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sexta-feira, 28 de março de 2014

O que é melhor: viajar de forma independente ou num pacote turístico?

Foto de minhas andanças solitárias por NY no ano passado. Descobri essa pracinha fofa ao lado de um Le Pain Quotidien (uma rede de padarias que amo) - sentei aí, comi umas frutinhas secas e oleaginosas que comprei na padaria, fiquei escutando o barulhinho da água e relaxando... Bom até de lembrar!

Esta semana uma amiga me procurou, super animada, dizendo que está querendo se presentear este ano com uma viagem para a Europa. Como será a sua primeira vez no velho mundo e sabendo que já andei perambulando por lá por um tempo, me pediu umas dicas... Resolvi transformá-las em um post, pois acho que podem ser úteis a outras pessoas também. Espero que gostem!

Tive poucas experiências com viagens de excursão na vida, basicamente algumas idas ao interior da Bahia durante o São João, encontros de arquitetura nos tempos da faculdade e um réveillon em Arraial d´Ajuda. Ano passado fui para o arquipélago de Galápagos em uma espécie de excursão, pois todos ficavam à bordo de um barco e havia uma programação a ser seguida. Não há outra forma de visitar as ilhas, visto que o acesso só é permitido na companhia de um guia, em horários predeterminados. A experiência não foi ruim: o grupo era legal e o guia passava informações bem interessantes. Entretanto, depois de oito dias já estava enjoada da comida (acredito que isso deva acontecer em viagens de navio também) e no limite de não ter liberdade em relação aos meus horários e destinos... Pensando nisso resolvi fazer uma listinha opinando o que considero de vantagem e desvantagem em termos de viagens independentes ou em grupos/excursões. 

Vantagens de programar uma viagem independente
  • Você é 100% dono de seu tempo. Cria seu roteiro, muda no meio da viagem, se der vontade... 
  • Não é obrigado a comprar um pacote com datas fixas e se adequar a elas. Tem a liberdade de criar o seu roteiro de acordo com o seu tempo e disponibilidade. Quem disse que de 2 a 12 de abril é bom para você?? Pode preferir de 3 a 13... E aí?
  • Como você meso terá que criar o seu roteiro, vai estudar sobre o lugar com antecedência. Isso faz com que a viagem comece antes, que você decida suas prioridades e principalmente que já chegue no lugar com sede de conhecê-lo, sabendo exatamente o que quer ver (nunca dá para ver tudo).
  • Você só vai onde quer. Em excursões, algumas vezes são feitas programações fixas, onde os lugares nem sempre são aqueles que nos identificamos ou queremos ir... 
  • Achou um lugar ruim, chato? Vai embora! Não tem ninguém lhe esperando (mesmo que esteja acompanhada, é completamente diferente de estar com um grupo de pessoas desconhecidas).
  • Liberdade. Quer coisa mais chata do que ter horários fixos em plenas férias? Pontos de encontro em horas exatas... A chance de você querer sair antes ou depois de determinado lugar, e não poder, porque tem um roteiro a seguir e pessoas lhe esperando, são grandes.
  • Liberdade - de novo! E se você não estiver com fome? Quiser almoçar uma maçã para não perder tempo e não puder porque precisa seguir a programação, onde todos param para almoçar, em um lugar onde você não tenha muita liberdade para desgrudar do grupo e encontrar depois?
  • Horários! Quem disse que o horário que o guia está disponível é o horário bom para você? E se quiser dormir até mais tarde, descansar...? Afinal de contas, está de férias! Enfim, se tiver um horário marcado para sair para determinada programação fica complicado.
  • Flexibilidade. Chegou em um lugar, não é aquilo que esperava... Para que ficar? Vai para outro, muda de hotel, aluga um carro, compra uma passagem de ônibus. Faz o que quiser, afinal, a intenção é se divertir!!
  • Conhecer pessoas. A chance de conhecer pessoas quando está sozinho ou em grupos pequenos é muito maior. Pode conhecer alguém legal no lounge do albergue (caso esteja hospedado em um) ou num café... Essa pessoa pode lhe dar uma dica maravilhosa e você poderá mudar os planos do seu roteiro completamente. Esse ano no Equador, conhecemos um casal de Brasileiros, descendo um teleférico, após a visita a uma montanha, com direito a cavalgada. Era hora do almoço, dividimos um taxi para um restaurante e fomos almoçar juntos. Como era Copa das Confederações, estava passando o jogo do Brasil e foi super divertido assistir o jogo e dar risadas com esse casal. Nada de programação turística a tarde toda: apenas um bom papo! Só um exemplo do tipo de coisa que acontece quando estamos viajando de forma independente, poderia fazer uns 10 posts enormes contando casos e casos...

