quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Desenvolvendo Caixas de Sonhos

Imagem retirada do Google Imagens

Esse negócio de ser blogueira é engraçado. Tem gente que adora expor a própria vida e posta mil e uma coisas nas redes sociais de tudo que faz. Eu, por um lado, acho muito legal a ideia de compartilhar experiencias e ideias online, pois muitas vezes são úteis para outras pessoas, mas por outro lado, gosto de manter a minha vida reservada.

Para conseguir fazer as duas coisas ao mesmo tempo, adotei um método aqui no blog. Só publico conquistas pessoais depois que elas se concretizam. Por exemplo, não fico escrevendo sobre as minhas viagens durante as minhas viagens. Deixo para postar depois que volto, até porque quando viajo meu tempo para internet costuma ser escasso.

O mesmo em relação à minha vida. No último post expliquei em detalhes sobre a minha trajetória acadêmica na nutrição, os motivos de tantas mudanças, como elas ocorreram etc... Durante os últimos quatro anos comentava por alto uma coisa ou outra, mas tudo explicadinho, só agora que terminou...

Enfim, essa foi a maneira que encontrei de me reservar e ao mesmo tempo expor a minha vida aqui no blog. Já falei muito sobre energias aqui e sabem o quanto acredito nisso. O motivo principal de adotar esta postura é este: prefiro concentrar minhas energias nos meus projetos e metas e só divulgá-los depois que se concretizam.

Falando em metas, ano novo está vindo aí... Já preparou a sua lista de metas para 2015? A minha é constantemente renovada. Aprendi com uma amiga há tempos, mas só coloquei em prática no ano passado. Este é o primeiro ano completo deste método. Funciona assim: tenho uma apresentação em Power Point, carregada de imagens, onde cada slide representa uma meta a ser alcançada. Volta e meia eu entro, acrescento alguma coisa e principalmente vejo que meus planos e projetos estão se concretizando. O nome disso é Caixa de Sonhos: lá vou depositando meus desejos e sempre que lembro visito para reforçar a intenção de cada um dos sonhos. Fica a dica para você organizar suas metas para 2015, estou super feliz com os resultados das minhas: 2014 superou as minhas expectativas!

Nas imagens abaixo compartilho os slides feitos ainda no fim de 2013, para a minha Caixa de Sonhos Virtual de 2014. Esses já foram concretizados e outros foram se renovando, além das surpresas no meio do caminho... Assim, podem ter uma ideia de como montar uma Caixa de Sonhos virtual para o ano que está vindo aí.

Obs.: Note que quando fiz essa Caixa de Sonhos, não tinha a menor ideia do que me aguardava na faculdade nova e menos ainda de como seria a transferência. Se tivesse ficado na faculdade que cursei em Salvador em 2013, só iria conseguir me formar em meados ou final de 2015, devido às incompatibilidades das grades curriculares. No normal, pensaria que mais uma transferência iria atrapalhar e atrasar ainda mais a minha formatura, no entanto, amei o meu último ano de faculdade, conheci pessoas maravilhosas, fiz excelentes estágios e ainda consegui compatibilizar minha grade com os horários e disciplinas oferecidas na instituição para me formar no tempo certo. Será que ter focado minhas energias na realização desse sonho interferiu em alguma coisa?




Follow the yellow brick road

Imagem retirada do Google Imagens
Como falar em trajetórias sinuosas que dão certo no fim sem lembrar da estrada de tijolos amarelos (yellow brick road) do clássico O Mágico de Oz? 

Acho que já comentei um pouco sobre a minha trajetória acadêmica por aqui, mas vou fazer um pequeno resumo. Há quatro anos, depois de namorar a ideia por muito tempo, resolvi tomar coragem para encarar novamente a vida de universitária. Comecei o curso de nutrição em Salvador em 2011, paralelamente ao trabalho com arquitetura e ainda este ano tive mais novidades: casei, vim morar em Belo Horizonte, transferi o curso e passei o resto do ano na ponte aérea, concluindo meus trabalhos em Salvador enquanto morava e estudava em Belo Horizonte.

Em 2012 já estava mais estabelecida em BH e livre de pendências em Salvador. Foi o ano que trabalhei com fornecimento de refeições de alimentos naturais aqui, enquanto fazia faculdade à noite. Nas horas vagas continuei dando minhas aulas de culinária, não só em Belo Horizonte e Salvador, como também em outros estados como no Rio e em São Paulo. Enfim, a mudança de vida foi completa: trabalhando com cozinha, estudando nutrição, morando em uma cidade nova, com novo estado civil... Com fé e coragem, as coisas foram acontecendo... 

 A experiência foi maravilhosa, mas em 2013 tive que encarar outra mudança e retornei a Salvador, transferindo o curso novamente, para uma instituição diferente, já que a primeira onde estudei em Salvador tinha uma enorme incompatibilidade de grade. Estava iniciando o quinto semestre do curso na terceira instituição diferente. A cada transferência precisei repetir matérias por conta das diferenças nas cargas horárias, além de toda adaptação com novas instituições, turmas e professores.

Tenho muita facilidade de adaptação a mudanças e apesar das adversidades tirei de letra todas essas transferências. Só para deixar a historinha mais interessante, no fim de 2013 descobri que teria que voltar para BH no início de 2014, só que para morar no outro extremo da cidade e portanto, precisaria transferir meu curso novamente, só que para uma instituição de ensino diferente da que estudei nos anos de 2011 e 2012, por conta da logística do deslocamento.

Incrivelmente consegui concluir o curso em 4 anos (8 semestres), tendo passado por 4 instituições de ensino, 20 turmas diferentes e ainda fechar com chave de ouro, com nota 10,00 no TCC. 

