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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Metabolismo acelerado, tendência à magreza e gastrite: como tratar sem perder peso?

Imagem retirada do Google Imagens

Um perfil frequente que tenho observado é a combinação destes fatores: pessoas com tendência à magreza, que perdem peso com facilidade (metabolismo acelerado) e que consequentemente têm dificuldade em ganhar peso, que desenvolvem problemas gástricos, desconfortos, azia, gastrite, úlceras... Estas pessoas precisam tratar da saúde, mas ao mesmo tempo têm pânico da palavra dieta ou qualquer coisa que seja restritiva e que possa fazer com que emagreçam ainda mais. O post de hoje é dedicado a estas pessoas, se você é uma delas: boa sorte! 

Quem nunca conheceu um "magro de ruim"? Eu já fui uma dessas pessoas, mas na puberdade a festa acabou e só o que restou deste perfil em mim foram as lembranças do passado. Mesmo assim, lembro perfeitamente dos tempos em que podia comer um elefante e continuava magrela, a própria Magali.

É isso que acontece com pessoas com tendência à magreza. Acostumam-se ao fato de que podem comer de tudo e mais um pouco e não engordam. Muitas vezes abusam! A maior parte das pessoas que conheço com esse perfil, por exemplo, são ou foram viciadas em refrigerantes por muito tempo e conseguem comer grandes porções, inclusive de alimentos hipercalóricos, sem engordar.

Esta "sorte", como tudo na vida, pode vir acompanhada de um lado negativo, que é justamente a pessoa se habituar a abusar da saúde, por não conseguir ver as consequências de uma alimentação inadequada. Quando se dão conta de que precisam readequar a dieta é porque começam a sofrer com algum sintoma, que em grande parte das vezes, está relacionado a distúrbios gástricos.

Aí a vantagem de ter tendência a engordar. As pessoas passam a vigiar suas dietas desde cedo, pois se vacilarem perdem todo o guarda-roupas em pouco tempo e não chegam ao ponto de afetar um órgão tão importante como o estômago...

Como já tratei aqui, no texto Dietoterapia no Tratamento de Gastrite e H. pylori, não existe melhor forma de curar problemas relacionados ao sistema gástrico do que através de uma reeducação alimentar, visto que o aparelho digestivo está intimamente ligado à dieta. 

Alguns alimentos são especialmente venenosos para quem tem gastrite: leite e derivados, açúcar e alimentos refinados, carnes vermelhas, frituras, alimentos gordurosos, o café e as bebidas alcoólicas (especialmente as destiladas). Como podem ver, uma lista contendo bombas calóricas e retirá-las da dieta pode significar emagrecimento, tudo que alguém com o metabolismo acelerado menos quer. O que fazer?

Vamos lá! Nosso corpo é uma máquina de fazer adaptações, mas para isso precisa passar por uma fase de ajustes. Se você se encaixa no perfil que descrevi acima, saiba que ao fazer ajustes na dieta para tratar de algum dos problemas gástricos mencionados, irá sim perder peso. Faz parte da adaptação e o corpo sente o impacto de mudanças, mas logo se ajusta e volta ao equilíbrio. Então, ao perceber que está emagrecendo, não se desespere, continue, pois com o tempo seu corpo se readaptará e voltará ao peso habitual.

Outra coisa importante a salientar é que deve-se respeitar o próprio tipo físico. Da mesma forma que uma pessoa com estrutura mais larga e pesada precisa entender que ela não será esguia e longilínea naturalmente nunca, uma pessoa de constituição magra, precisa aceitar o seu corpo, pois constituição é algo inerente e respeitá-la é respeitar a própria natureza. Após determinada idade, o metabolismo começa a desacelerar naturalmente, mas deixe que o tempo faça os ajustes necessários no momento certo, sem ansiedade.

Retornando à dieta, ao retirar (ou reduzir significativamente) os alimentos mencionados, o principal é encontrar substitutos para eles e ingeri-los com frequência e em grande quantidade. No caso específico, os melhores aliados serão os carboidratos provenientes de alimentos não refinados/integrais, por serem bastante calóricos e ao mesmo tempo, nutritivos. Outros grandes aliados são as gorduras do bem, por terem propriedades funcionais e grande teor calórico.

Sendo assim, uma dieta para o tratamento de gastrite, deverá ser pobre ou nula dos ingredientes malignos mencionados e rica em alimentos como: arroz integral, aveia, cevada em grão (pode cozinhar junto com o arroz), milho (da espiga), painço, quinoa, abacate, azeite de oliva extra virgem, óleo de coco e sementes oleaginosas de todos os tipos. Tudo isso associado ao consumo frequente de diversos tipos de leguminosas (feijões), legumes e verduras. Deve-se tomar um cuidado especial com as frutas, evitando as cítricas e preferindo as frutas e não sucos - especialmente durante as refeições, que não devem ser acompanhadas de líquidos. O hábito de tomar uma xícara de chá quente (sem açúcar ou adoçante) após as refeições também será favorável ao tratamento (evitar os chás preto e mate). A ingestão de carnes brancas deve ser esporádica, com preparos leves (evitando as frituras), preferencialmente no almoço e não no jantar, para permitir que haja uma digestão completa antes da pessoa ir dormir.

Ao ingerir uma predominância de alimentos integrais, grãos, vegetais e hortaliças (todos ricos em fibras), automaticamente a textura da dieta estará mudando drasticamente. Para melhor assimilação e absorção destas comidas é fundamental que se habitue com uma boa mastigação. A digestão começa pela boca e uma pessoa que deseja poupar o estômago, que encontra-se inflamado, deverá enriquecer os alimentos que ingerem com as enzimas, somente presentes na saliva, que iniciam e alavancam o processo digestivo. Recomenda-se também não dormir de estômago cheio (fazer a última refeição pelo menos três horas antes de ir dormir) e não ficar grandes períodos de tempo sem se alimentar. No intervalo das refeições, as sementinhas oleaginosas são ótimas opções e podem ser acompanhadas de frutas secas, que são mais alcalinas do que as frutas frescas e são bastante calóricas... 

É isso aí! Acredito que a leitura deste texto e do meu texto mais antigo que trata da Dietoterapia no tratamento da gastrite e do H. pylori já seja possível ter uma ideia de como fazer uma boa reeducação alimentar e ao mesmo tempo evitar o emagrecimento. Boa sorte!!!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Cuscuz nordestino de batata-doce e coco

Como boa nordestina que sou, adoro um cuscuz!! Só que tenho tido muita dificuldade em encontrar fubá de milho que não tenha o maldito "T" de transgênico na embalagem e aí o jeito foi inovar o cuscuz. Esta receita é super simples, saudável e saborosa. Espero que gostem!!


Ingredientes:
  • 1 batata doce grande (2 xícaras de batata-doce ralada)
  • 1 xícara de bagaço de coco
  • 1 colher de chá de sal marinho


Preparo:
  • Ralar a batata-doce crua em um ralador fino. Misturar com o coco ralado e o sal. Como a batata é úmida, não precisa acrescentar água. Colocar a mistura em um cuscuzeiro, sem apertar a mistura (caso contrário não fica fofinho e leve). Cozinhar por 15 minutos no vapor. Antes de desligar o fogo, é sempre bom dar uma provadinha para ver se a batata está macia e cozida. 
  • Servir com leite de coco caseiro por cima. 


