sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Larica: Por que ninguém comenta este efeito colateral da maconha?

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Não resisti em publicar esta passagem da Sônia Hirsh, publicada em seu blog hoje. Neste texto, ela trata de um aspecto do uso da maconha, pouquíssimo mencionado na mídia, que tanto tem batido no tema de sua liberação. Assim, vou deixar outras questões de lado para me ater somente à famosa larica, um dos seus efeitos colaterais - contradizendo quem prega que não há nenhum! Em um mundo onde cada vez mais cresce o número de diabéticos, obesos e portadores de síndromes metabólicas, é possível desprezar o efeito de uma droga que está relacionada diretamente com o aumento da ingestão de um dos maiores vilões da saúde? 

"Maconha liberada pelo juiz! E já que estamos falando de drogas recreativas... 

por Sonia Hirsh


Deu no Globo de hoje, página 8: o juiz Frederico Maciel, de Brasília, absolveu um rapaz que foi preso por tentar levar 46 gramas de maconha para um amigo dentro do presídio, considerando incoerente que álcool e tabaco sejam permitidos e vendidos, enquanto a maconha, 'um entorpecente recreativo', é proibida. Considera ilegal a portaria da Anvisa que coloca o THC entre substâncias sujeitas a controle especial, devido ao baixo poder nocivo.

Já que outras figuras de proa do mundo, como Fernando Henrique Cardoso, Pepe Mujica e até Obama estão de acordo, passemos ao parágrafo seguinte: 

A LARICA.

O problema mais comum derivado do consumo de maconha passa longe, muito longe, da visão oficial sobre o assunto: é a famosa e imprevisível larica.

Trata-se de uma fome inacreditável, compulsiva, obsessiva, que quando ataca não deixa a vítima pensar em outra coisa. E aí, o que estiver mais à mão é devorado gulosamente sem a menor vergonha, inclusive pizza gelada e coca-cola choca. Cresce o desejo por coisas doces, e depois, é claro, vem o famoso bode: moleza, preguiça, sono, deixa pra lá...

Mas não é só quem fuma baseado que pode ter larica. A larica é livre, popular, não respeita sexo, cor, religião, partido ou time. Você tem ou não tem, e isso depende da forma como cada organismo trata o açúcar. Uns anseiam por ele, outros nem ligam. Há quem beba álcool: nesse caso é uma larica etílica.

Maconha dá larica porque faz baixar por algum tempo o nível de glicose no sangue, com efeitos especiais no cérebro, cujo principal combustível é glicose. O jejum de glicose pode dar barato, mas também pode provocar um ataque de hipoglicemia, com suor, palpitações e tremedeira, e aí o único jeito é proporcionar ao dependente uma dose rápida de açúcar. Por outro lado, glicose demais no sangue faz o cérebro ficar saturado, lerdo, pesadão; deprime, emburrece, narcotiza.

Como se vê, açúcar é uma droga poderosa. Tão poderosa que é difícílimo tirá-la de onde está, profundamente arraigada nos nossos hábitos diários de consumo, rainha dos lares, escolas e hospitais. Deveria ser proibida para menores.

Diga não ao açúcar!

Do livro Sem açúcar, com +afeto, cuja 15a tiragem está no prelo, em edição atualizada, com capa nova de Cesar Lobo"

How many Fish? Quantos peixes? Tradução do texto por Dominic Frisby

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Gostei tanto deste texto que me dei ao trabalho de traduzi-lo para que meus leitores que não dominam o inglês possam desfrutá-lo também. É longo, mas vale a pena!! Boa Leitura!! =)



Quantos peixes? 
Texto por Dominic Frisby - Tradução: Camila Lisboa

“Entregue um peixe a um homem e você irá alimentá-lo por um dia. Ensine-o a pescar e você irá alimentá-lo por uma vida.”

À medida que a fresta da desigualdade cresce, uma batalha ideológica se desenrola no ocidente. 

De um lado, existem aqueles que pensam que o governo pode consertar as coisas. Que ele precisa fazer mais, taxar mais – mesmo que isso signifique gastar mais dinheiro do que o que possui. De outro lado, existem pessoas que acreditam que o governo deve ficar de fora, cortando despesas e deixando o setor privado criar o crescimento que demandamos. 

Este é o cerne da questão no chamado debate da austeridade no Reino Unido; é a questão que está no âmago do conflito entre a Alemanha e o sul da Europa; é a questão que está no coração do furor das dívidas, déficits, e no movimento do “Tea Party” americano.

Um aumento nos gastos públicos – o que alguns chamam de “economia Keynesiana” embora eu imagine se Keynes iria aprovar isso hoje – é o caminho para sair da crise? Ou seria a causa dela?

Vamos resumir isso a uma simples questão moral:

Se você é o governo e um homem está faminto, você:

A) Entrega-lhe um peixe?
B) Entrega-lhe uma vara e ensina-o a pescar?
C) Vai cuidar daquilo que lhe diz respeito?



Eu imagino que a maioria das pessoas instintivamente escolha a opção B. Desta forma você poderia “alimentá-lo para o resto de sua vida.” (A propósito, o ditado não é, como muitos pensam, chinês, mas sim de Mrs. Dymond, um romance do século XIX escrito por Anne Ritchie, filha de William Makepeace Thackeray.) Vamos considerar as alternativas propostas.