Foram inúmeros os trabalhos em grupos com pessoas que mal conhecia e muito exercício da paciência, tendo que lidar com gente de todas as faixas etárias, culturas e temperamentos... Conheci diversas pessoas nesta trajetória, mas fiz pouquíssimas amizades, pois mal dava tempo de consolidar relações e sendo eternamente dessemestralizada, à cada semestre, tive aulas em turmas de cursos e semestres distintos. Durante todo o tempo peguei o máximo de disciplinas possível, para evitar atrasar o curso e essa trajetória acadêmica sinuosa, não foi nada planejada, mas ao fim, deu tudo certo e aqui estou eu: FINALMENTE FORMADA!


Esse blog teve início antes de toda essa revolução e é com muita alegria que compartilho e celebro mais um capítulo no livro online de minha vida. Agradeço a todos aqueles que vêm confiando em meu trabalho, me prestigiando como alunos e clientes: o feedback de vocês e os resultados que já alcançamos juntos são minhas maiores alavancas. VIVA!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mensagem e agradecimento de fim de ano

Imagem retirada do Google Imagens

Queridos leitores,

O segundo semestre de 2014 foi super puxado para mim. Para dar conta de tudo que precisava concluir até o fim deste ano, precisei reorganizar meus horários e o blog acabou tendo que ficar em segundo plano. Gostaria de agradecer a todos, que apesar da baixa frequência de publicações, continuaram prestigiando este espaço, que manteve um alto número de visitas. Aviso a vocês que faz parte da minha listinha de metas para 2015 voltar a escrever com regularidade aqui no blog. 

Desde o meio do ano para cá, cozinhar foi a terapia que me relaxou nos finais de semana e por isso, a maior parte de minhas postagens foi de receitas. Política tomou muito do meu tempo livre também, mas como não pretendo transformar esse blog em um espaço político, preferi me abster de publicar sobre este assunto, que sugou bastante de minha energia e tempo livre este ano. 

Este semestre escrevi o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e por conta de minhas inúmeras mudanças e transferências tive que refazer três disciplinas para revalidar a carga horária e conseguir me formar no fim deste ano. Além disso, ainda fiz dois estágios obrigatórios e tem mais uma supresinha que só vou revelar aqui no blog no ano que vem. O resumo disso foi: um semestre inteiro saindo de casa 7 da manhã e retornando 23:00 (ou mais), de segunda a sexta e todas as manhãs de sábado comprometidas com aulas.  O tempo livre que me sobrou foi para dormir e estudar...

Em partes, já sou até acostumada com esse ritmo frenético de vida e apesar de tudo, consigo incrivelmente manter a calma (quem convive comigo sempre comenta que acha isso impressionante), pois carrego a certeza de que no final tudo sempre dá certo e dá mesmo! Missão cumprida!!!

Vou ficando por aqui, agradecendo mais uma vez o incentivo de vocês com o blog. No próximo post vou escrever um pouco de como foi a minha trajetória acadêmica em meio a tantas mudanças e transferências. Quem sabe não serve de estímulo para quem pensa em realizar mudanças e está sem coragem? Até breve!!

Carinhosamente,
Camila


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Pão integral de centeio

Todas as segundas-feiras minha casa é invadida pelo delicioso cheiro de pão. É um caminho sem volta: depois que começa a fazer seu próprio pão, não quer mais saber de pães industrializados, a menos que tenha alguém que lhe venda um bem fresquinho e caseiro. Caso contrário, aqui no blog tem várias receitas de pães (basta escrever "pão" na busca) e encontrará. Aproveite!




Ingredientes:
2 xícaras de farinha de trigo integral
2 xícaras de farinha de centeio
1 xícara de farinha de trigo branca
1 tablete de 15g de fermento biológico fresco
1 colher de sopa de sal marinho
8 colheres de sopa de óleo (milho, girassol, oliva...)
1 e 3/4 de xícara de água morna

Preparo:
Misture os ingredientes secos, depois acrescente o óleo, homogeneizando bem com a farinha. Acrescente a água aos poucos e, com as mãos, vá socando até a massa soltar completamente da vasilha. Depois é só colocar na forma, esperar crescer por duas horas e em seguida, assar em um forno pré-aquecido (10 minutos na temperatura máxima) por 35 minutos à 230 graus. O tempo de forno pode sofrer pequenas variações a depender do modelo/marca/tamanho do forno e do clima do lugar. Assim, antes de desligar, é bom dar uma espetada no pão para ver se está cozido por dentro. 

Prefiro os pães mais "chatinhos" como na foto, por isso fiz em duas formas de 24x12cm (altura=6cm), mas se preferir um pão mais alto, pode fazer em apenas uma forma de tamanho semelhante. 

Bom apetite!

domingo, 23 de novembro de 2014

Bolo integral de aveia, passas e nozes (sem lactose)



Quem gosta de cozinhar gosta de ver as pessoas comendo. Minhas visitas são cobaias de minhas criações na cozinha e ótimas desculpas para fazer pratos que não daria conta de comer sozinha.

Hoje criei um bolinho integral pro lanche da tarde com amigos usando o que tinha em casa. Deu super certo e vou compartilhar a receita com vocês. Muito fácil e não precisa nem de batedeira e nem de liqüidificador. Aproveitem!

