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domingo, 30 de março de 2014

Música para Beijar o Padeiro: Simples Desejo - Hoje eu só quero que o dia termine bem...

No último domingo fechei o final de semana com um depoimento para Beijar o Padeiro.

Hoje vou fechar o domingo compartilhando uma música que amo!!

Beijo em todos os meus leitores padeiros!!!



Que tal abrir a porta do dia
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar,
Pensar em nada...

Legal ficar sorrindo à toa, toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua

Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
Eu só tenho um simples desejo

Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem (2X)

Legal ficar sorrindo à toa, toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua

Pra viver e pra ver
Não é preciso muito não
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez não
Eu só tenho um simples desejo

Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem




terça-feira, 4 de março de 2014

Tecnologia para Beijar o Padeiro

Foto tirada por mim da tela da TV ligada no canal de Música da NET - Standards é perfeita!!

Gente, eu nunca imaginei que ia gostar tanto de ter uma televisão em toda a minha vida. Quem já conviveu comigo e principalmente frequentou a minha casa vai entender bem a profundidade desta declaração.

Na casa dos meus pais nunca teve TV na sala e até hoje a única televisão que tem, fica no quarto de hóspedes, pendurada no canto de uma parede. É um modelo moderníssimo de 1994 e 20" adquirida na ocasião na Copa do Mundo para ver os jogos...

Por um tempo, tivemos TV à cabo em casa, pois estava incluído no pacote do condomínio. Depois, com o surgimento das antenas individuais, deixamos de ter e foi a melhor coisa, pois sempre foi um dinheiro jogado fora, já que quase não assistíamos. Na verdade, acho que minha irmã via alguns filmes no Telecine e minha mãe gostava de assistir a um programa chamado Alternativa Saúde, no GNT, que nem sei se ainda existe, mas lembro que era até interessante.

No lugar de uma televisão, meu quarto tinha um aparelho de som, que para a época era super moderno, com capacidade para cinco CDs e era isso que fazia enquanto estava em casa, desde pequena: escutava música, lia e/ou ficava no computador. Sim, sempre fui uma nerd e usei muito o computador desde pequena. Entrava em bate-papos como o mIRC e o ICQ e adorava baixar músicas e gravar CDs com repertórios bem variados, numa época que quase ninguém mexia com essas coisas. Um dia peguei um vírus no computador e perdi todas as minhas músicas (mais de duas mil na época) e depois disso nunca mais baixei nada... Na verdade, o fato de baixar músicas nunca me impediu de comprar CDs, coisa que faço até hoje. Adoro CDs, principalmente pelo encarte, mas hoje escuto-os no carro e continuo super ciumenta em relação a eles e aos meus livros... 

Com a mudança para BH meu marido convenceu-me de que o meu aparelho de som (o "super moderno" de 15 anos atrás) era um trambolho e que seria substituído por uma TV com boas caixas de som. A ideia de ter uma TV na sala sempre me pareceu péssima, pois sempre que frequentei a casa das pessoas com TV, percebia que o ambiente social girava em torno dela, ao passo que a sala na casa dos meus pais sempre foi um espaço de leitura e conversas. Mas quando casamos fazemos concessões e acabei topando a tal TV na sala (antes usávamos um projetor no quarto, que ligávamos ao computador, somente para ver filmes).

Imagem retirada do Google Imagens

Que surpresa!!! A TV é ligada à internet e tivemos que assinar a NET para ter acesso à internet. Continuo sem assistir televisão, neste último mês vi uns dois programas no GNT (sobre alimentação) que me recomendaram, mas pelo fato de ter sido criada sem o hábito de ver TV, simplesmente é algo que não consigo fazer: sentar e assistir TV. Já tínhamos Netflix desde 2012, que é uma mão na roda para assistir filmes e documentários, sem precisar ter que ir na locadora ou no cinema. Agora assinamos Qello, que eu desconhecia e estou adorando. Custa cinco dólares por mês e dá acesso a uma infinidade de títulos de shows. Simplesmente fantástico!! Nas últimas semanas já assisti todo tipo de show de artistas variados como: The Moody Blues, Jethro Tull, The Who, John Lennon, Eric Clapton, Paul McCartney, Alanis Morissette, The Doors, Queen, Frank Sinatra, Diana Krall, Joan Baez, Michael Boublé, James Blunt, Tina Turner, Madonna, Jewel, Juanes, Ray Charles, The Wallflowers, John Lennon, Beatles, Pink Floyd, Elton John, Nirvana, Genesis, Led Zepplin, Metallica, Os Miseráveis, O Lago dos Cisnes e muito mais! O que mais gosto de shows e músicas é que você não precisa ficar parado assistindo, é como escutar um CD, só que com imagens, que você pode olhar de vez em quando. Imagine o tempo e o espaço que eu ia ter que gastar se fosse comprar todos esse DVDs e/ou baixar da internet e ter que armazenar em mídias digitais...? Sem contar que tem coisas que a gente assiste uma vez ou outra e não justifica comprar um DVD, tanto pelo valor quanto pelo espaço para guardar.