Vantagens de viajar numa excursão ou comprar um pacote turístico
  • Para mim a maior vantagem desta opção é o ganho de tempo. Tem pessoas que não têm saco para programar suas viagens ou simplesmente não têm tempo. Nesses casos, comprar um pacote pronto, cuja única preocupação é escolher o destino, as datas e pagar, é super cômodo.
  • Tem gente que não gosta de estar sozinho, seja por insegurança ou por medo de ficar sozinho mesmo. Nesses casos, viajar numa excursão é uma garantia de companhia e suporte.
  • Estive em poucos lugares onde não falava o idioma (França, Alemanha e Suíça), sendo que nos dois últimos, é super fácil se comunicar usando o inglês. Assim, só na França tive um pouco de dificuldade, mas nada demais. Não cheguei a passar por nenhum aperto. Existem países, entretanto, que o idioma e a cultura são tão completamente diferentes dos nossos (no oriente, por exemplo) que em muitos casos, viajar numa excursão é até uma questão de segurança e otimização do roteiro. No dia que resolver ir a um desses lugares pensarei como vou fazer...
  • Tem gente que não gosta de ter riscos. Quando contratamos uma agência, dificilmente ficaremos acomodados em um hotel ruim, iremos a um restaurante que não agrade ou entraremos em uma barca furada, afinal, paga-se pelo know-how de outras pessoas para ter certas garantias. As chances de cair num esparro em uma viagem independente são sempre maiores...
Conclusão:

Sou um pouco suspeita para falar, pois amo fazer viagens independentes. Para mim uma das melhores partes da viagem é programá-la, sem muitos detalhes e na hora deixar as coisas acontecerem para decidir meus rumos. Normalmente só reservo hotel (ou albergue) para os dois primeiros dias, o resto vou decidindo no decorrer da viagem e acho essa flexibilidade super gostosa. 

Antes de decidir qual o tipo de viagem que vai fazer, precisa primeiro fazer uma auto-análise do seu perfil e ver com o que se identifica mais e qual o seu nível de espírito aventureiro. Outra coisa que amo são viagens solitárias (aliás, amo fazer muitas coisas sozinha) e sei que isso é um tabu entre muitas pessoas. Para mim não tem preço estar livre, leve e solta em um lugar, poder fazer o que me der na telha e não dever satisfações à ninguém. Isso para mim é sinônimo de estar de férias. Se tiver alguém para encontrar, encontro... Se não tiver, posso ocupar meu tempo como achar melhor: em restaurantes, museus, visitando lugares exóticos, conversando com desconhecidos em filas, caminhando pelas ruas, fazendo compras, fotografando... Enfim, o que me der vontade!! Super recomendo essa experiência, pelo menos uma vez na vida!!

Fotos de minhas andanças solitárias por NY no ano passado.
 Restaurante Kajitsu, NY. Passei uma hora e meia mastigando e meditando com essa comida. Hummmm, só de lembrar fico salivando. Não tinha ninguém para me dar pressa...


Foto aleatória no MoMa. Visitar e/ou revisitar museus sem pressa é tudo de bom!

Uma estação de trem no meu caminho para o Kushi Summer Conference em New Jersey. Tão bom viajar, sem ninguém para dispersar você enquanto aprecia uma bela paisagem pela janela...

Guggenheim de NY. Sou capaz de ficar uma hora deitada no centro do museu olhando para esse fantástico jogo de formas, luz e cores.

Candle 79 - restaurante vegano TOP em NYC. Comer sozinha é uma das minhas delícias solitárias favoritas, apreciar cada mordida, decifrando temperos, ingredientes e sabores, sem a dispersão de estar conversando com alguém.

Risoto vegano de abóbora com amêndoas e um toque de sálvia no restaurante Gobô em NY. Hummm, preciso tentar reproduzir essa receita...

Cara de pau, seu nome é Camila. Só consegui comer um prato no Gobô, mas tive a cara de pau de pedir para fotografar o prato da pessoa sentada na mesa ao lado... Coisas que fazemos quando estamos sozinhos... Existe coisa melhor do que ser cara de pau e saber que não vai ver mais aquelas pessoas depois?

domingo, 26 de janeiro de 2014

Hambúrguer vegano em Belo Horizonte

Ontem passei da hora do almoço e resolvi comer em um lugar inédito às 16:00, supondo que não encontraria mais almoço em outro lugar e também porque tinha que ser um almoço rápido (e perto de onde estava) pois tinha mil coisas para resolver ainda...

Morei por quase dois anos a duas quadras desta hamburgueria: Eddie Burger e nunca tinha sequer adentrado. Agora que moro a uns 40km dela decidi conhecê-la. Adorei!!!

Tive a grata surpresa ao constatar que todos os sanduíches da casa podem sair na versão vegana, com hambúrguer de soja e sem queijo. Têm molho texmex (tomate, cebola e pimentão picante), molho de ervas, e guacamole como opções, por exemlplo...

