sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Prós e contras do aplicativo My Fitness Pal

Imagem de abertura do aplicativo

Minha irmã está usando um aplicativo de controle alimentar há 75 dias e como já perdeu mais de cinco quilos desde então, me indicou como sendo uma excelente ferramenta de trabalho para eu explorar. Comecei a usar há cinco dias e de fato é muito bom. Sabendo que as dietas virtuais com auxílio do Instagram, My Fitness Pal e outros aplicativos estão cada vez mais na moda, resolvi fazer um review sobre esse app, levantando seus pontos positivos e negativos. Vamos lá!

Pontos Positivos:
1.       É prático e extremamente fácil de usar – intuitivo.
2.   Ajuda a criar uma disciplina, pois, para que funcione é preciso fazer um registro detalhado (diário) de absolutamente tudo que se come.
3.       Ao anotar tudo que comemos, muitas vezes conseguimos detectar onde estão nossos pontos fracos, logo é uma ferramenta bastante educativa.
4.       Faz com que os usuários fiquem mais familiarizados com os grupos alimentares e quantidade de quantidade de calorias neles.
5. Contém um banco de dados bem rico de alimentos, permitindo inclusive a inclusão de alimentos industrializados a partir do reconhecimento do código de barras.
6.  Permite um fracionamento bastante detalhado das porções a partir de medidas caseiras e pesagem, possibilitando a inserção de alimentos no diário com boa precisão das porções ingeridas.
7.       Funciona como uma rede social também, boa pedida para quem precisa de incentivo e motivação.
8.      Por funcionar como rede social, é uma boa ferramenta para que nutricionistas acompanhem a evolução de seus pacientes.

Pontos Negativos:
1.       A ingestão calórica diária recomendada não é confiável. Sei disso, pois a quantidade calórica sugerida para mim (a partir do fornecimento de meus dados) foi bem inferior ao que teria sugerido, utilizando formas de cálculo de TMB (Taxa Metabólica Basal) e GET (Gasto Energético Total) mais precisas. Uma prova da arbitrariedade deste cálculo é o fato de que a sugestão de calorias diárias para mim e para minha irmã foi a mesma: ela é 6cm mais baixa que eu e atualmente pesa 10kg menos que eu. Em nenhum cálculo seria possível que nossas ingestões calóricas fossem iguais.
2.       Ainda sobre a contagem calórica: achei o valor indicado muito baixo. No meu caso, por exemplo, indicaram a ingestão de 1200kcal/dia, selecionando a opção perda de peso. Pelos cálculos da Fórmula de Bolso (o mais simples que tem) essa ingestão poderia variar de 1260 a 1575 kcal/dia. Pelos cálculos da RDA/89 este valor, jamais poderia ser inferior a 1500kcal/dia. Segundo o cálculo da FAO/85, uma ingestão de 1315 kcal/dia seria o mínimo aceitável, considerando que eu fosse sedentária, ao considerar uma atividade física com duração de uma hora diária, este valor mínimo para perda de peso, não poderia ser inferior a 1600 kcal/dia. Por fim, tomando por base os cálculos da EER (Estimated Energy Requirements), com intervalo de confiança de 95%, este valor não poderia ser inferior a 1600 kcal/dia. Como vocês podem ver, utilizando quatro formas de calcular a mínima ingestão calórica para perda de peso de forma segura, nenhuma delas chega ao valor de 1200 kcal/dia, considerando meus dados (idade, peso, sexo, altura e fator atividade física).
3.  Distribuição dos macronutrientes. O aplicativo cria um gráfico demonstrando a distribuição de macronutrientes ingeridos e recomenda as seguintes metas: 50% da dieta na forma de Carboidratos, 30% da forma de Gorduras e 20% na forma de proteínas. Em primeiro lugar: esses valores não são estáticos, podem sofrer variações, com aceitação muito mais abrangente do que as metas estipuladas. Em segundo lugar, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda que a ingestão proteica não ultrapasse 15% da dieta, apesar de que o valor de 20% é também aceito pela IOM (Institute of Medicine). Entretanto, o mais importante que precisa ser salientado é que a proporção de macronutrientes em uma dieta é bastante variável e precisa ser calculada de acordo com as individualidades bioquímicas de cada indivíduo.


Conclusão:
Acredito que o subdimensionamento da ingestão calórica diária deve ser para fazer com o que o aplicativo ofereça resultados maiores em termos de emagrecimento e assim se torne mais popular. Entretanto, isso é um risco, pois quando ingerimos um valor inferior ao mínimo que precisamos para perder peso de forma saudável, podemos até emagrecer, mas pode haver um comprometimento do metabolismo, bem como depleção de massa magra.

Sim, recomendo a utilização da ferramenta. Acho que os pontos negativos são absolutamente contornáveis se for utilizado paralelamente com um acompanhamento nutricional, para estipular metas mais adequadas e personalizadas, tanto em relação à ingestão calórica, quanto em relação à distribuição de macronutrientes.


Por fim, não podemos esquecer que caloria não é tudo. Não adianta nada alcançar uma meta calórica sem obter os nutrientes necessários. Isso também deve ser calculado por um nutricionista, que irá avaliar se há alguma carência nutricional ou excesso que precisa ser compensada/ajustada, bem como traçar um plano alimentar variado, atendendo aos gostos e necessidades de cada indivíduo. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A lição da "mulher mais feia do mundo" - VÍDEO IMPERDÍVEL

Acho que esse é um dos vídeos mais emocionantes que já assisti em minha vida. Estava morrendo de saudades de ser tocada por coisas que reforçam a minha vontade de Beijar o Padeiro. Quanta inspiração!!! Lizzie, meus parabéns!!! Se a humanidade seguir o seu exemplo, nosso planeta se transformará em um palco de estrelas!!!



Por algum motivo não consegui postar o vídeo legendado aqui. Mas ele está NESTE LINK - não deixem de assistir, é IMPERDÍVEL!!!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Análise das inversões de valores na sociedade moderna

Imagem retirada do Google Imagens

Comentei em um post antigo, que não sou nenhum grande exemplo de vaidade. Mas não posso negar que adoro um salão, de vez em quando, principalmente a sensação boa que temos quando passamos por uma transformação no visual - sempre para melhor (com exceção de uma vez que um cabeleireiro infeliz cortou uma franja no meio de minha testa).

Foi justamente neste ambiente que li esse texto por mera casualidade, pois recebi pouco antes de chegar ao salão e como sabia que ia demorar por lá, juntei o útil ao agradável. É um texto longo e apesar de ter sido escrito há quase duas décadas, trata de temas absolutamente atuais.

A sua temática é semelhante à do texto que postei há umas duas semanas, falando sobre o papel da mulher na sociedade e do feminismo. A diferença é que aprofunda muito mais na explicação ideológica, comentando fatos, citando autores e fazendo referências que dão uma riqueza enorme à reflexão sobre estes temas e outros correlatos. A leitura é interessante, tanto para quem é simpatizante com o movimento feminista, sem dominar as bases nefastas desta ideologia, como também para reforçar as crenças de pessoas, que como eu, defendem e acreditam no valor da mulher e da família, nos moldes tradicionais, para a harmonia da sociedade. Entendam, o fato de eu acreditar nisso, não significa que acredite que seja a única maneira de se estabelecer uma sociedade pacífica, só não podemos negar o peso de conformações e instituições milenares da sociedade...