Imagem retirada do Google Imagens

Além disso tudo, a TV se conecta ao celular e posso visualizar qualquer coisa que está nele ou no iPad. Outro dia queria mostrar umas fotos para umas visitas, muito mais confortável mostrar na TV do que no celular... Agora, quando quero assistir qualquer programação que está passando ao vivo na internet, tenho a comodidade de ver na tela grande. Semana passada, por exemplo, assisti ao debate de Reinaldo Azevedo, Marco Antônio Villa e Augusto Nunes comentando o desfecho do julgamento do mensalão na TV e outras coisas que antes assistia pelo computador, como os hangouts de domingo de Lobão ou os vídeos que tanto gosto do TED. É possível conectar pendrive e HD externo à TV e acessar qualquer coisa com o conforto do controle remoto. Ah! Quase esqueço, posso não assistir os canais de TV da NET, mas escuto sempre um canal de música chamado Standards que tem uma seleção de músicas impecável: 100% de músicas boas e na tela aparece quem está cantando e o compositor (vide imagem no início do post).

Resumindo, descobri que a TV moderna é uma extensão melhorada do computador, do DVD e do aparelho de som, que permite uma integração de todos esses aparatos tecnológicos, proporcionando conforto, praticidade e economia de espaço. Quem diria que eu, que tanto me orgulhei de não assistir TV e que sempre disse que não teria TV em casa, estaria escrevendo um post desses? Realmente, a tecnologia surpreende!!!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Uma homenagem aos professores que tive na vida

Imagem retirada do Google Imagens

O que seria de minha vida sem todos os professores que tive (e ainda tenho) durante a vida? Mal consigo imaginar... Acabo de voltar de minha aula de canto e essa semana, graças às fotos de criança que andei postando no Facebook, descobri que a minha professora de canto foi minha professora de iniciação musical há 23 anos. Será que ela mudou a minha vida? Será que se meu coração não tivesse sido tocado pelo “som da música” na infância, ela teria um significado tão especial para mim hoje?

E a natação? Outra referência forte em minha vida para sempre. Que teria sido de mim sem meus professores de natação? Justo eu que fui alérgica a cloro de piscina e só pude entrar pela primeira vez em uma aos sete anos... Lembro que meus amigos todos nadavam e eu não conseguia largar a borda de tanto medo que tinha. Minha primeira professora foi praticamente uma terapeuta e hoje me sinto mais confortável na água do que na terra (prefiro nadar à pedalar ou correr, por exemplo).

Na época de escola, dentre muitos professores que tive, uma marcou mais que todos, pois acompanhou a minha turma durante seis anos consecutivos. Minha queridíssima professora de português, que apesar de ser 15cm mais baixa que eu, chamo de “tia” até hoje... Tenho um carinho sem fim pela pessoa que me ensinou minha língua mãe, apesar de todas as intrigas da oposição, que pregavam que seria um fracasso no português por estudar em escola americana. Será que teria me tornado blogueira se não tivesse tido uma referência tão marcante que me fez amar ler e escrever?

E os idiomas que me permitem comunicar com o mundo? Que teria sido de mim sem meus professores de inglês e espanhol? Muito mais ainda está por vir! Foram tantas as coisas que já estudei na vida: artes, arquitetura, música, capoeira, futebol, vôlei, basquete, baleado, softball, baseball, ioga, pilates, tênis, boxe, hidroginástica, dança, ballet, piano, coral, percussão, culinária, direção automobilística, teatro, psicologia, xadrez, desenho de observação, ritmoprática, shiatsu, macrobiótica, nutrição...

Tem gente que é autodidata e tem o dom de aprender qualquer coisa por conta própria...  Sinceramente, posso até fazer parte desse grupo em algumas situações, mas confesso que AMO fazer cursos, assistir aulas e me cercar de professores... Cada um que passou por minha vida tem um significado mais que especial e moldou das formas mais peculiares essa pessoa “multi” que tornei.


Sei que não fui uma aluna fácil, muitas vezes: sou bastante dispersa e indisciplinada; na adolescência adorava conversar (nem que fosse por bilhetinhos, que hoje foram substituídos pelos chats das redes sociais da vida); na infância eu era a uma das mais traquinas da turma e por tudo isso, sou ainda mais grata a tantos professores que passaram por minha vida e tiveram uma paciência de Jó comigo... Só quem me conheceu pequena e me conhece hoje sabe o quanto me transformei e atribuo grande parte desse mérito aos grandes educadores que tive. O meu mais profundo agradecimento a cada um de vocês. Desejo que continuem tocando a vida de seus alunos como tocaram e vêm tocando a minha. PARABÉNS!!!

P.S.: Parabéns também à todos aqueles, que não são "formalmente" professores, mas que exercem esse papel no dia-a-dia, doando seu tempo a ensinar o próximo. O que seria do mundo sem esses gestos de altruísmo e dedicação?

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Lá vem o sol... Here comes the sun...

Bom dia!!!

Primeiro gostaria de me desculpar por estar um pouco sumida...

Nenhum motivo especifico, apenas dias cheios e pouco acesso à internet pelo computador (basicamente só pelo celular de forma pontual). -- Para completar, só agora vi que esse post ficou preso a manhã inteira na minha caixa de saída, e eu crente que ele já estava no ar desde bem cedinho...