Em um recipiente misture os ingredientes secos:
  • 2/3 de xícara de farinha de trigo integral
  • 1/2 xícara de farinha de trigo branca 
  • 1 colher de sopa de fermento biológico 
  • 1/2 xícara de aveia em flocos médios
  • 1/2 xícara de uvas-passas
  • 1/2 xícara de nozes picadas
  • Uma pitada de sal marinho 


Em outro recipiente misture os ingredientes molhados:
  • 2 ovos de galinha caipira misturados com um garfo
  • 1/2 xícara de leite de coco morno
  • 1/2 xícara de óleo de coco 
  • 1/2 xícara de melaço ou malte de cereais (Ecomalt da Ecobrás)
  • 1 colher de sobremesa de extrato de baunilha 


Agora misture os ingredientes secos e molhados. Despeje em uma forma untada e polvilhada com farinha e leve ao forno (pré-aquecido por 10 minutos) a uma temperatura de 180 graus. Asse o bolo por uma hora, mas é bom verificar com um palito se já está pronto quando completar uns 45 minutos, pois fornos diferentes podem fazer variar o tempo da receita.

Bom apetite!

domingo, 9 de novembro de 2014

Receita de Húmus: patê de grão-de-bico

Foto e prato por Camila Lisboa

Ontem cozinhei grão-de-bico e já guardei na intenção de fazer húmus hoje. Amoooo!!

Vou compartilhar a receita com vocês, pois é facílima de fazer e super versátil. Hoje acompanhei bolinho de bacalhau, arroz e abóbora recheada com couve, como podem ver na foto. O húmus pode ser usado como patê em pães e torradas ou acompanhando legumes cozidos ou crus como cenoura e pepino em palitinhos, brócolis, couve-flor... Não podemos esquecer do bom e velho quibe (que também pode ser feito na versão vegetariana), já que ambos são preparos árabes e combinam como queijo e goiabada na cultura brasileira... Enfim, essa receita é sucesso garantido!

Ingredientes:
  • 250g de grão de bico cozido
  • 2 colheres de sopa de tahine
  • 2 dentes de alho
  • sumo de meio limão
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 1/4 colher de chá de pimenta do reino
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem


Preparo: 
Bata tudo no luquidificador e está pronto!  Pode decorar com hortelã picado ou gergelim preto e um fio de azeite de oliva extra-virgem.

Aproveite!

sábado, 18 de outubro de 2014

Panqueca de Banana Vegana

Hoje resolvi fazer uma panqueca de banana que a Bela Gil apresentou recentemente em seu programa. Como de costume, fiz algumas adaptações e deu super certo. Segue receita!

Foto por Camila Lisboa

Ingredientes:

Para a massa:
2 bananas da prata tamanho médio (ela usou 3 bananas d'água pequenas)
2 colheres de sopa de sementes de linhaça 
1 colher de chá de bicarbonato de sódio (não uso fermento em pó químico)
1 xícara de aveia em flocos (tanto faz se são finos ou não, pois vai bater no liqüidificador) 
1 xícara de água 

Para decorar:
Malte de arroz integral (prefiro do que melado de cana)
Uvas (não tinha morangos em casa, mas acho que fica melhor com morangos)
Nozes quebradas e tostadas
Uvas-passas

Preparo:
Bata todos os ingredientes da massa no liqüidificador. Unte uma frigideira com óleo de coco e coloque duas colheres de sopa da massa de cada vez, virando após 2 ou 3 minutos.
Empilhe as massas, decore e sirva. 

Bom apetite!

sábado, 11 de outubro de 2014

Torta integral de bacalhau e mandioquinha



Estou numa fase mais "yang" de minha vida, fato que vem se comprovando por uma maior vontade de comer produtos animais do que o de costume. Recentemente fiz um risoto de bacalhau e hoje foi a vez de criar uma torta de bacalhau. Acabei de saboreá-la e vou compartilhar a receita com vocês: super fácil de fazer.

Ingredientes da Massa:
1 xícara de farinha de trigo integral
1 xícara de farinha de trigo branca orgânica
2/3 de xícara de óleo
5 colheres de sopa de água gelada
1/2 colher de chá de sal marinho

Preparo da Massa:
Misture todos os ingredientes secos, até homogeneizar. Acrescente o óleo aos poucos e vá misturando. Por fim acrescente a água, aperte a massa com as mãos até que fique bastante homogênea e espalhe na forma (ou nas formas) escolhida. 

Ingredientes do recheio:
500g de batata baroa (mandioquinha)
300g de bacalhau desfiado dessalgado
20 azeitonas verdes picadas
1 colher de sobremesa de tempero desidratado de alho + cebola + salsa
2 colheres de sopa de azeite de oliva

Preparo do Recheio:
Descasque as batatas baroas e corte em rodelas de 1cm de largura. Coloque para cozinhar com água suficiente somente para cobrí-las até que fiquem macias o bastante para serem amassadas com um garfo, ainda dentro da panela e mantendo o fogo ligado. Neste ponto, acrescente o tempero seco, as azeitonas e o bacalhau misturando até virar um purê grosso e homogêneo. Prove para verificar como está o sal e se estiver com pouco sal, acrescente um pouco do caldo da conserva da azeitona para salgar. Acrescente o azeite de oliva, misture e desligue o fogo.
 O recheio deve ficar úmido, mas não aguado. Cubra a massa com o recheio e decore com azeitonas. Leve ao forno (pré-aquecido à temperatura máxima por 10 minutos) por uma hora, à temperatura de 230 graus Celcius. A massa depois de pronta deverá ficar bem crocante. Decore o prato, onde irá servir a torta, com um pouco de páprica picante que irá dar um leve toque apimentado à torta.

Obs.: Esta receita rende o suficiente para duas formas com 20cm de diâmetro e 4cm de altura. Cada torta dessa serve duas pessoas, caso não haja outro prato na refeição (adoro fazer tortas para acompanhar sopas cremosas). 




quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Risoto de abóbora com aspargos


Se tem um ingrediente que amo, mas que infelizmente não compro com frequência por ser raro e caro no Brasil, este ingrediente se chama aspargo! Ontem, para a minha alegria e surpresa estava na promoção no Verdemar (um dos mercados com maior variedade de produtos da capital mineira) e não tive como resistir! 