Observações: 
  • A batata doce pode ser substituída pelo inhame. Ainda não testei com a batata-baroa, mas deve ficar ótimo, principalmente porque a cor da batata baroa cozida é bem semelhante à cor do cuscuz tradicional de milho. 
  • O coco é opcional - dá para fazer sem o coco ralado também, eu usei para gastar o que sobrou do meu leite de coco caseiro. 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Por que eu não como nem carne, nem leite e nem açúcar?

Imagem criada por mim, inspirada nos ensinamentos de Michio Kushi


Já devo ter respondido a esta pergunta algumas dezenas de vezes na vida, hoje resolvi escrever sobre ela.

O primeiro motivo que me faz não comer nenhum destes três alimentos é provavelmente a mesma razão que faz com que a maioria das pessoas coma.

Nasci em uma família de macrobióticos, onde estes alimentos simplesmente não integram a rotina alimentar. Para agravar a situação, fui alérgica ao leite e os seus derivados até os 12 anos de idade. Logo, estes alimentos simplesmente não fazem parte do meu hábito alimentar.

Em um post do ano passado, comentei sobre a importância da infância na formação do paladar e de futuros hábitos alimentares das pessoas. Trabalhando com educação nutricional e tendo a minha própria experiência de vida como exemplo, vejo como a infância exerce um papel crucial na formação de um indivíduo, não só tem termos alimentares, como em diversos aspectos que constituem o caráter de uma pessoa.

Agora vem outra pergunta: por que depois de adulta eu continuo fazendo questão de manter e até de propagar meus hábitos da infância?

Como todo adolescente, eu tive a minha fase rebelde, onde me esbaldei de chocolates, sorvetes e doces, especialmente quando fiz intercâmbio e me vi com total autonomia para comer o que quisesse. Não cheguei a abandonar completamente a alimentação macrobiótica, apenas acrescentei essas guloseimas açucaradas aos meus grãos e vegetais...

O resultado não foi dos melhores: engordei dez quilos e ao fim do intercâmbio adquiri uma tosse de cachorro que me perseguiu por pelo menos um mês. Retornando à casa, retomando velhos hábitos alimentares, tive aquela sensação de limpeza profunda do meu organismo, como se aquelas toxinas acumuladas ao longo de um ano estivessem desesperadas para sair. Rapidamente livrei-me da tosse e dos quilos extras adquiridos.

Dizem que a gente só aprende na dor. A minha, graças a Deus não foi profunda, como muitas pessoas que são obrigadas a mudar seus hábitos alimentares por patologias bem mais preocupantes do que ganho de peso e tosse. Mas esta experiência me fez olhar para o passado e perceber o quão felizarda fui a vida toda em não ter que me preocupar com balança, acne, caspa, mau hálito, gastrite, dor-de-cabeça, cólica, cãibras, unhas e cabelos frágeis e tantas outras coisas, associadas à alimentação e que perturbam a vida das pessoas desde muito cedo, em maior ou menor grau.

Dizem também que a gente só dá valor às coisas depois que as perdemos. Esse é outro motivo que me faz continuar firme e forte com a minha conduta alimentar. Não cheguei a perder muito, mas me ver vestindo uma calça 44, me fez perceber o quando eu era feliz vestindo 38/40 e não sabia. Não sabia mesmo, afinal, nunca me preocupei em fazer dieta, contar calorias ou comer pouco. Aliás, como igual ou mais que a maioria dos homens que conheço, mas apesar do grande volume, são alimentos saudáveis que naturalmente engordam menos. Agora imagine comer essa mesma quantidade, incluindo um monte de doces na dieta? O resultado não poderia ter sido menos que 10 quilos a mais em menos de um ano!

Em post falando sobre a minha relação com o açúcar descrevo exatamente isso:  a luta que foi deixar de comer algo que jamais tinha feito parte de minha rotina alimentar e que de um dia para o outro me tornei viciada e desejava comer à todo instante. Minha relação com o açúcar é de profundo respeito: como um alcoólatra que deixa de beber ou um fumante que deixa de fumar. Aquilo é uma droga, altamente viciante e se livrar do vício não é nada fácil.

Sobre o leite e a carne, vamos lá!

O leite nunca fez parte de minha vida e mesmo depois que deixei de ser alérgica, nunca me apeteceu. Aprendi até a gostar de algumas coisas derivadas do leite como certos tipos de queijo, sorvetes, iogurtes... Mas de modo geral não me apetecem e sabendo do meu passado alérgico, com muitas crises de asma, bronquite e rinite, sei que o melhor que posso fazer para não voltar a ter essas patologias, vinculadas ao sistema respiratório é evitar o principal alimento formador de muco. Então, leite: você lá e eu cá, combinado?! Nossa distância me faz muito bem, obrigada!

Por fim, carne. Sempre digo que se tivesse nascido carnívora seria dessas pessoas que diz que não conseguiria viver sem carne. Primeiro porque sou extremamente gulosa e segundo porque adoro comidas com texturas de carne, como o seitan, carne de soja, peixe, um bom frango caipira e até um carneiro de vez em quando. Como nunca comi carne bovina é simplesmente estranho para mim, sempre tive nojo naqueles bifes sangrentos vendidos no mercado (açougue então, não consigo nem passar pela porta), como o brasileiro sente nojo ao ver um chinês comer um escorpião, um morcego, um cachorro ou uma minhoca. Na verdade, apesar de comer um frango caipira esporadicamente quando estou numa fazenda de alguém, nunca tratei um frango na vida e apesar de cozinhar peixes e frutos do mar, estão longe de ser minha especialidade na cozinha. Gosto mesmo é de lidar com vegetais: limpinhos e cheirosos! O problema da carne de boi em si, vem da associação de saber que é a carne vermelha é comprovadamente a menos adequada ao consumo humano, associada à inúmeras patologias, juntamente com o fato de ter sido criada sem comê-la. Você escuta falar que é melhor evitar determinado alimento que já não faz parte do seu hábito alimentar, você faz o que? Dá graças a Deus e investe em outros alimentos mais saudáveis!

E por que, para início de conversa macrobióticos não comem açúcar, laticínios e carne? Vou tentar fazer uma longa resposta ser curta. Açúcar: um alimento químico e processado, sem nenhum valor nutricional e que ainda rouba minerais essenciais do organismo. Laticínios: simplesmente porque na cadeia alimentar nenhum ser foi criado para consumir o leite de outra espécie. O leite da vaca é feito para alimentar um bezerro, que por sua vez, tem uma estrutura física completamente diferente a do ser humano. Como a intenção é evoluir na espécie e não regredir para uma espécie menos evoluída, melhor se alimentar de coisas adequadas a seres humanos. Carne: pelo mesmo motivo da cadeia alimentar. Desde que o mundo é mundo, o maior come o menor. O boi é um animal muito maior do que o humano e consequentemente, assim como acontece com o leite da vaca, a sua carne é de difícil assimilação e digestão para humanos. Existem inúmeras outras fontes proteicas que podem garantir uma dieta saudável, sem gerar tanto desgaste pro sistema digestivo, até mesmo carnes de animais menores, como peixes e frangos, desde que de boa procedência...

Respondida a pergunta?

