quinta-feira, 31 de março de 2016

A vida é como uma xícara de café

Boa tarde! Acabei de receber esse texto e achei super bacana para inaugurar o novo visual do blog. Muito legal a analogia apresentada.

As xícaras podem mudar a depender da ocasião, da época de nossas vidas e não são melhores ou piores, apenas diferentes maneiras de apresentar o mesmo café. Então, vamos apreciar com gratidão esta iguaria: o milagre da vida! 



"Um grupo de profissionais, todos vencedores em suas respectivas carreiras, reuniu-se para visitar seu antigo professor.
Logo a conversa parou nas queixas intermináveis sobre “stress" no trabalho, e na vida em geral. O professor ofereceu café. Foi para a cozinha e voltou com um grande bule e uma variedade das melhores xícaras: de porcelana, plástico, vidro, cristal... 
Algumas simples e baratas, outras decoradas, outras caras, outras muito exóticas...
Ele disse:
- Pessoal, escolham suas xícaras e sirvam-se de um pouco de café fresco.
Quando todos o fizeram, o velho mestre limpou a garganta, calma e pacientemente conversou com o grupo:
- Como puderam notar, imediatamente as mais belas xícaras foram escolhidas, e as mais simples e baratas ficaram por último. Isso é natural, porque todo mundo prefere o melhor para si mesmo. Mas essa é a causa de muitos problemas relacionados com o que vocês chamam "estresse".
Ele continuou:
- Eu asseguro que nenhuma dessas xícaras acrescentou qualidade ao café. Na verdade, o recipiente apenas disfarça ou mostra a bebida. 
O que vocês queriam era café, não as xícaras, mas instintivamente quiseram pegar as melhores.
Eles começaram a olhar para as xícaras, uns dos outros.
Agora pense nisso:
A vida é o café.
Trabalho, dinheiro, status, popularidade, beleza, relacionamentos, entre outros, são apenas recipientes que dão forma e suporte à vida. O tipo de xícara que temos não pode definir nem alterar a qualidade da vida que recebemos. Muitas vezes nos concentramos apenas em escolher a melhor xícara, esquecendo de apreciar o café!   
As pessoas mais felizes não são as que têm o melhor, mas as que fazem o melhor com tudo o que têm!
Então se lembrem:
Vivam simplesmente. Sejam generosos. Sejam solidários e atenciosos. Falem com bondade.
O resto deixem nas mãos do Senhor, porque a pessoa mais rica não é a que mais tem, mas a que menos precisa.
Agora desfrutem o seu café! "
☕☕☕☕☕☕

Autoria desconhecida 

terça-feira, 29 de março de 2016

Ser mãe é doar-se


Eu nunca tive um cachorro, nem qualquer animal de estimação. Todas as plantas que tive acabaram morrendo ou eu dei antes que isso acontecesse para alguém que julguei que cuidaria melhor que eu (especialmente orquídeas, que só brotam flores uma vez ao ano mas que precisam ser cuidadas até o próximo ciclo de flores). Sou filha caçula, nunca gostei de brincar de bonecas e fui tia ao mesmo tempo que fui mãe: nunca tinha carregado um recém nascido no colo anterior à maternidade...

Enfim, a maternidade para uma pessoa como eu está sendo um enorme desafio e um constante aprendizado. Por mais que imaginasse que seria trabalhoso e requeresse muita dedicação, nenhuma vã ideia se aproximava à realidade.

Sempre disse que pretendia não trabalhar nos primeiros anos dos meus filhos (especialmente no primeiro ano), pois achava que era um período crítico de extrema dependência e que requereria muita atenção. Estava certa, meu filho já tem um ano e um mês e ser mãe é uma atividade que tem ocupado cerca de 90% do meu tempo. Não vejo previsão do trabalho diminuir num futuro próximo, especialmente pois pretendo ter mais filhos (pelo menos mais um)... A única perspectiva é que o tipo do trabalho vá mudando com o decorrer de novas fases...

Vejo mães que conseguem fazer tantas outras coisas e me pergunto como conseguem. Acho que provavelmente contam com ajuda de familiares, babás, empregadas, creches e/ou escolas... Sem alguma dessas coisas é muito difícil conseguir estabelecer qualquer tipo de rotina/compromisso extra-maternidade. 

Sempre considerei-me uma pessoa capaz de desempenhar multitarefas e desde que tornei-me mãe, ao mesmo tempo que sinto-me super produtiva, por aproveitar cada segundo livre para fazer algo, sinto-me super improdutiva, pois os dias passam e sinto que não consegui fazer nada além de seguir rotinas. Alguém mais?

Voltar a escrever foi uma decisão para me obrigar a fazer algo que não fosse: arrumar a casa, cozinhar, lavar louça, trocar fralda, dar atenção ao bebê, dar comida ao bebê, ler para o bebê, colocar o bebê para dormir, dar banho no bebê, ir ao mercado, levar o bebê na natação, levar o bebê pra passear (se passar o dia em casa fica nervoso de tédio)... Enfim, essas tarefas se repetem e só não são enlouquecedoras porque pessoalmente, gosto de cozinhar, gosto de estar com a casa em ordem e acompanhar o desenvolvimento de um bebê é incrível, à cada dia uma novidade... Sem falar nos sorrisos, abraços, dengos, carinhos... Enfim, existe uma troca com recompensas afetivas diárias e impagáveis. 

Em outro post defini a maternidade como o maior exercício de paciência que já vivenciei. Hoje defino como a maior e mais constante prática da doação que já experimentei. Doa-se tudo: tempo, energia, atenção, amor, carinho... E por mais que alguém tente definir ou explicar, é algo totalmente intangível até que se torne realidade.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Dormir com o bebê ajuda-o a dormir melhor ou faz com que acorde mais vezes?


