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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Suplemento Nutricional: vilão ou mocinho?


Imagem retirada do Google Imagens

Outro dia escrevi um post sobre o que me motiva a escrever e neste post comentei que ele surgiu a partir de outro devaneio e que em outra oportunidade escreveria sobre ele... Bem, demorou um pouco, pois os últimos dias foram bem cheios e não tive oportunidade de amadurecer as ideias na cabeça. Como muita coisa passa a fazer mais sentido na hora que escrevo (e esse é mais um motivo que me faz cultivar o hábito da escrita), lá vou eu...

A bola da vez são os suplementos alimentares!! Em mais de quatro anos de blog eu nunca falei sobre este tema por um simples motivo: não sou NADA familiarizada com eles... Digamos que ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto e estou aos poucos querendo me posicionar...

A primeira coisa que penso sobre suplementos é a seguinte: na impossibilidade de obter certos nutrientes através da dieta, sem dúvidas que é uma excelente opção. Infelizmente nem todo mundo está disposto a realizar grandes mudanças alimentares, ou tem uma rotina onde mal consegue cozinhar ou comer em casa, sendo obrigado a comer na rua, em lugares que nem sempre possuem um bom buffet de vegetais, cereais e leguminosas.

Outra coisa a ser ponderada, é que mesmo sendo super criterioso com o que se come, infelizmente os ingredientes no mercado nem sempre são de boa qualidade e/ou origem idônea. O mercado de orgânicos ainda é incipiente no Brasil e por conta disso a variedade às vezes pode ser bem limitada. Assim, é difícil ter uma dieta 100% livre de pesticidas, transgênicos e a garantia de que aquele alimento é realmente rico em nutrientes ao invés de contaminado por xenobióticos que roubam o seu valor nutricional.

É aí que eu me deparo com meu primeiro questionamento (para o qual, ainda não tenho uma resposta e nem sei se um dia terei). Parto da linha de pensamento que o nosso corpo vai sempre tentar suprir possíveis carências e se adaptar a elas, quando necessário, e que quanto mais saudáveis, como um todo, são nossos hábitos de vida, mais eficiente é o nosso metabolismo para tal. Acredito na possibilidade da transmutação de micronutrientes, apesar de ainda não ter tido tempo de estudar o assunto com profundidade. Enfim, a ciência está longe de conseguir desvendar todos os mistérios acerca do funcionamento metabólico do corpo humano, mas uma coisa é certa, as transmutações bioquímicas ocorrem o tempo inteiro!

Além desta crença de que o corpo está sempre tentando compensar eventuais faltas de micronutrientes na dieta, existe outra bem importante. Muita gente se preocupa demasiadamente com a INGESTÃO de micronutrientes. Não que não seja algo importante, mas um tema pouco falado é a EXCREÇÃO deles. Isso mesmo: só se repõe aquilo que se perde e uma dieta equilibrada, juntamente com um estilo de vida que reduza os fatores de estresse extremo é uma forma de evitar a depleção nutricional. Perdendo menos a necessidade de reposição também é menor... Enfim, é difícil mensurar a perda e para piorar a situação, as referências de necessidades nutricionais que seguimos aqui no Brasil vêm de parâmetros estrangeiros: ou seja, será que se pode mesmo confiar nelas? Eu confio desconfiando, o non credo faz parte de mim. Falando em non credo, já escrevi sobre este tema antes? Acho que não... Tema do próximo post!

Trazendo para a experiência pessoal. Como já falei por aqui antes, nunca comi carne vermelha, só como frango esporadicamente (quando estou em algum lugar que tem uma galinha caipira que tenha certeza que é caipira mesmo – isso deve acontecer no máximo 4x ao ano) e como peixes ou frutos do mar em média 2x na semana. Laticínios não fazem parte de minha rotina e quando os ingiro são em doses pequeníssimas, esporadicamente. Na infância era alérgica ao leite e derivados, então meu consumo foi ZERO até os 12 anos de idade... Segundo as crenças nutricionais, sou uma forte candidata, por exemplo, a ter anemia ferropriva (além de tudo meu fluxo menstrual é bem forte) e/ou algum tipo de depleção muscular, pela baixa ingestão das tão famosas Proteínas de Alto Valor Biológicos (produtos animais, derivados e lácteos)... Outra deficiência que deveria ser comum em mim, principalmente na infância, seria a de Cálcio e, no entanto, apesar de ter sido muito traquina durante este período de minha vida, nunca fraturei um osso... Isso só foi acontecer, de forma amena, aos 25 anos de idade... Estes exemplos foram dados para demonstrar a importância de nossas crenças e experiências pessoais na justificação de determinadas condutas. Além disso, nem tudo está nos livros e a ciência está em constante mutação.

Desde que voltei a morar em Salvador, por questões de logística e distâncias, não consigo almoçar em casa e muito menos no restaurante macrobiótico que tanto gosto. Na verdade, o que me resta, quase todos os dias, é me virar com o restrito buffet do restaurante da faculdade, pois o intervalo entre aula e estágio é muito curto e não dá para ir mais longe. Este ano, em maio, quando fiz meu check-up habitual, pela primeira vez, tive um sinal de princípio de anemia... Claro que fiquei preocupa e parei para pensar no que estava fazendo de diferente nos últimos tempos. Detectei que estava comendo pouco feijão, algo que sempre comi em grandes doses, diariamente, juntamente com arroz integral. Ao perceber isso, decidi dar uma caprichada na dieta e dois meses depois repeti o exame e os níveis de ferro estavam altos, como sempre, nem sinal de anemia.

Nunca tomei nenhum tipo de suplemento na vida e por minha experiência pessoal, comparada a tudo que estudo acerca dos possíveis benefícios da ingestão de micronutrientes isolados, estou tentando formar a minha opinião acerca do uso destes, por pessoas que tem alimentação equilibrada e cuidam do estilo de vida evitando rotinas estressantes. Não podemos descartar também todos aqueles estudos que demonstram justamente o contrário, que o uso de certas doses de suplementos nutricionais pode vir a gerar efeitos deletérios (ex. a associação do excesso de vitamina A com a teratogênese).