Eu nunca tive a menor vergonha em dizer que não sou nada feminista. Sempre amei ser cortejada pelos homens, com pequenos gestos como: quando puxam uma cadeira para eu sentar; abrem a porta do carro ou do elevador; emprestam um terno para me abrigar do frio - mesmo que também estejam com frio; evitam usar palavras chulas na minha presença ou ter atitudes grosseiras... Na verdade, para mim, esses e outros gestos são acima de tudo demonstrações de respeito e admiração pela mulher. Claro que também são conquistas das mulheres que sabem demonstrar o seu valor. Como sempre: causa e consequência. 

Quando digo que não sou nada feminista, não significa que ache que a mulher não deva trabalhar, votar, crescer profissionalmente... Nada disso. Meu posicionamento é em relação a esta ideia louca de querer provar e impor uma igualdade que ultrapassa qualquer barreira biológica e que identifica a mulher que aprecia gentilezas dos homens para com as mulheres como o protótipo da submissão.

Enquanto lia o texto, olhava para o meu redor e pensava na beleza que é ser mulher, com direito à toda a feminilidade possível: roupas exuberantes, saltos, maquiagens, penteados, massagem, manicure, pedicure, hidratação, depilação, tingimento, mechas, escova, alisamento, baby liss e tantas atividades que fazem parte do cotidiano (em maior ou menor grau) de praticamente toda mulher. Claro que todo salão pode ser frequentado por homens e esses, cada vez mais, têm feito serviços que tradicionalmente eram exclusivamente femininos. Não vejo nada de errado nisso, mas não posso negar, que como mulher, não vejo beleza em homens que depilam o corpo inteiro ou fazem design de sobrancelha, mas isso é apenas uma preferência estética pessoal minha e não uma crítica ou julgamento. Acontece que mesmo com o crescente número de homens utilizando serviços de salão, esta quantidade ainda é muito pequena para roubar a característica tão feminina do lugar. A associação da estética/beleza com a figura feminina não é por acaso e não é um motivo de vergonha (como pregam as feministas) e sim um motivo de orgulho - algo especial.  

O fato de ambientes predominantemente femininos e/ou masculinos também poderem ser frequentados por pessoas do sexo oposto é um direito absolutamente normal e democrático. O que não acho anormal é a tentativa de tentar inverter valores tão sólidos, somente na intenção de querer provar que existe uma igualdade inata entre homens e mulheres, quando o dia-a-dia comprova que existem inúmeras coisas, lugares, hábitos e papéis que são predominantemente femininos ou masculinos.

Nesta temática gosto muito da abordagem de Jung, quando define Anima e Animus. Claro que todos nós temos uma parcela do sexo oposto e isso também é explicado na filosofia oriental dos opostos complementares. Entretanto, como a própria imagem do TAO sugere, um lado sempre será bem mais representativo que o outro e a junção destes opostos cria uma unidade harmônica. Mais uma vez, para toda regra existe exceção e o homossexualismo é uma prova disso. No entanto, não é porque existe uma exceção que devemos negar ou até mesmo repudiar o fato de que existe uma maioria que segue padrões biologicamente complementares. A aceitação da exceção não pode significar a exclusão da regra e a tentativa de impor esta inversão de valores está cada dia mais frequente. Daqui a uns dias, as pessoas terão vergonha de não serem homossexuais (ou pelo menos de nunca terem tido alguma experiência), da mesma forma que assumir ser uma dona-de-casa feliz e realizada tornou-se algo constrangedor para a maioria das mulheres que assume este papel. O termo gayzismo, muito mal interpretado, trata exatamente desta tentativa de inversão de valores e não tem absolutamente nada a ver com preconceito ou discriminação, como muitas pessoas costumam entender equivocadamente.

Não me agrada em nada a possibilidade de um mundo cuja inversão dos papeis de homens e mulheres seja uma meta, uma causa a ser perseguida. Acho que devemos respeitar as exceções, como sendo exceções e não querer impor que elas se transformem em regra. O respeito à diversidade deve existir como uma estrada de mão dupla. Por exemplo, uma mulher tem todo o direito de não querer ter filhos, mas nem por isso precisa convencer a sociedade de que o papel de mãe é algo desprezível - como pregam muitas defensoras do feminismo, pois da mesma forma, ninguém lhe obriga a ser mãe, sem que assim o queira. É mais ou menos por aí... Será que me fiz entender direitinho? É que hoje em dia, quando falamos sobre determinados assuntos, por mais claros que sejamos, sempre aparece alguém com mania de perseguição para rotular ou julgar o conteúdo como sendo preconceituoso. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, porém, infelizmente, é por esse tipo de distorção interpretativa que temos uma sociedade que diz lutar por liberdade, mas que no fundo está cada vez mais intolerante, separatista e consequentemente violenta... Analisar esses comportamentos me faz ficar bastante preocupada em relação ao rumo que estamos tomando e consequências futuras. Por este motivo, venho aqui compartilhar meus pontos de vista, para tentar esclarecer conceitos e despertar a observação de fatos através de ângulos diferentes. 


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Vamos aprender com os erros da Venezuela para não repeti-los por aqui


Imagem retirada do Google Imagens: manifestantes implorando por uma democracia na Venezuela

Compartilho este vídeo excelente, chamado: A lição da Venezuela aos Brasileiros, publicado no blog Garotas Direitas correlacionando a situação atual da Venezuela com os passos que o Brasil vêm seguindo nos últimos anos.



É triste ver pessoas defendendo políticas de esquerda diante de um contexto desses. Será tão difícil enxergar que estamos indo pelo mesmo caminho? As alianças entre Dilma, Lula e os líderes políticos de nossos vizinhos da América Latina, que estão afundando, devido à adoção de políticas socialistas, sempre estiveram escancaradas na mídia. Como é que alguém tem a coragem de dizer que o comunismo morreu quando ele está vivinho da Silva, enviando médicos em regime de escravidão para trabalhar aqui?

Tenho visto muita gente nas redes sociais que se ilude de que é possível defender políticas de esquerda e ao mesmo tempo ser contra o PT. Essa é uma grande ilusão e que só tem feito aumentar a força do partido. O PT possui alianças políticas com todo e qualquer movimento esquerdista. Defendê-los é necessariamente alavancar o governo atual e todas as suas ramificações (os black blocs, o MST, o chavismo, o castrismo, o Foro de São Paulo, as Farc...). A situação é complexa, pois não existe uma oposição forte e coesa neste país. Uma coisa é certa, em 12 anos o partido se tornou praticamente soberano e mais um mandato pode ser a gota d´água para acabar com o que nos resta de democracia.

Não é a primeira vez que digo isso: estou apavorada com o que nos aguarda neste ano de copa/eleições. O clima de guerrilha está instaurado e mostrando a sua força cada vez mais. O número de mortos nos atos de violência cotidiana supera o de países em guerras e possui uma forte aliada: uma mídia infiltrada, fortemente censurada, onde só é divulgado aquilo que é favorável à imagem do governo. Graças ao pouco de democracia que ainda nos resta, temos alguns canais informativos de credibilidade e devemos aproveitar essa chance para buscar informações, em fontes de qualidade, para termos maior noção da gravidade das coisas e não corrermos o risco de divulgarmos informações plantadas na mídia com o propósito de mascarar cada vez mais as intenções dos nossos atuais governantes e aliados.

Eu sempre relutei em "me alimentar" de notícias referentes à política, pois para mim nunca passou de um motivo para me fazer querer esmurrar o padeiro. Por isso, por um longo tempo optei em acompanhar superficialmente as notícias, escolhendo a alienação como caminho para a felicidade. Acontece que chegou um momento que ficou impossível continuar beijando o padeiro e vendo o mundo desmoronando lá fora. A necessidade de estudar mais e me posicionar foi ficando mais forte do que eu.