Quando Gui nasceu dormimos no mesmo quarto por três meses. Mas dizem que nesse período o bebê não cria nenhum tipo de manha em estar dormindo com a mãe... Não sei, teve algumas vezes que não quis dormir no berço de maneira alguma e era só colocar do meu lado que dormia super bem. Parecia que o berço tinha espinhos, mas isso aconteceu apenas em algumas noites nestes três primeiros meses. Nunca gostei de dormir na mesma cama com ele, especialmente quando era muito pequenininho, tinha medo de pegar no sono pesado e rolar por cima e isso acabava me fazendo dormir mal, sem conseguir relaxar direito e verdadeiramente descansar. Penso que uma mãe muito cansada tem prejuízo na produção de leite e corre grandes riscos de ficar impaciente com o bebê, então o sono de mãe e filho precisam ser levados sempre em consideração.

Depois desses três primeiros meses voltei à minha casa, na época em Belo Horizonte, e ele passou a dormir em um quarto sozinho. A adaptação foi super tranquila e achei que eu e ele passamos a dormir melhor assim.

Todas as vezes que viajo, ele dorme comigo. Poucas vezes precisou dormir na mesma cama, geralmente faço o berço improvisado e algumas vezes o hotel tem um berço camping, que adoro! Quando vou a  Salvador a estadia geralmente costuma ser prolongada e o fato dele saber que estou dormindo na cama ao lado do berço sempre faz com que acorde mais vezes. Além disso fico com medo de fazer qualquer barulho que o desperte, já que o sono dele é bem leve.

Teve uma fase (já relatei aqui no blog: http://www.beijonopadeiro.com/2016/03/um-tipico-dia-de-mulher-para-celebrar.html?m=1 ) em que ele estava despertando muito e por preguiça e cansaço acabava trazendo-o pra minha cama na madrugada. Não achei que ele passou a dormir melhor, apenas, quando acordava eu não precisava despertar. Meio que dormindo, colocava-o para mamar e continuava dormindo. Para mim era péssimo, pois ficava numa posição desconfortável, ele fazia meu peito de chupeta, custava a conseguir fazê-lo parar de me chupetar e quando isso finalmente acontecia ele se espalhava pela cama e eu e meu marido acabávamos espremidos nos cantos da cama, dormindo mal. Ainda bem que essa fase foi curta, pois definitivamente prefiro dormir sozinha na cama e em quartos separados.

Isso sem falar que muitas vezes, quando finalmente adormecia, meu marido precisava levantar pra trabalhar e eu não podia dormir, com medo que ele rolasse pro outro lado da cama ou então, se fosse em final de semana, eu acordava e não podia me levantar pois meu marido e o bebê estavam em sono profundo e ficava com medo do bebê rolar e cair. Teve vezes de eu não levantar nem pra fazer xixi, até porque era eu me movimentar e Gui acordava. Parecia que tinha um sensor de presença materno. Eu sou do tipo agitada que adora acordar cedo, pular da cama e fazer mil coisas em casa. Ficar de castigo, vigiando o sono de um bebê que poderia estar dormindo seguramente em um berço, simplesmente não se enquadra na rotina de uma mãe e esposa que não tem uma empregada doméstica. A hora que o filho dorme é preciosa para fazer inúmeras coisas em casa.

O esquema da cama compartilhada certamente não daria certo comigo, sou super defensora de que o melhor pro sono do bebê e dos pais é que durma sozinho, mas sei que para muitos pais a experiência é oposta à minha. Nesse texto ( https://crescersemviolencia.wordpress.com/2014/03/22/a-historia-e-evolucao-da-cama-familiar-compartilhada/ ) tem um bom resumo em defesa da cama compartilhada, para quem se interesse pelo assunto. Na prática constatei que para mim, meu marido e para Gui não funciona. Prefiro levantar e ir no quarto dele quando ele acorda de madrugada e depois voltar a dormir em minha cama e ter um sono profundo e reparador, coisa que nunca acontece quando ele está em minha cama. Além disso, o sono dele é leve e acorda com facilidade com os movimentos dos pais na cama e fica procurando meu peito para fazer de chupeta (sei que não é fome) e eu acabo cedendo só pra voltar a dormir logo... Em relação à história do vínculo, talvez seja verdadeiro para mães que trabalhem fora e passem o dia longe dos filhos. Como eu passo o dia maternando, acho que Gui já tem horas suficientes acordado em minha presença e que não é o fato de dormir comigo que irá fazê-lo sentir-se mais amado e mais seguro. Ele já dorme sozinho há 10 meses e sabe que quando desperta eu apareço imediatamente no seu quarto, graças a um ótimo recurso chamado babá eletrônica. 

Enfim, são vários os motivos para eu ter percebido que a prática da cama compartilhada definitivamente não se enquadra à minha rotina, mas sei que existem casos e casos e acho que cada pessoa deve agir de acordo com a sua realidade.

sábado, 26 de março de 2016

Receita: Vitamina de abacate sem lactose


Estou de férias na casa de minha irmã e desde ontem comendo bastante abacate. Lembrei de um texto que escrevi aqui em 2012 sobre essa frutinha deliciosa e resolvi fazer um repost por aqui.


Aproveito para compartilhar a receita de uma vitamina que tomamos esses dias, criação do meu cunhado gormet. TOP! 

1/2 abacate
400ml de leite de amêndoas
3 colheres de sopa de granola 
1/2 colher de café de extrato de baunilha em pó ou 1 colher de chá de extrato de baunilha líquido 
1/2 colher de café de canela em pó
1 colher de sopa de óleo de coco
3 colheres de sopa de mel (opcional - minha irmã e cunhado preferem com e eu prefiro sem) 

Agora é só bater tudo no liquidificador e aproveitar! 

Obs.: Lembrando que o mel não deve ser oferecido a crianças menores de dois anos, pois pode conter toxina botulínica em doses que até esta idade podem gerar efeitos perigosos.


sexta-feira, 25 de março de 2016

Como fazer seus filhos não exagerarem no chocolate na Páscoa?


Páscoa para muita gente é sinônimo de chocolate. Para mim nunca foi. Na infância era alérgica tanto a cacau quanto à proteína do leite de vaca. Logo, chocolate era uma mistura bombástica para mim. 

Cresci sem comer chocolate e sem traumas. Acho que o principal fator era que simplesmente não havia chocolate lá em casa, apesar de meu pai e minha irmã nunca terem tido nenhuma proibição de comer (minha mãe não come chocolate há mais de 35 anos, pois tem enxaqueca se comer).