Não sigo nenhuma moda. Não sou uma defensora fervorosa dos animais – pelo contrário, defendo a cadeia alimentar, desde que ocorra de forma justa e lógica (maiores comendo menores) e não esta covardia que se tornou a pecuária e outros cultivos animais que gera total desequilíbrio no ecossistema para manter um padrão alimentar louco, onde a carne é o prato principal... Enfim, minhas escolhas alimentares vêm de um misto de experiências pessoas, estudos e escolhas inteligentes na hora de decidir o que entra em minha boca. Afinal, como diz o velho ditado, somos o que comemos e como tenho muito amor próprio, penso muito bem naquilo que quero me transformar antes de colocar um alimento na boca, meramente guiada pelo paladar. 

P.S.: Não quis entrar muito no mérito do yin e do yang neste post, mas outra justificativa pela qual macrobióticos não ingerem nem carne e nem açúcar, é porque buscam uma dieta equilibrada e estes alimentos são considerados extremo yang e extremo yin, respectivamente. O equilíbrio perfeito é impossível, mas chegar próximo a ele evitando extremos é bem mais fácil. É como comparar o deslocamento de uma pessoa em linha reta (ou levemente sinuosa), à beira do mar, com o deslocamento subindo e descendo ladeiras e vencendo grandes altitudes nas montanhas... O segundo vai gerar muito mais desgaste e cansaço até conseguir fazer o mesmo deslocamento que o primeiro faz com o mínimo de esforço. Essa é a ideia da alavanca viva: mínimo esforço para o máximo de resultado!

domingo, 23 de março de 2014

Receita: Salada de coucous, grão-de-bico e legumes


Oi pessoal!!! Postei a foto desta salada na sexta e fiquei devendo a receita... Estou um pouco atrasada, pois esses dias foram atribulados. É uma receita super simples e prática, além de muito nutritiva, contendo uma leguminosa + um cereal (combinação perfeita de aminoácidos essenciais), duas raízes, dois redondos, ingredientes fermentados e gordura insaturada: um mix super saudável, colorido e saboroso. Pode ser servida morna ou fria, podendo ser por si só uma refeição completa ou servir de acompanhamento para outros pratos. Espero que gostem!

Ingredientes
  • 1 xícara de couscous;
  • 1 xícara de grão de bico cozido;
  • 1/2 xícara de bardana cortada em rodelas transversais;
  • 1 xícara de cenoura cortada em cubinhos;
  • 1 xícara de quiabo cortado em pedaços de aproximadamente 1cm;
  • 1/2 xícara de palmito (corta em 4 no comprido e depois em pedacinhos menores no sentido inverso);
  • 1 colher de sopa de vinagre de umê (caso não tenha, pode ser substituído por vinagre de arroz ou de maçã + 1 colher de sopa de molho shoyu).


Preparo:
  • O grão de bico deverá estar pré-cozido.
  • Primeiro coloque a bardana para cozinhar em uma xícara de água, com uma micro-mini pitada de sal (insuficiente para alterar o sabor), em fogo baixo, com a panela tampada. Enquanto a bardana cozinha, vá cortando a cenoura e o quiabo. Depois de cozinhar por uns 10 minutos, acrescente a cenoura e o quiabo (não misture) e reduza o fogo para o mínimo (entre o alto e o desligado). Deixe cozinhar por 5 a 10 minutos (o suficiente para o quiabo ficar com um tom de verde bem vivo), depois acrescente o grão-de-bico com um pouco do caldo do cozimento. Com a panela fechada, deixe cozinhar por mais 3 minutos.
  • Nesse meio tempo, coloque uma xícara de água para ferver em outra panela ou chaleira.
  • A minha panela tem dois furinhos na tampa, de forma que se mantiver a panela tampada, através desses furinhos posso escorrer o líquido que estiver lá dentro. Se a sua panela tiver essa função, ótimo, caso contrário, aconselho que bote os vegetais numa peneira e escorra reservando a água. Essa água (do cozimento dos vegetais) será utilizada para o preparo do couscous que é muito simples.
  • Em uma vasilha maior, coloque uma xícara da água de vegetais (se for menos do que uma xícara, você acrescenta a água que falei para deixar fervendo em outra panela, até completar uma xícara). Em seguida, acrescenta uma colher de sopa de azeite de oliva extra virgem, mistura e vai adicionando o couscous e mexendo. Feito isso, tampe a vasilha e deixe descansar por cinco minutos. O couscous estará pronto.
  • Por fim, vá misturando os vegetais e o couscous e no final tempere com o vinagre de umê ou vinagre de arroz/maçã + olho shoyu. 
  • Bom apetite!!!


A salada como acompanhamento: peixe ao molho pesto; abóbora cozida; agrião refogado e arroz integral cateto com gersal.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Reflexões sobre a soja e o glúten


Esta semana publiquei no Instagram a foto de uma estrogonofe vegano e não disse do que era. Agora vou revelar o segredo: de seitan. Traduzindo: glúten de trigo. Aposto que muita gente vai ficar de "cabelo em pé" só de escutar esse nome, devido ao modismo das dietas sem glúten. Vou ser sincera, prefiro fazer um prato usando um seitan caseiro, como substituto da carne, do que um bife de soja industrializada (tanto pelo sabor, quanto pela saúde). Como já falei por aqui, praticamente só consumo os derivados fermentados da soja, devido à grande acidez do grão, que não é reduzida significativamente em outros derivados e por isso, recomendo cautela com o ingrediente. O leite, por exemplo, não uso de jeito nenhum: substituo por leite de côco, de arroz, de aveia ou de amêndoas. Já o tofu, sempre consumi, por não ser ácido como demais derivados não fermentados, entretanto, como gosto de variar bastante os ingredientes no meu cardápio, não consumo mais do que uma peça por mês ou à cada dois meses 

Já provei alguns tipos de carne e como peixes e frutos do mar. Entretanto, a textura do seitan é algo deliciosamente especial e fica divino em algumas receitas. Por ser um pouco trabalhoso de preparar (vende pronto, mas a graça é fazer em casa), acabo consumindo o seitan raramente, diria que no máximo umas 3 ou 4 vezes ao ano - depois vou publicar a minha receita aqui, caso alguém tenha interesse em fazer... Ocorre que com tantas especulações, ainda não totalmente conclusivas, sobre os efeitos do glúten na saúde intestinal, não custa ficarmos atentos à ingestão desta proteína, observando se ela provoca alguma sensação diferente em nosso organismo. 