Hoje acordei pensando nas pessoas que vivem em lugares que ficam meses sem a bênção da luz solar. Depois de 2 dias de chuva e dias cinzas em Salvador, acordei com o sol brilhando em minha janela (desço as persianas no máximo 1 dia ao ano) e com aquela vontade de beijar o padeiro!

Lembrei de uma entrevista ótima que assisti nesse link ontem, onde o professor Clóvis de Barros Filho comentava que não consegue compreender o bom humor matinal... Bem, eu não consigo entender o mau humor matinal: acordar é a chance do recomeço, é a alegria de mais um dia de VIDA! Como não celebrar o despertar? A despeito deste mero comentário, este vídeo é maravilhoso e merece ser visto: super Beijo no Padeiro!

Deixo vocês com o meu BOM DIA ao som do meu Beatle predileto!!!


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Programação para Beijar o Padeiro (em Salvador)

Hoje, um tanto indignada com os resultados dos intermináveis julgamentos do Supremo Tribunal Federal, tive que buscar um motivo para não desanimar de vez com este país de corrupção e impunidade... Não quero falar em política e justiça, por isso escolhi um tema leve, que amo: ARTE!

Será que me identifiquei com esta frase?? Super "beijo no padeiro"!

Ontem fui à abertura da exposição da fotógrafa Silvana Sepúlveda, denominada Espiando o Vale do Capão, na Galeria Monsarda, no Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador, BA. A exposição ocorrerá até o dia 20 de outubro e conta com 40 fotografias coloridas e a da exibição de um filme de 15 minutos, com diversas imagens do Vale. 

A fotógrafa Silvana Sepúlveda na abertura de sua exposição em 17.09.2013

A artista atualmente passa 15 dias por mês na região e pretende fixar residência por lá. Ela explica que a ideia da exposição surgiu pelo sucesso das fotos, admiradas por amigos e conhecidos que as viam nas redes sociais. A fotógrafa, que há mais de dez anos, tem se dedicado a fotografar o Vale com suas montanhas, flores, bichos, gente e atividades culturais, explica um pouco a sua relação com este lugar encantado:

"Há 10 anos conheci o Vale do Capão. O encanto foi tal que, embora minha permanência tenha sido de somente 4 dias, quando voltei para Salvador já tinha decidido ter casa lá e já pensava no Vale como o lugar onde gostaria de viver. Nesses 10 anos frequentando o Capão e vendo suas maravilhas passei a andar com uma câmera para registrar o que via - paisagens, flores, bichos e uma enorme diversidades de pessoas que constitui a gente do Capão - gente de todos os cantos do país e do mundo vivendo uma vida escolhida, cada um a seu modo, gerando um caldeirão cultural muito próprio do local.Comecei a fotografar ao mesmo tempo em que passei a frequentar o Vale do Capão, cuja paisagem me fascinou e, praticamente, me obrigou a capturá-la e trabalhar suas imagens no computador.

Claro que a qualidade das fotos originais na exposição é bem melhor!


Eu sou suspeita para falar, pois sou completamente apaixonada pela Chapada Diamantina e em especial pelo Vale do Capão. Entendi totalmente as palavras de Silvana, pois, tive a mesma sensação, quando passei por lá, pela primeira vez, por apenas quatro dias. Vontade de não voltar mais! Na ocasião, estive em uma pousada, que hoje já não existe e os proprietários contaram que foram para lá quando a UFBA entrou em greve (eram universitários) e acabaram nunca mais voltando... Tenho certeza que existem muitos outros casos de paixão à primeira vista com o Capão.

Quem ainda não teve a oportunidade de conhecer este lugar mágico, ou já conhece e quer matar as saudades, não pode perder esta exposição. Além do mais, está acontecendo no Palacete das Artes, concomitantemente mais duas exposições: uma de Mario Cravo e outra comemorativa dos 70 anos de Gilberto Gil. A primeira muito criativa, principalmente no uso de materiais recicláveis: uma marca registrada da obra de Mário Cravo. A segunda, super completa e interativa, para encher qualquer baiano de orgulho! Não perca esta excelente oportunidade para celebrar as artes dos filhos da terra que, com muita sensibilidade, expressam seus talentos através de esculturas, fotografias e músicas. 

Foto da exposição de Gil. Por que será que justo esta chamou a minha atenção? Risos!

Foto da exposição de Gil. Tive a honra de presenciar este show ano passado com este super efeito especial em 3D. Parecia que Luiz Gonzaga estava vivo, tocando com ele no palco. Incrível!!

Recomendo uma visita ao local com bastante tempo, para apreciar todas as exposições calmamente e finalizar com um agradável happy hour no Solar Café: um dos melhores points para encontros e bate papos casuais em Salvador. Garantia de programação que faz qualquer um ficar com vontade de beijar o padeiro!