Gostaria de fazer um apelo a todos os meus leitores. Acredito que muita gente que lê meus posts não dá muita bola para política: quer pensar somente em saúde, culinária, nutrição e assuntos felizes. Mas, infelizmente, nada disso é possível quando vivemos em um lugar onde não existe saúde política, economia forte, educação, bons representantes e democracia de verdade. O Brasil apresenta traços cada vez mais fortes de uma ditadura, mas ainda temos o poder do voto. Nosso país é enorme, a população está insatisfeita (haja vista as manifestações do ano passado) e temos força na população para promover mudanças. Entretanto, é imprescindível que haja FOCO e para isso é necessário que dediquemos tempo para estudar e entender melhor o que está por trás de tantas reivindicações antes de irmos às ruas fazer qualquer tipo de manifestação ou mesmo "compartilhar" informações nas redes sociais. Uma coisa é certa: atirar para todos os lados, como já vimos no ano passado, é improdutivo. As manifestações mais recentes não tem gerado nenhum resultado efetivo além de baderna, violência e depredações, apesar das boas intenções de tantos que já foram às ruas (acabam sendo vítimas daqueles que estão doidos para fazer uma guerrilha no país).

Vamos estudar mais, questionar mais e tentar nos livrar da lavagem cerebral que vem sendo incutida em nossas cabeças há décadas. Muita coisa é difícil de aceitar de início e pode parecer "teoria da conspiração", mas não é e o desenrolar de fatos como os recentes ocorridos na Venezuela são a prova disso.

Para quem está disposto a dedicar um pouco mais de tempo à leitura, recomendo o best seller de Olavo de Carvalho, chamado: O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. O livro contém diversos textos reunidos por temas, com infinitas referências a autores, textos e vídeos: um curso básico de política, filosofia e economia, muito bem fundamentado. Por ser dividido em capítulos curtos, dá para ser degustado calmamente...

Este livro foi organizado por Felipe Moura Brasil, que, por sua vez, mantém um blog que também é uma excelente fonte de informações abordando atualidades na política.

Já citei diversos textos dele aqui no blog e recomendo fortemente a leitura do blog de Reinaldo Azevedo, sempre atualizadíssimo!

Outro blogueiro com ótimo conteúdo é Rodrigo Constantino, divulgador da impecável expressão Esquerda Caviar, que descreve com maestria um perfil tão frequente na nossa sociedade atual: pessoas que defendem bandeiras esquerdistas, mas que são puro paradoxo na medida em que cultivam hábitos e costumes nada sustentáveis/populares e esbanjam luxos que vão de encontro à qualquer filosofia que pregue a simplicidade e/ou igualdade social. Em suma, aqueles que criticam a dita "burguesia" e estão mergulhados nela até o pescoço. Hipócritas completos!

Quem gosta de vídeos, tem um prato cheio no Youtube, tanto com os vídeos do próprio Olavo de Carvalho (True Outspeak - Mídia sem Máscara) como com os Hangouts de Lobão e muitos outros. Como já divulguei referências demais neste post, vou deixar para publicar mais links em outra oportunidade: aguardem!

Todos as pessoas mencionadas possuem perfis no Facebook onde atualizam frequentemente os conteúdos publicados e divulgam outros tantos. Para quem faz parte da rede social, segui-los é uma ótima ideia.

É isso aí. Espero ter muitos motivos para continuar querendo beijar o padeiro. Sou apaixonada por esse país e espero que possamos tirar lições proveitosas dos problemas enfrentados atualmente pelos países vizinhos para que seja possível traçar uma nova rota para o nosso futuro, já que a que estamos seguindo atualmente está levando a gente para um abismo. Conto com a colaboração de vocês!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Apagão... corrupção... mensalão... Quantos "ãos" são necessários para despertar o cidadão brasileiro?

Imagem retirada do Google Imagens

Quem quiser que acredite que o mesmo governo que acabou com a Petrobras não está seguindo os mesmos passos em relação à Eletrobras. Falta de luz não é privilégio de quem vive na roça... Estou usando a energia alheia neste momento, pois em minha rua não há energia desde ontem (quase 24 horas) e a previsão é de que não retorne até amanhã (tomara que não passe de 48 horas).

Banho quente? Elevador? Escada iluminada? Geladeira? Internet? Televisão? Computador? Tomadas? Luz? Quem precisa dessas coisas??

Como sabem, estou em fase de mudança e tinha agendado a entrega de uns móveis hoje. Tive que cancelar pela impossibilidade de subir grandes volumes por 13 andares, em uma escada à luz de velas ou lanterna. Tive cancelar também a instalação do varal e das cortinas, pois não há como fazer isso sem uma furadeira elétrica. Só me resta comprar mais velas para pelo menos poder ler à noite...

Uma coisa é fato, minha irmã passou MAIS DE UM MÊS sem água em casa lá na Bahia (vive em Camaçari, município vizinho à Salvador) e certamente ficar sem luz é bem menos pior do que ficar sem água. Nem preciso comentar que além desse episódio prolongado, a falta de água no bairro em que ela vive é frequente...  

Por essas e outras que defendo que o Estado deve ser minimamente reduzido e não, como muitos defendem, um super papai, responsável por gerir tudo e mais um pouco e oferecer uma mesadinha à população. Essa é a fórmula perfeita para um colapso total!!!

Enfim, não dá para ter inspiração para beijar o padeiro/escrever numa situação dessas. Aliás, preciso reduzir e otimizar meu consumo energético. Com sorte conseguirei carregar o meu celular para ter um despertador amanhã de manhã...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Em defesa da Amélia moderna

Nas imagens acima (retiradas do Google Imagens) quis ilustrar dois tipos de mulheres, nenhuma é melhor do que a outra - ambas podem ser lindas e interessantíssimas!

Acabei de assistir a este vídeo e confesso que fiquei chocada. É desta forma que o movimento feminista pretende se impor? Massacrando os homens? Tem gente aplaudindo isso?

Em primeiro lugar gostaria de frisar que não ter uma atitude feminista é completamente diferente de apoiar ou aplaudir qualquer tipo de assédio sexual ou ofensa dirigida à mulher, como mostra o filme. A coisa é colocada de uma maneira maniqueísta, dando a entender que a mulher sempre foi uma pobre coitada da sociedade e o homem o bonzão. A velha história das vítimas e coitadinhos... Não é bem assim.

Uma mulher não precisa agir como um homem ou roubar o seu lugar na sociedade para ser uma grande mulher. Mas é isso que o feminismo prega. A lavagem cerebral é tão grande que a mulher moderna não aceita mais ser mulher (nos moldes tradicionais) sem sentir que isso é sinônimo de fracasso. É como se para sentir que tem valor, uma mulher não pudesse se dar ao luxo de ser o que simplesmente é: mais frágil, mais sensível... Isso não é preconceito, é fisiologia: a mulher tem outro corpo e principalmente um ciclo hormonal completamente diferente. Não dá para querer desconsiderar esses fatos e achar que homens e mulheres podem inverter seus papeis tão naturalmente.

Claro, que se algum dos dois, assim deseje (inverter papeis), nada os impede. Mas, convenhamos que uma mulher que decida ser operária de obra terá que submeter seu corpo a um esforço físico muito maior do que um homem (existem exceções, estou falando de padrões de biótipos). Tanto é possível que vemos de tudo: homens trabalhando na cozinha e mulheres dirigindo caminhões. O fato de ser possível, não significa que isso precisa se tornar um padrão ou que é o correto. Pensar desta maneira é julgar o contrário como errado e inferiorizar quem simplesmente resolva seguir padrões femininos e masculinos tradicionais na sociedade.

