segunda-feira, 13 de julho de 2015

Amamentação: A mamada do "nocaute"

Logo que meu filho nasceu percebi que passava o dia ativo e com poucos cochilos até que chegava uma hora que mamava e apagava! Apelidei essa mamada de "nocaute" e aos poucos ela foi ficando mais profissional, risos!

No começo, essa mamada era a única em que meu filho desmaiava em meu peito, punha para arrotar, botava pra dormir e nada o acordava. Por isso apelidei de nocaute!

Depois ele passou a não mais adormecer no peito e eu o ninava no colo até dormir e depois colocava no berço. Era um processo: quarto escuro, ninguém podia entrar, silêncio total ou som do útero...

Até que esse processo começou a ficar cada vez mais demorado. Vários dias levava duas horas ou mais para conseguir fazê-lo dormir. 

Percebi que ele só apagava se estivesse com a barriga bem cheia e muitas vezes meus seios já não estavam tão cheios à noite, por isso demorava um tempão para ele mamar tudo que precisava... Sem contar que como estava cansado, cochilava no peito, mas não embalava no sono, pois ainda não estava de barriga cheia o suficiente. 

Foi aí que comecei um novo processo (Gui tinha uns 2 meses na época): como acordava com o peito muito cheio e ele, guloso, mamava até secar o peito e depois desperdiçava meu leite golfando horrores, comecei a ordenhar leite pela manhã (antes dele mamar) e guardar para a noite!

Já faço isso há 3 meses e foi a solução dos meus problemas! Na mamadeira ele mama rápido e mesmo que esteja com sono é mais fácil do que no peito. Acaba engolindo menos ar, então não costuma golfar muito e o melhor, enche a barriga e adormece rapidinho! 

Além disso, foi importante para ele se acostumar com a mamadeira para o dia que precisar aceitar direitinho. Antes disso, as poucas vezes que precisei sair e deixei leite para minha mãe dar na mamadeira foi bem trabalhoso, pois ele não entendia que daquilo ali saia leite. Agora ele é "total flex" - peito, mamadeira... Tendo leite ele "se joga"!

Fica a dica para o caso de você ou alguém conhecido passar por algo semelhante!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Pão de "queijo" vegano: com polvilho, batata doce, orégano e nozmoscada - sem glúten e sem lactose

Outro dia publiquei a receita de um pão de "queijo" falso da Bela Gil e comentei que ia testar variações da receita. 

Dessa vez usei batata doce, orégano e uma pitada de noz moscada. Ficou super deli! Já tinha feito com cará, orégano e açafrão e ficou ótimo também. A versão de hoje ficou tudo de bom além de mais parecido com pão de queijo, pois desta vez não ficou amarelo por conta do açafrão, como das outras vezes.




Ingredientes: 
300g de polvilho azedo
400g de polvilho doce
150ml de azeite de oliva (estava com pouco azeite em casa e fiz com óleo de girassol mesmo)
600g de batata doce (cozida e espremida)
1/3 de xícara de água 
1 colher de chá de sal marinho
1 colher de sopa de orégano 
1 pitada de noz moscada 

Preparo:
Misture o polvilho doce, o azedo, o orégano, o sal e o óleo em uma tigela grande.
Adicione a batata doce e depois a água (usei a água do cozimento da batata doce) aos poucos até obter uma mistura firme e homogênea. 
Enrole a massa (eu fiz na forma de bolinhas, igual a pão de queijo)
Leve ao forno a parcela que vai comer e o restante ponha no freezer no tabuleiro. Depois de umas 2 ou 3 horas porcione como desejar em saquinhos e reserve para assar quando desejar. 
Observação: se colocar em saquinhos antes de congelar eles grudam um no outro! 


Para assar, mesmo que esteja congelado, coloque à 255 graus por 30 minutos. 

Rendimento: 120 unidades pequenas


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Bolo de cenoura com calda de cacau e canela

Estou com uma super ajudante na cozinha em casa que apesar de ser super novata nessa área de ingredientes naturais e integrais, em pouco tempo pegou o ritmo da coisa e anda super animada na adaptação e criação de novas receitas.

Hoje perguntou se podia fazer um bolo de cenoura... Perguntei como era a receita que ela fazia, falei como adaptar e ficou show de bola! Depois ensinei a fazer uma calda e aí está o resultado.

Como podem ver, é bem pouco doce, pois não curto nada doce demais... Se preferir sabores mais adocicados sugiro que aumente a quantidade de açúcar mascavo, tanto no bolo quanto na calda...


Bolo
Ingredientes
2 ovos caipira
1 copo americano de óleo (se puder ser de coco, melhor ainda)
15 gramas de fermento biológico fresco (aquele tabletinho que armazena na geladeira)
2 cenouras médias
1/2 xícara de açúcar mascavo
1 e 1/2 xícara de farinha branca
1 e 1/2 xícara de farinha integral

Preparo:
Bate tudo no liquidificador menos a farinha. Mistura a farinha, coloca na forma untada. Pré aquece o forno (temp. max por 10 minutos) depois assa por 35 minutos à 205 graus.