Pronto, agora cheguei a minha indagação principal. Será que o uso de suplementos vai vir a ser um divisor de águas no desenvolvimento humano, assim como foi a cocção de alimentos? Uma coisa é certa, através deles o homem está conseguindo suprir certas perdas decorrentes da vida estressante que leva atualmente e do déficit nutricional dos alimentos em geral. Será que é querer muito, achar que o corpo é capaz de encontrar homeostase naturalmente vivendo em um universo totalmente artificial? Será que não é preciso um "empurrãozinho", no caso, na forma de suplementos? Falo isso, pois alguns fatores são praticamente impossíveis de serem evitados, mesmo para quem é bastante criterioso: ar poluído, ar condicionado, comidas refrigeradas e congeladas, estresse, sedentarismo, produtos industrializados, alimentos transgênicos e contaminados por pesticidas, excesso de radiação, água ácida, pouco contato com a natureza... Será que os suplementos são a solução para superar tantas adversidades quase intransponíveis do mundo moderno? Ou será que eles são uma maneira de afastar nosso corpo ainda mais da energia vital proveniente de alimentos frescos e de deixar nosso corpo ainda mais preguiçoso (já não fazemos nem metade da atividade física que nossos ancestrais faziam)?

Até pouco tempo tinha crença absoluta de que o certo era não dar nada de “mão beijada” para o nosso corpo, exceto em casos de emergência. Minha ideia sempre foi de que a oferta de nutrientes isolados iria fazer com que o corpo tendesse a desaprender a fazer a “busca” pelos nutrientes que precisa nos alimentos. Só que esta semana, ao escrever sobre a cocção dos alimentos, me ocorreu toda esta nova reflexão, que me fez avaliar minhas crenças passadas. Afinal de contas: um corpo em constante mutação, vivendo em um mundo que sofre mudanças bruscas em tempo recorde, precisa ter uma cabeça capaz de se adaptar a tudo isso, não é mesmo?

O que pretendo fazer? Por enquanto nada: prosseguir sem tomar nenhum tipo de suplemento, fazendo meus check-ups periódicos e avaliando as minhas dosagens séricas de micronutrientes diversos. Enquanto isso: estudar, estudar e estudar – para tentar ver se alcanço uma resposta para meus questionamentos e inquietações...

Alguém tem uma experiência pessoal interessante para compartilhar sobre este tema?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Açúcar: a cocaína das crianças indefesas

Acabei de ler esse pequeno post no blog Cantinho Vegetariano e não resisti em comentá-lo...

Já falei aqui sobre minhas aventuras com o açúcar e desde que entrei na faculdade de nutrição tenho tido experiencias bem interessantes (para não dizer assustadoras, decepcionantes...) com o tema. No ambiente universitário frequentemente me sinto uma NEURÓTICA quando o assunto é açúcar, pois nem meus colegas e nem meus professores parecem ver o tal pozinho branco da forma como eu vejo: como uma droga!


Imagem retirada do Google Imagens

Claro que se comentam sobre os riscos do consumo excessivo de açúcar em relação ao diabetes, obesidade e síndromes metabólicas. Mas não há muita ênfase nisso e a sensação que tenho é que o consumo de açúcar anda tão alto, que até mesmo as pessoas que lidam com nutrição perderam o parâmetro do que é muito e do que é pouco...


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Exagerando? Acho que não... Minhas colegas lancham biscoitos recheados, tomam refrigerantes, sucos industrializados, adoçam sucos da fruta feitos na hora (até o suco de laranja que é naturalmente super doce) - diariamente!!! 


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Outro dia, programei uma atividade em meu estágio em Saúde Pública para mostrar o documentário Muito Além do Peso para pais e idosos da comunidade onde realizei trabalhos este semestre... Aí resolvemos organizar um lanche para oferecer ao pessoal: pipoca e suco de fruta. A ideia era mostrar que é possível fazer um lanche saudável, saboroso e barato (pipoca com pouco sal e suco sem açúcar). Vocês acreditam que até o último minuto minhas colegas de estágio e preceptora insistiam para colocar açúcar no suco? Falei para provarem e elas foram obrigadas a concordar que não havia a menor necessidade: o suco estava super doce naturalmente... Mas juro que quase tive que brigar para impor a minha vontade de que o suco fosse sem açúcar. Inacreditável, hein?? Nem preciso dizer que o lanche foi um sucesso, que todos comeram, repetiram e pediram BIS!! Assim, marcamos outra sessão de cinema outro dia e foi um excelente (principalmente o lanche LIGHT). Pena que estava tão 'azuada' com a organização que acabei me esquecendo de tirar fotos: a primeira versão teve umas 30 pessoas e a segunda, umas 70 - tinha gente assistindo filme de pé, pois não havia mais espaço para cadeiras na sala!!


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Ah, lembrei de mais uma do estágio. Certa feita estava em reunião com os coordenadores da escola/creche da comunidade e como estava próximo ao dia das crianças pediram que realizássemos uma campanha na faculdade para arrecadar balas e bombons para as crianças. Nem acreditei em meus ouvidos! Expliquei que o nosso papel ali era de promover a saúde, com atividades de educação nutricional e que uma de nossas missões com aquelas crianças era justamente de desatrelar a ideia de que doce é sinônimo de felicidade. Com muita satisfação, realizamos uma atividade onde levamos uma feira de verduras e frutas das mais variadas, para apresentar o reino vegetal às crianças. Foi super divertido, elas conheceram produtos absolutamente novos e provaram todos os tipos de frutas. Estavam tão entretidas com o aprendizado e atividade dinâmica que nem lembraram que balas existiam...