A: O que acontece que você der um peixe a um homem?

Em primeiro lugar, ele é alimentado. O risco de que ele morra de fome deixa de existir.

Mas esta boa-ação têm consequências ocultas que gera todo tipo de perigos morais:

Onde você vai buscar este peixe? Você precisa pegá-lo de alguém. Quem? Por que deveria tirar o peixe deste alguém?

Ou você precisa pagar alguém para pegar este peixe para você. Neste caso, quem você irá pagar para lhe prestar este serviço? Você precisa levar dinheiro para esta pessoa – mais uma vez, quem leva?

Ainda há o risco de que o seu “pescador governamental” irá interferir no sustento de outros pescadores.

Se você continuar dando-lhe peixe, este homem – sem a pressão da necessidade – terá menor probabilidade de aprender a pescar para matar sua própria fome. Assim, precisará receber mais peixes, o que irá requerer que mais peixes sejam retirados de outras pessoas. Isso poderá afetar seu auto-respeito. Ele poderá inclusive criar a expectativa de que receber peixe grátis é um direito seu. 

Aqueles que estão tendo seus peixes tomados agora são forçados a pescar mais do que antes precisavam. Isso poderá reverberar em outros aspectos de suas vidas – seus parceiros podem ter que começar a pescar também, por exemplo, ou então precisarão deixar outros planos de lado, como iniciar uma família. Para piorar a situação, ainda precisam conviver com a ideia de que muitos dos peixes que entregam ao governo são perdidos ou desperdiçados.

Dar peixe ao indivíduo exime seus familiares, amigos e comunidade da responsabilidade de ensiná-lo a pescar ou alimentá-lo.

Se outras pessoas começam a ver que peixe grátis está sendo distribuído, muitos começarão a não ver mais razão em pescar e irão parar. Isso poderá levar a um colapso na coesão social entre aqueles que pescam e aqueles que não pescam.

As pessoas que redistribuem o peixe podem não ser eficientes neste serviço. Além disso, elas também precisarão se abastecer de peixes. Assim, já que estão entregando muitos peixes, poderão cair na tentação de ficar com alguns para próprio usufruto.

Se você der a um grupo de pessoas peixes grátis, esse grupo provavelmente irá florescer e expandir, quando tudo que você quer é que a demografia daqueles que necessitam de peixe reduza.

Resumindo, dar peixes grátis poderá causar mais problemas do que o que busca solucionar.



Agora vamos para a proposição B… Você entrega-lhe uma vara e ensina-o a pescar.

A vantagem desta teoria é que se, como diz o ditado, você o alimenta pelo resto de sua vida, ele se torna independente, autossuficiente e por aí vai.

A combinação das opções A e B, eu acredito, tem sido a conduta por trás das políticas de praticamente todos os governos ocidentais nos últimos cem anos, aproximadamente. Eles acreditaram que poderiam dar peixes às pessoas para em seguida dar-lhes varas e gradualmente ensiná-los a pescar para si mesmos, até que não precisassem mais de assistência.

Mas não é assim que tem acontecido. As pessoas agora estão mais dependentes e com maiores expectativas em relação ao governo do que em qualquer outra época da história. Foram distribuídos mais peixes grátis, varas e lições do que nunca antes. E quanto mais são distribuídos, mais esses peixes grátis, varas e lições são esperados, de fato, as pessoas passam a depender disto.

Existem diversos tipos de riscos morais. E os custos das aulas e dos equipamentos? São ainda maiores do que os custos dos peixes grátis. Quem paga por eles? As mesmas pessoas que já tiveram seus peixes retirados. Isso é justo – eles já tiveram um grande carregamento de peixes tirados deles no fim das contas?
Estas pessoas vão ter que dedicar ainda mais tempo à pescaria, o que significa que terão ainda menos tempo e recursos para dedicar às suas famílias e comunidades. Este fardo extra faz com que estas pessoas sejam empurradas para reino daquelas que precisam de peixe, aulas de pesca e equipamentos.

Com o tempo, o grupo de pessoas que esperam receber peixes, equipamentos e aulas cresce, ao passo que o grupo que lhes abastece destes produtos e serviços vai diminuindo. Isso é exatamente o oposto da intenção original.

E o fato de que todos esses equipamentos e pescaria novamente eximem familiares, amigos e comunidades, daquilo que outrora fora suas responsabilidades? Quais são os efeitos negativos disso? E o fato de que agora as comunidades estão divididas – alguns tendo que pescar mais ainda e outros sem pescar nada?

Quem decide quais métodos de pescaria devem ser ensinados? E se os professores e métodos não forem bons? Quem é o governo para impor seus próprios métodos de pescaria às pessoas, de todo jeito? Quem decide que tipo de vara deve ser comprada? E o que acontece com todos aqueles equipamentos manufaturados que não são escolhidos?

Você rapidamente cai em um ciclo vicioso e espiralar (uma bola de neve).


Então chegamos à proposição C: o governo vai cuidar daquilo que lhe diz respeito.

Esta opção pode parecer a mais insensível e desumana das três alternativas – mas também pode ser a mais amável. O temor é que muitos possam ficar famintos. Alguns podem até morrer. Por outro lado, podem sobreviver. De fato, podem se tornar mais fortes.