Estou compartilhando minha experiência para dar uma dica a pais e mães com filhos que têm alguma intolerância ou que simplesmente não querem que seus filhos comam ou exagerem nos doces. 

A melhor maneira de ensinar (ou não ensinar) um hábito é através do exemplo. E se você tem dó de um filho alérgico, ficar comendo algo que ele não pode (especialmente se ele já tiver provado e gostar) é uma tortura. 

Sempre escuto pais dizendo que querem que seus filhos tenham hábitos alimentares saudáveis e muitos deles enchem a geladeira de guloseimas nada saudáveis, comendo esse tipo de coisa na frente deles sempre. Assim fica difícil. Exemplo é tudo! 

Ah, sempre existe a opção de buscar substitutos mais saudáveis ou que imitem ovos de chocolate. Basta ter criatividade para inovar.

Outra dica interessante é buscar atividades que desatrelem o feriado aos tais ovos de chocolate. Podem ser atividades artísticas, pintando coelhos e fazendo ovinhos de galinha decorados, por exemplo! E se a pessoa for religiosa mostrando o significado bíblico do feriado. 

Não custa avisar aos padrinhos, tios e avós de sua intenção de não encher seu filho de doces. Se quiserem presentear, peça que deem roupinhas temáticas (de coelho ou cenouras), orelhinhas de coelhos, livrinhos com historinhas temáticas, cartões ou qualquer outra coisa que represente a data. Vamos combinar que os ovos são enormes e se seu filho ganhar um de cada avó e mais um da dinda é chocolate demais, né?! 

Meus pais sempre avisaram a todos que não era para darem ovos e sempre respeitaram. Ganhávamos outros presentes... Eu lembro que adorava música e sempre ganhei CDs na páscoa. Meu pai escondia pela casa e a caça aos ovos era uma caça aos CDs (meus e de minha irmã). Foi assim que completei minhas discografias de Beatles e Pink Floyd aos 15 anos, ganhando CDs, um a um, nos aniversários, Natais, dias das crianças e Páscoas. Sempre haverá algo que seu filho deseje mais que um chocolate para propor uma troca! 

Boa sorte e uma páscoa light e saudável para você e sua família! 

quarta-feira, 23 de março de 2016

Prós e contras de dietas vegetarianas para bebês e crianças



Meu filho só comeu produto animal com uns 8 ou 9 meses de vida. Na verdade, antes disso tentei introduzir ovo, mas ele teve uma reação alérgica e eu demorei um pouco a dar peixe. 

Mesmo assim, a frequência com que come peixe é bem rara. Acho que uma média de 2 a 3 vezes ao mês. No resto do tempo é um bebê vegetariano, ou melhor: vegano.

Esta ideia aflige muitas pessoas que foram criadas achando que uma criança que não come carne e não bebe leite sofrerá de deficiências nutricionais, especialmente de ferro, cálcio e proteína, que comprometerão o seu desenvolvimento. 

Claro que como nutricionista tenho absoluta convicção de que faço todas as adequações necessárias para suprir estas demandas, mas é compreensível ver a angústia de pessoas próximas (como tios e avós) que indagam a todo momento esta escolha (cada vez mais comum). Neste texto, ( phttp://www.paisefilhos.com.br/crianca/crianca-vegetariana-pode-sim/ ) por exemplo, fala-se de uma escola em Nova Iorque que decidiu adotar o vegetarianismo para as suas crianças.

Saber que é possível obter uma dieta saudável e equilibrada sem a oferta de produtos de origem animal é a quebra de um grande paradigma ocidental. Trata-se de uma informação de suma importância que deve ser propagada. Não tenho pretensões de converter ninguém a este padrão alimentar, apenas acho útil que pais e mães sintam-se seguros para não necessariamente incluir carnes e derivados no cardápio diário: seja pelo elevado custo, maior complexidade de manuseio e armazenamento e principalmente de transporte (uma comida que contém carne têm maiores chances de estragar quando fica fora da geladeira por período prolongado).

Por exemplo, eu viajo muito e nessas viagens levo sempre marmitinhas para Gui. Pais que fazem o mesmo terão mais segurança em relação à contaminação alimentar se optarem por transportar marmitas veganas (lácteos também se contaminam microbiologicamente com facilidade). 

Claro que para isso é preciso oferecer uma vasta gama de legumes (preferencialmente orgânicos), feijões, cereais integrais e incrementos como algas, sementes, oleaginosas e óleos vegetais, que em proporções adequadas garantem a completa substituição das carnes numa dieta. Isso deve ser feito juntamente com um profissional que entenda do assunto e não de maneira aleatória. Na verdade, mesmo os pais que optam por uma dieta onívora, devem buscar apoio neste sentido, pois o fato de alguém comer carne não exclui a possibilidade de adotar um dia ou mais dias da semana vegetarianos.

Outra coisa importante a ter em mente é que alguns desses alimentos são potencialmente alergênicos (a exemplo do gergelim e das castanhas) e por isso devem ser experimentados com cautela e próximo a recursos que possibilitem combater eventuais reações (na verdade, deve-se ter esse cuidado durante todo o processo de introdução alimentar).

Hoje em dia as pessoas tornaram-se cada vez mais dependentes de exames laboratoriais como forma de conferir se seus nutrientes estão todos dentro da normalidade. Pessoalmente, acho uma agressão desnecessária submeter uma criança hígida a esse tipo de procedimento invasivo sem que ela demonstre qualquer sinal de anormalidade. Então, para aqueles que se preocupam com seus familiares queridos, vamos adotar um pouco do bom senso, observando alguns padrões básicos: Você tem um motivo real para se preocupar com a saúde de alguma criança próxima que adote uma dieta vegetariana? Ela é ativa? Está se desenvolvendo como outras crianças? Tem a pele e as mucosas coradas? Apresenta manchas ou fraqueza nas unhas? Pele ressecada ou com manchas? Queda de cabelo? Apresenta sonolência, fraqueza, pouco apetite ou algum déficit cognitivo? Se a resposta para quaisquer destas perguntas for positiva talvez tenha um real motivo para se preocupar. Caso contrário, pode relaxar e confiar na escolha dos pais, especialmente se perceber que não fazem esta escolha de maneira aleatória e sim baseada em estudo e apoio profissional. 