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Hoje tenho visto que um dos maiores desafios na Educação Nutricional é a educação dos pais e avós, ou seja, dos adultos em geral... São eles que compram e oferecem doces e refrigerantes para as crianças o tempo todo, pois têm uma ideia arraigada de que são formas de fazer as crianças mais felizes. Além disso, como falei anteriormente, elas acham que 'é só um pouquinho', mas não fazem a menor ideia de que aquilo que consideram pouco, é MUITO!! Criança feliz é criança saudável, com amigos, espaço para correr, brinquedos e barriga cheia!! Açúcar é caloria vazia, não enche barriga de ninguém, corrói os ossos, acaba com os dentes, atrapalha o crescimento, diminui a imunidade e ainda está fortemente vinculado à grandes epidemias como a obesidade e o diabetes...


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Só mais um comentário para finalizar, voltando ao ambiente acadêmico. Outra decepção são as aulas práticas de técnicas dietéticas e afins. Quase TODAS incluem preparos contendo açúcar e quando não contém a substituição é por aspartame (receitas para diabéticos). Preciso comentar do uso de margarina nas receitas?? Sei que o assunto não é esse, mas não resisti!!! Até hoje espero uma aula de como extrair o doce natural de ingredientes saudáveis e fazer sobremesas deliciosas, doces e sem açúcar (sim, isso é totalmente possível)... Ainda bem que tenho outros lugares para aprender esse tipo de coisa, pois na faculdade ninguém se preocupa com isso: até na aula de fitoterapia com o uso de chás incentivam o uso do açúcar (terapêutico, será?).  


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Para quem ficou curioso com o suco, vou dar uma dica SUPER simples!! Suco de polpa geralmente fica sem graça pois as pessoas estão acostumadas a diluir com muita água e adoçar com açúcar. O que fiz no dia do filme foi misturar suco de polpa com banana e deixar mais grossinho... Várias misturas ficam uma delícia, porém as minhas prediletas são: banana com açaí, banana com abacaxi e banana com goiaba. Essa é uma sugestão prática e mais em conta (aqui na Bahia encontram-se polpas de frutas por preços bastante acessíveis, bem como banana e essa era uma das preocupações ao realizar a atividade que comentei...), mas o mundo frugívoro é extremamente rico em opções naturalmente doces e deliciosas! Use, abuse, prove e desfrute!! 


Estatística do documentário Muito Além do Peso

E aí gente?? Será mesmo que estou ficando louca, neurótica com esse tema?? Será que estou exagerando em insistir tanto em alertar sobre os perigos do consumo abusivo do açúcar??

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mais sobre o Mito do Leite

Já abordei sobre esse tema aqui nos textos O Mito do Leite e O Mito do Cálcio. Entretanto, como ainda sou uma humilde estudante, apesar de muito estudiosa, é natural que algumas pessoas sintam-se um pouco duvidosas com meus discursos sobre alimentação e saúde.

Por isso mesmo, busco embasar de forma científica os meus argumentos. Além disso, sempre que possível, compartilho textos de outros profissionais da área de saúde, com grande prestígio, títulos e respeito no mercado, para mostrar que apesar de algumas das minhas ideias soarem um pouco "alternativas", são vistas com seriedade por profissionais de peso, apesar de fugirem de padrões e consensos médicos.

Hoje vou compartilhar um looongo texto retirado do blog do Dr. Victor Sorrentino, que trata o tema do Leite sob diversos ângulos. Vale a pena dispender um pouco de tempo para lê-lo. Boas reflexões...

"A VERDADE SOBRE O MITO DO LEITE
Victor Sorrentino

Bem amigos, depois de muito ponderar sobre a decisão de divulgar ou não todas as informações que tenho através de estudos, a respeito do leite de vaca ou não, decidi escrever hoje. Não adianta, sou idealista, continuo acreditando em um mundo melhor e que tenho compromisso com a verdade. Escolhi uma área em que desonestidade pode causar a morte, corrupção significa crime contra a vida, portanto vai ser difícil alguém me fazer desistir de colocar as verdades na mesa, não faz parte de meu caráter com toda certeza.

Acredito que os que me acompanham já sabem como sou. Para os que ainda não me conhecem e podem associar meu nome (devido ao sobrenome) unicamente com cirurgia plástica, gostaria que soubessem que este foi meu primeiro direcionamento e fiz 2 anos de especialização em cirurgia geral, depois mais 3 anos de especialização em cirurgia plástica (ambos no Hospital de Santa Casa do Rio de Janeiro), ainda destino 80% do meu tempo na Clínica para cirurgia Plástica, mas fui buscar algo além disso. Algo que explicasse o porque de uma mesma pessoa que operamos e melhora sensivelmente sua auto-estima e porque não dizer sua beleza, com o passar do tempo deve continuar envelhecendo progressivamente, perdendo a qualidade da pele, músculos e tecidos corporais, mesmo mantendo os cuidados tradicionais a que estamos acostumados a entender como verdades e ficando literalmente de mãos atadas.

Foi aí que encontrei na Medicina Preventiva Ativa, chamada também de Medicina da Longevidade, Manejo do Envelhecento Saudável, ou mesmo "Age management ou Anti-Aging Medicine" nos Estados Unidos, as respostas e que nada mais é do que realizar um programa preventivo de saúde, compreendendo que não precisamos sofrer com a queda de nosso metabolismo, mas podemos buscar reestabelecer uma aceleração metabólica  que seja favorável e saudável ao nosso corpo sem riscos e atenuando os danos deste processo de envelhecimento.  Para tal, a prática de atividades físicas associado a nutrigenética e a otimização e equilíbrio Hormonal são o caminho e é por isso que tudo que tange estes temas são profundamente estudados e criteriosamente avaliados afim de otimizar a relação entre os mesmos.

E quando mergulhamos no universo da nutrigenética (a ciência que estuda a influência dos nutrientes sobre a expressão gênica do indivíduo), é indispensável que procuremos encontrar quais são aqueles alimentos que têm poder de cura e quais os que causam doenças. Fato infelizmente ignorado durante séculos na medicina moderna, apesar de ser prática milenar, ter mais de 5.000 anos pela medicina chinesa. Ora, indispensável porque está mais do que óbvio que se o mundo está engordando e adoecendo cada vez mais, e a genética do ser humano é a mesma desde que o homem é homem, o real culpado por estas alterações não é a genética, mas sim o meio ambiente e tudo aquilo que a pessoa irá fazer durante a vida e determinará em última instância sua saúde ou doença.

