janeiro e depois mais estrada. Desta vez rumo à BH. Muito engarrafamento e o percurso que estava previsto para começar 6:00 e terminar 18:00, só terminou 22:00 - sem paradas!! O que salvou foram os muitos CDs que tinha no carro!! Não repeti nenhum ao longo dos mais de 1500km percorridos!! Além disso, pegamos um trecho montanhoso (e sinuoso) lindíssimo entre Governador Valadares e BH. Tudo super verde, me senti nos Andes!! Amo o mar, mas não posso negar que as montanhas são muito charmosas...

Comecei a minha primeira semana totalmente sem rotina... Como será que estão as metas?? Difíceis de cumprir!!

Dieta: fazendo todas as refeições na rua e em lugares desconhecidos é quase impossível fugir do queijo, já que não como nem carne vermelha e nem frango. Em Cumuruxatiba fui bem servida de frutos do mar, mas a estrada foi à base de pão de queijo. Total falta de opções e tempo para parar em restaurantes... Apenas lanches rápidos nos postos de gasolina mais arrumadinhos... Em relação à quantidade, tenho comido moderadamente esses dias. Somente um dia em Cumuruxatiba que jaquei e comi muuuuuuiito no almoço e no jantar. Senti-me super pesada e arrependida do exagero depois...

Atividade física: caminhada de 4 horas na praia de Cumuruxatiba um dia... 2 dias sentada no carro... 1 dia de relax total na Praia... Dois dias de correria Urbana, com direito à muito bate perna.

Sono: consegui dormir todos os dias antes da meia noite e tenho acordado bem cedo!! E olhe que acrescentei uma hora no relógio aqui em BH... Yay!! Ponto pra mim!!

Bebidas Alcoólicas: ponto fraco!!! Dia 1 tomei 2 dedos de vinho tinto... Dia 2, depois de um dia inteiro na estrada não resisti a uma cervejinha gelada pra relaxar... Dia 3 passei o dia sem beber, mas à noite caí na tentação do vinho tinto... Depois disso nada mais...

É isso aí!!! Resolvi manter um diário registrando minhas metas. Estou fazendo no bloco de notas do celular... Achei uma boa maneira de me estimular e acompanhar meu progresso. #ficaadica

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Açúcar: a cocaína das crianças indefesas

Acabei de ler esse pequeno post no blog Cantinho Vegetariano e não resisti em comentá-lo...

Já falei aqui sobre minhas aventuras com o açúcar e desde que entrei na faculdade de nutrição tenho tido experiencias bem interessantes (para não dizer assustadoras, decepcionantes...) com o tema. No ambiente universitário frequentemente me sinto uma NEURÓTICA quando o assunto é açúcar, pois nem meus colegas e nem meus professores parecem ver o tal pozinho branco da forma como eu vejo: como uma droga!


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Claro que se comentam sobre os riscos do consumo excessivo de açúcar em relação ao diabetes, obesidade e síndromes metabólicas. Mas não há muita ênfase nisso e a sensação que tenho é que o consumo de açúcar anda tão alto, que até mesmo as pessoas que lidam com nutrição perderam o parâmetro do que é muito e do que é pouco...


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Exagerando? Acho que não... Minhas colegas lancham biscoitos recheados, tomam refrigerantes, sucos industrializados, adoçam sucos da fruta feitos na hora (até o suco de laranja que é naturalmente super doce) - diariamente!!! 


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Outro dia, programei uma atividade em meu estágio em Saúde Pública para mostrar o documentário Muito Além do Peso para pais e idosos da comunidade onde realizei trabalhos este semestre... Aí resolvemos organizar um lanche para oferecer ao pessoal: pipoca e suco de fruta. A ideia era mostrar que é possível fazer um lanche saudável, saboroso e barato (pipoca com pouco sal e suco sem açúcar). Vocês acreditam que até o último minuto minhas colegas de estágio e preceptora insistiam para colocar açúcar no suco? Falei para provarem e elas foram obrigadas a concordar que não havia a menor necessidade: o suco estava super doce naturalmente... Mas juro que quase tive que brigar para impor a minha vontade de que o suco fosse sem açúcar. Inacreditável, hein?? Nem preciso dizer que o lanche foi um sucesso, que todos comeram, repetiram e pediram BIS!! Assim, marcamos outra sessão de cinema outro dia e foi um excelente (principalmente o lanche LIGHT). Pena que estava tão 'azuada' com a organização que acabei me esquecendo de tirar fotos: a primeira versão teve umas 30 pessoas e a segunda, umas 70 - tinha gente assistindo filme de pé, pois não havia mais espaço para cadeiras na sala!!