Acontece que o risoto do domingo passado fez tanto sucesso que me pediram bis. Assim, resolvi criar uma versão vegetariana para a receita que criei na semana passada, usando aspargos e fazendo pequenas alterações. Uma delas foi a adição de queijo canastra à receita, pois também não resisti à um fresquinho, cheiroso e artesanal de Araxá (interior de Minas) à venda no mesmo mercado. Não sou muito de usar queijo e laticínios em minhas receitas, mas partindo da premissa de que a nossa dieta deve ser o menos industrializada e utilizando o máximo de ingredientes locais, resolvi abrir uma exceção pois achei que este ingrediente cairia como uma luva à receita, e caiu! Aproveitem!!! 


Ingredientes:
2 xícaras de arroz integral cateto (geralmente risoto é feito com arroz arbóreo, mas como o risoto da semana passada foi feito com arroz cateto integral e deu super certo, resolvi repetir a dose); 
2 xícaras de abóbora hokkaido sem casca (pode cortar em pedaços grandes, pois ela vai literalmente derreter);
6 unidades de aspargos, equivalente a 200g;
150g de queijo canastra cortado em cubos de 2x2cm;
4 dentes de alho inteiros;
2 dentes de alho esmagados;
2 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem;
1 colher de café de pimenta do reino moída;
1 pitada de sal marinho;
1 xícara de vinho branco;
6 xícaras de água filtrada.

Preparo:
Lave o arroz apenas uma vez numa panela de pressão grande (preferencialmente de aço inox). Acrescente todos os ingredientes menos os dentes de alho esmagados e os aspargos. A parte do "fundo" dos aspargos, frequentemente mais espessas e tenras, correspondendo à aproximadamente 1/3 de cada aspargo, deverá ser cortada em rodelas de mais ou menos 1cm de largura e adicionadas à mistura na panela de pressão.

Os demais 2/3 dos aspargos deverão ser cortados mantendo a "cabeça" do aspargo intacta, para decoração do prato, sendo o restante cortado em pedaços de aproximadamente 1cm de largura. Esses espargos deverão ser refogados preferencialmente em uma frigideira de fundo grosso (usei uma frigideira de ferro fundido) com azeite de oliva (suficiente para refogar - de acordo com o tamanho da frigideira) juntamente com o alho esmagado, por 3 a 4 minutos, mantendo o tom verde intenso. Reserve os aspargos refogados no alho.

Tampe a panela de pressão e leve ao fogo alto até chiar. Depois de chiar, reduza a chama para o mínimo (entre o alto e o desligado) e deixe cozinhando por 40 minutos. Depois que a pressão sair, abra a panela, ligue novamente o fogo, mantendo a panela aberta, adicionando os aspargos refogados picados, misturando até ficar com consistência de risoto.

Sirva usando as "cabeças" dos aspargos previamente refogados como decoração do prato, conforme a foto. Achei desnecessário acrescentar parmesão à receita, pois já leva o queijo canastra. Não é por nada não, mas ficou boooooooommmmm!!! 



Pão de abóbora, coco e canela

Adoro reciclar ingredientes na cozinha. Por isso, sempre estou criando receitas para evitar desperdícios. Esses dias fiz leite de coco e para não jogar fora o bagaço, resolvi utilizá-lo para fazer pão. Rico em fibras e fácil de fazer, uma ótima opção nutritiva e saudável para aproveitar o bagaço do coco seco. Aproveitem!


Ingredientes:
  • 2 xícaras de farinha de trigo integral;
  • 1 xícara de farinha de trigo branca;
  • 1 xícara de purê de abóbora (abóbora descascada  cozida e esmagada com um garfo);
  • 1 xícara de bagaço de coco seco;
  • 1 colher de sopa de canela em pó;
  • 1 e 1/2 colher de sopa rasa de fermento biológico;
  • 1/2 colher de sopa rasa de sal marinho;
  • 2 colheres de sopa de malte de cereais Ecobrás (ótima opção de adoçante natural de baixo índice glicêmico);
  • 4 colheres de sopa de óleo de girassol, milho, coco...;
  • 1 xícara de água morna (usei a água do cozimento da abóbora).


Preparo:

  • Descascar aproximadamente 500g de abóbora, cortar em pedaços de mais ou menos 4x4cm e cozinhar em 4 xícaras de água, no fogo baixo, com uma minúscula pitada de sal. Quando a abóbora estiver bem macia, retirar os pedaços com um garfo e esmagar em um prato até obter uma quantidade de purê (bem consistente) que encha uma xícara. 
  • Misturar todos os ingredientes secos: farinhas, fermento, sal e canela. 
  • Acrescentar o óleo, uma colher de cada vez, homogeneizando com os ingredientes secos. 
  • Acrescentar o purê de abóbora, misturando bem à massa. 
  • Por fim, acrescentar a água morna, do cozimento da abóbora, misturando com os demais ingredientes.  
  • Esta massa é mais molinha (levemente cremosa) e sendo possível misturar até o fim com a ajuda de uma colher, sem precisar sovar. Ela ficará um pouco grudenta (não muito), por isso, a forma deve estar bem untada e a colher que será utilizada para transferir a massa para a forma deverá estar molhada, evitando que a massa grude nela.  
  • Deixar no forno desligado (ou dentro de um armário) por duas horas. 
  • Pré-aquecer o forno por 10 minutos e depois assar por 40 minutos, a 230 graus Celcius. 

Obs. 1: O tempo de forno poderá sofrer variações a depender da umidade relativa do local onde for feito.