Costumo dar um exemplo claro e simples de duas irmãs gêmeas univitelinas. Uma pode vir a ser obesa, diabética, hipertensa, falecer aos 50 anos por infarto. A outra pode viver tranquilamente até os seus 90 anos sem apresentar nenhuma destas doenças. O que se sucedeu para que as duas, mesmo com exatamente a mesma genética, tivessem vidas e destinos tão distintos? Ora, como eu já escrevi, se a culpada não é a genética uma vez que neste caso inclusive é idêntica, uma das primeiras coisas que influenciou suas vidas foi exatamente a alimentação e é por isso que a ciência tem descoberto diariamente os detalhes por trás disto. São estudos diários e que não têm nem tempo de serem incluídos em livros médicos pela velocidade com que são divulgados e por isso, infelizmente só chegam ao saber público estatisticamente cerca de 17 anos depois de sua aceitação ao meio científico (dados de estudo publicado no ano de 2011 nos Estados Unidos).

E existem alimentos que viraram vilões sem nunca terem sido, ao passo que outros mocinhos também sem nunca terem sido. No momento em que o médico “entra de cabeça” nesta área, percebe como eu percebi, que é absolutamente simples de entender o porque de tanta doença: a orientação que a população tem é completamente equivocada e de forma absurda diariamente praticada por profissionais de saúde, divulgada em meios de comunicação e etc...

Para aquele que está imerso neste universo da nutrigenética, a realidade parece resultado de uma brincadeira de “telefone sem fio”, onde um supõe uma teoria, passa adiante a posteriormente se segue uma série de modificações e vertentes para uma informação já errada, que vira uma “bola de neve”, a partir daí cria-se um paradigma e aí meus amigos, para conseguir mudar isto na cabeça de um profissional que alicerçou TODA sua vida acadêmica e de consultório sobre infelizmente uma mentira, é praticamente impossível. Noto que muitos preferem nem ter a informação à ter que reestudar tudo novamente e ter a humildade de reconhecer que errou, faz parte do ser humano e o mais importante seria a partir daí, ter a atitude de mudar. Mudar porque o erro na saúde pode custar a vida das pessoas, então a partir do momento em que se tem a informação correta, já não vira uma opção,  mas sim uma obrigação. 



E aí, será que vale a pena mesmo saber uma verdade que vai de encontro com tudo aquilo que você julgava ser uma verdade absoluta? Eu tenho certeza que sim e espero que vocês sejam todos meus aliados divulgando estes textos para dar oportunidade ao máximo de pessoas possível de conhecerem as verdades e se beneficiarem delas.

Bem, depois desta reflexão, vamos ao tema que será com toda certeza "chocante", mas acho que segurei demais esta informação, sabendo que será polêmica, apensar de não ter motivos, uma vez que contra estudos científicos atuais sérios e indexados em revistas internacionais médicas, sem patrocínio da iniciativa privada, não há espaço para achismo ou contestações. O resultado é divulgado e quem quiser usará com sabedoria, ao passo que aquele que não quiser, não usará.

Já reforço aqui o que sempre digo: o que colocarei no artigo é resultado de uma pesquisa que me tomou tempo, dinheiro e muita dedicação, portanto por favor não quero comentários de ciências ocultas ou obsoletas aqui. Para que alguém tenha o conhecimento que possa contrapor, terá que demonstrar que tudo isso que será apresentado, é superado pelo benefício que este alimento proporciona. E vocês verão que é difícil meus amigos, na realidade impossível...

O leite de vaca é tradicionalmente um alimento relacionado pelas pessoas com saúde. Por outro lado, o fato do ser humano ser o único animal a consumir leite (e de outra espécie) na vida adulta, nunca conseguiu ser respondido com clareza.

Na realidade, existe todo um aspecto psicossocial por trás do leite de vaca, devido à importância e significado do aleitamento materno, mas as facilidades na obtenção através da vaca e a mudança progressiva na vida das mulheres inseridas no mercado de trabalho, obviamente aliados a um imenso esforço da indústria do leite, foram determinantes historicamente na criação do “Mito do Leite”.

Eu mesmo cresci ouvindo que deveria ingerir o máximo de leite possível para que meus ossos fossem fortes e me penalizava por não ter aquele gosto por este alimento. APRENDI NA UNIVERSIDADE QUE O LEITE ERA UM ALIMENTO INDISPENSÁVEL À SAÚDE HUMANA INCLUSIVE! Senti exatamente o que todos deveriam sentir, quer dizer, a não aceitação progressiva do mesmo pelo meu organismo. Hoje agradeço muito por ter respeitado meu corpo e ter instintivamente poupado o mesmo de tudo que citarei a vocês a seguir.

Bom, atendo muitas pessoas também da terceira idade e sei que para estas a mensagem é incrivelmente mais difícil; compreendo, pois o leite vendido na época deles era outro, bem diferente do que comercializado na atualidade. Entretanto uma coisa é verdade e digo a eles, o Leite NUNCA foi uma boa opção de alimento, por mais que esta informação doa, cause estranheza, e para mim é muito fácil de provar a qualquer pessoa, não porque eu sou o dono da verdade, mas porque os estudos estão todos disponíveis a quem se dedica a procurar e estudar a fundo este assunto. 