Uma mulher pode optar em se dedicar somente ao trabalho e entrar em um acordo com o seu marido onde ele assuma as responsabilidades domésticas. Como sempre digo, são escolhas pessoais. Não dá para pregar essa inversão como sendo o certo e como se uma mulher que resolva não seguir este padrão esteja errada. Esta mania de impor certos conceitos na sociedade está completamente equivocada. A partir do momento que aplaudimos um vídeo como este, o que estamos fazendo? Dizendo que a mulher que assume ser dona-de-casa não é digna do seu valor? Tenha a santa paciência.

Acho que faltam mulheres que digam o quanto são felizes como donas-de-casa ou executando papéis tradicionalmente femininos. O que vejo hoje, é o contrário: mulheres entrando em conflitos terríveis quando são impostas a estes papeis, simplesmente porque a sociedade criou um padrão de que esse é o modelo da mulher infeliz e submissa - sem valor. Isso é tão forte, que mulheres que atuam no mercado de trabalho tendem a propagar esse preconceito, desdenhando de quem não trabalhe fora de casa. Ou seja, a desunião e o preconceito começam entre as próprias mulheres. Consequentemente, hoje existe um estereótipo de que a mulher só tem valor enquanto profissional do mercado, desdenhando a nobre atribuição de cuidar de um lar, de uma família.

Eu já vivi os dois lados e vejo grande mérito em ambos. Por isso não gosto de julgar o papel da mulher na sociedade. Acho que cada uma deve escolher o seu papel (de acordo com sua identificação pessoal) e deve ser respeitada por sua escolha. Qual o problema de uma mulher não gostar de cozinhar, detestar tarefas domésticas e só pensar em trabalhar? Nenhum! É uma escolha... Nem por isso ela é melhor do que aquela que dedica a sua vida à cuidar da família e não tem uma atividade remunerada.

E quanto aos homens? É muito fácil para as mulheres se fazerem de coitadas. Gosto de olhar pro outro lado. Tem muito homem que dá um duro danado, trabalha de sol a sol, para cumprir o papel de chefe financeiro da família. Será que ele não preferiria ter mais tempo livre, ficar mais tempo com os filhos? A mulher que não trabalha e tem um marido que a sustente, também não pode se colocar como vítima. O que ela precisa é mostrar o quão importante são as tarefas que ela executa (que alguém precisa fazer, já que o homem passa o dia fora de casa) e que o fato de não ser um trabalho remunerado, não significa que tenha menos valor. Ela tem que admitir para si mesma o quanto é bom ter flexibilidade nos horários, conseguir encaixar uma massagem, manicure ou pilates no meio da tarde e ser grata ao fato de poder estar próxima dos filhos ou mantendo a casa em ordem, justamente por ter um marido que cuide do aspecto financeiro da família. Cada papel tem o seu ônus e o seu bônus e precisa receber seu devido valor, sem esta ideia equivocada de que para o homem tudo é fácil e a mulher é uma coitadinha submissa, não é bem assim...

Homens. Não são todos safados, agressivos, desrespeitosos... Uma mulher que cuida bem do seu homem tem maiores chances de ter um marido atencioso e respeitador, consequentemente um lar equilibrado e feliz. Qual homem não gosta de chegar a casa, depois de um longo e estressante dia de trabalho e encontrar a casa limpinha, arrumadinha, comida gostosa, um ambiente acolhedor, uma esposa alegre, disposta a escutar seus problemas e lhe dar forças para continuar enfrentando aquele ambiente de trabalho muitas vezes tenso e competitivo? O homem que foge do ambiente familiar é porque não encontra nele aconchego, preferindo muitas vezes a companhia de amigos no futebol ou boteco. Claro que os últimos exemplos são naturais e salutares esporadicamente, mas se isso se torna regra, demonstra fuga, ou seja, sinal de que o lar não anda muito atrativo. Será que o papel da dona-de-casa é tão secundário assim?

Mulheres. Quem disse que a mulher que "depende" financeiramente do marido é fraca e submissa? Quem disse que ela não é feliz tendo o dia inteiro para cuidar de si, da casa e da família? Quem disse que é ruim fazer supermercado, cozinhar, manter as coisas em ordem, levar e pegar os filhos em aulas e não ter que se preocupar em fazer dinheiro? Desde quando uma pessoa nesta situação merece ser vista como "coitada"? E se ela não gosta de fazer essas coisas, o que impede que deixe de fazer, terceirize ou delegue estas atribuições e passe o dia na rua trabalhando de forma remunerada?

Enfim, acho que cheguei ao meu ponto. Fui criada em uma sociedade que quer pregar valores feministas como se fosse o auge da conquista de qualquer mulher (assumir o papel masculino na sociedade). Pode ser para umas, mas não é para todas. O problema é que a lavagem cerebral é tão grande que quem sofre as consequências são aquelas que assumem o papel da mulher tradicional na sociedade (seja por opção ou por necessidade) - que acabam sendo vistas e taxadas como inferiores, quando na verdade não diferem em nada de uma grande executiva.

Respeito às individualidades - um caminho para a paz

Neste quebra cabeça, se as peças fossem separadas por cores, jamais estaria arrumado. O que faz a união é o fato de que cada peça sabe da importância de seu papel no conjunto. Elas não se separam em grupos, se unem formando um todo, onde cada "indivíduo" tem seu papel e importância. Imagem retirada do Google Imagens.

Se existe uma coisa que prezo muito na vida é o conceito de individualidade. Por esse motivo, sempre me permiti ter amigos de diversos "grupos" mas nunca transformei nenhum deles em um reflexo de minha existência. O motivo é simples: nenhum grupo jamais poderá representar nem a mim, nem a ninguém totalmente. Desta forma, é muito mais rico permear por diversos grupos a se fechar em um específico e deixar de absorver uma diversidade de formas de viver e pensar a vida.

É muito importante que se tenha consciência disso. Percebo que muitas pessoas têm uma necessidade enorme de se sentir pertencente a algum grupo e acabam abrindo mão de buscar uma essência única em prol de poder se encaixar em rótulos ou categorias. O maior risco que vejo nisso é que podem passar a enxergar a causa daquele determinado grupo como mais relevante do que de outros e passar a defender a ferro e fogo determinada categoria, o que gera um mundo cada vez mais separatista, onde o que menos importa é o indivíduo. 

Quando se foca na individualidade, prezando o respeito ao próximo, é muito mais fácil conviver de forma pacífica e harmônica. Não precisa ir muito longe para entender, basta ler as manchetes de qualquer jornal para perceber que a violência nasce do combate entre grupos. Uns não aceitam as diferenças entre os outros. Cada "grupo" considera sua "causa" mais relevante e assim, em nome de um "bem maior" (somente para aquele grupo) acredita possuir o direito de sair por aí defendendo a sua causa de forma agressiva, fomentando cada vez mais atos violentos e separatistas. Vale ressaltar que a tentativa de coibir a liberdade de expressão também é um ato violento...

Vou trazer o exemplo para minha realidade. Primeiro, pois fica mais fácil exemplificar e segundo, para não correr o risco de estar julgando ninguém, a não ser a mim mesma, já que o tema do texto é justamente a individualidade.

Mantenho hábitos alimentares saudáveis desde que nasci, mas isso nunca me impediu de andar com quem beba refrigerante e coma carne vermelha diariamente (aliás, a minoria dos meus amigos tem hábitos alimentares semelhantes aos meus). Entendo como uma opção pessoal minha, o que não faz das pessoas que tenham outras escolhas alimentares menos especiais. Quem convive comigo sabe que tudo que não sou é uma militante, pregadora de alimentação natural.