Saiba mais: Localizado no município de Palmeiras, a 445 km de Salvador, o Vale do Capão resguarda paisagens deslumbrantes. O cenário é basicamente composto por grandes cachoeiras, áreas de Mata Atlântica, montanhas de até 1.500 metros, dentre outras preciosidades naturais. Não é à toa que o lugar detém famosíssimos paraísos ecológicos, como o Silêncio dos Gerais, a correnteza do Rio Preto, o imponente Morrão e o abismo onde caem as águas da Cachoeira da Fumaça – a mais alta do Brasil. O lugarejo já teve o garimpo como sua principal atividade, assim como o restante da Chapada. 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Músicas pra chorar com o Padeiro

Minha prima sugeriu um tópico (músicas que remetem à idéia de doenças) nestante no Facebook que me fez parar para pensar em que músicas considero meio deprês... Algumas evito até escutar e cantar, mas muitas, irônicamente, têm lindas melodias e letras profundas... 

Que acham delas?!

1. Last Kiss - Pearl Jam
2. Fake Plastic Trees - Radiohead
3. Fire and Rain - James Taylor
4. Via Láctea - Renato Russo
5. Tears in Heaven - Eric Clapton
6. The Unforgiven - Metallica
7. Adrian - Jewel
8. Coração Materno - Caetano Veloso
9. Mother - John Lennon
10. Dança da Solidão - Marisa Monte e Paulinho da Viola

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Beijar o padeiro é...

...chegar 10 minutos atrasada em um compromisso, porque o transito está intenso e ter a sorte de nesses 10 minutos escutar músicas fantásticas no rádio...

Uma delas, My Sweet Lord - Salve George!!!

terça-feira, 5 de março de 2013

10 motivos para beijar o padeiro no trânsito


Imagem retirada do Google Imagens

Trânsito?? Acho que essa palavra virou sinônimo de estresse nas sociedades modernas... Eu mesma já me estressei muito por causa dele. Hoje posso dizer que estamos mantendo uma relação bem amistosa.

Como sabem, voltei a morar em Salvador, depois de ter passado um ano e meio na capital mineira. Lá tive uma deliciosa vida de pedestre: praticamente tudo estava dentro de uma distância caminhável e amava saber que não tinha trânsito que me atrasasse, os tempos de deslocamento eram certeiros (isso é fantástico para uma pessoa que preza a pontualidade como eu). O único inconveniente acontecia nos dias de chuva, mas felizmente não chove tanto assim na cidade e lá costumam haver pancadas fortes e rápidas e não horas a fio de chuva como aqui. Ou então, uma chuvinha besta, facilmente driblada com uma capa e um guarda-chuvas. Enfim, posso dizer que meus calcanhares percorreram grande parte daquela cidade e conto nos dedos de uma mão as vezes que precisei de um transporte público para me locomover por lá. Maravilha, hein?

Com o retorno à Salvador minha realidade mudou completamente. O transporte público nesta cidade é péssimo, os passeios estreitos demais, há muita violência urbana, as distâncias são longas, o calor é grande (locomover-se sem ar condicionado aqui pode significar chegar ensopado de suor no local de destino) e para completar, vivo em um bairro “alto”, o que me obriga a subir grandes ladeiras para retornar a casa. Diante de tudo isso, só preciso dizer uma coisa: sortudo daquele que possui um carro para se locomover pela cidade. Não é a toa que com a redução do IPI a cidade ficou superlotada de automóveis...

Eu tenho MUITA SORTE de me enquadrar nesta categoria e este fato torna-se ainda mais relevante com a discrepante desigualdade social existente em Salvador. Ou seja, fazer parte de uma minoria motorizada por aqui é um luxo.

Como reclamar do trânsito? No ano passado escutei o pai de uma amiga explicar a diferença da mentalidade em um país super desenvolvido, como a Suíça, em contraposição ao Brasil e guardei essa historinha para a vida. Hoje vou compartilhar com vocês. Quem já teve a oportunidade de estar na Suiça, Alamanha ou outros países super civilizados, deve ter ficado abismado com a pontualidade dos transportes públicos. É tão incomum à nossa realidade que gera até curiosidade. Como conseguem? Simples! Diferente da nossa cultura, onde as pessoas adoram deixar tudo para a última hora, saem de casa atrasadas e chegam esbaforidas ao seu destino final, por lá o costume é sair com antecedência e ao se aproximar da chegada, desacelerar para garantir a pontualidade ou até antecipar-se.

Nem preciso dizer que meu remoto sangue suíço se identificou imediatamente com essa historinha, não é mesmo? Detesto correria, coisas de última hora e prefiro MIL vezes esperar a atrasar. Mesmo assim, quando me atraso, costumo não reclamar, pois normalmente imputo a culpa a mim mesma.

Parando para pensar, as épocas em que mais me estressei com o trânsito foram aquelas em que estava fazendo algo que não gostava muito (dirigindo de um lado para outro para visitar obras, clientes, lojas...). Hoje, ponderando, acredito que meu estresse estava muito mais relacionado ao fato de viver um cotidiano nada prazeroso. Assim, o trânsito estava frequentemente relacionado ao momento do dia que tentava estar em dois lugares ao mesmo tempo e para tal, ficava resolvendo pepinos via celular (e fugindo dos policiais para não ser multada!). Graças a Deus tudo isso já faz parte do passado!