Mais um adendo, se o bebê possui idade entre 12 e 24 meses e ainda mama, além dos nutrientes oferecidos pela dieta, está recebendo muitos outros através do leite materno que devem ser levados em consideração. Na tabela abaixo é possível observar quais e em que proporções.


segunda-feira, 21 de março de 2016

A saga do sono: mamãe voltando a dormir?!

Fui surpreendida com uma viagem inesperada poucos dias após ter decidido tirar as mamadas da madrugada e confesso que estava reticente, com medo da mudança de rotina me fazer voltar à estaca zero.

Sábado passei 12 horas me deslocando do Mato Grosso para o Rio de Janeiro (entre estradas e aeroportos), mas Gui, o viajante mirim profissional, não deu o menor trabalho.

Chagamos à noite na casa de nossos amigos, onde organizei aquele berço improvisado. Devia estar muito confortável, pois Gui dormiu a noite inteira, sem interrupções!! E de ontem para hoje, novamente! 


Na noite antes de viajar acordou 2x, porém voltou a dormir com uma ninadinha básica em menos de 5 minutos, as duas vezes. 

Sei que está cedo para comemorar, mas depois das últimas três noites bem dormidas já estou bem animada com a novidade de voltar a ter minhas noites de sono ininterruptas. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos pois tem mais viagem vindo aí...

Uma ótima semana para vocês! 

domingo, 20 de março de 2016

Dica de Viagem com bebês

Não sei vocês, mas eu não durmo muito bem com o bebê na cama. Ele inventa posições esdrúxulas e não é nada confortável. 

Este final de semana estou viajando e hospedada na casa de amigos e vou compartilhar com vocês a forma como faço para colocar Gui para dormir de maneira segura e confortável: para ele e para nós.

Basta forrar o chão no espaço entre uma cama e um móvel (geralmente o guarda-roupa) com um edredom e fazer uma "caminha". Para qualquer lado que ele role, irá encontrar uma barreira e é impossível cair. Abaixo foto para entenderem bem.

Vou ficando por aqui... Beijos e boa noite!
Oi pessoal, ontem passei o dia e a noite em trânsito e meu celular resolveu dar pau!! Volto depois com novidades por aqui... Beijos e bom domingo! 

sexta-feira, 18 de março de 2016

A saga do sono: tentando tirar as manadas da madrugada

Quando Gui tinha uns 9 meses, a pediatra me falou que já poderia tirar a mamada da madrugada. Que ele estava se alimentando super bem durante o dia e que estava acordando de madrugada apenas pelo hábito. Entretanto, disse que era mais fácil fazer esse processo com a ajuda do pai, pois o bebê costuma fazer mais manha e chorar muito quando é a mãe...

Tadinho, hoje deixei-o sentadinho enquanto lavava a louça e quando terminei me deparei com essa cena. Isso porque logo antes tinha passado 30 minutos tentando fazê-lo dormir e ele dando escândalos. Botei no berço, mas a soneca, pra variar, não durou mais do que 30 minutos...


Pois bem, desde então procuro o momento ideal e nunca encontro. Meu marido sempre trabalhando muito e eu querendo poupá-lo nas madrugadas. Muitas viagens, mudanças de lá para cá. Enfim, fui empurrando com a barriga, até porque ele sempre acordou para mamar apenas uma vez (por volta das 3 da madrugada) e quando era menor até dava trabalho para voltar para dormir, mas no período em que a pediatra me falou para tirar a mamada da madrugada, estava super tranquilo, ele mamava, pegava no sono rápido, colocava-o no berço e ponto. O processo levava entre 20 e 30 minutos, já estava acostumada.

Só que depois que fez um ano (há um mês) as coisas começaram a mudar. Não sei se foi pelo nascimento de dois dentinhos, mas ele começou a acordar cada vez mais vezes. Foi aí que cometi o erro de trazê-lo para a minha cama de madrugada para amamentá-lo deitada e por duas semanas deixá-lo dormir de 3:00 às 6:00 em nossa cama, por puro cansaço para levá-lo de volta ao berço.

Comentei sobrevoado em outro post. As últimas duas semanas foram fazendo-o reacostimar com o berço. Rolou muito choro nas madrugadas, mas não trouxe-o para a minha cama mais sob hipótese nenhuma (só depois que amanhece, pois ai ele mama e permanece acordado).

Mesmo assim, ele foi acordando cada vez mais vezes até que na segunda-feira desta semana, acordou 4x e eu resolvi dar um basta. Meu marido está numa fase puxada de trabalho então resolvi encarar a missão sozinha. Não está sendo fácil, mas conversando com várias mães, que já passaram pelo mesmo processo, logo ele parará de acordar na madrugada, pois saberá que não terá mais "peito". Assim espero! 

1a. Noite - Acordou 2x e a cada vez demorou 1 hora para dormir sem eu colocar no peito. Somente colo (quando ele estava chorando muito) e quando se acalmava ninando no berço. Muito choro e protesto nesta noite.

2a. Noite - Acordou 2x. Na primeira vez levou uma hora para dormir (bastante choro) e na segunda vez adormeceu em 30 minutos. 

3a. Noite - Acordou 2x. Na primeira dormiu em 10 minutos. Foi lindo! Já na segunda... Passei uma hora e não consegui fazê-lo dormir. Exausta, apelei pro meu marido que conseguiu após mais 30 minutos. Uma hora depois, acordou, já era dia. Estava simplesmente exausta e trouxe para mamar em minha cama. O menino plugou em meu peito que não queria mais soltar. Eu peguei no sono e quando acordei já eram quase 9 da manhã. Tive que tirá-lo do peito e mesmo assim ainda deu uma choradinha.

Nessas noites o maior desafio não está sendo fazê-lo parar de chorar. Ele para de chorar, coloco no berço acordado, ele adormece, mas parece que tem um sensor de presença. Quando tento sair de perto ele desperta. Esse processo se repete várias vezes...

Vamos ver como serão as próximas noites. Pra variar, vou ter que viajar e essas mudanças de ambientes sempre complicam as rotinas (ou tentativas de rotinas).