Dentro deste meio observo justamente o contrário: muitas pessoas quando decidem mudar seus hábitos alimentares (independente das motivações), passam a julgar quem faça diferente e tendem a querer socializar somente entre pessoas de mesma conduta alimentar. Sei disso, pois novos adeptos do vegetarianismo, veganismo ou outros grupos, ao saberem que nunca comi carne vermelha, fazem sempre a mesma pergunta: O que você come quando está fora de casa ou qual o restaurante que frequenta? Como se eu tivesse que me isolar do resto do mundo ou somente frequentar ambientes que se encaixem à minha escolha.

Ora, se é uma escolha individual e que foge a um padrão, cabe a mim saber lidar com ela. Evitar ambientes sociais que divergem da minha conduta alimentar é uma loucura! Nunca, em minha vida, recusei um convite para ir a um lugar por achar que não vou ter o que comer lá. Arco com as consequências das minhas escolhas. Não posso esperar que o mundo mude para que eu possa me sentir pertencente a ele. Logo, adapto-me. Vou à churrascos, churrascarias, casas de parrilla, hamburguerias... Qualquer lugar! Para falar a verdade, adoro conhecer ambientes novos e diferentes, o cardápio é o de menos: sempre dou meus pulos (já almocei somente arroz com alho e brócolis ou salada de folhas em lugares onde estas eram as ÚNICAS opções que me atendiam e nem por isso deixei de me divertir horrores). O que me motiva à vida social são os lugares e as pessoas, pouco importando se comem um boi inteiro, bem sangrento, em minha frente ou não. Digo mais, quem nunca conversou comigo sobre o assunto ou não sabe de minhas escolhas alimentares, pode sair comigo e nem perceber que sou super criteriosa com cardápios: faço meu pedido, como e geralmente nem falo sobre alimentação... Se alguém me oferecer algo que não como, agradeço educadamente e procuro não render o assunto: detesto polemizar sobre minhas escolhas pessoais. 

Estou falando tudo isso para fazer uma alerta. No caso da alimentação saudável tenho percebido que cada vez mais pessoas têm aderido à onda do vegetarianismo, veganismo e afins. É preciso ter em mente que escolhas pessoais são pessoais. Da mesma forma que alguém opta em não comer carne outra pessoa pode decidir que não sabe viver sem ela. Ninguém está certo, ninguém está errado. São apenas escolhas diferentes de vida e devem ser respeitadas (isso vale para qualquer assunto, não somente alimentação). Vejo como arrogância a atitude de quem julga, critica e principalmente se afasta de quem age ou pensa diferente. Se quisermos ser respeitados por nossas escolhas, precisamos respeitar outras pessoas pelas delas, mantendo em mente que são decisões individuais. Conselho se dá somente à quem se pede, então nada impede que você explique seus motivos quando questionado: sem intenções de pregador ou militante de uma causa, apenas como conversa entre pessoas que compartilham peculiaridades de suas formas de viver e interagir com o mundo.

Em meu caso escolhi seguir a Macrobiótica como filosofia de vida. O principal motivo? Ela é baseada no indivíduo e no autoconhecimento, não existindo um doutrinamento para as massas. Nada é coletivo na filosofia e todas as suas decisões e condutas são pautadas no livre arbítrio e noção de causa e efeito. Outra coisa que adoro na macrobiótica é auto responsabilização pelos atos, onde a definição do "coitadinho" praticamente inexiste - afinal, colhemos aquilo que plantamos. Para completar, não existe proibição, apenas bom senso e por conta disso muito respeito ao próximo, já que há perfeita noção de que indivíduos são únicos, com características e necessidades individuais e, portanto, é impossível que sejam tratados coletivamente.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

12 maneiras de jogar energia fora, por Vera Caballero

Há um ano atrás, publiquei um texto de Vera Caballero, chamado Vampiros de Energia. Hoje vou compartilhar outro texto dela, sobre um tema semelhante, só que desta vez não adianta querer culpar o próximo pelo "roubo" energético. A autora propõe uma autocrítica e pessoalmente, achei super interessante, pois sou a maior defensora da ideia de que somos responsáveis por nossos atos antes de qualquer julgamento que envolvam terceiros. Assim, acredito que a melhor forma de resolver problemas é olhando pro próprio umbigo, buscando as falhas e consequentemente as soluções. 
Da listinha sugerida por ela, o item 08, que fala da bagunça é o que tem mais me afetado ultimamente, mas dentro do possível tenho mantido minha casa bem organizada. O resultado?? As coisas estão fluindo sem percalços... Antes de ler este texto adivinha o que fiz o final de semana inteiro?? Arrumações, faxinas e mais arrumações!! Finalmente os armários de minha casa foram instalados e pude tirar minhas coisas das caixas... Que sensação boa: me livrar de tantas caixas, ver meus objetos e roupas arrumadinhos...!! 
Nesta foto dá para ver a evolução em relação ao post de duas semanas atrás. Esta é a única caixa remanescente: contém adornos de vidro que só vão ser desembalados quando meus móveis da sala chegarem. As outras sacolas contêm roupa suja - e olhe que somente ontem e hoje rodei a máquina de lavar SEIS vezes!!

Esta foto já tem 10 dias. Foi quando o colchão no chão recebeu um upgrade. O melhor é que esse boxe é baú, então desde este dia já consegui eliminar algumas caixas (roupas de cama/mesa/banho e roupas de inverno - que ficarão aí embaixo pouco tempo já que o frio já começou a dar seus sinais por aqui). Essa minha tábua de passar roupas/escada é um sucesso, hein?? 

A sala já está assim há mais de duas semanas. Nos primeiros dias dormimos em colchões infláveis e assim que o colchão chegou eles viraram sofá. Na falta do raque, a caixa que embalou a TV salvou. Viram como se faz uma bagunça organizada??