Como diz o ditado, o que não tem remédio, remediado está! Tenho passado em torno de duas horas do meu dia no trânsito em minha nova rotina e quer saber? Tenho me divertido MUITO! Por isso resolvi compartilhar minhas dicas de trânsito feliz:

1)      Seja grato. Se você possui um carro e precisa passar horas do dia dirigindo, antes de reclamar do trânsito caótico e do tempo perdido com deslocamentos, bote a mão na consciência, pense em como seria pior se tivesse que encarar um busú lotado, no calor (ou na chuva) e ainda de pé!
2)      Coloque mais música em sua vida. Meu último carro era quase uma peça de museu, foi vendido com 18 anos de idade (era de 1993) e tinha um rádio pré-histórico com toca fitas, cujo volume ia diminuindo sozinho à medida que o tempo passava... Enfim, o que quero dizer com isso é que o som de um carro pode ser ultramoderno, mas mesmo se for um radinho bem simples, já é o suficiente para alegrar a nossa vida! Se for um modelo mais moderno, poderá aproveitar mais ainda!
3)      Medite. Aproveite o tempo que está sozinha para pensar na vida, fazer planos, checklists mentais...
4)      Informe-se. Alguns horários do dia e estações têm ótimos programas de notícias, que permitem que a gente fique por dentro das novidades do Brasil e do mundo. Rádio definitivamente sempre foi o meio de comunicação mais presente em minha vida no quesito: atualidades.
5)      Emocione-se. Existe coisa melhor do que ser surpreendida por aquela música que ama, que inesperadamente toca no rádio? Já me roubaram muitas lágrimas no trânsito e me fizeram esquecer inúmeras vezes que estava presa em um carro há um tempão tentando chegar a um lugar (as vezes bem próximo).
6)      Cante. Afinal de contas, quem canta os males espanta! Tem gente que gosta de cantar no chuveiro, eu sempre preferi o carro...
7)      Leia. Isso mesmo! Está sem tempo para ler aquele livro que está todo mundo comentando a respeito? Que tal escutar o “áudio-book” enquanto dirige?
8)      Ainda no tema do canto, vou compartilhar minha experiência mais recente: comentei aqui em posts passados que uma das minhas metas era voltar a estudar música. Pois bem, estou fazendo aulas de canto e adivinha a melhor hora para treinar os meus vacalises? No trânsito, claro! Tenho me divertido tanto, que quando chego ao destino final fico até triste! Hoje mesmo levei uma hora e dez minutos para fazer um percurso que sem trânsito é feito em quinze minutos e foi ótimo!
9)      Observe. Quando estamos em velocidade não temos tempo de observar o que nos cerca. Com o trânsito lento, conseguimos prestar atenção a mínimos detalhes em nosso redor. Ontem mesmo, fiquei com o coração partido: estavam podando a grama da região do Iguatemi e em meio à grama haviam crescido lindas florzinhas cor-de-rosa. Hoje quando passei, parte delas não estava mais lá... Fiquei pensando em quantas pessoas passam por ali diariamente e sequer viram as lindas florzinhas!
10)   Reflita. Espero que este post sirva de inspiração na próxima vez que algum sujeito, mal educado, queira roubar o seu bom humor no trânsito. E não se esqueça de antecipar-se. Lembre-se: urgência é tudo aquilo que não foi programado! Logo, programe-se e saia com antecedência... Se chegar mais cedo ao seu destino, aproveite para ler um bom livro e seja feliz!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Filmes para Beijar o Padeiro

Nunca mais falei de filmes por aqui, não é mesmo??

Alguns dos meus temas de cinema favoritos são: música, educação, superação e saúde. Gosto de dramas que me fazem chorar de alegria, que me emocionem e me façam acreditar que há muita coisa boa nesse mundo e que devemos, sim, acreditar na raça humana. Filmes que me façam perceber que a vida é muito mais do que as manchetes sensacionalistas que vemos a todo tempo nos telejornais... Quando o filme é baseado em fatos reais, me toca ainda mais!! Afinal de contas, a arte, nada mais é do que a imitação da vida! 

Estes temas se misturam frequentemente. De acordo com a mistura dos temas: música, educação e superação, já falei falei de alguns títulos memoráveis por aqui, como: Adorável Professor (Mr. Holland´s Opus), Shine, Música do Coração (Music of the Heart)... Tem outro que nunca comentei no blog, mas é lindíssimo também, chama-se: O Som do Coração (August Rush). 


Recentemente encontrei um título chamado A Voz do Coração (Les Choristes) e inicialmente fiquei na dúvida se não já tinha assistido. Mas, ao olhar a capa do filme e ver que seu título original era em francês, tive certeza que era inédito para o meu HD biológico e decidi apostar nele. Tiro certeiro!! Que filme LINDO!! Para os usuários do Netflix Brasileiro, está lá. Para quem ainda não adquiriu esta tecnologia, recomendo que procure na locadora do seu bairro.