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Ah, lembrei de mais uma do estágio. Certa feita estava em reunião com os coordenadores da escola/creche da comunidade e como estava próximo ao dia das crianças pediram que realizássemos uma campanha na faculdade para arrecadar balas e bombons para as crianças. Nem acreditei em meus ouvidos! Expliquei que o nosso papel ali era de promover a saúde, com atividades de educação nutricional e que uma de nossas missões com aquelas crianças era justamente de desatrelar a ideia de que doce é sinônimo de felicidade. Com muita satisfação, realizamos uma atividade onde levamos uma feira de verduras e frutas das mais variadas, para apresentar o reino vegetal às crianças. Foi super divertido, elas conheceram produtos absolutamente novos e provaram todos os tipos de frutas. Estavam tão entretidas com o aprendizado e atividade dinâmica que nem lembraram que balas existiam...


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Hoje tenho visto que um dos maiores desafios na Educação Nutricional é a educação dos pais e avós, ou seja, dos adultos em geral... São eles que compram e oferecem doces e refrigerantes para as crianças o tempo todo, pois têm uma ideia arraigada de que são formas de fazer as crianças mais felizes. Além disso, como falei anteriormente, elas acham que 'é só um pouquinho', mas não fazem a menor ideia de que aquilo que consideram pouco, é MUITO!! Criança feliz é criança saudável, com amigos, espaço para correr, brinquedos e barriga cheia!! Açúcar é caloria vazia, não enche barriga de ninguém, corrói os ossos, acaba com os dentes, atrapalha o crescimento, diminui a imunidade e ainda está fortemente vinculado à grandes epidemias como a obesidade e o diabetes...


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Só mais um comentário para finalizar, voltando ao ambiente acadêmico. Outra decepção são as aulas práticas de técnicas dietéticas e afins. Quase TODAS incluem preparos contendo açúcar e quando não contém a substituição é por aspartame (receitas para diabéticos). Preciso comentar do uso de margarina nas receitas?? Sei que o assunto não é esse, mas não resisti!!! Até hoje espero uma aula de como extrair o doce natural de ingredientes saudáveis e fazer sobremesas deliciosas, doces e sem açúcar (sim, isso é totalmente possível)... Ainda bem que tenho outros lugares para aprender esse tipo de coisa, pois na faculdade ninguém se preocupa com isso: até na aula de fitoterapia com o uso de chás incentivam o uso do açúcar (terapêutico, será?).  


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Para quem ficou curioso com o suco, vou dar uma dica SUPER simples!! Suco de polpa geralmente fica sem graça pois as pessoas estão acostumadas a diluir com muita água e adoçar com açúcar. O que fiz no dia do filme foi misturar suco de polpa com banana e deixar mais grossinho... Várias misturas ficam uma delícia, porém as minhas prediletas são: banana com açaí, banana com abacaxi e banana com goiaba. Essa é uma sugestão prática e mais em conta (aqui na Bahia encontram-se polpas de frutas por preços bastante acessíveis, bem como banana e essa era uma das preocupações ao realizar a atividade que comentei...), mas o mundo frugívoro é extremamente rico em opções naturalmente doces e deliciosas! Use, abuse, prove e desfrute!! 


Estatística do documentário Muito Além do Peso

E aí gente?? Será mesmo que estou ficando louca, neurótica com esse tema?? Será que estou exagerando em insistir tanto em alertar sobre os perigos do consumo abusivo do açúcar??

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

SUPERAÇÃO: Vídeo para Beijar o Padeiro

Pratico natação desde os sete anos de idade e entre idas e vindas já conheci muita gente inesquecível e inspiradora. Em 2003, em meu treino tinha um anão e um cara com uma perna só: era incrível observar a garra e a superação deles, que não ficavam para trás de ninguém na turma, apesar das adversidades... Em 2004 comecei a nadar com um paraplégico e nesse tempo já não fazia mais parte de nenhuma equipe, era nado livre - ou seja, ninguém para cobrar, exigir ou passar o treino: pura força de vontade e determinação. Ele tampouco fica para trás em termos de velocidade, preciso unir pernas e braços para competir com as suas fortes braçadas! Ficamos amigos e sua alegria de viver e entusiasmo sempre foram contagiantes: até hoje lembro dele quando entro em fases preguiçosas, pois é fiel à natação faça chuva ou faça sol, já eu, carrego o título de 'nadadora de verão' no clube. Nem preciso dizer que não me orgulho nem um pouco deste meu apelido e admiro profundamente a garra de quem supera obstáculos que para muitos parecem intransponíveis. Ter conhecido esses atletas é um grande motivo para beijar o padeiro, ser grata pela vida e ter grandes exemplos do que é saber extrair o melhor dela. Claro que lembrei deles quando assisti este vídeo... Simplesmente emocionante! 