Enfim, as dicas deste texto são todas excelentes e achei uma ótima reflexão para iniciar a semana. Agora é ler, absorver e colocar em prática, hein?? Eu já comecei antecipadamente... YAY!!! Vou ficando por aqui, desejando uma ótima semana para todos, carregada de ótimas energias!!!
"Todas as vezes que escrevo sobre energias, mais precisamente sobre o relacionamento energético entre os seres humanos, recebo dezenas de mensagens de leitores reclamando e pedindo soluções para o roubo de energia. Essas pessoas sempre apontam colegas de trabalho, familiares, amigos e determinados locais como os responsáveis pela sua debilidade energética. Não posso negar que realmente existem pessoas complicadas e ambientes não muito agradáveis.
Hoje chamaremos a atenção de vocês para alguns aspectos importantes. Por mais que existam pessoas desequilibradas e difíceis nós é que somos responsáveis pelas nossas energias e cabe a cada um de nós preservá-la e administrá-la da melhor forma possível. Existem “receitinhas”, orações, banhos, cristais e um arsenal de proteção, que são válidos e eficientes até um certo ponto. Porque aquele que não assume a responsabilidade por suas venturas e desventuras sempre estará vulnerável às energias ao seu redor.
Sabe por que o outro rouba a sua energia? Porque você deixa a porta aberta!!! E depois ainda diz que a culpa é do outro… Para ajudar a refletir, fiz uma listagem de doze atitudes (e olhe que a lista é imensa!) que gastam uma tremenda energia vital. Uma vez desvitalizado e sem proteção fica fácil para qualquer um chegar perto e perturbar seu equilíbrio. Use esta listagem também para pensar porque a prosperidade às vezes passa longe de você. A energia que seria usada para atrair o bem, a felicidade, o amor, o dinheiro acaba sendo gasta de forma inadequada. Confira a listagem e veja o que precisa ser modificado em sua vida!
1. A FALTA DE CUIDADO COM O CORPO E HÁBITOS
Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer sempre são colocados em segundo plano. A correria da vida diária e a competitividade das grandes cidades faz com que acabemos negligenciando aspectos básicos para a manutenção de nossa saúde energética. Quando a saúde física está comprometida, a aura se ressente, ficando menor e menos brilhante, comprometendo nosso sistema de defesa energético. Os exercícios físicos são sempre úteis por nos ajudar a movimentar e eliminar as energias estáticas. As pessoas que são dependentes químicos apresentam verdadeiros rombos na aura e isso as predispõe a toda sorte de assédios espirituais e vampirismo energético.
2. PENSAMENTOS OBSESSIVOS.
Pensar gasta energia e todos nós sabemos disso: ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho corporal. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos e esse é, aliás, um mal do homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando muita energia. Pensamos tanto que não sobra vitalidade para tomar uma atitude concreta e, o pior, alimentamos ainda mais o conflito.
Devemos não só estar atentos ao volume de pensamentos, mas também à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados nos recarregam, ao passo que a negatividade e pessimismo consomem energia e atraem mais negatividade para nossas vidas. Observe: pensando você conseguiu resolver o problema? Quase sempre a resposta é ‘não’. Então, mude de atitude.
Relaxe, use uma música suave e entregue o problema para o universo resolver. Mesmo que isso aconteça apenas por alguns poucos minutos. Durante esse tempo sua mente estará descansando. Quando a mente silencia, permite que sua intuição, seu anjo da guarda, Deus, Eu Superior ou o que você acreditar, converse com você e lhe traga inspiração e criatividade e isso se reverte em mais energia. Os meus alunos têm semanalmente 2 horas para fazer isso, o resultado é muito bom. Que privilégio, não?!!!!
3. SENTIMENTOS TÓXICOS.
Se você sofre um choque emocional ou sente uma raiva intensa, pode estar certo, até o final do dia estará simplesmente esgotado energeticamente. Juntamente com a raiva você queimou altas doses de sua energia pessoal. Imagine agora um ser que nutre ressentimentos e mágoas, às vezes durante anos seguidos. De onde você acha que vem o combustível para alimentar esses sentimentos tão densos? Não é à toa que muitas dessas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas, afinal, a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade está sendo gasta na manutenção de sentimentos negativos.
Medo gasta energia, culpa também, já a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos e elevados, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima e principalmente a alegria e bom humor recarregam nossa energia e nos dão força para empreender projetos e superar obstáculos.
4. FUGIR DO PRESENTE.
Onde eu coloco a minha atenção aí coloco a minha energia. É tendência freqüente do ser humano achar que no passado as coisas eram mais fáceis: ‘bons tempos aqueles!”. Tanto os saudosistas, que se apegam aos prazeres do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas e desatinos de tempos atrás, estão colocando suas energias no passado.
Por outro lado temos os sonhadores ou aqueles que vivem numa eterna expectativa do futuro, depositando nele sua felicidade e realização. Viver no tempo passado ou futuro faz com que sobre pouca ou nenhuma energia no tempo presente. E é somente no presente que você constrói sua vida. O passado e o futuro dependem unicamente do seu momento presente. Aquele que vive sempre no tempo errado não tem em mãos uma dose de energia suficiente para se proteger das energias e locais densos.
5. FALTA DE PERDÃO.
Perdoar significa soltar. Soltar ressentimentos, mágoas, culpas. Soltar o que aconteceu e olhar somente para a frente e viver o presente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos e gastamos menos energia alimentando feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres e abertos para a felicidade. Aquele que não sabe perdoar os outros e a si mesmo, fica ‘energeticamente obeso’, carregando fardos do passado e isso requer muita energia.
6. MENTIRA PESSOAL.
Todos nós mentimos ao longo de nossas vidas e sabemos quanta energia é gasta posteriormente para sustentar a mentira e, quase sempre, acabamos sendo pegos. Imagine agora quando ‘você é a mentira’. Quanta energia gastamos para sustentar caras, poses, desempenhos que não são autênticos!!! Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos. A mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, a mártir, o intelectual, a lista é enorme. Quando somos nós mesmos a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço. O mesmo não é válido quando queremos desempenhar um papel que não é o nosso.
7. VIVER A VIDA DO OUTRO.
Ninguém vive só, através dos relacionamentos interpessoais evoluímos e nos realizamos. Mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio que traz senso de limite e respeito por si e pelo espaço do outro nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, será a frustração. Quando interferimos na vida alheia, nos misturamos com o carma negativo do outro e trazemos isso para nossa vida.
8. BAGUNÇA E PROJETOS INACABADOS.
A bagunça afeta de forma muito negativa as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque bem legal para os períodos confusos é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa, os documentos e tudo o que mereça uma boa faxina. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem a mente e o coração. Pode não resolver o problema, mas nos ajuda bastante e traz um grande alívio.
Outra forma bem eficiente de perder energia é não terminar tarefas. Todas as vezes, por exemplo, que você vê aquela blusa de tricô que não concluiu, ela lhe diz inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou! E isso gasta uma energia tremenda! Ou você termina definitivamente a blusa ou livre-se dela e assuma que não vai terminá-la. O importante é tomar uma atitude.
O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da determinação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão tempo e energia.
E lembre-se, bagunça e sujeira são ótimas moradas para energias densas e desarmoniosas.
9. AFASTAMENTO DA NATUREZA.
A Natureza é nossa maior fonte de alimento energético e, além de nutrir, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energias.
A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais. Procure, sempre que possível, estar junto à Natureza. Você também pode trazê-la para dentro de sua casa ou local de trabalho. Além de um ótimo recurso decorativo, as plantas humanizam os ambientes, nos acalmam e absorvem as energias negativas e poluentes.
10. PREGUIÇA, NEGLIGÊNCIA.
E falta de objetivos na vida. Esse ítem não requer muitas explicações: negligência com a sua vida denota também negligência com seus dons e potenciais e, principalmente, com sua energia vital. Aquilo do que você não cuida, alguém vem e leva embora. O resultado: mais preguiça, moleza, sono….
11. FANATISMO.
Passa um ventinho: “Ai meu Deus!!!! Tem energia ruim aqui!!!” Alguém olha para você: “Oh! Céus, ela está morrendo de inveja de mim!!!” Enfim, tudo é espírito ruim, tudo é energia do mal, tudo é coisa do outro mundo. Essas pessoas fanáticas e sugestionáveis também adoram seguir “mestres e gurus” e depositar neles a responsabilidade por seu destino e felicidade. É fácil, fácil manipular gente assim e não só em termos de energia, mas também em relação à conta bancária!
12. FALTA DE ACEITAÇÃO.
Pessoas revoltadas com a vida e consigo mesmas, que não aceitam suas vidas como elas são, que rejeitam e fazem pouco caso daquilo que têm. Esses indivíduos vivem em constante conflito e fora do seu eixo. E, por não valorizarem e não tomarem posse dos seus tesouros – porque todos nós temos dádivas – são facilmente ‘roubáveis’.
O importante é aprender a aceitar e agradecer tudo o que temos (não confundir com acomodação). Quando você agradece e aceita fica em estado vibracional tão positivo que a intuição e a criatividade são despertadas. Surgem, então, as possibilidades de transformar a vida para melhor!!"

Vera Caballero é Professora de Yoga, numeróloga, terapeuta floral, reiki master, massoterapeuta, ministra cursos e palestras sobre Bioenergias.