Queridos leitores, vocês verão que grande parte dos estudos são atuais, mas existem outros importantes já antigos e sempre estiveram disponíveis. Triste, porque quando não há interesse comercial por trás dos estudos, a informação não se propaga. Quero explicar aqui aos que não são da área médica, que toda vez que vocês lerem um resumo de um estudo, com nomes e números abaixo, é uma forma habitual na área médica de dar a referência do estudo científico, mostrando onde foi encontrado e publicado. Sei que não havia necessidade, mas vou ter o cuidado de colocar e de certa forma "dar de mão beijada" tudo isso, para que não tenha que ouvir posteriormente nenhum profissional desinformado ou mal intencionado contestando as informações. E quero salientar que não estou ganhando nada com isto, bem pelo contrário, quebrando um paradigma ainda me exponho a este tipo de profissional que pode se sentir ofendido infelizmente, ao invés de compreender que está aqui uma chance simples de atualização sem esforço algum!

LEITE DE ANTIGAMENTE x LEITE ATUAL

Vocês sabem que o mercado é cada vez mais competitivo, então uma vaca que não está dando leite é sinônimo de prejuízo. Qual o artifício usado, as vacas são “moduladas” com HBG (hormônio da gravidez) para que ela possa produzir mais leite e ininterruptamente. Resultado da "brincadeira":
à Atualmente as vacas leiteiras vivem apenas 6 em vez de 20 anos e a produção de leite, comparada com há 50 anos, aumentou em 250%. Só por aí já devemos imaginar que algo está intoxicando as vacas não é mesmo?

Pois é, mas isto é apenas o comecinho. O Leite de hoje também passa por um processo de pasteurização na tentativa de que sejam removidas as bactérias e microorganismos, portanto um dos benefícios que o leite poderia nos proporcionar, para melhorar nossa flora intestinal, vai se embora ali também... Para que vocês compreendam, uma das novidades da medicina para combater e prevenir inclusive o câncer, é o uso de combinações específicas de pré e pró-bióticos, que nada mais são do que fibras e microorganismos que vivem em nossa flora intestinal e determinam boa parte de nossa imunidade, por isso em geral aconselho o Yakult (apesar de terem manipulações completas a se fazer e que trazem um benefício enorme para quem faz uso e realiza um tratamento).

Um dos problemas também da modernização é que o alimento da vaca já não é mais o mesmo, está todo contaminado com agrotóxicos e pesticidas, portanto estudos já encontraram a presença de: 
-     -   Perclorato – bloqueia captaçãoo de Iodo prejudicando imensamente a Tireóide
-     -   Retardante de chama – PBDEs
-       - Pesticidas – Disruptores endócrinos (prejudicam produção de hormônios)
-       - Substâncias radioativas
-       - Metais pesados

Devido à manipulação extrema das mamas das vacas, é também comum hoje que elas tenham mastites (inflamação e infecção das mamas) de repetição. Resultado:
-        Já foram identificados nos leites diversos tipos de antibióticos (de vaca) e isto tem sido relacionado ao aumento da resistência a antibióticos nos humanos, ou seja, os antibióticos de outrora deixam de fazer efeito pois o corpo já criou resistência a certos tipos dos mesmos, ou por ter feito uso anteriormente, ou pela ingestão “de brinde” através do leite.

Este tópico agora acredito ser aterrorizante, pois se médicos têm tanto medo de trabalhar com hormônios, deveriam se preocupar mais com a ingestão de hormônios estranhos ao corpo (e são divesos alimentos que têm este "poder"). Pois bem, no momento em que se trata a vaca com HBG e ela se torna falsamente grávida (prenha), obviamente todo um processo metabólico ocorre em seu organismo e além de produzir muito mais leite, obviamente ela tem uma produção aumentada de hormônios. Resultado (péssimo para o corpo de qualquer pessoa):
      

Já foram isolados 59 hormônios distintos no leite:
-        *  8 pituitários (hipofisários)
-       * 7 esteroidais (ou sexuais)
-       * 6 tireoidianos
-       * 11 fatores de crescimento

E falando de hormônios, existe um chamado Estrona, que é um dos tipos de Estrogênios (hormônios femininos)  que está absurdamente aumentado no leite desta vaca. Estudos demonstraram que a ordenhação da vaca prenha geram níveis de Estrona aumentados em 33 vezes, além de altos níveis de BSV (Bovino Somatrotopin e de rBGH (Hormônio de Crescimento Bovino recombinante com altos níveis de IGF-1 – e ainda tem profissional que aconselha a ingestão do leite de vaca e diz que o uso dentro de todo protocolo e correto do GH humano, Hormônio de Cresimento humano causa câncer... grande paradoxo, não acham?).

Concentração de Estrona no soro do leite:
-       Vaca não prenhe = 30pg/ml
-       Vaca prenhe (41-60 dias) = 151pg/ml
-       Vaca prenhe (222-240 dias) = 1.000 pg/ml

Agora quero que vocês saibam que Estrona é um hormônio altamente proliferador e que aumentado traz desde prejuízos “leves” como proliferação de tecido gorduroso, aumento de celulite, aumento de gordura abdominal, até outros irreparáveis! E não serei eu a dizer, aqui estão os estudos para que você veja com seus próprios olhos:

CÂNCER DE PRÓSTATA

Leite não pode ser considerado um “sports drink”, não previne osteoporose e possivelmente contribui para o desenvolvimento de Doença Cardiovascular e Câncer de próstata.
Physicians Commitee for Responsible Medicine, Good Medicine 2., Spring 2001: 23.

Existe uma correlação entre ingestão de leite e câncer de próstata
Giovanucci,E. Et al. Dairy products, calcium, and vitamin D and riscks of prostate câncer. Epedemiologic Reviews 23 (2001): 87-92

O Câncer de Próstata é hormônio-dependente e, ao contrário do que muitos pensavam e pensam até hoje, estudos recentes comprovaram que seu desenvolvimento não é atribuído à testosterona, mas sim aos estrogênios. Por isso que ele ocorre nos homens já em idade avançada, os quais já tiveram um declínio praticamente total dos níveis de testosterona com aumento concomitante dos níveis de estrogênio (leia sobre Andropausa, a pausa masculina e a importância da testosterona no meu artigo: http://www.blogdodrvictorsorrentino.com/2012/05/importancia-da-testosterona.html

 Na medida em que o leite aumenta os níveis estrogênicos, estudos demonstram aumento no risco de câncer.