Há muito tempo leio bastante sobre o tema, mas ainda não tenho um posicionamento concreto sobre o glúten (como tenho sobre os laticínios, por exemplo). Já até publiquei um material interessante, baseado no livro da Denise Carreiro, que recomendo a leitura para quem fica curioso sobre o tema. Confesso que ainda não consegui identificar nenhum sintoma estranho em mim (que possa ser proveniente da ingestão do glúten) e por isso ainda não considerei a ideia de eliminá-lo de minha dieta, mas consumo com moderação. Entretanto, não posso tirar minha experiência pessoal como parâmetro, pois, em primeiro lugar, sempre consumi cereais integrais e em segundo lugar, a dieta macrobiótica é baseada no consumo dos grãos integrais, em especial o arroz, evitando os farináceos e derivados de uma forma geral. Assim, pães e massas nunca fizeram parte do meu cotidiano

Vocês já devem ter visto que sempre faço pães e publico fotos e receitas, mas ironicamente quase não os consumo, praticamente só quando sai do forno, para provar, porque o cheiro é realmente irresistível. Faço muito pão porque de todas as coisas que já consegui mudar nos hábitos alimentares do meu marido, ainda não consegui cortar o pão do desjejum dele. Sendo assim, melhor que seja um pão caseiro do que um industrializado, com um monte de aditivos e conservantes perigosos. Outra coisa que sempre foi limitada em minha vida é o consumo de massas. Lembro que na casa dos meus pais só era permitido ter massa uma refeição na semana e mesmo assim, muitas vezes era macarrão de arroz (Bifum) - o hábito acabou se perpetuando... Assim, não posso dizer que sou uma referência no assunto glúten. Não é o que acontece com a maioria das pessoas: muitas delas têm algum ingrediente contendo glúten em praticamente todas as refeições e ainda na pior forma: refinado e adicionado de sal refinado, açúcar e conservantes. Não me espanta o crescente número de pessoas intolerantes à proteína: tudo que é demais, sobra! 

Meu pensamento é o seguinte: melhor pegar leve do que ter que eliminar de vez, não é mesmo? Afinal de contas, todo mundo merece saborear uma boa comida italiana de vez em quando e tirar o glúten da dieta, realmente acarreta em privações, principalmente na vida social. Outro problema é que quando retiramos algo da dieta, este alimento precisa ser muito bem substituído e tenho percebido que diversas pessoas que decidem eliminar o glúten, substituem alimentos, que são primariamente carboidratos, por proteínas, correndo o risco de exagerar na ingestão proteica, o que não é nada aconselhável. Então, antes de partir para uma medida drástica e radical, aconselho que preste mais atenção à ingestão dos alimentos que contêm glúten, procurando não abusar, dando prioridade aos alimentos integrais sempre e tentando substituí-los por outros do mesmo grupo alimentar e com qualidade nutricional superior (arroz integral, aveia, milho, inhame, mandioca, abóbora, mandioquinha, batata doce...). Isso fará com que sua dieta fique muito mais rica em termos de variedade e qualidade nutricional e reduzirá a exposição excessiva do seu corpo ao glúten. É este exagero que, na maior parte das vezes, que leva à intolerância ou até mesmo à criação de antígenos para combater o "corpo estranho" que penetra no organismo através da dieta e que corpo não reconhece como alimento.  

sábado, 15 de março de 2014

Receita: Molho vermelho à base de cenoura e beterraba, com "falso parmesão" de castanha do Brasil

Quem diz que esse molho não é de tomate?

Acho que já comentei por aqui que evito ingerir tomate, batata-do-reino, pimentão e berinjela, por serem alimentos que pertencem ao grupo das solanáceas. Estes vegetais possuem alto potencial acidificante na corrente sanguínea, estando intimamente ligados à inflamações e problemas nas juntas e articulações. Uma dica: quando for consumir qualquer alimento do grupo das solanáceas, dê preferência à forma cozida, pois o cozimento reduz a acidez deles. Além disso, o tomate e o pimentão são campeões históricos nas listas de alimentos contendo mais agrotóxico. Logo, acabo de dar duas ótimas razões para evitar esses alimentos, principalmente o tomate cru, tão frequente nas saladas brasileiras tradicionais. 

Já tinha publicado um molho falso de tomate que costumo fazer usando cenoura e cebola, mas nunca tinha publicado a opção acrescentando beterraba na receita, que deixa o molho ainda mais parecido com molho de tomate de verdade. Esta foi justamente uma das receitas que a Bela Gil apresentou na estreia do seu programa esta semana e como ela acrescentou uns condimentos extras, fiquei curiosa para testar - especialmente a noz-moscada. Como cozinheira bem indisciplinada que sou, acabei fazendo a receita de cabeça e no olhômetro e só hoje fui conferir a versão original no site do GNT. A parte boa foi que constatei que a minha memória, percepção e intuição, para proporções e ingredientes, andam afiadas. A parte ruim foi que, como alterei algumas coisas, fiquei sem saber exatamente o sabor da receita, pretendo seguir o passo-a-passo em outra oportunidade. De qualquer maneira, o resultado ficou ótimo, por isso vou compartilhar com vocês, especialmente pelo toque final que acrescentei em homenagem aos meus leitores veganos: parmesão falso de castanha do Brasil. 

Lembrem-se que assim como molho de tomate, este molho pode ser usado puro ou servir de base para molhos vermelhos mais elaborados, misturado como outros ingredientes, como: camarão, azeitonas, alcaparras, palmito, anchova, atum, rúcula e/ou manjericão frescos, brócolis, couve flor, carne de soja, seitan, tofu, etc... 

O que fiz de diferente?   
  • Não piquei a cebola, deixei em meia lua, pois sabia que depois ia bater e prefiro refogar ela assim;
  • Refoguei a cebola somente com água no começo; 
  • Esqueci de colocar o vinagre (ela indica 1 colher de chá de vinagre de maçã ou arroz);
  • Esqueci de colocar a folha de louro e o orégano;
  • Só acrescentei o azeite de oliva e o molho shoyu no final (não custumo deixar que fervam ou cozinhem por muito tempo, para melhor manutenção de suas qualidades nutricionais);
  • Utilizei tiras de castanha do Brasil no lugar do queijo parmesão.  
Ingredientes:
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva 
  • 3 cenouras, descascadas e cortadas em pedaços médios 
  • 1 beterraba pequena, descascada e cortada em pedaços médios 
  • 1 cebola média cortada em tiras  
  • 2 dentes de alho picado  
  • 2 colheres de sopa molho shoyu 
  • 3 copos de água 
  • 1 pitada de noz-moscada
  • Sal marinho (à gosto)
  • 1 xícara de salsa fresca picada 
  • 4 castanhas do Brasil (Pará)
Modo de preparo:

  • Refogue a cebola, na panela seca (sem água e sem óleo) até ficar bem dourada e cremosa, acrescentando o mínimo de água. Se o fundo da panela começar a escurecer, não se preocupe, pois quando acrescentar a água ele irá limpar naturalmente. 
  • Adicione a água e o alho e deixe ferver, depois acrescente a cenoura e a beterraba, o sal e a noz moscada e deixe cozinhar com a panela semi-tampada, com fogo baixo, até os vegetais ficarem bem macios. 
  • Bata tudo no liquidificador e devolva para a panela, acrescentando o shoyu, o azeite de oliva e a salsa (gosto de ver seus pedacinhos - ainda verdes - no molho, por isso só acrescento no final, mas se preferir pode bater) e cozinhe mais 5 minutos (sempre acrescento um pouco mais de água, que uso para "limpar" o excesso do liquidificador).
  • Corte as castanhas do Brasil em tiras compridas para polvilhar por cima, criando um falso parmesão crocante.
Obs.: Na receita da Bela, ela fez a massa caseira, eu por praticidade, usei a massa pronta. Depois é só misturar o molho à massa e servir. 

Rendimento: 4 porções

quinta-feira, 13 de março de 2014

Receita: pão integral de abóbora com passas

A inspiração para criar novas receitas de pães continua. Ontem inventei mais um e ficou delicioso e ultra macio. Abaixo a receita. 