Calda de cacau com canela

Ingredientes:
2 colheres de chá de agar agar
2 colheres de sobremesa de malte de cereais (Ecomalt)
1/4 xícara de açúcar mascavo
1/2 xícara de cacau em pó 
1 colher de sopa de canela
1 pitada de sal marinho
1 copo americano de água 

Preparo:
Dissolve o agar agar na água quente, numa panela ao fogo. Depois acrescenta todos os ingredientes e mistura até engrossar: aproximadamente 3 minutos.



terça-feira, 30 de junho de 2015

A saga do sono: as sonecas de apenas 30 minutos

A última vez que escrevi sobre o sono do meu filho foi falando sobre a decisão de tirar a chupeta (hábito incorporado por um período de aproximadamente duas semanas). 

Preciso dizer que não tive grandes problemas em fazê-lo adormecer sem a chupeta. Para falar a verdade, parece que ela nunca existiu em nossas vidas e faz apenas alguns dias que eliminei-a por completo. Mas, a saga não para por aí, descobri um novo problema: as sonecas do meu filho durante o dia não duravam mais de 30 ou 40 minutos.

Mais uma vez recorri ao Dr. Google e ao livro da capa rosa da Encantadora de Bebês para achar uma solução. Descobri que é um problema recorrente e que se deve ao fato do bebê não conseguir alcançar o "sono profundo" e acordar bem na transição. Na verdade, todos acordamos após 30 ou 40 minutos, porém não despertamos e não percebemos.

O que fazer agora? Primeira tentativa: escurecer ainda mais o quarto. Armenguei uma toalha atrás da cortina para cobrir as frestas, pois apesar de ser "blackout" o quarto ainda ficava bem claro.


Ninguém imagina o "cortiço" por trás dessa cortina...

Não funcionou! Tive que recorrer à algo que muitos textos na internet recomendavam: um som que acalma... Tinha dito no post que falo sobre as chupetas que queria me livrar de acessórios, mas fui pega pelo rabo! Não posso dizer que depois que escureci o quarto e comecei a colocar o som da chuva para dormir, que ele passou a ter todas as sonecas longas, mas pelo menos uma, em cada 3 sonecas do dia passou a durar mais de uma hora! 

Um avanço! A grande importância disso é o humor do meu bebê! Quando desperta apenas 30 minutos após adormecer, fica irritado, choroso... Quando consegue tirar uma soneca longa, fica alegre e sorridente! 

Vale ressaltar que nem sempre esse sono prolongado acontece sem minha intervenção. Muitas vezes preciso fazer mais shhh e dar mais tapinhas quando ele acorda após 30 minutos. Algumas vezes funciona logo, outras vezes cheguei a ficar 50 minutos tentando fazê-lo voltar a dormir e nada! Aí dá a hora de mamar novamente e eu desisto.

Enfim, a saga do sono continua: evoluindo sempre! 

Uma coisa é certa: esse processo de ensinar o bebê a dormir requer MUITA PACIÊNCIA, pode ser bem exaustivo  emocionalmente e fisicamente... Mas, quem foi que disse que ser mãe não é trabalhoso?!?

Amamentação - o bebê que não larga o peito

Terminei o último post falando que no dia seguinte à apojadura meu filho passou 10 horas plugado no meu peito. Isso foi essencial para desfazer os nódulos em minhas mamas, entretando, fiquei esgotada!!!

No dia seguinte tudo de novo!!! Após seis horas com ele "plugado" (se tentasse tirar ele BERRAVA) a pediatra dele veio me socorrer!! 

Ela explicou que tem bebês com maior reflexo de sucção que outros e que deveria entrar com a chupeta. Que se eu não desse um intervalo, de pelo menos uma hora, minhas mamas teriam dificuldade em encher de leite e haveria grande de chance de ferir meus mamilos.

Deu três opções de bicos ortodônticos e meu pai saiu imediatamente para comprar. Fez uma confusão danada, ligou não sei quantas vezes da farmácia, sem saber qual comprar e eu em casa, numa situação onde cada minuto parecia uma hora, aguardando ele chegar com o tal bico.

Para meu desespero, depois de mais de uma hora, chegou em casa sem NENHUM bico, dizendo que o melhor não vendia no Brasil e que pediria a uma amiga para trazer um dos EUA dentro de algumas semanas.

Vocês não entendem meu desespero! Eu  contando os minutos em casa com o menino plugado em mim e meu pai me aparece com um papo de bico importado dentro de algumas semanas!!

Enfim, foi aí que descobri que sendo mãe, o que pode parecer absolutamente adiável para outras pessoas, para a gente é urgente e no auge do puerpério, depois de passar um dia com o menino plugado por 10 horas e no dia seguinte mais 6 horas, ter uma chupeta se torna um caso de vida ou morte!!! Depois compartilharei outras situações aparentemente simples mas que foram verdadeiros dramas... Hoje lembro e dou risada! 

Resumo, meu pai saiu de novo e finalmente voltou com a chupeta! Ufa!! Consegui tirar o bebê do meu peito e transferir o reflexo de sucção dele para um pedaço de plástico!

Depois desse sufoco ainda tive que aguentar um olhar crítico de determinada pessoa que veio me visitar e falou, apontando para a chupeta: "O que é isso que estou vendo aqui?". Neste momento uma coisa ficou bem clara: o abismo entre a teoria e a prática e o fato de que deve-se abster de certas críticas, principalmente sem antes saber o que está por trás. Eu mesma já escrevi um post falando mal da chupeta, mas foi um problema futuro que tive com ela... No caso deste relato, me salvou! Meu filho nunca se viciou em chupeta, apenas aprendeu a desplugar do meu peito em um momento de desespero e exaustão completa!