Aqui está o motivo:

Claro que a fome pode matar, mas ela é também uma grande motivadora. As pessoas terão que se apressar em aprender a pescar, caso contrário, morrerão de fome. As circunstâncias irão impor o aperfeiçoamento da prática.

Aqueles que podem pescar não terão mais seus peixes retirados deles, então terão maiores recursos – mais peixes, mais tempo, mais energia, mais capital. Alguns poderão pescar por menos horas, ganhando tempo e recursos para outras atividades. Alguns poderão vender o excedente de peixes e investir seus ganhos, quiçá em algum empreendimento que aqueles que não podem pescar, poderão se tornar bem sucedidos. Seus parceiros poderão parar de pescar, caso queiram. Poderão ter mais tempo, energia e capital para criar suas famílias mais cedo, caso assim desejem.

Muitos poderão utilizar o aumento de seus recursos para ajudar aqueles na comunidade que não tem peixe. É da natureza humana, enfim, a vontade de ajudar o próximo.

Familiares, amigos e comunidades irão ter que se unir para ajudar aqueles que não podem pescar.

Comunidades e famílias irão se unir e se fortalecer como resultado. De fato, estes grupos, agindo em uma esfera local, sabendo das idiossincrasias locais, poderão ser mais eficientes ofertando peixes, ensinando a pescar e fornecendo equipamentos do que o governo (que está distante destas realidades locais).

Pressupõe-se que se o governo não ajudar, muitos irão ficar famintos. Isso não é necessariamente verdade, particularmente se as comunidades forem prósperas. De fato, quanto mais prósperas são, menores as chances de haver pessoas famintas.

Se o governo não ajuda, comunidades, famílias e outros grupos cooperativos irão. E eles estarão em uma posição mais favorável/forte para fazer isso se o governo não estiver tirando nada deles. Comunidades também ficarão em uma posição fortalecida para lidar com súbitos desastres, caso ocorram.

Finalmente, a demografia daqueles que não pescam irá se reduzir, o que é melhor para a sociedade como um todo. Ela se torna mais forte, eficiente, autossuficiente e mais unida.

A quantidade de peixes grátis que atualmente é distribuído se tornou possível graças ao aumento da produtividade no século XX. Mas, chegará um momento em que o grupo que espera receber peixes grátis estará tão grande e o grupo que o abastece tão pequeno, que não haverá mais como um grupo dar suporte ao outro. A conta não irá fechar. Esse tempo, eu suspeito, não está distante.

Quem sabe? Governantes poderão até tentar disfarçar esta situação perante a população, imprimindo mais peixes, se você vê o que quero dizer...

Atenciosamente,
Dominic Frisby

Dominic Frisby é uma personalidade multifacetada: um comediante, ator, apresentador, dublador, escritor-produtor, e guru de finanças. Ele faz de tudo. Seu livro mais recente, Life After the State (tradução livre: A vida após o Estado) está disponível no site da Amazon.

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Como não lembrar da historinha infantil da Cigarra e da Formiga? 

A diferença é que no fim da história, as cigarras continuam sem aprender que precisam trabalhar como as formigas, pois se acostumaram ao fato de que podem continuar cantando enquanto as formigas trabalham por elas...

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Como preparar feijão retirando os fitatos e mantendo os nutrientes


Conheço quem tenha deixado de comer feijão por dizer que provoca gases/flatulência. As leguminosas são ricas em ácido fítico (fitatos) que fermentam no intestino, podendo causar desconforto. Entretanto, os feijões são excelentes fontes de aminoácidos (principalmente quando combinados com cereais integrais), fibras, antioxidantes, minerais e vitaminas, portanto, devem fazer parte da nossa alimentação cotidiana.

Como preparar o feijão, reduzindo os desconfortos provocados pelos fitatos, sem perder o valor nutricional:
  • Deixe o feijão de molho por 30 minutos (após ter catado e lavado os grãos);
  • Descarte a água;
  • Adicione água na proporção de 2,5 ou 3:1 (prefiro colocar menos e adicionar mais no fim, caso perceba que a água está secando e o grão ainda está duro, pois não gosto do feijão com muito caldo);
  • Deixe o feijão de molho por pelo menos quatro horas (eu gosto de deixar de molho por oito horas - se você morar em um lugar muito quente, melhor deixar de molho dentro da geladeira, para que o grão não fermente);
  • Antes de cozinhar, acrescente uma micro-mini pitada de sal, que ajudará no cozimento. Atenção: este sal não tem a finalidade de dar sabor, por isso é beeeeeeeeeeeeem pouquinho mesmo!
  • Coloque para cozinhar em fogo alto e quando começar a ferver e formar uma espuma, retire esta espuma com uma colher e descarte-a.
  • Deixe cozinhar em fogo bem baixo com a penela tampada (se não estiver muito cheia) ou semi-tampada (se estiver muito cheia, para não correr o risco de transbordar). O cozimento pode levar de uma a duas horas (a depender do grão), então, pode aproveitar para preparar outras comidas ou fazer qualquer outra coisa em casa, enquanto espera ficar pronto.
  • O tempero só deve ser adicionado no fim do preparo (quando o grão já estiver al dente), pois se forem cozidos por tempo prolongado, perdem o seu valor nutricional. Quando falo em tempero, é tempero de verdade: alho, cebola, salsinha, coentro, cebolinha, sal marinho... Nada desses condimentos prontos, processados e químicos!!!
Outra dica que ajuda a reduzir os efeitos dos fitatos é a adição de folha de louro no início do cozimento ou então de um pedacinho de alga kombu (3x3cm), que pode ser colocado de molho junto com a água do cozimento, horas antes e depois cozido junto com o feijão (nesse caso, não precisa adicionar a micro-mini pitada de sal, pois a alga já contém sal). A alga não deve ser ingerida e sim descartada quando encontrada no prato, pois ela é como uma esponja e absorve os fitatos. 