CÂNCER DE OVÁRIO

Harvard School of Public Health
Mulheres que tomam 2 ou mais copos de leite  têm um aumento de 66% no risco de desenvolverem câncer no ovário
Peck, P. Two or more glasses of milk may raise ovarian câncer risks, still doctors aren`t advising that women stop drinking it. WebMD Medical News, May 5, 2000.

Existem cânceres de Ovário também hormônio-dependente e estrogênio-dependente, ou seja, quando se aumentam os níveis de estrogênios, estamos aumentando as chances da proliferação destes tumores malignos e ímpares na prática médica, uma vez que têm pouquíssimas chances de cura ou tratamento efetivo. 

Isso sem contar o fato da maioria das mulheres usarem contraceptivos, os quais impedem a produção da progesterona pelo óvulo e corpo lúteo (pela não ovulação), perdendo a proteção deste hormônio que é fundamental para a contraposição estrogênica. (leia sobre hormônios femininos e o que deve ser feito, em meu artigo: http://www.blogdodrvictorsorrentino.com/2012/07/hormonios-femininos-revolucao-da.html ) 

CÂNCER DE MAMA
O Câncer de mama também é estrogênio-dependente, ou seja, o estímulo deste hormônio é proliferativo para tecido mamário e consequentemente tumores de mama.  Qualquer forma de aumento direto ou indireto da ação estrogênica sobre o corpo feminino, pode influenciar no desenvolvimento do câncer de mama. (e amigos, são muitos os alimentos e as substâncias derivadas dos plásticos por exemplo, que provocam este aumento. Até protetores solares - a maioria dos que vocês compram nas farmácias - contém substâncias similares aos estrogênios, chamadas xenoestrógenos).

INFARTO E ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)

Este estudo é alarmante e chama atenção para o leite e pra suplementação que chamo de criminosa das cápsulas com reposição de cálcio! Tais cápsulas está em propagandas nos mais variados meios de comunicação e pode ser livremente adquirida nas farmácias. Só posso concluir que a venda destas "porcarias" significa enganar descaradamente as pessoas, um verdadeiro absurdo. Eu não gostaria de imaginar que existem ainda profissionais indicando o uso destas cápsulas de cálcio sozinhas ou associadas com outros elementos...


OSTEOPOROSE

Produtos Lácteos não fazem parte da dieta na China, Japão , Vietnam ou Tailândia, no entanto os habitantes desses países têm uma das mais baixas taxas de osteoporose e fratura óssea no mundo.
Hegsted,M. Fractures, Calcium and Modern Diet. AJCN 74 (2001):571-73

Os maiores consumidores de leite do mundo (Austrália, Nova Zelândia, América do Norte e o Oeste Europeu) também têm a maior incidência de osteoporose e risco de fratura óssea!
Feskanich,D. Et al. Molk, dietary calcium and boné fractures in women: a 12-year prospective study. AJPH 87(1997):992-997.

O número de americanos diagnosticados com osteoporose aumentou 55% de 1995 a 2006
US Departamento f Health and Human Services, Agency for healthcare Research and Quality, “Osteoporosis-linked fractures rise dramatically, “September 2009: ahrq.gov/research/sep09/0909RA36.htm

Osteoporose é uma doença pediátrica com consequências geriátricas. “Dr. Duane Alexander”

Estudos demonstram que leite de vaca não protege humanos contra  fraturas ósseas do modo como nos foi ensinado. De fato, o alto consumo pode aumentar o risco de fratura.
Freskanich,D. et al. Milk, dietary calcium and boné fractures in women: a 12-year prospective study. AJPH 87 (1997): 992-997.


Uma avaliação de 58 estudos mostrou que não há relação entre consumo de leite, os níveis de cálcio e saúde óssea.
Lanou, A.J. et al. Dairy products and boné health in children and Young adults: A reevaluation of the evidence. Pediatrics 115 (2005): 736-43.; News Online, “Conventional wisdom on milk questionetd, “Mar.7,2005.

Nurses Healthy Study
77.761 mulheres com idade entre 30 e 45 anos foram acompanhadas por 12 anos.
Análise da dieta e fraturas de rádio e fêmur (ossos da perna e coxa)
Conclusão: Mulheres que ingeriram 2 ou mais copos de leite por dia tiveram mais fraturas que aquelas ingerindo um ou menos de um copo por semana.
Fekanich,D., Willet,W. Et al. Milk, dietary calcium and boné fractures in women: a 12-year prospective study. AJPH 87 (1997):992-7.

Estudos prospectivos de longo prazo
Conclusão: a ingestão de leite de vaca e a suplementação com, cálcio não mostraram nenhum benefício na prevenção de fraturas ósseas
Owusu,W; Sillet,W.C. et al. J Nutr. 1997:127:1782-7
Freskanich,D.; Willet,W.C. et al. Am J Public Health. 1997 Jun; 87(6):992-7
Freskanich,D.; Willet,W.C. et al. Am J Clin Nutr, 2003 Feb;77 (2):504-11.

 O tema Osteoporose é tratado de forma tão errada tradicionalmente na medicina, que vocês não fazem idéia da quantidade de estudos atuais mostrando as doenças provocadas pelos tratamentos para osteoporose! Ainda escreverei sobre isto, mas frente a estes poucos artigos que resumi aqui acima, já fica o alerta para que você NUNCA EM HIPÓTESE ALGUMA faça uso de cápsulas de cálcio compradas nas farmácias. 

Estudo realizado em 2011 concluiu que Mulheres que fazem suplementação com cálcio têm risco aumentado em 600% para o desenvolvimento de aterosclerose, infarto do miocárdio e AVC.
Bolland MJ., Grey A., Avenell A., et al. Calcium supplements with and without vitamin D and risk of cardiovascular events; Reanalysis os women`s Health Initiative limited acces dataser and mata-analtsis. BMJ, 2011, 342:d2040.