Vídeo feito por Renato Cabral e narrado por Leandro Sosi 



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Formação em Educação Nutricional em Salvador pelo CECANE UFBA

Imagem retirada do Google Imagens

Nos últimos três dias tive uma oportunidade maravilhosa de participar de um programa de Formação do CECANE UFBA (Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar) que reuniu diversos representantes de escolas municipais dos estados da Bahia e de Sergipe.


Preciso dizer que o evento superou as minhas expectativas em diversos aspectos: organização, temática, abordagens, metodologia, palestras... Todos os participantes estão de parabéns e eu muito feliz pelo convite para fazer parte deste grupo.

A realidade das escolas em pequenos municípios do Brasil e especificamente do Nordeste, não é nada fácil. Nestes dias convivi com pessoas que relataram as mais diversas dificuldades de implantação de programas de educação nutricional em suas escolas. Escassez de água; falta de estrutura física; infraestrutura urbana e acessibilidade precárias; equipes insuficientes; pouca verba; nenhuma verba (escolas sem merenda há três meses, pois o município não prestou contas dos últimos três anos); problemas políticos que vão desde a corrupção até a ocupação de cargos por pura influencia com total descomprometimento; desperdício de comida (inacreditável pensar num paradoxo desses em um panorama de predomínio da escassez); falta de preparo e qualificação das merendeiras, pouco ou nenhum interesse das partes relacionadas (pais, equipe pedagógica, gestores)... são apenas alguns dos exemplos que escutei esses dias.

Por outro lado, vi pessoas comprometidas e motivadas, que percorreram quilômetros para participar deste evento. Totalmente focadas (poderiam ter se dispersado pela 'capital'), levando a sério as atividades, participando dos debates e das palestras ativamente. Ouvi relatos de pessoas que vêm vencendo as inúmeras adversidades encontradas nos municípios (difícil é encontrar alguma facilidade) e promovendo trabalhos de forma motivada e progressiva. 

Enfim, foi uma oportunidade ímpar de estar próxima a pessoas que fazem valer os seus cargos e trabalham com amor e afinco. Gente que se dispõe a 'ter mais trabalho' em prol da realização de projetos que ainda funcionam na base da criatividade e do suor, já que o conceito de Educação Nutricional e as ações relacionadas a este setor ainda são bastante incipientes e experimentais. Desejo que ações como essas possam se multiplicar e que os agentes envolvidos nestes tipos de projetos tornem-se cada vez mais motivados a abraçar a causa da Educação Nutricional. Que retornem para os seus municípios com as baterias recarregadas pelas ideias elaboradas nos últimos dias e pela energia da Terra de Todos os Santos. Afinal de contas, em um panorama onde uns acreditam que a solução do Brasil é a importação de mais médicos, trabalhar com Educação Nutricional é uma grande oportunidade de mudar o paradigma do tratamento da saúde pela doença, para o enfoque na prevenção, promoção da saúde e qualidade de vida.

Lá vem o sol... Here comes the sun...

Bom dia!!!

Primeiro gostaria de me desculpar por estar um pouco sumida...

Nenhum motivo especifico, apenas dias cheios e pouco acesso à internet pelo computador (basicamente só pelo celular de forma pontual). -- Para completar, só agora vi que esse post ficou preso a manhã inteira na minha caixa de saída, e eu crente que ele já estava no ar desde bem cedinho...

Hoje acordei pensando nas pessoas que vivem em lugares que ficam meses sem a bênção da luz solar. Depois de 2 dias de chuva e dias cinzas em Salvador, acordei com o sol brilhando em minha janela (desço as persianas no máximo 1 dia ao ano) e com aquela vontade de beijar o padeiro!