Bagunça física x bagunça psicológica

Oxente!! Fui editar este texto, pois fiquei devendo colocar as fotos que ilustravam minha casa na época e ele reapareceu como se tivesse sido publicado hoje, quando na verdade foi publicado no dia 23 de janeiro... Quem entende?? Tomara que isso não aconteça cada vez que eu resolva editar algum detalhe em posts antigos... Bem, mais de duas semanas já se passaram, e como disse na ocasião, as coisas estão só melhorando... Cada dia a vida nova torna-se mais organizada!! =)

Certa feita uma psicóloga disse-me que eu era extremamente organizada e não aguentei: tive que rir na cara dela. Expliquei o quão bem consigo conviver em um ambiente bagunçado e que na verdade eu era mesmo bastante bagunceira...

Daí ela veio com uma explicação bem convincente. Disse que minha cabeça era extremamente organizada e que uma prova disso era justamente a minha bagunça em espaços físicos. Explicou-me que é como uma válvula de escape para pessoas que têm grande organização mental... Fez sentido, afinal, mesmo convivendo bem com a bagunça física, sempre gostei de dizer que ela é uma bagunça organizada, pois sei exatamente onde guardo tudo e sou extremamente metódica neste sentido. Já a minha cabeça, costuma ser bem organizada em termos de planejamento, cumprimento de tarefas e horários e atenção.





Hoje queria encontrar um gênio da lâmpada para fazer só um pedido: uma casa arrumada! Bagunça tem limite, até mesmo para uma pessoa declaradamente bagunceira como eu. Estou sonhando com acesso à internet em casa, armários, boxe, espelhos, fogão e máquina de lavar funcionando, varal para colocar as roupas para secar, cadeira para sentar... Mas a situação já melhorou, pois há alguns dias estava dormindo em colchão inflável e sem ter sequer onde pendurar uma toalha ou colocar um xampu, logo, não tenho do que reclamar, afinal it´s getting better all the time...



Estou em  processo de mudança desde 20 de dezembro, literalmente a base de sacolas, malas e caixas. De lá para cá já dormi em 8 camas diferentes e está muito difícil criar uma organização mental nesse nível de bagunça... Há quatro dias estou finalmente habitando uma casa que posso chamar de minha: mas ainda estou beeeeeem acampada! Aos pouquinhos as coisas estão se organizando, mas enquanto não consigo criar uma rotina não consigo organizar minha cabeça e horários.

Sentimento? Estou sentindo-me literalmente encaixotada!! No inicio de dezembro de 2012, quando fiz minha mudança para Salvador, encaixotei tudo meu (depois de me desfazer de várias coisas). Ao longo do ano de 2013, à medida que ia precisando de alguma coisa, ia desembalando, mas pelo menos metade das caixas permaneceram intactas o ano inteiro... Aí, volta e meia, lembro de alguma coisa que tenho, para na sequência lembrar que está encaixotada!!! Agora a sensação intensificou, pois reembalei um monte de coisas, não sei onde está tudo e cada vez que resolvo abrir uma caixa é um processo demorado, com o risco de ter que abrir outra, outra, outra... Até achar o que estou procurando. A pior parte é pensar que frequentemente sentirei falta de alguma coisa, afinal, deixei muitas coisas na casa dos meus pais em Salvador e quem já fez mudanças sabe que é quase impossível levar tudo, principalmente quando você sabe que vai fazer outras mudanças. Na verdade é uma sorte ter um pouso certo em Salvador, pois tem coisas que devem ser transportadas o mínimo possível, como fotografias antigas, por exemplo...

Enfim, nem preciso dizer que está sendo difícil manter o blog atualizado nesse caos, né? Mas não tenho do que reclamar, afinal está tudo se organizando passo-a-passo... A propósito, estou numa fila de espera neste momento, tão longa que deu tempo de escrever dois posts (este e o próximo)... Ainda bem que tenho várias formas de driblar o tempo e ser mais paciente!! =)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pirâmide da Atividade Física

Buscando imagens de pirâmides alimentares acabei descobrindo algo que desconhecia: a pirâmide da atividade física. Existem vários modelos e selecionei os mais interessantes/didáticos (em minha opinião) para compartilhar com vocês. Como podem ver, existem diversas maneiras de mandar a preguiça para o espaço.

Existem pequenas divergências entre os modelos aqui copiados. A primeira preconiza o alongamento como um exercício diário, a segunda 3 a 5 dias na semana e a terceira 2 dias na semana. A segunda pirâmide nem inclui o repouso e coloca no topo a categoria de atividades intensas (que não é para todo mundo - seja por vontade ou capacidade).

Destas três, me identifiquei mais com a primeira: me pareceu mais completa e inclui não somente a atividade física mas também a consciência alimentar e o sono, que formam um tripé fundamental para a boa saúde. Em relação ao item alongamento, apesar de estar numa fase que não tenho praticado diariamente, por experiências pregressas, sinto uma diferença enoooorme quando incluo um alongamento caprichado em minha rotina. Basta parar que fico logo entrevada.  Outra grande vantagem é que o alongamento não requer espaços, nem clima específicos: pode ser feito em casa ou até mesmo no trabalho a custo ZERO. Por causa de minha experiência pessoal, achei muito justo posicioná-la na base da pirâmide. Depois vou fazer um post sobre meus exercícios de alongamento prediletos (vou tentar resumir, pois são muitos).

De qualquer forma, apesar das pequenas variações os três modelos me pareceram bastante interessantes. Acho que é uma boa orientação básica à seguir, onde cada um deve se espelhar naquela onde haja maior identificação. 



Imagem retirada do blog da Lilian Presente

Imagem retirada do blog do treinador físico Sérgio Nunes

Imagem retirada do Google Imagens - Fonte G1

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Refletindo sobre mudanças e metas

Imagem retirada do Google Imagens

Hoje comemoro um mês que cheguei à minha nova morada: Belo Horizonte. Adoro mudanças, pois sempre que saímos da rotina o tempo parece render mais e quando olhamos para trás parece que aconteceram maior quantidade de coisas do que quando estamos em uma situação rotineira, sem mudanças...

Aí entra o velho Yin e Yang, a teoria dos opostos complementares, pois da mesma forma que adoro mudanças, sou dependente do estabelecimento de rotinas. Por outro lado, ficar sem rotina uns tempos é essencial para dar valor a ela. A minha está começando a se organizar por agora, mas minha vida ainda está bastante bagunçada. Acho que enquanto minha casa estiver em clima de acampamento será difícil sentir que tenho uma rotina. Como comentei em outro post, a bagunça espacial reverbera na capacidade de organização mental.

Retornando ao tema das mudanças: quando realizamos grandes mudanças na vida,  (pode ser de emprego, de cidade, de estado civil ou até mesmo de bairro) mesmo que a gente volte a criar uma rotina, só o fato de estar vivenciando uma situação nova já é motivo suficiente para termos uma percepção diferente do tempo. Demora bastante para voltarmos para a zona de conforto ao ponto de se transformar em monotonia e previsibilidade.

Durante as quatro primeiras semanas deste ano comentei sobre a realização das minhas metas saudáveis para 2014. Hoje vou comentar sobre a semana que passou e estou pensando em manter este tópico apenas uma vez por mês, pois acho que é desinteressante para quem lê este relato semanal...

Esta semana aconteceram alguns fatos que são beeeeeem a minha cara. Basta eu estar “na linha” que me acho no direito de sair dela. Semana passada, foi o melhor relato em termos de realização de metas saudáveis – suficiente para dar uma “jacada” na semana seguinte (esta que se completa hoje).