Pronto! Agora você já pode preparar um feijão gostoso, saudável e livre das indesejadas flatulências.

Bom apetite!!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Metas: quarta semana de 2014

Hoje completam quatro semanas que comecei a relatar os meus sucessos e fracassos no cumprimento das metas que tracei para o ano de 2014, em relação à saúde. Semana passada foi um desastre total e esta semana estou muito feliz que o progresso foi grande!!! Estou adorando este método de registrar as minhas semanas e super recomendo para quem quer conquistar objetivos. É uma maneira organizada e simples de fazer um auto-acompanhamento e poder sentir de fato se está ocorrendo ou não progresso. Caso contrário, o tempo passa, perdemos noção da nossa rotina e fica mais difícil alcançar objetivos maiores: que nada mais são do que a repetição de pequenos hábitos cotidianos.

Ainda estou bastante acampada, mas esta semana as coisas melhoraram. ontem finalmente consegui instalar a máquina de lavar roupas e o fogão e hoje já estou com todas as minhas roupas sujas em dia: lavadas e passadas!! Sim, a gente estuda anoooooos da vida para perder muitas horas com serviços domésticos intermináveis, risos!! Brincadeiras à parte, é só uma questão de se programar e não deixar acumular tarefas. Fazendo todo dia um pouquinho, não dá para ficar sobrecarregado e é fácil manter a vida/casa em ordem!

Ontem de noite inaugurei o fogão fazendo uma sopinha e hoje preparei o meu primeiro almoço em casa, depois de um mês e meio completamente sem rotina alimentar (e espacial). A variedade de ingredientes ainda está pouca e principalmente a logística para cozinhar, já que ainda não instalaram os armários da cozinha (da casa inteira para falar a verdade) e não tenho onde guardar minhas panelas, talheres, pratos, utensílios e ingredientes. Entre caixas e sacolas consegui fazer uma comidinha saudável, colorida e saborosa para o almoço de hoje! Menu do dia: brócolis ao vapor; batata baroa (cozida na água que fez o vapor pro brócolis); sopa de abóbora (com o caldo que cozinhou a batata baroa); salada prensada de pepino, cenoura e repolho; arroz integral com ovo caipira e salsinha.



























Agora vamos ao resumo das metas desta semana que passou.

Dieta e ingestão de bebidas alcoólicas: Uhuuuuu!!!! Primeira semana 100% sem laticínios e bebidas alcoólicas. Estou aos poucos criando a minha rotina e mesmo limitada em termos de cozinha, só o fato de ter uma casa, fazer mercado e poder comer em casa ajuda muito!!!

Comer menos: Ontem tive que ficar em casa de castigo esperando o técnico que ficou de instalar a internet (não disse o horário que viria - apenas que viria ontem) e acabei tendo crise de boquinha nervosa. Não tinha nada "hard" em casa, mas caí matando em castanhas e frutas secas - exagerei na dose, risos!! A notícia boa é que finalmente estou com internet em casa!! Tirando isso, tenho controlado bem a minha gula e comido porções educadas.

Sono: É incrível como a repetição de uma atitude cria um hábito. Nessas quatro semanas dormi antes da meia noite quase todos os dias. Resultado, mesmo sendo uma novidade para mim, já está começando a parecer um hábito antigo, pois quando vai dando 21:00/22:00 vou tendo aquela sensação de que o dia está chegando ao fim. Estou impressionada!!!

Atividade Física: Yaaaaaaay!!! Essa semana comecei a dar um chute na preguiça!!! Dos sete dias, fiz atividade física cinco dias!! Caminhei dois dias (cerca de uma hora) e nos outros dias nadei (3 mil metros em média cada dia). Toda vez que fico um tempo sedentária, quando volto o bem estar é tão grande que não consigo entender como consigo ficar tão preguiçosa algumas épocas...

Estou muito feliz e espero manter (na verdade melhorar) o ritmo daqui pra frente!! E você?? Como está a realização das metas do ano novo?? Ainda está em tempo de colocar em prática, afinal, temos onze meses pela frente... Vamos que vamos!!! =)


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Brasil: o país onde lâmpada virou cocaína

Socorro!!! Tirem-me desta ditadura!!!

Em dezembro de 2012 escrevi um post falando sobre as malditas tomadas de três pinos que foram alteradas no governo Lula. Nunca consegui entender porque mudar algo que atendia a um padrão universal por uma tomada que só existe aqui no Brasil.

Ontem, depois de instalar minha máquina de lavar roupas, mais uma surpresa: a tomada não entrava. Minha casa, minhas bolsas e meu carro se tornaram um festival de adaptadores. Hoje descobri mais uma novidade: a tomada de três pinos mais grossa (na foto dá para ver a diferença entre a espessura de uma e de outra), que não encaixa no formato padrão e requer um adaptador!