Lembrei de uma entrevista ótima que assisti nesse link ontem, onde o professor Clóvis de Barros Filho comentava que não consegue compreender o bom humor matinal... Bem, eu não consigo entender o mau humor matinal: acordar é a chance do recomeço, é a alegria de mais um dia de VIDA! Como não celebrar o despertar? A despeito deste mero comentário, este vídeo é maravilhoso e merece ser visto: super Beijo no Padeiro!

Deixo vocês com o meu BOM DIA ao som do meu Beatle predileto!!!


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Filosofando sobre o sentido do lar e da saudade

Imagem publicada por alguém no Instagram 
Traduzindo: 
"Você nunca estará totalmente em casa novamente, pois parte do seu coração estará sempre em outro lugar. Esse é o preço que você paga pela riqueza e amar e conhecer pessoas em mais de um lugar."

Outro dia publiquei essa imagem no Instagram e hoje vou filosofar um pouco sobre a sua mensagem...

Este final de semana estive em BH, após nove meses sem ir lá. Quanta nostalgia!! Quando morava lá, me sentia assom quando vinha à Salvador, mas a sensação é um pouco diferente.

A nossa terra natal, quando é a mesma onde moram os nossos familiares, será sempre uma certeza de um porto seguro. Quando morei na Espanha e depois em Belo Horizonte, sabia que não importava para onde fosse no mundo, sempre teria um pouso certo em Salvador. É esta certeza que me faz querer desbravar o mundo, pois sei que há muito o que conhecer por aí e que não vale a pena se apegar a um lugar, pois os laços eternos são feitos com pessoas e não com lugares e estas estarão conectadas com a gente independente de qualquer posição geográfica. Basta haver um sentimento real.

Quando parti de Valencia a sensação de rompimento foi enorme. Tanto é que já faz cinco anos e até hoje não tive a oportunidade de voltar. Além disso, quando retornar, provavelmente encontrarei apenas três dos meus amigos que viveram lá na mesma época que eu. Então, sei que aquele lugar, com aquela rotina e aquelas pessoas ficou no passado, na minha caixinha de memórias... Mesmo assim, morro de vontade de retornar: caminhar pelas ruas, percorrer meus trajetos cotidianos, passear no Túria, na Cidade das Artes, na Calle José Capuz, na Univerisade Politécnica, no Carmen, na Pollo e Peyloron, no El Saler, Herbolário Navarro, nos supermercados e lojinhas do bairro que morava... 

Apesar de tudo isso, sei que lugares lindos e encantadores, existem em todas as partes e é inevitável criarmos um certo apego a memórias de ambientes onde tivemos muitos momentos agradáveis ou rotinas. Entretanto, a saudade preponderante, vai muito além de espaços físicos: é a falta que sentimos das pessoas que determina uma verdadeira saudade. Por isso, adoro a ideia de mudanças, pois sei que é possível estabelecer uma rotina feliz onde quer que se viva e que mudanças proporcionam uma riqueza inestimável: conhecer pessoas das mais diversas e permitir que cada uma delas se torne uma flor, que depois de cativada, se torna única, como no livro do Pequeno Príncipe.  

Tudo isso se confirmou este final de semana em Belo Horizonte. Foi uma delicia percorrer por lugares que fizeram parte do meu cotidiano, em um passado recente. Claro que o tempo não deu pra fazer tudo que queria, mas já deu pra acalentar o coração. Lá, a dor da partida foi um pouco menor, por ser no Brasil e por saber que é simples e barato ir lá a qualquer momento. A melhor parte é perceber que nove meses se passaram e os laços que criei continuam intactos. A familiaridade com os espaços físicos e principalmente as pessoas me faz ter certeza que a cidade terá sempre ares de "casa", ou seja, um lugar acolhedor.

Existem outros lugares que já passei temporadas maiores (apesar de não ter morado) e cada um deixou sua marca em minha história. Existem lugares que por si só são incríveis, mas definitivamente, o que dá um toque especial a qualquer território são as pessoas que nele vivem ou que estiveram com a gente por lá... Hoje vou prestar uma homenagem a tantos amigos queridos que já viajaram comigo ou me acolherem em seus lares pelo mundo. Cada lugar que estivemos juntos terá sempre uma lembrança especial graças a vocês!! Que venham os próximos encontros, viagens, lugares e descobertas!!


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Programação para Beijar o Padeiro (em Salvador)

Hoje, um tanto indignada com os resultados dos intermináveis julgamentos do Supremo Tribunal Federal, tive que buscar um motivo para não desanimar de vez com este país de corrupção e impunidade... Não quero falar em política e justiça, por isso escolhi um tema leve, que amo: ARTE!