Ingredientes:
  • 2 xícaras de farinha de trigo integral;
  • 2/3 xícara de farinha de trigo branca;
  • 1 xícara de purê de abóbora;
  • 1/2 xícara de uvas-passas pretas;
  • 1 colher de chá de canela em pó;
  • 1 colher de sopa de gengibre ralado;
  • 3 unidades de cravos-da-Índia;
  • 1 e 1/2 colher de sopa rasa de fermento biológico;
  • 1/2 colher de sopa rasa de sal marinho;
  • 4 colheres de sopa de óleo de girassol, milho, coco...;
  • 1 e 1/2 xícara de água morna (pode variar um pouco para mais ou para menos).


Preparo:

  • Descascar aproximadamente 500g de abóbora, cortar em pedaços de mais ou menos 4x4cm e cozinhar em 4 xícaras de água, no fogo baixo, com uma minúscula pitada de sal. Quando a abóbora estiver bem macia, retirar os pedaços com um garfo e esmagar em um prato até obter uma quantidade de purê (bem consistente) que encha uma xícara. 
  • A água do cozimento da abóbora (quanto mais quente estiver, melhor) será utilizada para deixar as passas, o gengibre ralado e os cravos de molho. Verificar se a quantidade ficou mais ou menos do que a indicação da receita: caso tenha sobrado, não descarte, às vezes é preciso colocar um pouco mais de água na massa para dar a liga no final e o ideal é usar essa água que está impregnada com o sabor e os nutrientes da abóbora (caso contrário, pode ser usada para preparar uma sopa, um feijão...).
  • Misturar todos os ingredientes secos: farinhas, fermento, sal e canela. 
  • Acrescentar o óleo, uma colher de cada vez, homogeneizando com os ingredientes secos. 
  • Acrescentar o purê de abóbora, misturando bem à massa. 
  • Por fim, acrescentar a água morna junto com as passas, cravos e gengibre, aos poucos, enquanto vai misturando com os demais ingredientes.  
  • Esta massa é mais molinha (levemente cremosa) e deu para misturar até o fim com a ajuda de uma colher. Ela ficará um pouco grudenta (não muito), por isso, a forma deve estar bem untada e a colher que será utilizada para transferir a massa para a forma deverá estar molhada, evitando que a massa grude nela.  
  • Deixar no forno desligado (ou dentro de um armário) por duas horas. 
  • Pré-aquecer o forno por 10 minutos e depois assar por 40 minutos, no forno alto. 

Obs. 1: O tempo de forno poderá sofrer variações a depender da umidade relativa do local onde for feito.

Obs. 2: Esta receita é adequada para uma forma de aproximadamente 7,50x20cm (minhas formas são de 6x18cm e acabei tendo que distribuir a massa em duas - observe que na foto os pães estão um pouco acima da metade da forma). 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Tempo não é desculpa para deixar de fazer refeições saudáveis



Mesmo quem adora cozinhar, como eu, muitas vezes fica com preguiça de encarar a cozinha: principalmente se for para cozinhar para si mesmo. Ontem fiz um jantar para cinco pessoas em casa e deixei a bagunça para arrumar hoje... Quem tinha coragem de fazer outra bagunça depois que a cozinha estava toda arrumadinha??

Para completar, nadei antes do almoço e quando subi estava urrando de fome. Precisava de algo prático, rápido e que, de preferência, sujasse o mínimo a cozinha... Já tinha deixado o arroz pronto (ficou cozinhando enquanto arrumava a cozinha) então optei para um dos meus cardápios práticos prediletos: mexidão.

Aqui em Minas, mexidão é sinônimo de uma mistura de várias carnes, ovos, farinha, arroz branco e algumas vezes feijão. A minha versão é bem mais light e varia de acordo com o que tenho em casa. Hoje preparei um mexidão com arroz integral (umas três colheres de arroz cheias); 1 cenoura ralada, 5 quiabos cortados em pedaços de aproximadamente dois centímetros e dois ovos de galinha caipira. Adoro colocar tempero verde em meus mexidões, mas infelizmente tinha acabado... Mas pode-se acrescentar de tudo: pimentão, milho, leguminosas, cebola, alho, azeitonas, bardana... Enfim, a receita vai se moldar com o tempo (para cortar ingredientes) e disponibilidade do que se tem em casa.

Ralei a cenoura em cima da panela, cortei o quiabo no prato (para não sujar a minha tábua, que é enorme), deixei os dois cozinhando em fogo baixo com o mínimo de água por uns 7 minutos. Depois acrescentei 2 ovos de galinha caipira e uma pitada de sal e fui mexendo... Quando os ovos já estavam cozidos, acrescentei o arroz, terminei de misturar e servi. Não deve ter demorado 15 minutos para ter uma comida nutritiva e saborosa, quentinha para matar quem estava me matando. Para completar, salpiquei um gersal em cima e servi em uma cumbuca para comer de hashi.

Essa refeição simples e prática contém: uma fonte de carboidrato complexo (arroz integral); proteína de alto valor biológico (ovos); gordura insaturada (gergelim); vitaminas e minerais presentes em todos os ingredientes como vitamina A, ferro, cálcio, fósforo, ácido fólico e outros. Para completar, bastante fibra, favorecendo o funcionamento do trato gastrointestinal. Bem melhor do que fazer um lanche rápido pela rua ou comer um sanduíche, hein? Só para dar um exemplo de que tempo não é desculpa para deixar de fazer uma refeição saborosa, saudável, equilibrada e rica em nutrientes...

Ah! Quase esqueço, comi uma goiaba de sobremesa. Fruta rica em vitamina C, essencial para a fixação do ferro no organismo.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Pão integral com aveia, gergelim preto e linhaça marrom


































Esta semana estou inspirada fazendo pães. Fiz um de cenoura, que acabei devorando antes de fotografar e também não anotei as quantidades dos ingredientes utilizados, por isso não pude compartilhar... Ontem catei o que encontrei na despensa e criei uma receita nova. Desta vez prestei atenção às porções para poder compartilhar e poder fazer novamente depois. 

A criação deu super certo e abaixo está a receita para vocês. A única coisa que não consigo compartilhar é o cheiro maravilhoso de pão espalhado pela casa...! Terão que testar a receita para sentir... Bom apetite!

Ingredientes:
2 xícaras de farinha de trigo integral
2/3 xícara de farinha de trigo branca
1 xícara de aveia em flocos finos

1/4 de xícara de linhaça marrom
1/4 xícara de gergelim preto
1 e 1/2 colher de sopa rasa de fermento biológico
1/2 colher de sopa rasa de sal marinho
4 colheres de sopa de óleo de girassol, milho, coco...
1 e 1/2 xícara de água morna


Preparo:
Misturar todos os ingredientes secos. Depois acrescentar o óleo, uma colher de cada vez, misturando bastante com a farinha. Até então, toda a mistura pode ser feita com o auxílio de uma colher. Depois é hora de misturar a água morna, devagarzinho, observando a liga do pão. A massa deverá soltar completamente da vasilha e formar um "bolo" consistente, sem ficar grudenta. Apertar bem (sem agressividade) até ela ficar bem homogênea e depois colocar na forma, apertando bem para não deixar formar "bolhas de ar" no meio da massa. Deixar no forno desligado (ou dentro de um armário) por duas horas. Por fim, assar o pão por 40 minutos no forno alto. O tempo de forno poderá sofrer variações a depender da umidade relativa do local onde for feito.