Com a temática semelhante de Adorável Professor e Música do Coração, este filme fala do poder da música na educação infantil e como ela pode trazer disciplina e amolecer os corações mais rebeldes. Tive a sorte de ter tido contato com a música desde bem pequena, talvez por isso o tema me emocione tanto. 

Comecei a estudar música aos seis anos e prossegui até os doze. Além das aulas de música no colégio, tinha aulas particulares de piano clássico semanais. Sim, abandonei completamente... Hoje sequer sei ler uma partitura e tenho aquela sensação de educação jogada no lixo. Meu consolo é que me disseram que a memória infantil é fácil de ser resgatada. Tomara, pois pretendo voltar a investir no hobby musical em breve.

Acho que não tive a sorte de encontrar em minha infância um tutor tão talentoso com crianças como os personagens dos filmes mencionados. Chegou um momento que estava de saco cheio de músicas clássicas, queria partir para o rock, mas quem me ensinava na época sequer conhecia Os Beatles! Isso, junto com a rebeldia clássica de uma "aborrescente" ariana, me fez colocar todos as partituras no maleiro do meu guarda roupa. Estão lá até hoje, na casa dos meus pais...


O segundo filme que também assisti recentemente, cujo tema central é a música, chama-se: Apenas Uma Vez (Once) e é um título irlandês. Neste, a educação sede espaço a um toque romântico, que acompanha o enredo. Não tão emocionante quanto os outros, porém um filme gostoso de assistir, com uma bela trilha sonora. Também faz parte do acervo do Netflix brasileiro. 

Falando em música+cinema, outros títulos imperdíveis são: The Wonders: O Sonho não Acabou (That Thing You Do), Quase Famosos (Almost Famous) e os clássicos: A Noviça Rebelde (The Sound of Music), e Amadeus. Isso sem falar nos musicais da Broadway (alguns transformados em filmes) que amo de paixão como: O Fantasma da Ópera, Evita, Jesus Cristo Superstar, Annie, O Rei Leão, A Bela e a Fera, Chicago, Tommy e outros tantos... 

Música é definitivamente uma grande paixão! Pode ser aquele voz e violão de botecos e restaurantes, mega shows, teatros, em casa, no carro, na TV, no cinema... Simplesmente AMO!!

Sobre o Netflix brasileiro, ainda está a anos luz de distância do americano em termos de variedade de títulos e lançamentos. Entretanto, não me incomodo em ver filmes antigos e tem uma boa variedade de títulos inéditos para mim. Acho que o custo-benefício de R$15,00 mensal, para ter MUITOS filmes ao mês é um bom investimento para quem curte um cineminha em casa. Assistindo três filmes no mês já paga o valor de três locações baratas, com a comodidade de não precisar ir até a locadora. Algumas televisões mais modernas já vêm com o programa instalado. Se não for o seu caso, pode investir num Apple TV, que custa bem menos do que uma televisão nova. Eu super aderi a esta tecnologia e estou fã, ávida para que surjam cada vez mais novos títulos!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sincronicidade: você acredita?

Já andei falando sobre esse tema aqui antes, nos textos:


Acho que nem preciso dizer o quanto as sincronicidades estão presentes nas mínimas coisas em minha vida... Ontem, mais uma!!

Foto por Camila Lisboa

Estava estudando ao som de Geraldo Azevedo, que amo! Aí lembrei dos dois shows que fui dele e o quanto tinha adorado (escuto sempre Geraldo Azevedo e nunca fico me lembrando dos shows...). Daí publiquei no facebook perguntando se alguém sabia se ia ter algum show dele em Salvador, já que vou passar o verão por lá...

Não obtendo nenhuma resposta, resolvi entrar, pela primeira vez em seu site, para ver a programação dos shows. Não consegui acreditar no que os meus olhos estavam lendo. Naquele mesmo dia (ontem) haveria show dele em BH (onde moro!).

Liguei para o lugar (que nunca tinha ido), para saber se tinha ingresso ainda. Fui informada que sim.

Aí fui olhar o mapa para saber onde era o teatro... Mais uma sincronicidade. A cinco minutos a pé de minha faculdade, onde precisaria estar até pelo menos 20:30, sendo que o show estava marcado para 21:00.

Enfim, deu tudo certo. Fui para a aula, cheguei à tempo de comprar meu ingresso, consegui sentar no meio do palco, na quarta fileira e me arrepiei com a voz desse cantor e compositor maravilhoso!!


É isso aí... Quando buscamos viver em harmonia com o meio e atentos à nossa intuição, às coisas chegam até a gente... É como se tivéssemos uma antena que liga nossa vida, às nossas possibilidades e interesses... TUDO!!!!

Como diriam os Titãs: "As ideias estão no chão, você tropeça e acha a solução!"

Não gravei mais, pois é muito chato segurar o celular ao assistir um show...! Só um pouquinho para deixar quem também gosta dele com água na boca! =)


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Las Vegas e Grand Canyon

Saímos de Los Angeles mais ou menos às 13:00 em direção a Las Vegas. A estrada um tapete, paisagem bastante árida, porem bonita.