Como se fosse pouco, aproveitei que estava na loja de materiais elétricos, decidi comprar lâmpadas e tive mais uma surpresa: o governo proibiu a fabricação e a venda das lâmpadas incandescentes. Com sorte ainda encontrei umas remanescentes na loja, mas foi como comprar cocaína e ainda tive que pagar R$4,50 por uma mísera lâmpada (lei da oferta e demanda, sempre infalível).

Que pais é esse que não permite que o consumidor escolha o tipo de lâmpada que quer usar em casa??? A escolha de gastar mais com a conta de energia e continuar tendo lâmpadas incandescentes é algo absolutamente pessoal!

Simplesmente detesto essas lâmpadas econômicas e ainda sou implicada de que não sejam boas para a saúde. Provavelmente a intenção é justamente essa: adoecer a população para vender mais remédios e enriquecer ainda mais as indústrias farmacêuticas. Afinal, o nosso ministério da saúde está mais para ministério da doença do que qualquer outra coisa...

Estes exemplos só provam que vivemos em um sistema ditatorial disfarçado de democracia. O governo do PT toma decisões arbitrariamente, sem levar em consideração os interesses da população. Pouco se importa com qualquer tipo de manifestação, como as que ocorreram no ano passado. Simplesmente impõem o que querem, como aconteceu com os médicos cubanos (médicos e mais médicos nas ruas, fazendo manifestações contra, totalmente em vão). Coisas menores, como a questão das lâmpadas e tomadas sequer recebem espaço para questionamento, em meio a tantos escândalos muito maiores, como o mensalão, por exemplo. Aos poucos vão impondo o que querem e a população é obrigada a engolir à seco. Enquanto isso os governantes riem à toa percebendo que conseguiram o que pretendiam: têm o país na palma de suas mãos!

Enfim, preciso dizer que estou "p" da vida e sentindo-me numa terra de tiranos?!? Medo deste ano de copa/eleições... Medo do futuro deste país... Medo do governo me colocar em uma bolha e definir o ar que respiro!

Nesta foto dá pra ver os dois tipos de tomadas de três pinos: um mais largo que o outro e o maldito adaptador (de NOVE reais) que fui obrigada a comprar. Reparem que são duas entradas, uma mais larga do que a outra.

Cocaína. Ops! São lâmpadas incandescentes... Daqui a uns dias a droga será liberada e uma mísera lâmpada precisará ser adquirida no mercado negro. Faz algum sentido?


domingo, 26 de janeiro de 2014

Hambúrguer vegano em Belo Horizonte

Ontem passei da hora do almoço e resolvi comer em um lugar inédito às 16:00, supondo que não encontraria mais almoço em outro lugar e também porque tinha que ser um almoço rápido (e perto de onde estava) pois tinha mil coisas para resolver ainda...

Morei por quase dois anos a duas quadras desta hamburgueria: Eddie Burger e nunca tinha sequer adentrado. Agora que moro a uns 40km dela decidi conhecê-la. Adorei!!!

Tive a grata surpresa ao constatar que todos os sanduíches da casa podem sair na versão vegana, com hambúrguer de soja e sem queijo. Têm molho texmex (tomate, cebola e pimentão picante), molho de ervas, e guacamole como opções, por exemlplo...

Como eu como peixe, optei por um hambúrguer de salmão defumado e achei delicioso! Qualquer dia desses eu volto lá pra provar o hambúrguer de soja!

Fica a dica!!!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Metas: terceira semana de 2014

Acabei de escrever um post descrevendo um pouco da bagunça que está minha vida...

Além dos aspectos físicos e mentais, a alimentação está um caos! Agora moro em um lugar com uma linda vista, mas que tem o seu supermercado mais próximo a 15km de distância e a 30km da maioria dos serviços (em Belo Horizonte). Tirando quando passei uma temporada no Kushi Institute, nos EUA, que fica no meio do mato, esta é a primeira vez que moro em lugar onde é preciso dirigir um carro para obter qualquer tipo de serviço. Novas adaptações estão por vir!!! No condomínio onde moro tem até um mini shopping com uma padaria, mas não vende nada do que costumo comprar em casa... Além disso tem uma pizzaria e uns restaurantes, que pelo pouco movimento abrem em dias e horários limitados e específicos.

Vista do meu novo lar: não dá pra reclamar das distâncias tendo um motivo desses para beijar o padeiro diariamente, né? Foto por Camila Lisboa

Ainda não estou podendo cozinhar, porque lá é gás natural, então preciso aguardar a assistência técnica para fazer a conversão da instalação do gás. Tenho sonhado com uma panela de arroz integral cateto apitando em cima do fogão...

Dieta e ingestão de bebidas alcoólicas: Domingo, depois de um dia inteiro carregando caixas e fazendo faxina, sem ter almoçado, fui salva pela pizzaria do condomínio (única coisa aberta às 21:00) e não resisti a uma tacinha de vinho para acompanhar, relaxar e esquentar o corpo, depois de ter passado horas mexendo com agua gelada, em um apartamento de piso frio. Aqui é verão, mas na minha nova moradia (Nova Lima), a temperatura costuma ser seis graus mais frio do que em Belo Horizonte, então já está mais frio do que qualquer dia de inverno em Salvador... Em casa, tenho usado calça de moletom, camisa de manga comprida e meia, com todas as janelas fechadas!! Deixando o frio de lado e voltando à dieta, esta semana, com a bagunça dos horários, pulei o almoço alguns dias e, estando em lugares nada familiares, o máximo que pude encontrar para matar a fome foi o bendito pão de queijo... Tá difícil cumprir esta meta, hein?? Já sabia disso quando fiz a minha lista, afinal, se fosse fácil não ia chamar de meta!!