Dieta: Meti o pé na jaca com vontade e tomei sorvete DOIS dias na semana que se passou. Açúcar, leite, gordura hidrogenada e... prefiro nem pensar no resto dos ingredientes. Tem horas que é conveniente não ler rótulos, para sofrer menos com as fraquezas. O problema é fazer disso um hábito e um subterfúgio. Para piorar a situação, hoje ainda caí na tentação de uns biscoitinhos de queijo na casa de uma amiga (biscoito de queijo é algo intermediário entre pão de queijo e biscoito polvilho – típico aqui de Minas). Nada pior do que estar com fome, diante de uma comida que você gosta, mas está tentando deixar de comer... Recusar comidas que não nos apetecem ou quando não estamos com fome é fácil – quando juntam os dois opostos das situações anteriores torna-se um desafio!!

Comer menos: Não sei se pelo fato de estar intensificando as minhas atividades físicas ou por pura gula mesmo, mas andei comendo mais nos últimos dias... Ontem, depois que nadei, no jantar, tomei duas cumbucas gigantes de sopa de missô (mesmo sendo light, exagerei) e depois fiquei me sentindo estufada (detesto essa sensação). São sinais como esse que me mostram que está na hora de ficar mais atenta e colocar uns freios na gulodice.

Bebidas alcoólicas: Este item está indo bem. Tenho frequentado os botecos da cidade, confraternizando entre amigos e ficado muito feliz com água – já que suco aqui é coisa rara e não bebo refrigerante sob hipótese alguma. Para variar um pouco, algumas vezes peço água com gás acompanhada de sumo de limão em um copinho de cachaça para ir misturando à água com gás. Ah, preciso fazer uma ressalva que tomei um gole de Backer de Trigo (uma cerveja artesanal de trigo daqui de Minas que era a minha favorita da outra vez que morei aqui) meio que para matar a saudade do gosto, meio que para me despedir e principalmente porque estava com sede, não tinha outra coisa para beber e ela estava estupidamente gelada olhando para mim... Acho que vou mudar o ditado para: a tentação faz o ladrão, risos!! 

Atividade física: Durante a semana que passou somente fui atacada pela preguiça um único dia – o que quer dizer que pratiquei atividades físicas em seis dos últimos sete dias, intercalando entre caminhadas e natação. Além disso, esta semana consegui voltar ao meu antigo ritmo de quatro mil metros de natação, mas pretendo aumentar esse número...


Sono: Dei uma corujada dois dias na semana que se passou e fui dormir após a meia noite. Falando nisso, é bom eu finalizar logo esse texto antes que este número cresça para três. Na verdade só liguei o computador para escrever, pois estava esperando o cabelo secar para dormir. Tenho evitado ligar o computador à noite, pois ele é o inimigo número um do meu sono. Quem acaba sofrendo as consequências disso é o blog, já que meu turno mais criativo é à noite. Mais um ajuste para minhas metas saudáveis X rotina...

Boa noite!! 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

A mania de fotografar o que se come

Foto retirada do Instagram de uma amiga

Comecei a fotografar meus pratos de comida, assim que ganhei a minha primeira câmera digital em 2007, muito antes de pensar em divulgar essas fotos... Depois que criei o blog e comecei a dar aulas de culinária, comecei a divulgar algumas dessas fotos e de uns tempos para cá tenho percebido que isso virou moda nas redes sociais.

Não sei exatamente o que motiva as pessoas a publicarem o que comem, mas vou escrever um pouco sobre como funciona o meu ritual de fotos, que vai muito além de divulgar meus hábitos alimentares.

Em um post antigo, que chamei de Culinária Zen, descrevi minha relação com o ato de cozinhar. Como apreciadora de uma culinária saudável e ao mesmo tempo esteticamente atraente (união de minhas duas profissões: arquitetura e nutrição) a fotografia se coloca como o intervalo entre o processo de cozinhar e comer.

Pelo fato de gostar de cozinhar e apreciar a estética de um prato bem montado, gosto de fotografar a arte culinária alheia, tão efêmera, para manter um registro e inclusive servir de inspiração para criações futuras. Então acabo fotografando não somente aquilo que cozinho como também o que me chama atenção dentre o que como pela rua.

Da mesma maneira que para cozinhar, observo cada alimento, penso em cada corte que faço de vegetais, misturas de ingredientes, métodos de cocção, temperos utilizados, utensílios e tempo de cozimento, depois que a comida está pronta, para mim é quase impossível desdenhar de todo esse carinho e simplesmente "jogar" tudo no prato e devorar a comida.  

Arrumar cuidadosamente as comidas no prato, mesmo que seja uma refeição simples e cotidiana é uma forma de valorizar a dedicação de quem preparou aquela comida (eu ou outra pessoa) e prestar atenção criteriosamente em cada um dos preparos. Assim, arrumo de acordo com cores e formas, criando uma estética que estimule o apetite. A fotografia entra exatamente neste momento: para registrar, esta arte efêmera, denominada sabiamente por D. Bernadette Kikuchi como Arte Fundamental da Vida.

Almoço de hoje - refeição simples, prática e saborosa. Publiquei detalhes do preparo no Instagram.

Parar para arrumar o prato e fotografar a comida é uma maneira de pausar e refletir sobre o alimento e não simplesmente ingeri-lo apressadamente. Comer para mim é um ritual de saúde, é o momento do dia em que recarrego as minhas energias, é algo sagrado. Nosso alimento é o nosso combustível essencial da vida e para comer bem é essencial pensar sobre o que se pretende comer, antes das refeições. Tenho plena convicção que se as pessoas criassem esse hábito, de simplesmente pausar, refletir e agradecer antes de comer, já ajudaria bastante a reduzir tantos casos de obesidade relacionados à compulsão alimentar.

O próximo passo, após a arrumação do prato e a fotografia é fazer toda a refeição de forma calma e sistemática. Gosto de intercalar cada alimento com um cereal integral (geralmente o arroz integral, que pode estar puro ou misturado com outros grãos, temperos ou legumes) e comer cada preparo separadamente. Por isso que na arrumação de meus pratos frequentemente o arroz está em uma cumbuca separada dos demais ingredientes da refeição. Ele tem um sabor bem neutro e intercalando-o com outros ingredientes é possível saborear cada um deles, favorecendo também uma mastigação lenta e ao mesmo tempo vigorosa, auxiliando o processo digestivo, que tem início na boca, através de enzimas fundamentais presentes na saliva.

A divulgação de minhas fotos, por outro lado, acaba tendo um sentido completamente diferente. Como trabalho com isso e gosto de promover a saúde através da consciência alimentar, divulgar fotos de pratos saudáveis é uma forma de divulgar a possibilidade de se ter saúde e beleza em um prato e assim estimular as pessoas que me seguem nas redes sociais a despertarem para este desejo de ter uma rotina alimentar mais saudável, mostrando que pode ser algo simples e acessível. Muito me alegra ver pessoas entusiasmadas com um prato de salada. Sou de uma geração onde sinônimo de comida saborosa era hambúrguer, batatas fritas, refrigerante e doces: ver tanta gente apreciando um prato de comida saudável é no mínimo gratificante!!

Espero que esta moda de fotografar os pratos que tenho visto na internet esteja ajudando nesta função de aumentar a consciencia alimentar das pessoas. Que ao se darem o trabalho de fotografar aquilo que comem, passem a prestar mais atenção nos seus alimentos, aumentando assim a compreensão de que são aquilo que estão fotografando - afinal, nada mais somos do que alimentos transformados.