Conclusão do estudo (obviamente): mulhere não devem fazer suplementação de cálcio para prevenção de osteoporose (e este já é o terceiro estudo a confirmar os resultados). E ainda tem gente usando, governo ou autoridades não divulgam estes estudos, comunidade médica não pesquisa, pois não dá dinheiro, não tem laboratório farmacêutico querendo ganhar em cima, e etc...

É por isso que insisto, na medicina hoje ou se faz a escolha por estudar SEMPRE e estar atento aos estudos mensalmente, ou estaremos condenando infelizmente as pessoas à terem cada vez mais problemas, é fato! E não façam uso de suplementos, mesmo que pareçam inocentes e "bobos" (como os multivitamínicos, energéticos para musculação ou cálcio por exemplo), sem a orientação de um especialista atualizado. 


DIABETES


A Caseína é uma proteína que representa cerca de 80% do total de proteínas do leite. Existe uma correlação entre seu consumo e a incidência de Diabetes tipo I, por uma série de reações que ainda escreverei futuramente, pois ocorre com uma série de alimentos e doenças.


ÚLCERA PÉPTICA (NO ESTÔMAGO)

Sippy Diet – Um copo de leite a cada 4 horas para o tratamento de úlcera péptica. Aumento de 6 vezes na incidência do infarto do miocárdio.
Briggs, RD et al. Myocardial infarction in patients treated with Sippy and other high-milk diets. Circulation 21(1960):538-42


Muitos se lembram desta medida que foi largamente divulgada no passado. O que ninguém ficou sabendo é o resultado desastroso disto, que tenho certeza de que até hoje existem pessoas e até mesmo profissionais de saúde acreditando ser saudável e "curativa". Porque será que estas informações não são divulgadas?



LACTOSE 


A Lactose é o açucar presente no leite. Para que possamos digeri-lo, nosso corpo possui uma enzima chamada Lactase. Mas o que acontece é que parte das pessoas não possuem esta enzima e outra grande parte, a maioria diga-se de passagem, algum dia não terá também. Deixem-me explicar a vocês; acontece que a partir dos 4 anos de idade, nosso corpo começa a ter uma diminuição progressiva da produção de lactase, consequentemente cada vez menos este açucar será bem digerido e bem aceito por nosso corpo.



Leigos e médicos costumam conhecer a intolerância a lactose como a única forma de alergia ao açucar do leite, entretanto existem outros níveis de hipersensibilidade aos alimentos e estes causam prejuízos à diferentes sistemas e órgãos do corpo. O problema é que as pessoas tendem a pensar que "se não tenho diarréia ou sintoomas gastrintestinais", não tenho alergia a tal alimento e isto é um erro grave. Intestino é apenas um dos órgãos do corpo humano, nem sempre um alimento que nos faz mal causa sintomas neste órgão. Em outras palavras: Alimento que faz mal ao corpo, nem sempre causa diarréia! Experimente ingerir veneno de cobra; haverão consequências que podem lhe custar a vida, e não acontecerá diarréia. 


Quero que vocês saibam que estatisticamente a Hipersensibilidade ou Intolerância à Lactose acomete:

-        - Afroamericanos – 75%
     - Nativos Americanos – mais de 90%

-  Asiáticos - mais de 95%

PROBLEMAS EM CRIANÇAS

Em geral, Lactase é produzida pelo corpo até a idade de 4 anos.
Williams,SR. Nutrition and Diet Therapy, 7th Ed. (Mosby: St. Louis, 1993), p.41

O Dr. Benjamin Spock, famosa autoridade em saúde infantil cita no seu livro: Leite de vaca causa perda intestinal de sangue, alergias, indigestão e contribui para alguns casos de diabete juvenil.
Spock,B & Parker,ST. Dr. Spock`s baby and child care (New York: Pocket, 1998)
PROBLEMAS DE SAÚDE INFANTIL:
-       Infecção de ouvido
-       Eczema/cólica/constipação/colite
-       Diabetes tipo I/ Obesidade
-       Comportamento e aprendizagem
-       Morte súbita (alergia)
-       Asma- quanto mais leite, mais asma
-       Autismo
-       Beta Casomorfina-7 Esquizofrenia – Dr. R. Cade




ESCLEROSE MÚLTIPLA


ACNE


ENFERMIDADES QUE JÁ FORAM RELACIONADAS EM ESTUDOS À INGESTA DE LEITE:

  • Artrite
  • Enxaqueca
  • Dores em geral
  • Esclerose
  • Acne
  • Câncer de Próstata
  • Câncer de Mama
  • Obesidade
  • Doença de Parkinson
  • Infertilidade
    UM PROBLEMA DE COMPOSIÇÃO



Aqui vocês podem entender um dos problemas do leite de vaca: excessos e relações entre nutrientes inapropriadas. Há sim um excesso sódio, fósforo, proteínas e cálcio. O grande problema é que tanto a proteína como o cálcio em excesso, têm pouca biodisponibilidade, ou seja, ingerimos grande parte destes não são absorvidos, causando uma sobrecarga e desequilíbrio sistêmico. Seres Humanos absorvem no máximo 32% do cálcio contido no leite de vaca.


CONTAMINAÇÃO



ASPECTO SÓCIO-ECONÔMICO

Agora então vamos aprofundar não só a parte médica. Como sou um cidadão e antes de médico, um ser humano que necessita dos recursos da terra para sobreviver, procurei analizar o que representa esta indústria no mundo atual:


--> Um milhão de vacas produzindo em torno de 90 bilhões de litros por ano, nos EUA.
--> Uma vaca:
-           - produz em média 54 Kg de estrume por dia;
-           - produz em média 200 Litros de metano por dia;
-           -  ingere em média 35 Kg de alimento por dia
-           -  gasta em geral 45 galões de água por dia
-           - causa resistência antibiótica


     Sei que existe por trás, um problema muito grande que envolve aqueles produtores de leite que vivem desta atividade e que não são culpados em hipótese alguma por toda problemática acerca deste elemento. Sei também que é um "alimento" acessível às classes desprivilegiadas e que de fato o Brasil não está preparado como um todo para resolver esta situação. Entretanto, também não posso como médico, deixar de informar aqueles que não são culpados por tudo que a indústria criou a respeito do leite. Penso em saúde, am envelhecer sem adoecer e com qualidade corporal e metabólica, portanto não posso simplesmente negar ou omitir este conhecimento, sabendo que milhões de pessoas estão sendo enganadas. Mais do que isto, crianças estão sendo praticamente envenenadas diariamente com toxinas e hormônios de outra espécie. 