 

quinta-feira, 17 de março de 2016

Cansada demais para escrever: boa noite!

Pretendia escrever sobre as duas ultimas noites, tirando as mamadas da madrugada de Gui... Mas, depois de duas noites mal dormidas, dias sem intervalos e 3 horas em pé na cozinha (19:15 até 22:15) adiantando as papinhas dos próximos dias, jantar de hoje, almoço e jantar de amanhã para mim e meu marido, estou simplesmente exausta. Doem os pés, a coluna e o olho arde de sono... Ou é isso ou passamos fome nesta casa.

Cortado na mão grande. Viva a minha faca japonesa! 

Espero estar mais disposta e inspirada amanhã para escrever...

Boa noite!

quarta-feira, 16 de março de 2016

A saga do sono: o bebê só tira uma soneca por dia e geralmente duramenos que 30 minutos!



Nunca mais escrevi aqui sobre a saga do sono de Gui, né??

Atualizando os últimos acontecimentos:

1) Ele continua sem querer tirar sonecas durante o dia e quando tira não dura mais que 40 minutos (apenas 1x ao dia).

2) Ele continua dando escândalos toda vez que tento fazê-lo dormir de dia, mesmo que esteja visivelmente caindo de sono.

3) Depois que fez um ano começou a dormir no carro quando está muito cansado e a NÃO acordar quando tiro do carro (antes era só desligar o motor do carro e ele arregalava os olhos imediatamente). Aí, como sei que entre 10 e 11 da manhã ele está com sono, procuro sempre sair com ele antes disso e voltar pra casa nesse horário. Assim, consigo transferi-lo do carro pro berço e consigo uns 20 a 30 minutos para agilizar alguma coisa na cozinha. Pronto, acaba por aí. Fico de 6 da manhã até 19:00 na função de mãe, tendo que me virar nos 30 pra fazer tudo com Gui acordado... Detalhe: ele ainda não anda sozinho e quer que eu fique segurando a mão dele para andar o tempo todo... 

Enfim, pelo menos, ele estabeleceu um horário previsível de sono (pela primeira vez, apesar de eu ter me esforçado muito para criar uma rotina de sonecas para ele, desde que nasceu) e já sei que todo dia entre 10:30 e 11:30, alguma hora ele dormirá um pouco, nem que para isso eu precise dar uma volta com ele de carro ou de carrinho. 

Esta madrugada começou uma nova etapa da saga do sono: tirar a mamada da madrugada. Tema do post de amanhã. Aguardem...

Beijos e boa noite (será que vou ter uma boa noite?!)!

Se este tema lhe interessa, não deixe de clicar neste link e conferir os outros posts da Saga do Sono. 

terça-feira, 15 de março de 2016

Como saber que está na hora de evoluir a consistência da papinha do seu bebê?



Desde ontem comecei a oferecer a comida do almoço de Gui cortada em pedacinhos e está sendo um sucesso.

Como saber que está na hora de evoluir a consistência da papinha do seu bebê? Eu sempre digo que o melhor termômetro da maternidade é manter o canal da intuição sempre ligado.

Vou contar como ocorreu com Gui só para exemplificar. Ele sempre foi chegado a vômitos e eu já era meio traumatizada e dava a papinha do almoço bem amassadinha e a sopa do jantar batida.

Acontece que de umas semanas para cá, Gui, que é SUPER guloso começou a demonstrar cada vez menos interesse nas papinhas do almoço dele (sempre devorou) e de forma inédita, chegou até a não terminar de comer tudo algumas vezes. Cheguei a pensar que estava saciado, até que ele começou a agir igual a um "cão farejador" ao redor da mesa enquanto eu e meu marido comíamos.

Assim, começamos a dar, pouco a pouco algumas coisas (mais molinhas ) de nossa comida e percebemos que a aceitação estava ótima. Houve um avanço enorme na mastigação e deglutição (e olhe que só tem 6 dentinhos). 

Enfim, ontem fiz o almoço dele cortadinho e comeu assim ontem e hoje. Foi um sucesso. Como podem ver na foto, limpou o prato! 

Amanhã conto como estou fazendo para estimular o aprendizado para comer sozinho, de forma que limpe o prato e faça cada vez menos sujeira... Vou ficando por aqui, pois a noite é uma criança. 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Produção de papinhas caseiras


Preciso explicar porque uma mãe, com um bebê que durante o dia inteiro só tirou um cochilo de 20 minutos, sem empregada, não conseguiu parar para escrever hoje? 

Acho que a foto acima explica tudo. Produção de papinhas para a semana. Estou quase montando uma indústria, risos! 

Sim, sou a louca do Marinex! Estes potinhos armazenam a quantidade ideal por refeição, por serem de vidro não ficam com cheiro, vão ao freezer, podem ser aquecidos tanto em banho maria quanto em micro-ondas... Adoro!! 

Ah! Ficaram curiosos com o que tem aí?! Vamos lá, o que rolou na produção de hoje foi:

Sopa de cará, brócolis e raiz de lótus
Sopa de abóbora, batata-doce, cará e alga wakame
Arroz integral com raiz de lótus 
Feijão azuki com alga kombu 
Legumes cortadinhos: brócolis, mandioquinha, cenoura e nabo
Peixe Pintado (Surubim) com alho poró
Mingau de cereais 

Beijos e boa noite! 

domingo, 13 de março de 2016

Sete saudades de antes da maternidade


Hoje de tarde, na casa de uma amiga, que tem uma filha de 1 ano e 9 meses, enquanto os bebês brincavam, iniciamos um papo interessante. Resolvi transformar em texto...

- Amiga, quais são as suas maiores saudades do tempo que ainda não era mãe?

A primeira coisa que ambas falaram (que deu início à conversa) foi: 

1) Tempo para deitar e ler um livro sem pressa, relaxadamente, numa tarde de domingo como aquela... Ter isso como rotina e não como um evento...

Hoje, quando tenho um tempo livre durante o dia (nas raras e curtas sonecas do Gui) parece uma gincana de mil tarefas: cozinhar, limpar, arrumar, colocar roupa pra lavar, tirar roupa do varal... Praticamente impossível usar esse tempo para mim, para fazer algo aparentemente simples como esticar as pernas e ler...