Como eu como peixe, optei por um hambúrguer de salmão defumado e achei delicioso! Qualquer dia desses eu volto lá pra provar o hambúrguer de soja!

Fica a dica!!!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Mudando paradigmas na alimentação

Excelente entrevista do Chef, especializado em Gastronomia Vegana, Daniel Biron, ao jornal virtual da ANDA: Agencia Nacional de Direitos Animais.

Foto retirada da matéria publicada no site da ANDA

"Chef de tradicional restaurante francês mostra como a culinária vegana pode ser saborosa e sofisticada

Após trabalhar como designer dos 20 aos 32 anos, Daniel Biron, carioca e paulista de coração, decidiu jogar tudo para o alto e investir em sua grande paixão, a culinária. Com as mudanças de pensamentos e filosofias em sua vida, Daniel começou a questionar a função de seu trabalho e se aquilo realmente lhe dava prazer e alegria, mas foi só em 2008 que a largada para uma nova etapa foi iniciada.

Foto retirada do perfil do chef no Facebook

Após trabalhar como designer dos 20 aos 32 anos, Daniel Biron, carioca e paulista de coração, decidiu jogar tudo para o alto e investir em sua grande paixão, a culinária. Com as mudanças de pensamentos e filosofias em sua vida, Daniel começou a questionar a função de seu trabalho e se aquilo realmente lhe dava prazer e alegria, mas foi só em 2008 que a largada para uma nova etapa foi iniciada.

Decidido a mudar de carreira, Biron começou um curso de administração de restaurante e logo em seguida resolveu investir na cozinha vegetariana. Certo de que precisava ir além para conquistar seus objetivos, mudou-se em 2012 para Nova Iorque, onde se formou como chef de cozinha na Natural Gourmet Institute (curso focado na culinária vegetariana, saudável e orgânica).

Hoje, responsável pela cozinha de um dos restaurantes mais famosos do mundo, localizado em Paris, Biron conversa com exclusividade com a repórter da ANDA, Natália Prieto, sobre sua missão no ativismo por meio da gastronomia, que é a de levar beleza e sabor à mesa das pessoas garantindo dignidade aos indivíduos de outras espécies”

ANDA – Qual é o maior desafio da culinária vegana?

Daniel - No subconsciente coletivo há uma associação da culinária vegana com a culinária natural e macrobiótica, embora comida vegana não seja necessariamente sinônimo de comida saudável. Este estigma contribui para o mito de que comida vegana é sem graça, ou apenas para quem segue uma alimentação saudável ou está de dieta. Essas ideias, e muitas outras, contribuem para o estereótipo do que é ‘ser vegetariano ou vegano’.

Foto retirada do perfil do chef no Facebook

Os restaurantes vegetarianos no Brasil, com raras exceções, não inovam, não têm ambiente apropriado, não investem em serviço e rotulam-se com nome e “cara” de restaurantes vegetarianos. Sem julgamento de valor, respeito o conceito destes restaurantes, mas o público vegano é plural, com várias culturas, filosofias, tribos, religiões, profissões e necessidades sociais. Portanto, há uma demanda não atendida, e para nos aproximarmos de um público mais diverso seria bom livrar-nos destes rótulos.

É possível fazer uma culinária vegana requintada e gourmet se utilizarmos as ferramentas de marketing a nosso favor. Restaurantes são locais onde vivemos experiências e expressamos nossos hábitos. Não frequentamos apenas pela comida. A maneira como realizamos e apresentamos a culinária vegana influencia a percepção das pessoas. Mas sem aprofundar muito na questão filosófica, a comida tem que satisfazer e surpreender igualmente a vegetarianos e não vegetarianos. Sabor, ambiente e apresentação são elementos vitais nesta equação para que possamos incluir um grupo maior de pessoas. Precisamos quebrar estereótipos.

ANDA – Por que as pessoas ainda têm a visão de que veganos não comem bem ou possuem uma alimentação muito restrita?

Daniel - O que é comer bem? Comer de forma equilibrada segundo o modelo nutricional vigente promovido pelos governos; um cardápio avaliado por profissionais de saúde; a ideia propagada pela mídia e influenciada pela indústria; ou comer um pouco de tudo, mas sem exageros? Isso é muito relativo.

A visão de que não comemos bem é originada de hábitos culturais arraigados, ignorância e medo. Romper com as tradições alimentares assusta, incomoda e a resistência à mudança faz com que as pessoas ataquem o que desconhecem. O mito da proteína animal também tem forte influência.

Foto retirada do perfil do chef no Facebook

A ideia de restrição e de privação está relacionada à cultura e religião. Algumas religiões “permitem” que seus seguidores consumam e sacrifiquem animais em função de suas visões antropocêntricas. Talvez para um asiático que coma macaco, cachorro e insetos, a alimentação ocidental em geral seja muito restrita, quando na realidade tudo depende da perspectiva cultural que encaramos.