Comer menos: definitivamente está dando certo. Para falar a verdade, mal tenho tido tempo e comer e consequentemente o exagero sequer está sendo um risco.

Atividade física: Nadaaaaa!!! Só faxina e arrumações mesmo... Para mim é difícil criar esse hábito e ter uma rotina é imprescindível para estipular horários certos e me estimular. A notícia boa é que agora tenho uma piscina com raia de 25m, coberta e aquecida no prédio. A parte ruim é que mesmo com aquecimento a água é mais fria do que a água da piscina descoberta, à temperatura natural, que costumava nadar lá em Salvador. Além disso, terei que ser ainda mais disciplinada, pois não terei mais um treinador e uma turma para me estimular... Um amigo emprestou um livro muito bom que está me ajudando bastante a planejar meus treinos solo: agora falta colocar em prática.

Sono: Este item está ótimo!! Tenho dormindo antes da meia noite tranquilamente... Sem internet em casa, tenho lido em todas as minhas horas extras e estou longe do inimigo número um da minha meta de dormir cedo: a internet!


É isso aí, vou ficando por aqui, pois tenho uma lista enorme de pendências para resolver e como está na hora do almoço, vou tentar fazer uma refeição de verdade, saborosa e colorida!! =)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Dicas para fugir do IOF em viagens internacionais

Queridos leitores,

Peço desculpas pela ausência de postagens nos últimos dias. Estou em plena mudança, com acesso limitado à internet (somente pelo celular) e principalmente super ocupada.

Espero em breve voltar a ter um acesso rápido à internet para colocar minha vida virtual em dia...


O site Melhores Destinos acabou de publicar uma matéria com algumas dicas interessantes para fugir do IOF em viagens internacionais... Falei sobre isso no final do ano passado e por isso achei pertinente compartilhar o link.

Alguém já usou algum dos métodos sugeridos? Gostaria de saber opiniões...

Vou ficando por aqui desejando uma ótima semana a todos! :)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Metas: segunda semana de 2014

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Olá pessoal!! Semana passada escrevi sobre como estava sendo o cumprimento das minhas metas este ano... Hoje vou dar prosseguimento a este tópico.

Alguns dias têm sido bastante corridos e nem tenho conseguido acessar a internet. Continuo totalmente sem rotina, mas essa semana foi um pouco melhor, pois consegui deslocar-me para o centro da cidade duas vezes para almoçar em meu restaurante favorito de BH (vegano/macrô): o Fonte de Minas. Suuuuper recomendo! Para completar, domingo almocei em um restaurante vegetariano que adoro também (apesar da comida ser bem mais condimentada do que a do Fonte), chama-se San Ro e tem um buffet super variado! 


Fotos dos almoços de sábado e terça no Restaurante Fonte de Minas, huuummmmm!

Já antecipei um pouco a parte da dieta, mas vamos às metas!

Dieta: Na quinta-feira da semana passada, uma amiga marcou de encontrar... Adivinha aonde?? Em uma pizzaria!!! Pé na jaca duplo: queijo e chope. No dia seguinte tomei uma decisão: estava na hora de radicalizar, pois em BH, o risco da exceção virar regra é grande. Não sei se já comentei isso aqui antes, mas esta terra é CRUEL com os vegetarianos e até para quem come peixes e frutos do mar, como eu, não é nada fácil. Vegano então, sofre mais ainda!!. Resolvi aceitar o desafio e digo: não está sendo fácil, pois estou fazendo as minhas refeições todas fora de casa e estou quase vegana (desde o dia 7, por exemplo, só comi peixe uma vez). Encontrar uma opção que não contenha carne, frango, porco, queijo, leite ou manteiga é muito difícil!!! Mesmo assim, desde sexta, não como laticínios ou bebo qualquer tipo de bebida alcoólica (coisa difícil no lugar onde a vida social gira em torno de botecos, onde quase não se encontram sucos nos cardápios - água de coco jamais - e para uma pessoa que não bebe refrigerante: praticamente só sobra água!). Quais lugares salvaram-me esses dias? O quibe vegetariano do Empório Villa Árabe; o sanduíche vegetariano da Subway (sem queijo ou molho); o macarrão ao molho de tomate e manjericão da Pizzarela; comida japonesa do Mochi, o San Ro e o Fonte de Minas. Anteontem levei uma amiga baiana em uma risoteria que ela conhecia e gostava e o maitre gentilmente criou um prato para mim, já que todas as opções do cardápio não me atendiam. Em compensação a casa oferece umas misturas de sucos, feitos na hora, deliciosos... 