Como nenhum brasileiro que vai aos EUA é de ferro, fizemos um pit stop no meio do caminho em um outlet. Já tinham me falado da existência um bom outlet em Vegas e outro no caminho de San Francisco para Los Angeles. Entretanto, eu tenho uma queda por outlets e centros comerciais nos EUA no meio da estrada e em micro-cidades. Costumam ser mais baratos e principalmente mais vazios.

Dito e certo, este outlet estava às moscas (com excelente atendimento) e ótimos preços. Não tinha muito que comprar, até porque este nunca é meu foco em viagens, mas valeu a pena! Chegamos em Las Vegas à noite e as luzes realmente impressionam. De longe, na estrada, era possível ver aquele clarão distante no céu, como se o sol estivesse prestes a nascer... Amazing!

Curiosidade: 100% da energia de Las Vegas é renovável (hidrelétrica, eólica e solar) e suas luzes podem ser vistas por satélites.

Quem me conhece sabe que meu turismo favorito é o que inclui natureza. No caso de Vegas, as atrações que mais me entusiasmavam era a sua proximidade do Grand Canyon e o expetáculo do Cirque Du Soleil – Love – 100% com músicas dos Beatles. Esses dois eventos foram agendadíssimos ainda no Brasil.

Tínhamos tentado comprar o ingresso do Cirque Du Soleil para o espetáculo “O” pela internet, mas deu erro algumas vezes. Apesar de terem me dito que é o melhor espetáculo deles, confesso que não sou tão fã assim do Cirque de Soleil e não estava no desespero para assistir dois espetáculos em dias consecutivos. Desta forma, resolvemos arriscar comprar na hora, mas como já imaginávamos, quando chegamos a bilheteria os ingressos estavam esgotados. No fim até achei bom, o dia tinha sido longo, com cerca de 5 horas de estrada, turismo em LA, compras... Estávamos exaustos e capotamos às 22:30 (se tivéssemos assistido ao show certamente teríamos ido dormir super tarde).

Fomos dormir rezando para fazer sol no dia seguinte. Isso mesmo, pegamos chuva em Las Vegas! Dessa vez minha cabeça de sol falhou e cheguei à conclusão que ela funciona da seguinte forma: traz aquilo que é incomum para aquele lugar. Afinal de contas, Vegas é no meio do deserto, chuva é coisa rara por lá...

No dia seguinte, tínhamos agendado com o “shuttle” (van) para nos buscar no hotel às 5:15 da madrugada, para o tão esperado passeio de Helicóptero pelo Grand Canyon. O dia estava cinza e São Pedro atendeu aos meus pedidos... O céu se abriu e só começou a chover no finzinho do passeio de helicóptero... Já tínhamos saltado, caminhado pelo Grand Canyon, tomado café da manhã por lá e até brindado com espumante! Indescritivelmente lindo e impressionante o passeio, AMEI!!!  













Curiosidade: O Grand Canyon pertence a índios americanos e é considerado território, não Americano. Ou seja, pisar nele é fazer uma viagem internacional dentro dos EUA.

Retornamos para Vegas no fim da manhã e ainda deu tempo de ver (mais uma vez!) a exposição “Bodies”, do corpo humano. AMO essa exposição!!! Dessa vez fui de guia e professora de anatomia e fisiologia para um engenheiro, risos!

Passeamos por Vegas de carro, conhecemos os hotéis mais famosos... Mas sinceramente, toda aquela arquitetura só me atrai de forma passageira. Tudo muito cenográfico e fake... Cassino então, nem se fala... Dessa vez não quis nem brincar de apostar uma moedinha! Coisa de maluco as pessoas dia e noite com a cara enfiada naquelas máquinas caça níquel ou em tensas mesas de jogos. Não me atrai nem um pouco!








Para quem não sabe, Las Vegas se resume a um monte de hotéis com grandes estruturas. Todos eles têm muitas lojas, restaurantes, bares, teatros, shows e claro: CASSINOS. Tudo na cidade acontece dentro da estrutura dos hotéis... Aí tem de tudo: Torre Eifel, Estátua da Liberdade, mini Veneza, pirâmide do Egito... Em minha opinião uma bregueira só!

Com a chuva não tinha muito que fazer, restou mais um passeio pelo outlet. Lá tive a melhor das surpresas: um restaurante de buffet livre de comida japonesa super barato e muito variado. Fica a dica para quem curte um japa e estiver de saco cheio dos hambúrgueres e batatas fritas americanos! O outlet em si, um inferninho, como imaginei... Cheio de brasileiros, lotado...

Obra do inconfundível Frank Gehry - um pouco afastada da cidade, no caminho para o Outlet. Tem um hotel dele na cidade também, mas acabei não fotografando (arquiteta de araque!)

Na volta ainda deu tempo de dar um cochilinho básico antes do show do LOVE. Preciso dizer que me emocionei, me arrepiei e amei?? LINDO, LINDO, LINDO!!! O palco é central e o teatro bem pequeno, de forma que dá pra ver tudo com detalhes. Da outra vez que assisti ao do Cirque du Soleil, o palco era tradicional... Você fica perdido sem saber para onde olhar...! Sem contar que o LOVE tem uma trilha sonora especial, que faz toda a diferença!



Missão cumprida em Vegas... Rumo a San Francisco!!!