Obs. 2: Esta receita é adequada para uma forma de aproximadamente 7,50x20cm (minhas formas são de 6x18cm e acabei tendo que distribuir a massa em duas, por isso o pão ficou mais estreito que o convencional.

domingo, 21 de setembro de 2014

Risoto de abóbora e bacalhau




Não sou muito de cozinhar produtos animais e há tempos comprei um bacalhau desfiado e guardei no freezer... Hoje resolvi inventar algo com ele, antes que fizesse aniversário. Como é domingo e o mercado mais perto de minha casa fica a 15km, inventei algo com o que tinha em casa... Não é que ficou uma delicia?? Vou compartilhar a receita com vocês: super fácil e completamente diferente da maneira tradicional de preparar risoto.

Ingredientes:
2 xícaras de arroz integral cateto (geralmente risoto é com arroz arbóreo, mas como não tinha em casa fui de integral cateto que também é bem glutinoso, especialmente quando feito na pressão);
2 xícaras de bacalhau desfiado (bem mais fácil e rápido de dessalgar do que as postas - lavei e enxaguei umas 10x e depois provei pra ter certeza que não estava salgado);
2 xícaras de abóbora hokkaido sem casca (pode cortar em pedaços grandes, pois ela vai literalmente derreter);
4 dentes de alho inteiros;
2 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem;
1 colher de café de pimenta do reino moída;
10-15 azeitonas sem caroço;
1 xícara de vinho branco;
6 xícaras de água filtrada;
1 xícara de leite de coco.

Preparo:
Lave o arroz apenas uma vez numa panela de pressão grande (preferencialmente de aço inox). Acrescente todos os ingredientes menos o leite de coco.

Tampe a panela de pressão e leve ao fogo alto até chiar. Depois de chiar, reduza a chama para o mínimo (entre o alto e o desligado) e deixe cozinhando por 40 minutos. Depois que a pressão sair, abra a panela, acrescente o leite de coco e ligue novamente o fogo, mantendo a panela aberta, misturando até ficar com consistência de risoto (entre 5 e 10 minutos).

Na dúvida, não coloque sal, pois sempre pode acrescentar no fim e tirar sal é impossível. Eu não acrescentei sal nenhum e ficou ótimo, mas isso vai variar de acordo com a dessalga do bacalhau.

Eu servi com uns pedacinhos de castanha do Pará e damascos, um deu uma crocancia e o outro um doce que combinou super bem com o prato. Não tinha queijo parmesão em casa, mas se tiver, com certeza fica bom!!

Aproveite!!

sábado, 20 de setembro de 2014

SAL MARINHO CINZA GROSSO LE GUERANDAIS


Foto por Camila Lisboa

Meu post sobre o sal marinho sem adição de iodo está constantemente entre os mais lidos aqui do blog. Para completar, recebo em média 10 emails por semana para perguntar sobre o produto, se eu vendo, se sei onde comprar...

Nos comentários da postagem tem algumas dicas. Mesmo assim, pra ajudar meus queridos leitores resolvi fazer mais uma publicação com algumas dicas de onde encontrar esta iguaria da culinária saudável.

Peço que caso tenham mais dicas, me enviem, para compartilhar aqui. Grata!!

Escrevi SAL MARINHO CINZA GROSSO LE GUERANDAIS no Google a apareceram alguns lugares que vendem o sal. Resta descobrir qual vai atender melhor o morador de diferentes estados do país: 

www.ruadoalecrim.com.br - R$17,90
www.naturalmarket.com.br - R$16,70
www.milgraos.com.br - R$24,70
specialenet.com.br - R$19,90

Além disso, um leitor me informou que comprou através do serviço de atendimento ao consumidor, da Casa Santa Luzia. Nestes contatos: 

Em lojas físicas, já encontrei na própria Casa Santa Luzia em São Paulo;
Na Canaã carnes em Salvador (bairro da Pituba);
Na Tutto Itália em Belo Horizonte (av. Nossa Sra. do Carmo).

Já me disseram que encontraram na Perini em Salvador e no Mart Plus em BH, mas eu, pessoalmente, procurei diversas vezes e nunca encontrei.

É isso aí!!! Boa sorte na busca!!!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O que é uma aula prática de Técnicas Dietéticas

Quem leu meu último texto e não estuda ou nunca estudou nutrição talvez não saiba do que se trata uma aula prática de Técnicas Dietéticas.

Acho que cometi uma pequena injustiça a uma das instituições onde aprendi esta disciplina. Não que ela não tivesse açúcar ou farinha branca em seus preparos. Entretanto, toda a matéria estava voltada à demonstração de Técnicas Dietéticas de forma experimental e não posso deixar de ressaltar o valor disso.

Por exemplo: em determinada aula preparávamos o mesmo mingau: um no micro-ondas, outro com leite, outro só com água, um com açúcar, outro sem açúcar, um com adoçante, outro no fogão. Enfim, eram várias pequenas experiências visando observar a mutação dos alimentos quando submetidos à diferentes preparos e misturas. As porções eram tão mínimas que nada fazia lembrar uma aula de gastronomia, apenas o suficiente para os alunos observarem fisicamente a diferença entre os preparos e provarem, com uma colherzinha de café os resultados para saberem a diferença no sabor, proporcionado por cada técnica utilizada. Cada aula com uma temática diferente, mas sempre seguindo essa linha.

O enfoque não era gastronômico e sim era uma espécie de laboratório, onde diversas técnicas eram ensinadas, como cortes, tempo de cozimento e modos de preparo, como por exemplo, visando reduzir o valor de minerais para uma dieta específica a um paciente renal...