2) Comer sem ser interrompido. Esse não é um problema que me incomode muito, mas é uma queixa bem frequente entre pais e mães e foi a segunda coisa apontada por minha amiga. Escrevi até um texto sobre esse assunto aqui no blog... http://www.beijonopadeiro.com/2016/02/educacao-nutricional-como-fazer-um-bebe.html?m=1

3) Acordar e tomar banho. Essa é demais! Antes de ser mãe eu não ia na esquina comprar uma cebola sem antes tomar um banho. Hoje, tem dias que só consigo parar para tomar um banho no meio da tarde... 

4) Redução da memória. Esse eu também ainda não comecei a sentir os efeitos, mas minha amiga relata que ficou super esquecida depois da maternidade. Que está sempre tão focada nas coisas da filha que acaba esquecendo de coisas básicas do dia-a-dia.

5) O sono. Acho que essa é uma unanimidade entre 99% das mães. A gente deita sempre na expectativa se vai ter uma noite sem interrupções ou não... O sono fica leve demais... Não escolhe a hora de acordar (acorda quando o bebê acorda, no caso de bebês como Gui que sempre acordam cedo), não pode dormir até mais tarde... Só pode dormir depois de colocar o bebê para dormir...

6) Tempo para cuidar mais de mim. Essa minha amiga já não sofre tanto isso, pois sua filha já vai para a escola, então tem um turno do dia para si. Eu até hoje NUNCA fiz minhas unhas com uma manicure. Fiz 4 vezes, eu mesma, em casa... Isso porque, como disse, meu tempo livre sem estar na função de Gui é tão escasso que normalmente é tomado por outras obrigações mais inadiáveis que cuidados com a beleza.

Acho que o papo teria rendido muitos outros tópicos, mas fomos interrompidas pelos bebês querendo atenção. Então vou acrescentar mais um: 

7) Sentar e papear com as amigas sem ter que estar com "um olho no padre e outro na missa". Às vezes fica até difícil ter um papo cabeça, pois sempre acaba havendo alguma interrupção. 

É isso aí, sei que é apenas uma fase. O tempo passa rápido e os bebês vão virando crianças que requisitam cada vez menos a ajuda e atenção dos pais. Até que certamente chegará o dia em que estaria tão independentes, que sentiremos falta de tudo isso. Haverá tanto tempo livre para nós mesmas que lembraremos com nostalgia dos tempos em que coisas como as que relatei neste texto fazem falta...

Carpe diem!

Mingau de cereais integrais


Um dos meus desjejuns favoritos é mingau! Mas a minha definição de mingau é diferente da maioria das pessoas... Mingau para mim é algo levemente salgado, que não contém leite e nem açúcar e muitas vezes é feito de cereais integrais e não de farinha.

Hoje fiz um mingau deli é super nutritivo para mim e para o meu filho. No dele não coloquei sal e no meu, acrescentei um pouco de amasake (creme de arroz integral fermentado com sabor adocicado) para dar um toque. Outro dia falo mais sobre o amasake, está bom?

Vou compartilhar a receita do mingau que fiz hoje que é pratico, fácil e rápido de fazer.

Ingredientes:
1/3 xícara de painço descascado 
1/3 xícara de trigo sarraceno
1/3 xícara de aveia em flocos finos
4 xícaras de água filtrada
Uma pitada de sal (para bebês maiores, crianças ou adultos).

Obs.: Um ingrediente que pode substituir algum desses (caso não tenha) é a quinoa em grãos. Cozinha rápido e fica ótima em mingaus de cereais.

Preparo:
Dissolve os grãos na água e leva ao fogo alto até obter fervura. Depois reduz o fogo para o mínimo (entre o alto e o desligado) e deixa cozinhar com a panela tampada. Leva cerca de meia hora para ficar pronto e não precisa ficar mexendo.

No lugar da água, pode ser feito com algum leite vegetal (amêndoas, coco). Pode comer simples ou misturar com frutas secas e oleaginosas. 

No dia-a-dia como ele da forma como passei a receita (bem simples). Às vezes coloco umas gotinhas de shoyu ou um pouco de canela. Hoje foi dia de ostentar com meu último frasco de amasake (infelizmente não existe aqui no Brasil, esse eu trouxe de fora).



É isso aí. O sabor é suave, mas é uma comida leve e que ao mesmo tempo sacia bastante. Acho perfeita para o desjejum: para todas as idades. 

sexta-feira, 11 de março de 2016

Sete maneiras diferentes de fazer mercado/feira com um bebê

Acho que desde que Gui nasceu somente uma vez meu marido fez mercado para mim. Todas as outras vezes (e não foram poucas, considerando o quanto uso alimentos frescos e gosto de ter uma cozinha recheada de novidades) fui sozinha, levando Gui comigo, pois, como sabem, não tenho com quem deixá-lo.

Ah! Para não ser injusta, algumas vezes (umas 5x) em Rondonópolis, meu marido me acompanhou à feira de produtores locais que acontecia às sextas à noite na Vila Aurora.

Existem algumas maneiras de fazer compras com um bebê. 

1) Colocá-lo naqueles bebês confortos presos no carrinho. Nunca fiz, acho nojentos e nunca gostei da ideia de deixar o bebê "sozinho" no carrinho enquanto pego produtos nas prateleiras.

2) Ir com o bebê no sling/canguru. Essa foi a maneira que mais utilizei, mas nas últimas semanas minha coluna vem pedindo penico!



3) Quando o bebê é maior, colocá-lo dentro do próprio carrinho de compras. Essa nunca funcionou comigo, pois Gui quer jogar tudo que coloco dentro do carrinho para fora. Entretanto, ontem vi uma pessoa com aqueles carrinhos de "dois degraus", onde colocou o bebê em cima e as compras embaixo. Ou seja, o bebê não tinha acesso às compras... Vou testar esse método em minha próxima ida ao mercado.

4) Amarrar sacolas retornáveis grandes nas alças do carrinho de bebê e ir colocando as compras ali e na cestinha embaixo do carrinho de bebê. Já fiz muito isso, especialmente em feiras, onde não há carrinho para colocar as compras como em mercados e supermercados. 