Tornamo-nos chatos, perante outras pessoas, quando decidimos fazer algum tipo de dieta restritiva (principalmente quando estamos acompanhados de gente crítica) e é preciso ter muita personalidade para sermos simpáticos e ao mesmo tempo firmes. Estas situações estão sendo um reaprendizado para mim. Estou revivendo as mesmas situações que passei quando decidi radicalizar com a não ingestão de açúcar, pelo mesmo motivo: a exceção se tornando regra. Percebi que metade das vezes que comia queijo era por pura preguiça de ter trabalho em procurar algo diferente e pela comodidade de ter esta possibilidade na vida social. Com o açúcar, no começo, as pessoas não entendiam, tachavam-me de maluca, radical, etc... Mas funcionou e evitá-lo virou um hábito instintivo. Será que vou conseguir o mesmo com os laticínios, em especial o queijo? 

Atividade física: Caminhar 4, 6 ou até 9 horas/dia, sem parar, orçando coisas pela rua, vale?

Sono: Epa!! Já estou quase virando abóbora, preciso terminar logo esse post! Na última semana, dormi após 00:00 dois dias.

Bebidas alcoólicas: Já comentei lá em cima... Tomei dois chopes na quinta e depois disso mais nada!

Comer menos: Esta semana não enfiei o pé na jaca em relação à quantidades nenhuma vez... Será que tem a ver com a adoção de dieta mais restrita?

Efeito pipoca de telefones celulares

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Em maio de 2012 fiz um texto falando sobre o Pop Phone e comentando uma experiência pessoal que tive decorrente do uso abusivo de telefone celular. Agora, acabei de receber este vídeo e fiquei chocada! 

Desde outubro de 2012 rendi-me à onda dos smartphones e confesso que tenho usado muito! Fico perguntando-me se estas radiações poderosas são somente (ou piores) quando são feitas ligações ou também durante o uso de internet, já que hoje em dia utiliza-se muito mais a comunicação via texto (Whatsapp) do que através de chamadas...


Pior é que a tendência é que os celulares, juntamente com a internet venham a substituir completamente o uso do telefone fixo. Mais um motivo para caprichar nos cuidados com a saúde: para tentar amenizar os efeitos nocivos de tanta radiação que recebemos constantemente, seja dos celulares, das redes de wifi ou do uso excessivo de computadores...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

"No Brasil, o sucesso é um insulto pessoal" Tom Jobim

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Acabei de ler este texto no Blog de Rodrigo Constantino e na falta de ter com quem comentar (acabei de escrever sobre isso) e achar muito efêmeros os tão populares compartilhamentos no Facebook, resolvi escrever um post (conversar comigo mesma)...

Claro que fico indignada com este tipo de situação. No fim do ano passado escrevi sobre a alta cobrança de IOF (agora também nos cartões de débito) para compras realizadas no exterior. O artigo publicado demonstra o cúmulo da invasão de privacidade e tentativa de roubo do livre arbítrio financeiro do brasileiro.

Viver neste país é uma aventura para corajosos e loucos. Vivo repetindo isso aqui no blog: o brasileiro paga impostos que seriam capazes de oferecer serviços de primeiro mundo a ele e no entanto a recebe serviços de quinta categoria. Por conta disso, é obrigado a pagar tudo duplamente: escola, saúde, aposentadoria e inúmeros seguros, para ter a garantia de uma educação e assistência minimamente decente. Quando necessita recorrer à justiça (cujos salários dos servidores são pagos por ele), a menos que a causa justifique o altíssimo investimento da contratação de escritórios de advocacia de ponta (o que mesmo assim não garante velocidade ou resolução dos problemas) corre o risco de nadar e morrer na praia, cansado e desgastado de brigar apenas para receber o que lhe é devido. E quando resolve ser empresário, começa sabendo que vai gerar empregos para os seus piores inimigos: a classe trabalhadora que enxerga o emprego como uma oportunidade de obter uma renda extra futura com causas trabalhistas e ainda recebe total respaldo da justiça para continuar agindo desta maneira. Não é de admirar tanta gente inteligente e competente que opta por concursos públicos: empresariar no Brasil é uma aventura pior que escalar o Everest. 

Como se fosse pouco, tudo neste país é absurdamente caro: carro, imóvel, livro, roupa, transporte, combustível, acomodação, alimentação e lazer em geral... Os valores que vemos por aí são (sempre foram) completamente incompatíveis com a renda média brasileira, principalmente tomando por base o salário mínimo. Não é a toa que muita gente tenha vontade de "investir" o seu suado (para uns, infelizmente não para todos) dinheiro bem longe daqui: seja com educação, programas culturais ou adquirindo objetos de uso pessoal, já que mesmo convertendo para moedas muito mais caras que o real, como o dólar, o euro e até a libra, diversas coisas ainda saem mais baratas do que aqui no Brasil e mesmo que sejam mais caras, acredito que a escolha daquilo com o que se deseja consumir é algo absolutamente pessoal. Acho um absurdo a tentativa de vedar o livre arbítrio do consumo de uma pessoa, principalmente quando o seu salário foi adquirido de forma honest e o produto comprado é legal, por isso achei as considerações da matéria excelentes!