Enfim, gostaria de me retratar publicamente ao professor desta disciplina, dizer que das três vezes que estudei esta matéria, esta foi a que mais me acrescentou em termos de novidades e conteúdos e principalmente parabenizá-lo por suas aulas e metodologia de ensino. 


Indignação na faculdade de nutrição

Imagem retirada do Google Imagens. 
Esse é o tipo de coisa que se espera aprender a fazer numa faculdade de nutrição?? A aula de brigadeiro está vindo aí... Será que estou indignada??

Já falei aqui sobre a minha segunda trajetória acadêmica, a atual?? Creio que sim...

Está chegando ao fim, depois de três transferências, quatro instituições de ensino diferentes, vinte turmas distintas e milagrosamente não atrasei nenhum semestre. Claro que para isso, sempre precisei fazer mais disciplinas que o normal, para compensar as mudanças de grade, além de ter tido que refazer algumas disciplinas, por diferenças de cargas horárias ou ementas.

Hoje vou falar de uma destas disciplinas, que estou fazendo pela TERCEIRA vez!! Ou seja, pude ver a forma como é ensinada a disciplina em três instituições diferentes. Uma decepção pior do que a outra.

Querem saber qual é?? Técnicas Dietéticas. Parte da aula é uma teoria sobre alimentos e a outra parte são aulas práticas em laboratório. Pense na própria incoerência??

Vamos a um exemplo prático. Ontem a aula foi sobre açúcares. Uma aula inteira sobre a diferença dos açúcares e ao fim demonstrando que quanto menos processado e refinado for o açúcar, melhor a qualidade nutricional dele (ou menos pior). Conclusão: que é melhor optar por melado de cana, rapadura, açúcar mascavo, açúcar demerara, mel... Em último caso açúcar refinado.

Na semana passada, aula sobre cereais... Mesma coisa, mostrando a superioridade dos grãos integrais, bem como farinhas integrais... Nenhuma novidade, mas faz parte do programa ensinar essa teoria.

Hoje: aula prática. Tema: Massas. Adivinhem as receitas?? Uma rosca a base de farinha de trigo branca e leite condensado; um pão de ló, também com farinha branca e bastante açúcar refinado e ainda recheado com doce de leite enlatado; bolo de chocolate, com direito a calda e tudo; e pra finalizar, pizza, que foi a menos pior, pois pelo menos tinha tomate, manjericão, orégano e queijo. Mesmo assim: 100% dos preparos da aula continham farinha branca e açúcar refinado. Os que levavam ovos, eram ovos brancos, é claro. Sal, sempre refinado... 

Qual a dificuldade em colocar a teoria na prática?? Por que não fazer a aula com um pão integral, bolo com farinha integral, mínimo de açúcar, lançando mão de ingredientes naturalmente doces como passas, ameixas secas, banana...? Ou até explorar ingredientes funcionais, como o gengibre, por exemplo, e fazer preparos ricos em fibras e nutrientes de verdade...?

Como esperar que um nutricionista prescreva uma dieta saudável e oriente o preparo de receitas com ingredientes saudáveis, se até na faculdade ele só lida com ingredientes da pior qualidade?? Ou melhor, como esperar que ele detecte que a dieta de um paciente está excessiva em produtos de baixo valor nutricional se na própria faculdade ele é treinado a achar que esses alimentos fazem parte de uma dieta convencional? O curso não é de gastronomia!!! Ninguém está ali para aprender a cozinhar e sim a aliar saúde com nutrição e isso ocorre justamente na cozinha.

Repito, o problema não está nesta instituição ou naquela. O comportamento se repete em todas. O problema está na mentalidade da classe em geral. O coordenador que aceita um programa, o professor que monta a aula (seleciona as receitas) e o aluno que não se indigna. Eu me indigno em todas as faculdades, sempre expresso minha opinião. Na maioria das vezes sou tida como "neurótica", "exagerada", etc... A professora desta vez está substituindo outra que precisou se afastar e pegou o programa pronto, tanto que todas as aulas estão assinadas com o nome de outro acadêmico. Concordou em gênero, número e grau comigo e pediu para que conversasse com a coordenadora, que por sua vez, é uma pessoa super aberta e nova na instituição (este é o seu segundo semestre por lá). Enfim, como diz o ditado: "Sou brasileira e não desisto nunca!", então vou mais uma vez gastar o meu português, fazer a minha parte. 

Enquanto isso, prossigo com meu blog, aqui escrevo o que quero e quem sabe um dia minhas palavras não farão sentido para um número menos restrito de pessoas?? Se achasse que ia ser fácil, não teria escolhido essa profissão. Sou apaixonada por ela, junto com todos os seus desafios. Sei que mudar os hábitos alimentares das pessoas não é nada fácil, mas quero acreditar que um bom início é dentro do meio acadêmico. Oxalá!!!

Gostou deste texto? Não deixe de ler esses outros, tratam do mesmo tema. Relatos de episódios semelhantes em outras instituições de ensino que estudei.

domingo, 7 de setembro de 2014

Refletindo sobre a atuação do nutricionista e sua postura perante modismos nutricionais

Olá mundo virtual!

Você tem estado meio distante de minha vida, mas, como diz o ditado: quem é vivo sempre aparece!

Semana passada foi a comemoração do dia do nutricionista e hoje, com um pouco de atraso, compartilho esse vídeo excelente, do Porta dos Fundos, satirizando esse profissional "da moda". http://youtu.be/sNHlZvk09tI



Será que é por isso que tenho escrito pouco por aqui? As vezes cansa explicar as coisas mil vezes e depois ser assolada pela primeira moda que surge na TV. Quando o assunto é nutrição (aliás, em outros assuntos também) falta raciocínio em muitas pessoas.