5) Fazer o mesmo acima, só que carregando o bebê no sling. Fiz muito isso, pois assim tinha também o assento do carrinho de bebê para colocar as compras (gosto de fazer compras grandes, especialmente em feiras).

6) Alguns mercados disponibilizam carrinhos com carrinhos de brinquedo acoplados. Tem o mesmo inconveniente dos bebês confortos acoplados no carrinho, com o risco de o bebê que já anda ou engatinha e é muito levado, fugir do carrinho. Fiz minha primeira experiência com esse método na semana passada, pois o mercado estava bem vazio. Gui se comportou super bem, mas mesmo assim fiquei tensa, olhando pra baixo do carrinho o tempo todo para verificar se não tinha fugido. Aí, ontem já não deu certo. No meio das compras ele não queria mais ficar, coloquei-o no chão (empurrando o carrinho comigo) e ele obviamente queria mexer nas prateleiras. Por fim, tive que carregá-lo no colo e finalizei minha compra o mais rápido possível. Certamente foi a pior ida ao mercado: para falar a verdade, foi a primeira vez que levá-lo comigo gerou um pouco de transtorno.

7) Vai com uma amiga. Vocês compartilham um carrinho de compras e o bebê fica no carrinho. Esse método é sem dúvida bem confortável, mas não dá pra depender de outra pessoa cada vez que vai fazer compras, não é mesmo? Eu fiz isso somente duas vezes: ambas para compras grandes. Na primeira Gui era pequeno e ficou revezando entre meu colo e o de minha amiga. Na segunda, minha amiga também estava com a filha no carrinho: tínhamos dois carrinhos de bebê e um super carrinho de compras. Foi bem cansativo, porém necessário, pois estávamos em Cuiabá e aproveitamos para fazer um estoque de produtos que são BEEEEM mais baratos lá do que onde moramos.



Dica1: Faço compras semanais! Poucas vezes fiz compras grandes que demorassem mais de uma hora de permanência total no supermercado...

Dica 2: Sempre saio de casa logo após alimentar o bebê. Na fase do aleitamento exclusivo morava à 15km do mercado mais próximo e muitas vezes tinha engarrafamento na BR-040. Assim, sempre amamentava e saía logo depois. Hoje saio logo após a papinha, geralmente a da manhã.

E você? Como faz para ir ao mercado com seu ou seus bebês e/ou crianças pequenas?

quinta-feira, 10 de março de 2016

Introdução da alimentação complementar passo a passo. Parte 4: BLW ouPapinha?!

Por ser nutricionista e ter tido escolhas alternativas em relação ao parto ( http://www.beijonopadeiro.com/2015/04/o-parto.html?m=1 ) do meu filho, aleitamento e seguir uma "dieta" Macrobiotica, várias pessoas me perguntam se fiz BLW (sigla em inglês para Baby Led Weaning) que é uma maneira de introdução alimentar, onde desde o início são oferecidos alimentos em pedaços que o bebê possa manusear e comer sozinho (mesmo sem dentes).

BLW introdução alimentar
Gui atacando espontaneamente o pepino e a cenoura em um restaurante japonês. Tinha uns 8 meses nessa foto. Brincou mais do que comeu, na verdade, comeu quase nada...


Minha resposta é não. Não adotei o BLW com Gui. Apesar de achar o BLW super interessante, tive meus motivos para optar pelas tradicionais papinhas:
1) Time que está ganhando não se mexe. Como comentei no post: http://www.beijonopadeiro.com/2016/03/introduzindo-alimentacao-do-bebe-passo_2.html?m=1 Tive que dar papinha para Gui com 3 meses e desde aquela época a aceitação foi tão boa, que não vi porque fazer diferente quando chegou o momento da sua introdução alimentar. De fato, ele nunca me deu o menor trabalho para comer, acho que até hoje o único alimento que faz "cara feia" é mamão.
2) Alguns bebês começam a ter dentes cedo, mas Gui foi totalmente banguelo até os 7 meses. Não me convenceu a ideia de colocá-lo para "mastigar" sem ter sequer os incisivos para cortar os alimentos.
3) Desde a fase do aleitamento exclusivo Gui sempre teve muita propensão à regurgitar. Isso me fez crer que seu sistema gástrico ainda precisava se desenvolver e oferecer alimentos na forma de papinha (pré digeridos) facilitaria o processo.
4) Fiz alguns testes oferecendo alimentos com pedaços e em quase todos eles o resultado foi o mesmo: Gui vomitou. Só serviu para confirmar que em seu caso as papinhas eram uma opção melhor.


5) Até o primeiro ano de vida o bebê ganha muito peso, em média triplica ou quadriplica o peso em relação ao seu nascimento. Gui sempre mamou muito e comendo não foi diferente. Pouco tempo após a introdução alimentar comia porções de 250 a 350g em média, por refeição. Nunca foi um bebê gordo (pelo contrário, sempre foi mais esguio) e certamente, pelo método BLW não comeria essa quantidade (por falta de coordenação e habilidade o bebê naturalmente deixa mais comida fora do que em sua boca). Agora, com um ano de idade, naturalmente, está começando a demonstrar interesse e curiosidade em comer sozinho. Ocorre que a natureza é sábia: com mais de um ano já tem bem mais coordenação motora, dentes e além disso suas necessidades energéticas são menores do que no primeiro ano de vida, tanto que até o segundo ano o bebê engorda em média 20% do peso adquirido em seu primeiro ano de vida. Logo, se pelo aprendizado em comer sozinho, acabar comendo menos, provavelmente estará atingindo as suas necessidades energéticas assim mesmo.



Bem, acho que esses cinco tópicos resumem bem o motivo de minha escolha. Não acho que exista certo ou errado. Existe a mãe observar o comportamento de seu filho e descobrir o método que melhor se adequa, priorizando o desenvolvimento do bebê. Alguns bebês têm dentes mais precocemente; outros não têm problemas de deglutição, por pouco desenvolvimento do sistema gástrico (Gui até hoje engasga com facilidade); outros demonstram mais interesse em se alimentar através do método BLW em relação à oferta de papinhas. Enfim, cada caso é um caso e é preciso avaliar com sensibilidade suficiente para optar pelo melhor caminho. 