Produtos resultantes da exploração e do sofrimento animal são amplamente comercializados e aceitos pela maioria das sociedades. Então, o raciocínio leva a concluir: se é “legal”, deve ser moral. A chancela do governo, da cultura e das religiões legitima o crime da matança dos animais e o transforma no crime perfeito. Os “consumidores” vêem no direito de escolha, um exercício de sua liberdade individual visto que animais e seus derivados são commodities, classificados simplesmente como produtos. Então, se é nosso direito, por que não o fazer? E se todos fazem, e não o fizermos, do que estaremos nos privando?

Os nossos sentidos são desde cedo condicionados a estes sabores, odores e texturas. A maior parte das pessoas prefere não saber o que existe por trás da indústria alimentícia e principalmente questionar seus hábitos antigos. Alguns preferem a alienação a abrir mão dos seus prazeres gustativos. Ouço isso constantemente e observo o que as pessoas comem. Anos atrás, quando consumia carne, minha alimentação era muito mais restrita do que hoje. Ao deixar de consumir produtos de origem animal veganos descobrem um novo e colorido universo de alimentos.

Foto retirada do perfil do chef no Facebook

ANDA – É verdade que os pratos vegetarianos são mais caros?

Daniel - Depende. É claro que há ingredientes específicos que são mais caros, mas é possível seguir uma dieta vegetariana de maneira equivalente ou até mais em conta. Em casa, fazendo uso de frutas, legumes, verduras, cereais integrais, leguminosas, oleaginosas, cogumelos, orgânicos e sazonais podemos obter uma boa fonte nutricional com preços razoáveis e paladar atrativo.

Por outro lado, se utilizarmos produtos raros, importados, industrializados e refinados pagaremos mais caro.

Em restaurantes, de forma geral, pagamos pela concepção e elaboração do prato, pelos ingredientes, serviço, estrutura e conceito do local. Não vejo problema em elevar o preço de um prato quando ele é mais elaborado, mas não acho que os preços sejam mais altos em relação aos pratos equivalentes de proteína animal.

ANDA – Qual país pode ser considerado referência, mesmo que em partes, na culinária vegetariana?

Daniel - Por mais contraditório que possa parecer, em função de seu alto consumo de proteína animal, considero os Estados Unidos, mais especificamente Nova Iorque, como a maior referência da culinária vegetariana.

Nova Iorque é uma cidade extremamente multicultural, que oferece restaurantes veganos de diversas etnias como: tailandeses, chineses, japoneses, coreanos, vietnamitas, mexicanos, jamaicanos, franceses e norte-americanos. São Francisco e Portland (Oregon) também são referências. Fora dos Estados Unidos, Londres, Toronto e Berlin devem ser mencionados.

ANDA – Há muitos cursos sobre este tipo de culinária nos dias de hoje?

Daniel - Sim, mas a maioria fora do Brasil. Há profissionais que dão aula no Brasil, mas não são escolas especializadas como as que existem nos Estados Unidos e Inglaterra.

ANDA – Quais livros indica para iniciantes ou pessoas que desejam se aprofundar neste tema?

Daniel - Gosto muito do livro A Cozinha Vegetariana (Astrid Pfeiffer) pelo conteúdo, informação nutricional, beleza estética e praticidade.

Para quem quer se aprofundar recomendo os livros do restaurante Millennium de São Francisco, do Candle 79 em NY, Crazy Sexy Vegan, Great Chefs cook Vegan, The Conscious Cook, Eat Raw Eat Well, entre outros.

Foto retirada do perfil do chef no Facebook

ANDA – Quais dicas pode passar sobre temperos utilizados na alimentação diária (básica) e que tornam as refeições mais saborosas?

Daniel - Experimente combinações diferentes. Visite lojas de especiarias e temperos e converse com os atendentes. Peça dicas. Compre pequenas quantidades de temperos secos, pois os mesmos, apesar de vida relativamente longa, também perdem seu aroma com o tempo.

Ao refogar o alho cuidado para não queimá-lo, pois seu gosto torna-se amargo.

Para adicionar ervas frescas às receitas opte por incluí-las no final do cozimento para aproveitar integralmente seu perfume e nutrientes, além de garantir beleza no elemento decorativo. Cuidado com o corte, pois algumas ervas ficam pretas rapidamente quando picadas.

Prefira baunilha em fava à essência. Apesar de mais cara, vale o investimento. O aroma é incrível.

ANDA – Crianças podem se sentir atraídas por esta culinária?

Daniel - Seguramente. Acredito que estética e sabor contribuem muito para aguçar o apetite das crianças. Talvez sejam necessárias algumas adaptações como diferentes texturas, métodos de cozimento e menos tempero. Uma alimentação saudável é totalmente ligada à educação dada pelos pais. Portanto se os pais seguem uma dieta vegana saudável é bem provável que as crianças façam o mesmo.