Obs.: Esta receita rende o suficiente para uma forma de aproximadamente 6x18cm.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Prós e contras do aplicativo My Fitness Pal

Imagem de abertura do aplicativo

Minha irmã está usando um aplicativo de controle alimentar há 75 dias e como já perdeu mais de cinco quilos desde então, me indicou como sendo uma excelente ferramenta de trabalho para eu explorar. Comecei a usar há cinco dias e de fato é muito bom. Sabendo que as dietas virtuais com auxílio do Instagram, My Fitness Pal e outros aplicativos estão cada vez mais na moda, resolvi fazer um review sobre esse app, levantando seus pontos positivos e negativos. Vamos lá!

Pontos Positivos:
1.       É prático e extremamente fácil de usar – intuitivo.
2.   Ajuda a criar uma disciplina, pois, para que funcione é preciso fazer um registro detalhado (diário) de absolutamente tudo que se come.
3.       Ao anotar tudo que comemos, muitas vezes conseguimos detectar onde estão nossos pontos fracos, logo é uma ferramenta bastante educativa.
4.       Faz com que os usuários fiquem mais familiarizados com os grupos alimentares e quantidade de quantidade de calorias neles.
5. Contém um banco de dados bem rico de alimentos, permitindo inclusive a inclusão de alimentos industrializados a partir do reconhecimento do código de barras.
6.  Permite um fracionamento bastante detalhado das porções a partir de medidas caseiras e pesagem, possibilitando a inserção de alimentos no diário com boa precisão das porções ingeridas.
7.       Funciona como uma rede social também, boa pedida para quem precisa de incentivo e motivação.
8.      Por funcionar como rede social, é uma boa ferramenta para que nutricionistas acompanhem a evolução de seus pacientes.

Pontos Negativos:
1.       A ingestão calórica diária recomendada não é confiável. Sei disso, pois a quantidade calórica sugerida para mim (a partir do fornecimento de meus dados) foi bem inferior ao que teria sugerido, utilizando formas de cálculo de TMB (Taxa Metabólica Basal) e GET (Gasto Energético Total) mais precisas. Uma prova da arbitrariedade deste cálculo é o fato de que a sugestão de calorias diárias para mim e para minha irmã foi a mesma: ela é 6cm mais baixa que eu e atualmente pesa 10kg menos que eu. Em nenhum cálculo seria possível que nossas ingestões calóricas fossem iguais.
2.       Ainda sobre a contagem calórica: achei o valor indicado muito baixo. No meu caso, por exemplo, indicaram a ingestão de 1200kcal/dia, selecionando a opção perda de peso. Pelos cálculos da Fórmula de Bolso (o mais simples que tem) essa ingestão poderia variar de 1260 a 1575 kcal/dia. Pelos cálculos da RDA/89 este valor, jamais poderia ser inferior a 1500kcal/dia. Segundo o cálculo da FAO/85, uma ingestão de 1315 kcal/dia seria o mínimo aceitável, considerando que eu fosse sedentária, ao considerar uma atividade física com duração de uma hora diária, este valor mínimo para perda de peso, não poderia ser inferior a 1600 kcal/dia. Por fim, tomando por base os cálculos da EER (Estimated Energy Requirements), com intervalo de confiança de 95%, este valor não poderia ser inferior a 1600 kcal/dia. Como vocês podem ver, utilizando quatro formas de calcular a mínima ingestão calórica para perda de peso de forma segura, nenhuma delas chega ao valor de 1200 kcal/dia, considerando meus dados (idade, peso, sexo, altura e fator atividade física).
3.  Distribuição dos macronutrientes. O aplicativo cria um gráfico demonstrando a distribuição de macronutrientes ingeridos e recomenda as seguintes metas: 50% da dieta na forma de Carboidratos, 30% da forma de Gorduras e 20% na forma de proteínas. Em primeiro lugar: esses valores não são estáticos, podem sofrer variações, com aceitação muito mais abrangente do que as metas estipuladas. Em segundo lugar, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda que a ingestão proteica não ultrapasse 15% da dieta, apesar de que o valor de 20% é também aceito pela IOM (Institute of Medicine). Entretanto, o mais importante que precisa ser salientado é que a proporção de macronutrientes em uma dieta é bastante variável e precisa ser calculada de acordo com as individualidades bioquímicas de cada indivíduo.


Conclusão:
Acredito que o subdimensionamento da ingestão calórica diária deve ser para fazer com o que o aplicativo ofereça resultados maiores em termos de emagrecimento e assim se torne mais popular. Entretanto, isso é um risco, pois quando ingerimos um valor inferior ao mínimo que precisamos para perder peso de forma saudável, podemos até emagrecer, mas pode haver um comprometimento do metabolismo, bem como depleção de massa magra.

Sim, recomendo a utilização da ferramenta. Acho que os pontos negativos são absolutamente contornáveis se for utilizado paralelamente com um acompanhamento nutricional, para estipular metas mais adequadas e personalizadas, tanto em relação à ingestão calórica, quanto em relação à distribuição de macronutrientes.


Por fim, não podemos esquecer que caloria não é tudo. Não adianta nada alcançar uma meta calórica sem obter os nutrientes necessários. Isso também deve ser calculado por um nutricionista, que irá avaliar se há alguma carência nutricional ou excesso que precisa ser compensada/ajustada, bem como traçar um plano alimentar variado, atendendo aos gostos e necessidades de cada indivíduo. 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Larica: Por que ninguém comenta este efeito colateral da maconha?

Imagem retirada do Google Imagens

Não resisti em publicar esta passagem da Sônia Hirsh, publicada em seu blog hoje. Neste texto, ela trata de um aspecto do uso da maconha, pouquíssimo mencionado na mídia, que tanto tem batido no tema de sua liberação. Assim, vou deixar outras questões de lado para me ater somente à famosa larica, um dos seus efeitos colaterais - contradizendo quem prega que não há nenhum! Em um mundo onde cada vez mais cresce o número de diabéticos, obesos e portadores de síndromes metabólicas, é possível desprezar o efeito de uma droga que está relacionada diretamente com o aumento da ingestão de um dos maiores vilões da saúde? 

"Maconha liberada pelo juiz! E já que estamos falando de drogas recreativas... 

por Sonia Hirsh


Deu no Globo de hoje, página 8: o juiz Frederico Maciel, de Brasília, absolveu um rapaz que foi preso por tentar levar 46 gramas de maconha para um amigo dentro do presídio, considerando incoerente que álcool e tabaco sejam permitidos e vendidos, enquanto a maconha, 'um entorpecente recreativo', é proibida. Considera ilegal a portaria da Anvisa que coloca o THC entre substâncias sujeitas a controle especial, devido ao baixo poder nocivo.

Já que outras figuras de proa do mundo, como Fernando Henrique Cardoso, Pepe Mujica e até Obama estão de acordo, passemos ao parágrafo seguinte: 

A LARICA.

O problema mais comum derivado do consumo de maconha passa longe, muito longe, da visão oficial sobre o assunto: é a famosa e imprevisível larica.