Está todo mundo em busca de fórmulas milagrosas, que na alimentação se traduz em alimentos mágicos: vilões ou mocinhos! Como não sou chegada a radicalismos e exponho minha forma de pensar sobre alimentação saudável há mais de cinco anos aqui no blog, as vezes é cansativo falar sobre "o que acho do goji berry" ou outros mil temas que surgem constantemente.

O tempo é um só e quando ele se torna bastante escasso, as vezes é necessário adotar certas posturas egoístas e focar mais tempo na absorção de novos conteúdos do que na propagação de outros, já mais sedimentados. Enfim, já falei sobre isso aqui, fases da vida! Neste momento estou numa fase esponja, mas a qualquer momento minha necessidade de colocar pra fora irá transbordar de mim. Prefiro seguir o fluxo natural e não "forçar a barra".

Despeço-me agradecendo com imenso carinho todos aqueles que continuam visitando a minha página, apesar da atualização do espaço estar pouco freqüente nos últimos tempos. Deixo vocês com esse vídeo para rir e refletir!

Desejo uma ótima semana!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Bolo integral sem açúcar

Depois de tanto tempo offline confesso que não está sendo fácil retomar a rotina de blogueira. Gosto de postar do computador e mal tenho conseguido sentar em frente a um ultimamente...

Abaixo está a receita do bolo que postei esses dias para vocês aproveitarem esse final de semana!


Ingredientes: 
4 maçãs pequenas (descascadas)
2 bananas da prata
1 xícara de uvas-passas
1 xícara de aveia em flocos finos
1 xícara de farinha de trigo integral
1/2 xícara de farinha de trigo branca 
100g de óleo vegetal (usei de girassol, mas pode ser de coco, de milho...)
3 ovos
2 colheres de sopa de canela em pó 
1 colher de sopa de fermento biológico
1 pitada de sal marinho

Preparo:
Em um liqüidificador bata duas maçãs, os ovos e o óleo.

Em um recipiente misture as outras duas maçãs bem picadinhas com as bananas também picadas com os demais ingredientes. Por fim, acrescente a mistura que foi batida no liqüidificador e quando a massa estiver bem homogênea derrame numa forma de bolo ou assadeira. Leve ao forno pré aquecido na temperatura de 200 graus por 1 hora.

Bom apetite!

Obs.: Refiz esta receita outro dia e fiz duas alterações: usei 1 xícara de farinha branca para 1/2 xícara de farinha de trigo integral e acrescentei à massa duas colheres de sopa de malte de cereais (Ecomalt da Ecobrás). Achei que ficou mais fofinho e saboroso. Ah! Na hora de assar, pré aqueci o forno à temperatura máxima por 10 minutos, depois assei o bolo por 30 minutos à 230 graus e por fim, mais 30 minutos à 200 graus.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Voltei!!! Nada melhor para celebrar do que um BOLO



Hoje é dia de celebrar!!!

Voltei depois de quase dois meses de jejum blogueiro!!!

Tanta coisa aconteceu nesses tempos que dá até para tentar justificar meu desaparecimento do mundo virtual.

Dois meses viajando, um mês na minha querida terra natal - Salvador - e o outro mês, matando as saudades da Europa, estudando na Inglaterra e em Portugal (quem acompanha meu Instagram pode babar um pouco com as fotos que publiquei na época). Se o motivo de minha ausência foi algo bom?!? Sem dúvidas que SIM!!!

Mas todas as férias têm um fim e hoje vim celebrar o fim das minhas férias virtuais com um delicioso bolo sem açúcar, facílimo de fazer!

Estou comemorando (celebrando com comida) também que finalmente trocaram a válvula do gás encanado do meu apartamento e depois de cinco meses pude voltar a usar o meu forno (o gás estava com tanta pressão que era arriscado provocar um acidente caso utilizasse o forno).

Enfim, só pra pirraçar um pouco, vou deixar vocês apenas com a foto do bolo, para ficarem com água na boca e amanhã publico a receita... Só tenho uma coisa a acrescentar: que delícia!!!

Beijo no padeiro, hoje é dia de bolo, vamos celebrar!!! 

sábado, 5 de julho de 2014

Mais sobre o fracasso do socialismo...

O texto Porque o socialismo não funciona rendeu comentários bem interessantes. Imagino que nem todo mundo tenha lido, então vou compartilhá-los aqui. The Goat Strikes Again..., grata pela participação, enriquecendo o texto com uma excelente e lúcida reflexão sobre o tema.

"Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado." Pelo o que você diz, pobre só é pobre porque não se esforçou? Ah, claro, ele tem um trabalho degradante, passa por dificuldades imensas, herdadas por anos de políticas de "meritocracia", onde os que têm condições podem se preparar melhor, mas, ao seu ver, isso não é esforço. Daí dizem: "Então melhorem as escolas, deem (SUB)empregos". Sim, é claro que isso tem que ser feito. Mas o resultado não é imediato, então os que tiveram anos de desfavorecimentos ou se "adaptam" logo ou passam fome? Sem contar que pleno emprego não é sinônimo de condições para todos, visto que para sustentar o modo de vida de uns, outros têm que abrir mão, daí os subempregos que mal alimentam uma família.