     Nessas horas eu acho engraçado ouvir de profissionais de saúde que têm medo de hormônios, se não têm nem sequer preocupação com essa quatidade absurda de hormônios no leite da vaca, alimentos de soja, mamadeiras, garrafas e copos de plástico e etc...

Acho que já me extendi demais, mas realmente o tema é complexo e procurei colocar parte das fontes pesquisadas por mim afim de não deixar dúvidas aos que me acompanham. Agora é minha vez de perguntar a vocês:
Será que eu precisava escrever tanta informação para demonstrar os malefícios de nosso leite de vaca, ou só uma pequena parte já seria o suficiente para provar a vocês que não é nem nunca foi uma boa opção?
Quem são os responsáveis por toda esta seqüência de equívocos e mentiras que culminaram na idéia de que Leite é sinônimo de saúde?
Quantas milhares de pessoas estão sendo enganadas por aí e sendo prejudicadas com este "alimento"? 
E o mais preocupante que são as crianças meus amigos? Será que não está óbvio até para quem não quer enxergar, que elas estão ficando cada vez mais expostas a alergias e doenças?

Olha, perguntas não me faltam, mas faço a vocês para que reflitam, pois eu sei exatamente as respostas...

Agora quero dizer também que para que alguém possa contradizer o leite, e demonstrar que é um alimento saudável, terá que trazer estudos mostrando que os benefícios superam tudo isto que coloquei aqui. E sou aberto a opiniões e estudos, tanto é que procuro sempre estar atualizado, mas sobre este tema garanto a vocês que será bem difícil, vocês não acham?

Eu gostaria muito que vocês refletissem também a respeito do bombardeio de informações enganosas e ignorantes que recebemos nos meios de comunicação de pessoas supostamente atualizadas e informadas sobre alimentos e sobre o leite. A meu ver, é inaceitável e costumo dizer o seguinte: ou o profissional se atualiza e tem certeza do que está dizendo, ou é mais bonito, mais humilde e honesto dizer sinceramente que não tem certeza do que está falando. Vejo tanta coisa absurda jogada na mídia que chega a dar uma tristeza profunda.


Não vou me aprofundar ainda mais (sei que o artigo é looooongo, mas não teve jeito porque o tema é um paradigma), porém existe dois movimentos no mundo atual (N. Zelândia principalmente) em criar a Vaca 1 e a Vaca 2, bem como não tratar com hBG um tipo de vaca, para diminuir os problemas, então talvez vocês vejam isto acontecer num futuro distante aqui no Brasil. A tentativa é de não ter tantos hormônios e não estar presente também o grande problema da Beta CasoMorfina7 ( presente no leite que ingerimos e pode causar Esquizofrenia e Diabetes). 



Digo a vocês que são livros que realmente deveriam fazer parte do consultório de TODO profissional de saúde. É isso que tanto insisto, na prevenção, em trabalhar para que a doença não aconteça. 

Meus familiares, meus pacientes e muitos amigos também, já foram informados sobre tudo isto há muito tempo. Sinto muito que este é somente um dos alimentos considerados saudáveis, que a ciência da Nutrigenética e a Anti-Aging Medicine já desmistificaram. Espero que aos poucos eu consiga ir escrevendo sobre temas fundamentais e que possam fazer diferença em suas vidas. 

Antes de terminar, gostaria de dizer que adoraria esclarecer dúvidas específicas de cada pessoa que me acompanha, mas espero que entendam que é humanamente impossível. Recebo centenas de emails e procuro responder as pessoas na medida do possível, mas obviamente tenho muitos pacientes aos quais necessito me fazer presente e disponível, portanto já me desculpo aqui pelos que me escreveram e não consigo responder. Minha vida é corrida, então encontro tempo para estudar e escrever em pontes aéreas, dentro de aviões, de noite após dias longos de trabalho, perdendo finais de semana e aí por diante. Em minha prática médica dedico praticamente 80% do meu tempo de consultório e clínica para cirurgia plástica e procedimentos, e 20% para esta ciência que me fascina, a área da Medicina Antienvelhecimento, a qual me dá muito mais prazer do que remuneração comparado com a Plástica. Entretanto me toma quase 2 horas por consulta. 

Resumindo, meu tempo é realmente curto e se não respondo a todos, é por estes motivos e nunca por falta de vontade. Em meu coração existe uma motivação maior em agradecer a Deus por todas as oportunidades que tive e pela vida que tenho, servindo como voz ativa na saúde e procurando ajudar as pessoas.

Produtos Lácteos têm sido considerados alimentos saudáveis e isso, infelizmente é apenas um mito. “T. Colin Campbell

E agora, o que dizer para aqueles que têm coragem de falar em rede nacional sobre a importância de se ingerir o Leite? Imaginem a tristeza que sinto ao ter que ouvir isto e saber da quantidade de pessoas que estão acreditando piamente naquela informação, final de contas o profissional estava na TV, ou Revista...

Dentre os estudos e livros que estudei, recomendo os seguintes:
- "WhiteWash" do pesquisador Joseph Keon

- "Your Life in Your Hands" da pesquisadora Jane Plant

"Milk, the Deadly Poison"de Robert Cohen

"Devil in the Milk" do Dr. Thomas Cowan

Este para quem deseja saber como fazer alimentos sem leite: 
- "The Milk-Free Kitchen"- de Beth Kidder
* existem dezenas como este no mercado!"