Trata-se de uma fome inacreditável, compulsiva, obsessiva, que quando ataca não deixa a vítima pensar em outra coisa. E aí, o que estiver mais à mão é devorado gulosamente sem a menor vergonha, inclusive pizza gelada e coca-cola choca. Cresce o desejo por coisas doces, e depois, é claro, vem o famoso bode: moleza, preguiça, sono, deixa pra lá...

Mas não é só quem fuma baseado que pode ter larica. A larica é livre, popular, não respeita sexo, cor, religião, partido ou time. Você tem ou não tem, e isso depende da forma como cada organismo trata o açúcar. Uns anseiam por ele, outros nem ligam. Há quem beba álcool: nesse caso é uma larica etílica.

Maconha dá larica porque faz baixar por algum tempo o nível de glicose no sangue, com efeitos especiais no cérebro, cujo principal combustível é glicose. O jejum de glicose pode dar barato, mas também pode provocar um ataque de hipoglicemia, com suor, palpitações e tremedeira, e aí o único jeito é proporcionar ao dependente uma dose rápida de açúcar. Por outro lado, glicose demais no sangue faz o cérebro ficar saturado, lerdo, pesadão; deprime, emburrece, narcotiza.

Como se vê, açúcar é uma droga poderosa. Tão poderosa que é difícílimo tirá-la de onde está, profundamente arraigada nos nossos hábitos diários de consumo, rainha dos lares, escolas e hospitais. Deveria ser proibida para menores.

Diga não ao açúcar!

Do livro Sem açúcar, com +afeto, cuja 15a tiragem está no prelo, em edição atualizada, com capa nova de Cesar Lobo"

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Dr. Neil Barnard em mais uma palestra inspiradora


Não é a primeira vez que eu falo do Dr. Neil Barnard aqui no blog e o motivo é simples: admiro e respeito muito o seu trabalho. Esta palestra ocorreu em outubro deste ano e fala das relações entre alimentação e saúde mental. É um pouco longo, mas quem conseguir entender bem o inglês não vai se arrepender. O conteúdo é ao mesmo tempo científico e bastante acessível para qualquer pessoa. Se você gostar do vídeo, digite o nome dele no youtube e encontrará outros ótimos!!

P.S.: Voltando a este assunto: uma das recomendações dele para a saúde mental é o exercício bilíngue do cérebro. Então, se ainda não consegue assistir um vídeo em inglês sem legendas, que tal colocar isto como meta para 2014? Prometo que só tem a ganhar!!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Açúcar: a cocaína das crianças indefesas

Acabei de ler esse pequeno post no blog Cantinho Vegetariano e não resisti em comentá-lo...

Já falei aqui sobre minhas aventuras com o açúcar e desde que entrei na faculdade de nutrição tenho tido experiencias bem interessantes (para não dizer assustadoras, decepcionantes...) com o tema. No ambiente universitário frequentemente me sinto uma NEURÓTICA quando o assunto é açúcar, pois nem meus colegas e nem meus professores parecem ver o tal pozinho branco da forma como eu vejo: como uma droga!


Imagem retirada do Google Imagens

Claro que se comentam sobre os riscos do consumo excessivo de açúcar em relação ao diabetes, obesidade e síndromes metabólicas. Mas não há muita ênfase nisso e a sensação que tenho é que o consumo de açúcar anda tão alto, que até mesmo as pessoas que lidam com nutrição perderam o parâmetro do que é muito e do que é pouco...


Imagem retirada do Google Imagens

Exagerando? Acho que não... Minhas colegas lancham biscoitos recheados, tomam refrigerantes, sucos industrializados, adoçam sucos da fruta feitos na hora (até o suco de laranja que é naturalmente super doce) - diariamente!!! 


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Outro dia, programei uma atividade em meu estágio em Saúde Pública para mostrar o documentário Muito Além do Peso para pais e idosos da comunidade onde realizei trabalhos este semestre... Aí resolvemos organizar um lanche para oferecer ao pessoal: pipoca e suco de fruta. A ideia era mostrar que é possível fazer um lanche saudável, saboroso e barato (pipoca com pouco sal e suco sem açúcar). Vocês acreditam que até o último minuto minhas colegas de estágio e preceptora insistiam para colocar açúcar no suco? Falei para provarem e elas foram obrigadas a concordar que não havia a menor necessidade: o suco estava super doce naturalmente... Mas juro que quase tive que brigar para impor a minha vontade de que o suco fosse sem açúcar. Inacreditável, hein?? Nem preciso dizer que o lanche foi um sucesso, que todos comeram, repetiram e pediram BIS!! Assim, marcamos outra sessão de cinema outro dia e foi um excelente (principalmente o lanche LIGHT). Pena que estava tão 'azuada' com a organização que acabei me esquecendo de tirar fotos: a primeira versão teve umas 30 pessoas e a segunda, umas 70 - tinha gente assistindo filme de pé, pois não havia mais espaço para cadeiras na sala!!


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Ah, lembrei de mais uma do estágio. Certa feita estava em reunião com os coordenadores da escola/creche da comunidade e como estava próximo ao dia das crianças pediram que realizássemos uma campanha na faculdade para arrecadar balas e bombons para as crianças. Nem acreditei em meus ouvidos! Expliquei que o nosso papel ali era de promover a saúde, com atividades de educação nutricional e que uma de nossas missões com aquelas crianças era justamente de desatrelar a ideia de que doce é sinônimo de felicidade. Com muita satisfação, realizamos uma atividade onde levamos uma feira de verduras e frutas das mais variadas, para apresentar o reino vegetal às crianças. Foi super divertido, elas conheceram produtos absolutamente novos e provaram todos os tipos de frutas. Estavam tão entretidas com o aprendizado e atividade dinâmica que nem lembraram que balas existiam...


Imagem retirada do Google imagens

Hoje tenho visto que um dos maiores desafios na Educação Nutricional é a educação dos pais e avós, ou seja, dos adultos em geral... São eles que compram e oferecem doces e refrigerantes para as crianças o tempo todo, pois têm uma ideia arraigada de que são formas de fazer as crianças mais felizes. Além disso, como falei anteriormente, elas acham que 'é só um pouquinho', mas não fazem a menor ideia de que aquilo que consideram pouco, é MUITO!! Criança feliz é criança saudável, com amigos, espaço para correr, brinquedos e barriga cheia!! Açúcar é caloria vazia, não enche barriga de ninguém, corrói os ossos, acaba com os dentes, atrapalha o crescimento, diminui a imunidade e ainda está fortemente vinculado à grandes epidemias como a obesidade e o diabetes...


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Só mais um comentário para finalizar, voltando ao ambiente acadêmico. Outra decepção são as aulas práticas de técnicas dietéticas e afins. Quase TODAS incluem preparos contendo açúcar e quando não contém a substituição é por aspartame (receitas para diabéticos). Preciso comentar do uso de margarina nas receitas?? Sei que o assunto não é esse, mas não resisti!!! Até hoje espero uma aula de como extrair o doce natural de ingredientes saudáveis e fazer sobremesas deliciosas, doces e sem açúcar (sim, isso é totalmente possível)... Ainda bem que tenho outros lugares para aprender esse tipo de coisa, pois na faculdade ninguém se preocupa com isso: até na aula de fitoterapia com o uso de chás incentivam o uso do açúcar (terapêutico, será?).  