The Goat Strikes Again...3 de julho de 2014 16:29
Não está dito no texto que "pobre só é pobre porque não se esforçou". Isso é uma interpretação equivocada e enviesada do artigo que, aliás, é bem claro. O que está dito ali é que as pessoas precisam de incentivo para produzir. E quando o fruto de seu esforço lhes é retirado para ser entregue, de mão beijada, a quem não se esforçou, isso lhe tira o incentivo para continuar produzindo. A questão dos salários é outra. Salários variam em função do trabalho a que estão relacionados. Os trabalhos que exigem maior qualificação pagam melhor. Além do mais, quem manda nos preços (e salário é preço do trabalho) é a lei de "oferta e procura". Assim, tudo que é raro é caro; e tudo que é abundante é barato. Para que a mão de obra se torne mais cara, além da maior qualificação, é preciso que ela seja rara, disputada. Para que a mão de obra seja disputada, é preciso que exista um mercado de trabalho aquecido, com várias empresas disputando a mão de obra disponível, cada uma disposta a pagar mais para conseguir preencher os empregos que têm para oferecer. Acontece que empresas são fruto de investimentos. Melhor dizendo, uma empresa É um investimento. E as pessoas só investem quando há retorno, quando há recompensa justa pelo risco que correm ao investir, quando há regras claras e segurança jurídica. Quando não há recompensa, as pessoas optam por investimentos mais simples que montar uma empresa, como simplesmente deixar o dinheiro na poupança ou investir em outras regiões, em outros países. O que o artigo diz é justamente isso: é preciso incentivo, recompensa suficiente para levar as pessoas a correr riscos e investir na formação de empresas que irão contratar pessoas, disputar a força de trabalho no mercado, treiná-las, qualificá-las e, nesse processo de pressão por contratar e qualificar, ter como consequência natural a valorização do trabalho. Quando esse ciclo virtuoso se verifica, o número de empresas aumenta (mais investimento), as empresas existentes aumentam sua produção (investimento), com os salários mais altos (pela disputa) aumenta seu poder de compra, que leva a um aumento de consumo. Com o consumo mais elevado aumenta a arrecadação de impostos por parte do governo que, dessa forma, passa a dispor de mais recursos para investir em educação e infra-estrutura, o quê, por sua vez, amplia as condições de novos investimentos em produção serem realizados pelos empresários, investidores, profissionais liberais e trabalhadores autônomos. Por outro lado, quando o governo, através de muita intervenção ou taxação, inibe a disposição das pessoas de assumir riscos e investir, então não há contratações (pelo contrário, pode haver dispensas), não há investimento, e a mão de obra vai se tornando cada vez mais ociosa e abundante (a população em idade de trabalho aumenta todos os anos), o deprecia o valor do trabalho. É por isso que todas as experiencias socialistas no mundo fracassaram, e mesmo onde elas perduraram por algum tempo isso se deu às custas de regimes tiranos, ditaduras, em que, alem de miséria, as pessoas passaram a experimentar restrições em suas liberdades individuais. Em apenas 70 anos do século vinte, as experiencias socialistas no mundo acabaram produzindo uma montanha de mais de 100 milhões de cadáveres (mais do que a soma dos mortos nas duas guerras mundiais)! Não é à toa que quem mora em Cuba ou na Coreia do Norte quer sempre fugir de lá, ao passo que ninguém que viva em países livres de dispõe a se mudar para lá (nem os socialistas de carteirinha). Apesar de todo o discurso dos fanáticos, um fato é claro: só as economias liberais, capitalistas, foram capazes de, realmente, gerar e distribuir renda, garantir progresso e desenvolvimento, e funcionar sob governos plenamente democráticos, sob estado de direito, liberdade de iniciativa e expressão, e com respeito às liberdades individuais.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Formatando o HD biológico




























Acho que este é o meu maior jejum blogueiro, em outras palavras, nunca passei tanto tempo ausente do blog.

Razões?

Diria que a primeira é o fato de que tenho estado offline, acessado o computador basicamente pelo celular, sempre de maneira rápida e pontual.

Inspiração para escrever não é algo que brota do além. Parte da inspiração vem do método: ter uma rotina, sentar-se em frente a um computador, estar com horários regulares...

Nas ultimas semanas dormi em 6 camas e locais diferentes, ou seja, saí completamente da rotina.

Outra coisa que tirou um pouco de minha inspiração é este excesso de copa do mundo para todos os lados. Inspiração vem do nosso convívio social (incluindo redes sociais) e essas, nos últimos tempos, têm tido assunto único: futebol. Isso faz com que queira naturalmente isolar-me em meus livros e cozinha, buscando contato com pessoas focadas em qualquer outro assunto (raras).

Uma coisa é certa, a escassez de textos recentemente é sinal de que muita coisa anda sendo processada em meu HD. Igualzinho a um computador que fica paralisado com a tela azul...

Até breve!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Quem é vivo sempre aparece

Queridos leitores,

Gostaria de me desculpar pela ausência no blog nos últimos tempos. Tive diversos imprevistos, que roubaram o meu tempo e inspiração para escrever.

Volto em breve com textos e novidades!!

Carinhosamente,
Camila Lisboa




segunda-feira, 16 de junho de 2014

Porque o socialismo não funciona


Recebi este e-mail ontem e como gostei muito resolvi compartilhar. Exemplo simples, prático e de facílima compreensão. Autoria desconhecida...

Obs.: No sistema americano a nota máxima é representada por A e vai se 90% a 100%, na sequencia vem o B, que vai de 80% a 90%, depois C - de 70% a 80%, seguido de D - 60% a 70% e por fim, F que é qualquer nota abaixo de 60%. C é considerado a média e consequentemente, D e F são notas abaixo da média.

Imagem retirada do Google Imagens

"Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno,  até que certa vez reprovou uma classe inteira.


Essa classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria, ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "A".

Após calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas, as desavenças entre os alunos, a busca por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina... Para sua total surpresa.

O professor explicou: "O experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande". Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. 
Tão simples quanto o exemplo de Cuba, Coréia do Norte, Venezuela. E o Brasil e a Argentina, que estão chegando lá.."

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter que trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É o mais puro retrato do Brasil que vivemos e que o PT está querendo nos enfiar guela abaixo.Muito bom! A cara do Brasil."