ANDA – Em sua opinião, quais ingredientes não podem faltar na hora de preparar um prato saboroso.

Daniel- Criatividade, harmonia e compaixão. Ser criativo é essencial. Experimentar novas receitas, combinar novos ingredientes, sabores, texturas, métodos diferentes de cozimento, novos cortes etc. A harmonia com a natureza propicia um sabor mais intenso ao utilizarmos o que a terra oferece como ingredientes frescos e orgânicos.

E é claro, ter compaixão e lutar pelos direitos animais. Não existe prazer maior do que saber que o que fazemos é ético, não gera o sofrimento e garante direitos morais básicos aos indivíduos não-humanos. O gosto é outro.

ANDA – Qual a melhor forma de difundir a culinária vegana?

Daniel - Acho que não existe melhor propaganda que uma comida linda, colorida, saborosa, livre de estereótipos e conceitos arcaicos.

Para difundir a mensagem do veganismo de maneira subliminar acho importante que haja um trabalho de inclusão de pratos veganos nos restaurantes convencionais. Havendo maior diversidade de pratos livres de ingredientes animais, abre-se oportunidade para que mais pessoas sejam atraídas para estes restaurantes. Uma maior oferta e distribuição de produtos veganos de qualidade também são importantes.

Sabor e ética podem e devem estar presentes em um belo prato vegano."

Foto retirada do perfil do chef no Facebook

Ficou com água na boca? Eu também!!! Já sigo o trabalho dele há um tempão, mas infelizmente ainda não tive a sorte de provar as suas lindas e sustentáveis criações!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Mais dicas naturebas em NYC

Foto retirada do Google Imagens

Em junho deste ano eu fiz um post com dicas naturebas em NYC

Um leitor do blog, acabou de me indicar um blog MARAVILHOSO (não acredito que demorei tanto para conhecer, pois é super famoso nos EUA) que publicou recentemente ainda mais dicas veganas em Nova Iorque.

Thaigo, valeu pela dica!! Adorei!! =)

Tem quem diga que os EUA é o país do fast food... Sinceramente, já deixou de ser há muito tempo!!! O Brasil, sim, está infestado com essa PRAGA!!! Lá, o vegetariano tem SEMPRE uma opção gostosa e saudável, até mesmo nas hamburguerias: todas incluem opções veganas e vegetarianas em seus cardápios... Acabei de voltar do país e durante a minha viagem não precisei mexer em meu roteiro momento algum para encontrar algo legal para comer.

Ai como quero que essa realidade chegue logo aqui no Brasil. Os últimos anos têm sido mais sofridos do que nunca: os bares de BH se resumem a carnes, frituras e sucos artificiais e cervejas populares (pessoalmente não gosto - aprecio somente as artesanais). As lanchonetes, em sua maioria, quando tem suco da fruta é sempre de laranja ou limonada suíça, o comum mesmo são refrescos s refrigerantes; para comer só existem opções de salgados de massa branca, recheados com carne, frango e presunto, sendo a única exceção vegetariana, porém não vegana, os famosos pães de queijo... No começo eles até me enchiam os olhos, porque eram novidade. Hoje em dia passo batido e quando sinto fome na rua e estou desprevenida, normalmente tenho que continuar com fome ou me satisfazer com algo que não me apetece em nada... Me sobram as pipocas de rua, mesmo assim, são salgadas demais!!!!


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Turismo natureba em São Paulo

Comentei que estive por estes dias em São Paulo. Apesar da agenda apertada, não pude deixar de fazer um turismo natureba básico. Queria ter ido ao Restaurante Moinho de Pedra, mas estava fechado no feriado e assim, acabei conhecendo outro que gostei muito. Chama-se Bio Alternativa e fica em Higienópolis.

A principal coisa que gostei lá é que o arroz que servem é cateto, feito na pressão. Arroz é o ponto fraco da maioria dos restaurantes naturais. Para mim, arroz integral "farofado" e agulha é tão sem graça, que acabo "pulando" esta opção nos buffets de restaurantes naturais e optando por quinoa ou outros cereais menos usuais em minha rotina.

Gostei muito do ambiente (claro, espaçoso e bem iluminado), apresentação dos pratos, o tempero leve, ingredientes variados... Tudo muito saboroso e saudável. No buffet encontrei itens incomuns e que adoro como: painço, trigo sarraceno e arroz negro, dentre outros... Além disso, o preço é bom, principalmente considerando a localização do restaurante. O buffet é livre e custa R$30,00 nos dias de semana e R$35,00 nos finais de semana e feriados. Durante a semana ainda tem a opção de uma quentinha (em BH chamam de Marmitex) de apenas R$10,00. Não é muito grande, mas uma ótima opção para pessoas que comem em média 300g numa refeição. De quebra, ainda tem uma lojinha com produtos orgânicos e integrais, pães, tofu, livros e revistas. Bem prático e variado, para quem mora ou trabalha ali por perto...