Estatística do documentário Muito Além do Peso

Para quem ficou curioso com o suco, vou dar uma dica SUPER simples!! Suco de polpa geralmente fica sem graça pois as pessoas estão acostumadas a diluir com muita água e adoçar com açúcar. O que fiz no dia do filme foi misturar suco de polpa com banana e deixar mais grossinho... Várias misturas ficam uma delícia, porém as minhas prediletas são: banana com açaí, banana com abacaxi e banana com goiaba. Essa é uma sugestão prática e mais em conta (aqui na Bahia encontram-se polpas de frutas por preços bastante acessíveis, bem como banana e essa era uma das preocupações ao realizar a atividade que comentei...), mas o mundo frugívoro é extremamente rico em opções naturalmente doces e deliciosas! Use, abuse, prove e desfrute!! 


Estatística do documentário Muito Além do Peso

E aí gente?? Será mesmo que estou ficando louca, neurótica com esse tema?? Será que estou exagerando em insistir tanto em alertar sobre os perigos do consumo abusivo do açúcar??

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Diabete Melito: uma revisão


Imagem retirada do Google Imagens

A diabete melito se constitui no comprometimento do metabolismo dos macronutrientes de uma dieta, devido à ausência da secreção de insulina pelo pâncreas ou à redução da sensibilidade dos receptores deste hormônio. Está subdividida em dois principais tipos, denominados de diabetes tipo I e diabetes tipo II. O primeiro é também conhecido como diabete melito insulinodependente, neste caso não há secreção de insulina. No segundo tipo, denominado de diabete melito não insulinodependente, existe uma resistência à insulina em seus tecidos-alvos. O principal efeito de ambos os tipos de diabete é o prejuízo da captação da glicose pelas células do corpo, excetuando as hemácias e as células do sistema nervoso, que independem da ação da insulina. A consequência é um quadro de hiperglicemia, com menor uso da glicose pelas celulas e consequentemente maior uso de gorduras e proteínas (GUYTON, 2002).

A hipoglicemia clínica é definida por um estado onde o paciente diabético tem um baixo nível plasmático de glicemia, resultando em sintomas como tremores, palpitações, sudorese e ansiedade, bem como dificuldade de concentração, confusão mental, fraqueza, tontura e fadiga. Trata-se de um quadro frequente em pessoas que tratam a diabete com insulina, quando administrada em doses acima do necessário para atingir homeostase metabólica. Estima-se que 5 a 20% de pacientes que fazem tratamento antihiperglicemiantes sofrem de hipoglicemia. O alívio destes sintomas pode ser obtido através da ingestão de carboidratos, entretanto existem doses e especificações ótimas para casos particulares (TOTH e PACAUD, 2002).

O diabete contribui consideravelmente para o aumento nas taxas de morbidade e mortalidade, podendo ser reduzidas através de diagnóstico precoce e tratamento. A sua maior prevalência ocorre em casos de diabete tipo II (cerca de 90 a 95% dos casos), tratando-se atualmente de uma epidemia mundial com sérios impactos econômicos e sociais. Existem inúmeros fatores de risco para a diabete tipo II, genéticos e ambientais, como histórico familiar, idade avançada, obesidade, sedentarismo, história prévia de diabete gestacional, hiperglicemia e etnia (KRAUSE, 2011).

Historicamente a diabete tipo II atingia um grupo de faixa etária elevada. Entretanto, estatísticas revelam que entre os anos de 1990 e 1998 a sua prevalência aumentou 76% entre indivíduos por volta dos 30 anos. Os casos entre crianças também aumentaram significativamente, saindo de índices de 4% antes da década de 1990 para números que chegam a alcançar 45% em determinados grupos étnicos e raciais. Nestes casos, o controle mais efetivo se dá quando no surgimento do pré-diabetes, que é o estágio de alteração na homeostase glicêmica (KRAUSE, 2011).

A diabete tipo I é uma doença autoimune que frequentemente surge na infância. Excetuando-se os casos onde são observados determinados genes que aumentam a sua predisposição genética, em geral a sua causa é desconhecida. Desta forma, alguns estudos buscam a relação entre a patologia e a ingestão de vitamina D, já que esta, além de atuar na captação do cálcio, está presente em praticamente todos os tecidos corpóreos, inclusive no sistema imunológico. Como o sistema imune inicia o seu desenvolvimento no período embrionário, pesquisas apontam uma possível ação preventiva da vitamina D no caso das doenças autoimunes, a exemplo de um estudo com 29.072 mulheres na Noruega. Neste, foram medidos os níveis séricos da calcitonina em um grupo de controle de 219 mulheres, cujos filhos não manifestaram diabetes tipo I até os quinze anos de idade, contra 109 mulheres, cujos filhos tiveram a doença no mesmo período etário. Verificou-se uma prevalência mais que duplicada de casos de diabetes tipo I nos filhos de mães que apresentaram menores taxas de vitamina D durante a gestação. Outro fato relevante neste estudo são os maiores índices da doença em locais que tem o tempo de radiação solar reduzido durante muitos meses do ano, a exemplo dos países nórdicos (SORENSEN et al., 2012). 

A gravidez em mulheres com diabete tipo I está associada às más formações congênitas, complicações obstétricas e mortalidade neonatal. Muitos destes casos estão em parte relacionados a cuidados pré-natais, especialmente o controle das taxas glicêmicas. Assim, estudos realizados na Holanda, mostram que é possível reduzir a ocorrência de problemas gestacionais a partir de um acompanhamento pré-natal criterioso. Outra medida que se mostra efetiva é a motivação de que mulheres diabéticas planejem as suas gestações, possibilitando assim um melhor controle glicêmico, tendo a realização de suplementação prévia de ácido fólico nestes casos resultados bastante positivos (EVERS et al., 2004).

A partir dos estudos descritos, pode-se inferir que apesar das manifestações semelhantes, os tipos de diabete constituem doenças completamente diferentes. A alta prevalência do diabete tipo II aliado ao fato de suas causas serem melhores definidas, bem como seus possíveis tratamentos, independentes da utilização de insulina, fazem com que esta manifestação torne-se alvo de grande interesse e estudo na área da nutrição, pois dentre os fatores ambientais relacionados à sua ocorrência, a alimentação desempenha importante papel.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
EVERS, Inge M. et al. Risk of complications of pregnancy in woman with type I diabetes: nationwide perspective study in the Netherlands. BMJ 2004; 328: 915. Disponível em: http://dx. Org/10.1136.bmj.38043.583160-EE. Acesso em 21 mar. 2013.

GUYTON, Arthur; HALL, John. Tratado de fisiologia médica. 10 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. pg. 764-809.

MAHAN, L. Kathleen; ESCOTT-STUMP, Sylvia. KRAUSE: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. Vol 1. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. Cap. 10, p. 286-305.

TOTH, Ellen L; PACAUD, Danièle. Hipoglecymia: understanding the enemy. Canadian Diabetes Association, 2002. Vol. 15, n. 3.

SORENSEN, Ingvild M. et al. Maternal Serum Levels of 25-Hydroxy-Vitamin D During Pregnancy and Risk of Type 1 Diabetes in the Offspring. Diabetes, vol. 61, jan. 2012. Disponível em: diabetes.diabetesjournals.org. Acesso em 21 mar. 2013.