Neste artigo vejo a prova de uma frase do Tom Jobim: "No Brasil, o sucesso é um insulto pessoal". Provavelmente, a pessoa que vasculhou a mala da empresária sentiu extremo incômodo ao ver uma pessoa bem vestida e portando itens de grife, completamente fora de seu alcance. Aliás, estes servidores públicos de alfândegas devem se corroer de inveja ao verem diariamente centenas de pessoas na mesma situação... O que fazem? Abusam da autoridade para dar vazão à inveja inoculada. Agora pergunto: essas pessoas têm o direito de sentir inveja se elas escolheram os seus trabalhos e inclusive alcançaram o posto mais sonhado pela maioria dos brasileiros: a estabilidade através de um concurso público? Não têm! O problema é que entre o discurso das pessoas, o sentimento e a prática existe um abismo e quando uma pessoa se vê em um cargo tão estável que chega a ser tedioso e estagnante, acaba morrendo de inveja de quem tem a possibilidade de crescimento pessoal e financeiro através do trabalho, mas como as suas ideologias não permitem assumir isso, afinal "o capitalismo é o satanás da sociedade moderna" elas acabam expressando este sentimento de inveja das maneiras mais mesquinhas.

Por ter crescido em um ambiente educacional de modelo norte-americano, fui educada para acreditar que o ser humano através de sua criatividade e educação é capaz de empreender, inovar e criar sozinho o seu trabalho e seu sustento, sem necessariamente depender de um emprego para isso. E mesmo que tenha um emprego, que este seja "instável" dando possibilidades tanto ao crescimento, quanto à demissão, o que encoraja o desenvolvimento contínuo. Ao mudar para uma escola brasileira, o meu primeiro choque foi perceber que toda o sistema de ensino era voltado apenas para preparar o aluno para a prova do vestibular (hoje o ENEM). Já na faculdade, constantemente os conteúdos são voltados à forma como são cobrados nos concursos públicos. Recentemente questionei uma professora sobre isso, perdendo tempo precioso de sala de aula ensinando macetes e ela respondeu que era porque todo mundo (eu também? não estava sabendo...) quando saísse da faculdade iria fazer um concurso (simples assim: uma afirmação). Pensava que era uma realidade apenas de pessoas que graduavam na área jurídica, mas neste dia me dei conta de que é um desejo generalizado, independente da área: o objetivo mor das pessoas é prestar um concurso público, pouco interessa a função, apenas a estabilidade a ser alcançada. Triste realidade! 

Não duvido da possibilidade de alguém fazer um concurso por achar que tem vocação para determinado cargo e isso se comprova com o fato de existirem funcionários públicos competentes e dedicados... O problema é que esse segmento corresponde à uma minoria e mesmo essas pessoas correm o risco de cair na acomodação depois de muitos anos no mesmo cargo. Toda vez que converso com indivíduos concursados fico impressionada como seus trabalhos são sinônimo de vida mansa, com cargas horárias reduzidas, inúmeros benefícios e ninguém comenta sobre o que verdadeiramente é feito em seus trabalhos, somente sobre a grande qualidade de vida que passaram a ter depois que viraram funcionários públicos. A primeira coisa que não consigo entender é como um trabalho pode se basear em um relógio de ponto: na minha experiência e concepção, um trabalho verdadeiramente inspirado não tem hora marcada nem para começar e nem para terminar e alguém que consegue interromper suas atividades rigorosamente em um horário fixo, para mim, está muito mais comprometido com o relógio do que com a função desempenhada. Enfim, este é o futuro de um país que substituiu a noção da realização de uma vocação pelo sonho raso de estabilidade...

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A mania do brasileiro de se colocar como vítima, coitadinho...

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Acabei de rever este vídeo, que publiquei e comentei em um texto em dezembro de 2011 e não resisti em fazer um novo comentário sobre ele. O motivo é simples, concluí que devia estar num espírito muito "Beijo no Padeiro" quando assisti ao vídeo, há dois anos atrás e ingenuamente não notei a malícia oculta no pequeno filminho...

No vídeo, eles colocam o cenário como sendo uma cidade, cuja silhueta lembra Nova Iorque, utilizam marcas que fazem lembrar marcas americanas e a estampa da pessoa que oferece a bebida ao gato possui a bandeira americana. 

A primeira vez que vi o vídeo, interpretei como uma crítica às pessoas que têm preguiça de pensar, estudar, correr atrás e preferem seguir as massas e não me ative aos detalhes citados acima. Afinal, o gatinho não move uma palha para conseguir o que quer, apenas espera que alguém o alimente. Este tipo de comportamento é muito comum na sociedade moderna e produz resultados desastrosos.

No entanto, ao rever o filme hoje, tive a sensação que a intenção de quem o produziu foi muito mais de colocar o gatinho no papel de coitado, vítima da mídia e de culpar um "monstro capitalista" chamado Estados Unidos, do que a interpretação que fiz em 2011. Francamente, se ele se tornou viciado em refrigerante a culpa é somente dele: preguiçoso e indolente, que ao invés de correr atrás de sua comida, ficou esperando algo pronto ou que aceitou algo diferente sem questionar do que se tratava. Sugerir a culpa a um sistema ou país é no mínimo distorcer os fatos...

Detesto esta mania de vitimização tão presente na sociedade. Neste texto (e neste outro também) falo sobre a interferência da mídia nas escolhas das pessoas e acho péssimo esse hábito do brasileiro de se colocar como coitadinho, vítima do sistema, quando ele possui livre arbítrio e vive em um país democrático que lhe oferece inúmeras opções de escolha do que consumir, desde objetos à informação. A globalização é um fato e cada vez mais os costumes de outras culturas atravessam oceanos, pois não há barreira física no mundo virtual, então, que tal procurar absorver os lados positivos disso ao invés de querer achar um bode expiatório para a própria preguiça de pensar/estudar?

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