Outro lugar que visitei nesta viagem foi a feira orgânica da Água Branca. ADOREI!! Além de acontecer em um parque super bonito e agradável, tem uma enorme variedade de produtos e do lado de fora um quiosque que serve alguns tipos de pães e bolos integrais. Comprando uma fatia de pão, a pessoa tem direito de experimentar todos os tipos de geléias e patês orgânicos que dispõem. Eu que adoro provar coisas diferentes, amei a ideia. Provei de tudo um pouco. 

Além disso servem sucos, cafés e chás orgânicos. Tomei um chá de gengibre BEEEEM forte e delicioso. Uma ótima opção para um brunch saudável de final de semana, para passear com a família, levar crianças, fazer compras... Adorei!!!








Todas as fotos por Camila Lisboa







domingo, 2 de setembro de 2012

Festival de Gastronomia de Tiradentes


Sumi um pouquinho, mas foi por uma ótima causa!! Este final de semana tive a honra de participar do Festival de Gastronomia de Tiradentes. Lá cozinhei com as chefes de Culinária Macrobiótica: Valéria Melchiors e Marilia Bizotto no aconchegante Espaço Gourmet do Ganga Mai, uma loja de produtos indianos, que tem uma charmosa cozinha no subsolo com paredes em pedra. O lugar só abre em ocasiões especiais e eventos e conta com um cardápio minuciosamente preparado: vegetariano e orgânico.




Fotos acima por Valéria Melchiors


Fica a dica para quem curte uma boa comida Vegetariana e for a Tiradentes!! Já que não está sempre aberto, quem quiser informações sobre o funcionamento do espaço, pode me procurar aqui no blog ou ligar diretamente para lá: 032-3355-1180.

O cardápio do sábado foi:
  • Sopa de missô com kabu;
  • Risoto de arroz integral cateto com bardana, cenoura e vagem (com gersal);
  • Salada de alface e rúcula;
  • Brócolis refogado;
  • Crepe com recheio de tahine, tofu e verduras;
  • Tinguensai e acelga refogados;
  • Maionese vegana de cará com pepino, rabanete, cebola e azeitona preta (Me rendeu mega bolhas nos dedos, pois Valéria não se contentou em esmagar no garfo e uma peça do moedor tinha sumido – encontramos depois embaixo do armário. Daí, ela teve a brilhante ideia de passar o cará numa peneira inox bem fininha. Confesso que a maionese ficou ainda mais cremosa, mas não fiquei muito feliz com as bolhas em meu instrumento de trabalho...)
Foto por Camila Lisboa

Foto por Camila Lisboa

Para sobremesa fizemos manjar de arroz integral com coco e calda de ameixa e compota de pêra com kinkam, anis estrelado, cardamomo, pimenta preta e hortelã.

Foto por Camila Lisboa

Foto por Valéria Melchiors

Para beber suco de maçã orgânico ou chá de hortelã.

O melhor de tudo: estávamos hospedadas em uma propriedade belíssima em Bichinho (4km de Tiradentes), com uma farta horta e o privilégio e colher todos os vegetais fresquinhos e orgânicos para a nossa culinária zen. Até mesmo o arroz e o gergelim eram de cultivo local – um luxo!!!

Para completar ainda pude participar de umas boas oficinas de culinária. Destas eu falarei em outro post. Vou ficando por aqui com as fotos do Ganga Mai e de nossas comidinhas...! Tenham uma ótima semana! =)

terça-feira, 12 de junho de 2012

New York 'natureba' / Healthy NYC Tour



Quem disse que viajar significa comer mal e engordar? Nem sempre! Afinal, como diz o ditado, quem procura acha! Nova Iorque, por exemplo, é um paraíso para quem curte hábitos saudáveis. Além de muito turismo pedestre, com direito a sessões de shiatsu em pleno Central Park, pode-se comer super bem.  Da última vez que estive lá, passei doze dias comendo delícias saudáveis a cada refeição. Fiz literalmente um tour gastronômico desbravando os restaurantes da cidade.

Ontem, um post no blog de uma amiga 'natureba', que por lá vive, me deixou com água na boca e saudosa da cidade e suas inúmeras opções gourmets. Resolvi então reproduzir a lista para inspirar leitores que pretendam passear por lá. Alguns eu nem conheço, mas confio plenamente nos critérios de alimentação saudável da autora da lista, por isso, resolvi traduzi-lo na íntegra, acrescentando duas opções. Boa viagem e ótimo apetite!