Será que me identifiquei com esta frase?? Super "beijo no padeiro"!

Ontem fui à abertura da exposição da fotógrafa Silvana Sepúlveda, denominada Espiando o Vale do Capão, na Galeria Monsarda, no Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador, BA. A exposição ocorrerá até o dia 20 de outubro e conta com 40 fotografias coloridas e a da exibição de um filme de 15 minutos, com diversas imagens do Vale. 

A fotógrafa Silvana Sepúlveda na abertura de sua exposição em 17.09.2013

A artista atualmente passa 15 dias por mês na região e pretende fixar residência por lá. Ela explica que a ideia da exposição surgiu pelo sucesso das fotos, admiradas por amigos e conhecidos que as viam nas redes sociais. A fotógrafa, que há mais de dez anos, tem se dedicado a fotografar o Vale com suas montanhas, flores, bichos, gente e atividades culturais, explica um pouco a sua relação com este lugar encantado:

"Há 10 anos conheci o Vale do Capão. O encanto foi tal que, embora minha permanência tenha sido de somente 4 dias, quando voltei para Salvador já tinha decidido ter casa lá e já pensava no Vale como o lugar onde gostaria de viver. Nesses 10 anos frequentando o Capão e vendo suas maravilhas passei a andar com uma câmera para registrar o que via - paisagens, flores, bichos e uma enorme diversidades de pessoas que constitui a gente do Capão - gente de todos os cantos do país e do mundo vivendo uma vida escolhida, cada um a seu modo, gerando um caldeirão cultural muito próprio do local.Comecei a fotografar ao mesmo tempo em que passei a frequentar o Vale do Capão, cuja paisagem me fascinou e, praticamente, me obrigou a capturá-la e trabalhar suas imagens no computador.

Claro que a qualidade das fotos originais na exposição é bem melhor!


Eu sou suspeita para falar, pois sou completamente apaixonada pela Chapada Diamantina e em especial pelo Vale do Capão. Entendi totalmente as palavras de Silvana, pois, tive a mesma sensação, quando passei por lá, pela primeira vez, por apenas quatro dias. Vontade de não voltar mais! Na ocasião, estive em uma pousada, que hoje já não existe e os proprietários contaram que foram para lá quando a UFBA entrou em greve (eram universitários) e acabaram nunca mais voltando... Tenho certeza que existem muitos outros casos de paixão à primeira vista com o Capão.

Quem ainda não teve a oportunidade de conhecer este lugar mágico, ou já conhece e quer matar as saudades, não pode perder esta exposição. Além do mais, está acontecendo no Palacete das Artes, concomitantemente mais duas exposições: uma de Mario Cravo e outra comemorativa dos 70 anos de Gilberto Gil. A primeira muito criativa, principalmente no uso de materiais recicláveis: uma marca registrada da obra de Mário Cravo. A segunda, super completa e interativa, para encher qualquer baiano de orgulho! Não perca esta excelente oportunidade para celebrar as artes dos filhos da terra que, com muita sensibilidade, expressam seus talentos através de esculturas, fotografias e músicas. 

Foto da exposição de Gil. Por que será que justo esta chamou a minha atenção? Risos!

Foto da exposição de Gil. Tive a honra de presenciar este show ano passado com este super efeito especial em 3D. Parecia que Luiz Gonzaga estava vivo, tocando com ele no palco. Incrível!!

Recomendo uma visita ao local com bastante tempo, para apreciar todas as exposições calmamente e finalizar com um agradável happy hour no Solar Café: um dos melhores points para encontros e bate papos casuais em Salvador. Garantia de programação que faz qualquer um ficar com vontade de beijar o padeiro!



Saiba mais: Localizado no município de Palmeiras, a 445 km de Salvador, o Vale do Capão resguarda paisagens deslumbrantes. O cenário é basicamente composto por grandes cachoeiras, áreas de Mata Atlântica, montanhas de até 1.500 metros, dentre outras preciosidades naturais. Não é à toa que o lugar detém famosíssimos paraísos ecológicos, como o Silêncio dos Gerais, a correnteza do Rio Preto, o imponente Morrão e o abismo onde caem as águas da Cachoeira da Fumaça – a mais alta do Brasil. O lugarejo já teve o garimpo como sua principal atividade, assim como o restante da Chapada.