Dica: Fechamos o hotel em Vegas através de um site muito legal chamado Priceline. Você escolhe a faixa de preço, o número de estrelas, a região onde quer se hospedar e ele lhe dará “x” opções e um preço mínimo. Aí você faz a sua oferta (inferior ao mínimo sugerido pelo site), dentro das categorias selecionadas e o site lhe dá uma opção de hotel. Só preciso dizer que ficamos em um hotel 4 estrelas, cujo quarto tinha aproximadamente 150m², por um valor muito menor do que pousadinhas bem simples que costumamos ir aqui no Brasil. Mas não é sempre assim, Las Vegas é um ponto fora da curva, pois, tem tanto hotel, que sobra quarto. Assim, é possível ter uma ótima hospedagem a um preço bastante acessível... MUITO BOM!!! 

Detalhe: para "bookar" no priceline é preciso ter um endereço nos EUA como referência...

O hotel que ficamos: nosso quarto ficava bem nessa curva, com uma vista de 180 graus da cidade.

Dentro do hotel: Cassino, luzes e 'mulheres'... Sim, a prostituição lá é permitida e anunciada no fundo dos carros!! Elas estão por todas as partes!!!

Videos do nosso quarto de hotel em Vegas

Todas as fotos e vídeos por Camila e JBF

domingo, 19 de agosto de 2012

Mais filmes para beijar o padeiro



Num mundo onde somos bombardeados com notícias ruins, nada melhor do que filmes alegres e com mensagens motivadoras. Eu amo dramas baseados em histórias reais. Hoje indicarei três filmes maravilhosos que assisti recentemente.

O primeiro chama-se Mãos Talentosas e conta a inspiradora história de Ben Carson, um neurocirurgião americano que promoveu milagres na área médica. Além do enfoque na área de saúde, o filme é uma aula para pais, já que não existe escola de pai e mãe... Mostra o poder de uma boa educação e como isso pode determinar o destino/futuro de um jovem.

Trailer do Filme Mãos Talentosas – Ben Carson

Filme na Íntegra: Mãos Talentosas

O outro filme é Adorável Professor, que descreve a história de um dedicado professor de música que com a sua paixão conseguiu tocar e influenciar a vida de gerações de alunos durante trinta anos. Paralelamente relata como um pai movido por música aprende a lidar e educar um filho que nasce surdo. EMOCIONANTE!!! O estilo do filme lembra outros dois que já indiquei por aqui: Coach Carter e Música do Coração.

Trailer do Filme Adorável Professor em Inglês

Por fim, vou indicar o filme Shine, vencedor do óscar de melhor ator em 1996, que também tem uma temática musical e é baseado na história de um jovem prodígio na arte do piano clássico e que enlouquece por conta de uma criação insana. Além da comovente história e trilha sonora, mostra justamente o oposto do filme Mãos Talentosas. Como uma educação equivocada pode influenciar para sempre o futuro promissor de alguém.

Trailer do filme Shine em Inglês: 

Será que gosto de filmes que falam de música, educação e área de saúde?? Acima de tudo, de estórias de superação e vitória e sem dúvidas as temáticas descritas me atraem bastante dentro deste contexto.

sábado, 14 de julho de 2012

Férias


Queridos Leitores,

O blog vai tirar uma semaninha de férias. Estou indo a um lugar sem acesso à internet e se quer estou levando o meu computador. Vou aprimorar meus dotes culinários com D. Bernadette Kikuchi e outras chefes de culinária macrobiótica esplendidas e de quebra relaxar um pouco longe do tumulto da cidade grande.

Confesso que adoro ficar offline de vez em quando, longe do barulho da cidade, respirando ar fresco, comendo uma comidinha deliciosa e saudável... Apesar de ter nascido e vivido em grandes cidades toda a minha vida, sempre tive uma grande atração pelo campo.

Aqueles que pensam da mesma forma devem estar com um pingo de inveja com essa breve descrição, hein? Prometo retornar revigorada e cheia de novas ideias! Me aguardem...

Enquanto isso sugiro que leiam textos antigos, afinal, são mais de 300 e como seguidora de outros blogs sei o quanto é difícil se manter atualizada com posts!

Beijos e até a volta!

Vou deixar vocês com uma música do poeta Don McLean, com a qual sempre tive enorme identificação, além da linda melodia... Como arquiteta sempre disse, que não há obra nenhuma que supere a beleza da natureza...



...Oh, but how can words express the feel of sunlight
In the morning in the hills away from city strife...
...I'm city born but I love the country life...

...Oh, mas como palavras podem expressar a sensação de raios de sol
Durante a manhã, nas montanhas, longe da vida urbana...
...Eu nasci na cidade mas eu amo a vida no campo...




quinta-feira, 5 de julho de 2012

Receita de Família



Recebi essa "receita" por e-mail e achei bem interessante, por isso resolvi compartilhar. 
Espero que gostem!



Trechos do livro "O Arroz de Palma" de Francisco Azevedo.

"Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema...Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir...Mas a vida... sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente...Já estão aí? Todos? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza. Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa. Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo (em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria). Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro.

Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."