Says who traveling means eating and gaining weight? Not always… New York, for example, is paradise for people who enjoy healthy habits. The city offers lots of pedestrian tourism including shiatsu sessions at Central Park and great food. Last time I was there, I spent twelve days eating delicious healthy meals in different places all over town! It was literally a gastronomic trip!

Yesterday, a ‘naturalist’ friend, who lives in NYC, posted a list of restaurants to visit, and left me hungry with so many options. I decided then, to copy her list to my blog to inspire readers and friends who are planning to visit the city. Some of them I know, others I don´t, but I do trust the author’s good taste for healthy food. I wish you a good trip and delicious wholesome meals! 


Angelica Kitchen
Organic Vegan (Orgânico Vegano)

300 E 12th Street @ 2nd Ave.



“Ótimas opções de refeições e sobremesas veganas. Não dá nem para sentir falta de laticínios ou carne. Pagamento só em dinheiro, não há reserva e fica lotado depois das 19:00. Pratos prediletos: Tempeh Ruben e Soba Sensation” Bela Gil


“Great organic vegan food and desserts. People won't even miss dairy or meat.
Cash only, do not take reservations and the get packed after 7pm.
Favorite dishes: Tempeh Ruben and Soba Sensation” Bela Gil

Candle Café
Vegan Café (Café Vegano)
1307 3rd Ave @ 75th Street

“Um lugar bem casual para comer, com um ótimo cardápior de sucos e ótimas opções veganas. Cuidado somente para não exagerar nas sobremesas. São deliciosas, mas algumas feitas com ingredientes altamente processados.” Bela Gil

“A very casual place to eat, with a great juice bar and great vegan choices on the menu. Just be careful not to overdo with the desserts. They are very tasty but in some of them they use a vegan shortening (earth's best) which can be translated as highly processed ingredient.” Bela Gil


Candle 79
Gourmet Vegan (Vegano Gourmet)
154 E 79th Street btwn Lex & 3rd Ave

“Ambiente mais sofisticado, excelente opção para um primeiro encontro vegano ou uma reunião formal de trabalho. Prato predileto: BBQ Seitan Sandwich with Polenta fries (sanduiche de seitan com polentas fritas)” Bela Gil

“Due to the fancy ambiance it is a good place to go for a first vegan date or formal business meeting.  Favorite Dish: BBQ Seitan Sandwich with Polenta Fries.” Bela Gil
  
Caravan of Dreams
Vegan Café (Café Vegano)
405 E 6th Street btwn 1st Ave and Ave A

“Não sou muito fã do cardápio, mas o restaurante tem um clima animado para um programa de sexta à noite com direito a musica ao vivo.” Bela Gil

“I am not a big fan of the menu, but the restaurant has a good vibe for a Friday night with live music on the background.” Bela Gil

Gobo 
Ecletic Vegetarian (Vegetariano Eclético)
West Village- 401 6th Ave btwn Waverly Place and 8th Street
Upper East Side- 1426 3rd Ave btwn 81st Street 

“Ótimo cardápio de sucos com deliciosas misturas. Prato predileto: Homemade Veggie burger with yam fries (hamburger vegetariano com inhame frito)” Bela Gil

“Nice juice bar with great juice mixtures. Favorite Dish: Homemade Veggie burger with yam fries.” Bela Gil
  
Hummus Place
Vegetarian Middle Eastern
East Village - 109 Saint Mark's Place btwn 1st Ave. and Ave. A
West Village - 71 7th Ave. South @ Bleeker St.
Upper West Side - 2608 Broadway btwn 98th and 99th St.
Upper West Side - 305 Amsterdam Ave. btwn West 74th and 75th St

“Comida saborosa e fresco. Eles servem um tabule de quinoa com muita salsa que eu adoro. Para acompanhar um prato de hummus e falável divinos. Uma boa ideia é ir com outras pessoas para poder pedir diversos pratos e compartilhar. Os pratos tem ótimo tamanho para serem compartilhados. Prato preferido: Tabule de quinoa e faláfel.” Bela Gil

“Very tasteful and fresh food. They serve a quinoa tabule salad with lots of parsley just the way I love it. And to accompanied that a plate of hummus and falafel can just make your night. It is a good idea to order many different plates and share with everyone on the table. Their plate size are great for sharing. Favorite Dish: Falafel and Quinoa Tabuli salad.” Bela Gil

Josie´s
West: 300 Amsterdam Ave @ 74th St
East: 565 Third Ave @ 37th St

“Boa opção para frutos do mar, peixes e saladas. Prato preferido: Ginger glazed grilled yellowfin tuna (atum grelhado com calda de gengibre)” Camila Lisboa

“Good option for seafood, fish and salads. Favorite dish: Ginger glazed grilled yellowfin tuna” Camila Lisboa
  
Le Pain Quotidien
Organic Wholesome Boulangerie (Padaria organica)
Several locations around the city.
Uptown, Midtown, Downtown, Brooklyn

“Eu sugiro que você visite à página na web e veja qual loja estará mais próxima dos seus roteiros.
Excelente para café da manhã, brunch e lanches. Eles têm pão feito de 100% de farinha de espelta e granolas sem açúcar.” Bela Gil

“I suggest to go to their website to take a look at their several locations and find the one nearest you! Great for breakfast, brunch and snacks. They have a great 100% spelt bread and they used to have the best chocolate granola that my friend Manu had the mean idea to present it to me. It was the very delicious and addictive. But you can still find some healthy granola not made with refined sugar there.” Bela Gil

Liquiteria
Juice Bar (Casa de sucos)
170 second avenue @ 11th street

“Sempre peço uma combinação de suco que contem: couve, aipo, maçã verde, limão e gengibre, que adoro! Entretanto, eles tem uma grande variedade de vitaminas, sucos verdes, sucos de verduras, sanduiches e sopas. Ótimo lugar para um lanche rápido.” Bila Gil

“I have to be honest that I always order my combination of juice which is kale, celery, green apple, lemon and ginger and it's delicious. But they have a great variety of smoothies, green juices, vegetables juices as well as sandwiches and soups. So it is a nice place to stop by for a quick snack.” Bela Gil
   
Quantum Leap
Health Food, Vegan, Vegetarian-Friendly, Local/Organic (saudável, orgânico, vegetariano e vegano)
226 Thompson St (Btwn Bleecker & W 3rd St)

“A gastronomia lá não é das mais refinadas, porém tem uma variedade interessante de pratos com algas, cogumelos e seitan, por exemplo, é saborosa e relativamente barata. Ambiente despojado, ótimo para refeições rápidas do dia-a-dia” Camila Lisboa

“A very casual restaurant, with a good variety of dishes with seaweeds, mushrooms and seitan, tasty and not expensive.” Camila Lisboa
  
Souen
Organic Asian Macrobiotic (Macrobiótico Asiático e Orgânico)
SoHo - 210 6th Ave @ Prince Street
Union Square - 28 E 13th Street btwn University & 5th Ave.
East Village - 326 E 6th Street btwn 1st and 2nd Ave.

“Excelente para pessoas serem introduzidas à filosofia macrobiótica de se alimentar. Comida muito saborosa e sobremesas de excelente qualidade. Prato preferido: Maze Rice with Salmon” Bela Gil

“Great for people to be introduced to the macrobiotic philosophy and way of eating. Very tasteful food and great quality desserts. Favorite dish: Maze Rice with Salmon” Bela Gil 
  
The Juice Press
Juice Bar and Raw food (Casa de sucos e comida viva)

“Presente em muitas partes da cidade.Sugiro que entre no site e verifique a mais próxima de seus roteiros.” Bela Gil

“They have several locations throughout NYC so I think it is a good idea to go to their website and find the nearest location for you.” Bela Gil  
  
The Waverly Inn
Seasonal American (Estações americanas)
16 Bank Street @ Waverly Place

“Eles servem comidas organicas e sazonais. Um bom lugar para ter uma refeição não vegetariana, pois servem carnes orgânicas e peixes frescos. De vez em quando pode aparecer alguma celebridade por ser uma boa opção para uma saída chique e saudável.” Bela Gil

“They serve organic and seasonal foods. It's a nice place to have a non vegetarian meal since all the meats they serve are organic, grass-fed, wild fish, etc.
You are also prompt to find some celebs dining out there. It is a good spot for a healthy fancy night out!!!” Bela Gil
  
Viva Herbal Pizzeria
Vegetarian Kosher Pizzeria
179 2nd Ave btwn 11th and 12th Street

“Excelente para pedir delivery, mas não muito bom para comer por lá. Peça pela massa de spelt ou cornmeal ao invés da de trigo integral, para não se sentir tão pesado. Prato predileto: Bella Pizza.” Bela Gil

“A good place to get delivery but not so much to eat in. Ask for spelt or cornmeal crust instead of whole wheat, you won't be feeling as heavy as with the whole wheat crust.
Favorite dish: Bella Pizza” Bela Gil


Abaixo alguns restaurantes que nem eu, nem Bela conhecemos, mas que foram bem recomendados.

“Below are the restaurants that I've never been but I only hear great things about them.” Bela Gil 

Ayurveda Café 
Ayurvedic, vegetarian-friendly (Ayurveda vegetariano)
706 Amsterdam Ave @ 94th St

Mana
Asian Macrobiotic (Macrobiótico asiático)
646 Amsterdam Ave btwn 91st & 92nd St 

Omen
Japanese
113 Thompson Street @ Prince St. 

Pure Food and Wine
Gourmet Raw Vegan (Vegano vivo gourmet)
54 Irving Place btwn 17th & 18th Street

Quintessence
Raw Vegan Food (Vegano Vivo)
263 E 10th Street