Obs.:
A escolha em oferecer papinhas como principal maneira de alimentar seu filho, não impede que ocasionalmente faça testes oferecendo alimentos inteiros, observando seu comportamento. Sempre fiz isso e cheguei à duas conclusões: ele acaba comendo bem pouco e/ou engasga e vomita. Acho que no caso dele sempre serviu mais como um exercício e uma brincadeira para ele se familiarizar com formas e texturas dos alimentos do que uma maneira de alimentar.




Justificando minha ausência...

Bom dia leitores!

Ontem foi um dia puxado. O dia todo na função de Gui e da casa. Quando me liberei eram quase 23:00 aí não quis nem pegar no celular pois ele tira o meu sono e eu precisava descansar.

Sobre o ultimo post, Gui nas últimas duas madrugadas já não deu tanto trabalho, não chorou e aceitou o berço, mas mesmo assim acordou 2x e não foi um processo muito rápido. 

Enfim, aos poucos vou fazendo-o esquecer minha cama e em breve espero conseguir mais descanso. No mais, espero hoje, mais tarde, ter calma e inspiração para redigir um texto legal por aqui.

Desejo um ótimo dia! 

Beijo no padeiro! 

terça-feira, 8 de março de 2016

Um típico dia de mulher, para celebrar apenas um dos nossos 365 dias!


Meu dia da mulher foi daqueles para fazer a gente se sentir com super poderes mesmo!

Começou cedo, 1 da madrugada, quando Gui acordou e só voltou a dormir uma hora depois. 3:30 da madrugada acordou de novo e só voltou a dormir às 7:00, depois de muito, muito, muito chororô.

O motivo? Há duas semanas ele teve uma febre (acredito que foi de dente) e eu o coloquei para dormir em meu quarto para controlar melhor a temperatura na madrugada. Daí, nos últimos quinze dias, acabei me acomodando e deixando que ele dormisse em minha cama quando acordava de madrugada (de 3:00 às 6:00). Estes poucos dias foram o suficiente para ele desenvolver a síndrome da aversão ao berço nas madrugadas. Mas se ele é teimoso, é porque puxou à mim. Então ele esperneia de um lado para ver se me convence no choro a ir pro caminho mais fácil que é levá-lo para a minha cama e eu, decidida a cortar o mal pela raiz, viro um zumbi, mas não faço o que ele quer. Não é brinquedo não! Essa foi a segunda madrugada de show e pouco sono... Quantas mais será que me aguardam?

Dormiu das 7:00 às 8:30 (e eu também) acordou ainda com sono, mas não teve santo que fizesse dormir de novo... Mais chororô no pé do ouvido. Não queria saber de chão, de brinquedo, de dormir, só queria ficar no colo... E eu sozinha em casa...

Sabe quando você mal tem forças para ficar em pé? E ainda tem que escutar muito choro e/ou aguentar um bebê de quase 10 quilos no colo? É ou não é uma ótima maneira de lembrar que ser mulher é algo especial? Meu marido por muito, muito menos, certamente estaria pedindo penico.

E assim foi... Só consegui fazê-lo tirar uma soneca (de 30 minutos) às 13:30 e obviamente acordou ainda com sono e abusado. A mulher aqui, que é mãe em primeiro, segundo, terceiro e quarto lugar, só conseguiu tomar um banho às 15:00. O meu almoço foi um arroz com ovo e farinha para não passar fome. Nesse meio tempo consegui lavar e estender uma máquina de roupa, deixar toda a louça em dia, passar uma vassoura em casa, arrumar as camas, dar banho Gui, dar a comidinha dele... E brincar, carregar e tentar amenizar os choros do bebê. Umas 15:00 saí, passei na lavanderia para buscar as camisas de trabalho do marido, levei Gui na biblioteca municipal da cidade, depois na natação e umas 18:30 começou o processo de colocá-lo para dormir.

Umas 19:30 fui pra a cozinha. Fiz jantar para mim e pro marido que chegou tarde do trabalho, deixei meu almoço de amanhã pronto, a cozinha limpa... Uma hora depois estou sentada escrevendo e nos próximos minutos estarei dormindo.

É isso aí. Compartilhando meu dia da mulher especial, grata por ter saúde para conseguir fazer tanta coisa apesar da privação do sono e cansaço físico; grata pelo choro do meu filho ser apenas manha (uma fase) e pela saúde estar perfeita; grata por ter um lugar confortável para morar; grata por ter a geladeira repleta de comidas saudáveis; grata por ser mulher e saber que dias melhores virão e que a vida é assim, feita de ciclos...

Boa noite e feliz dia da mulher para todas as minhas leitoras! 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Molho de tomate, rúcula e queijo minas frescal

Ontem, tive a casa alagada com uma chuva forte por conta de um ralo transbordando na varanda. Primeiro tiramos água com baldes (para evitar que entrasse mais pela casa, já que a varanda virou uma piscina). Depois que a chuva passou foi a hora de empurrar os móveis para secar tudo. Graças a Deus a água não subiu a um nível que causasse maiores danos, mas o susto foi grande! A vizinha teve o mesmo problema, mas não tirou água no meio do processo, com baldes, como nós e a água invadiu a casa inteira. Um desastre' Nós conseguimos limitar o alagamento apenas à cozinha, área de serviço, sala e corredor dos quartos.

Estava dando o jantar de Gui na hora que começou, parei no meio e ele ficou comportadinho, sentado na cadeirinha, observando tudo atentamente. Fico imaginando se no meio de tudo isso ainda tivesse que lidar com uma crise de choros...

Enfim, passado o susto e já com a casa arrumada, tomamos um banho, colocamos Gui para dormir e fui para a cozinha preparar um jantar. Como de costume, inventei algo na hora, com o que tinha em casa e ainda recebi um elogio do marido: "Está melhor que muita massa de restaurantes que já fui". Nada mal depois de uma noite dessas, hein?


Vou compartilhar a receita com vocês:

Ingredientes:
1 cebola pequena (bem picadinha)
3 dentes de alho (picado ou esmagado) 
4 tomates (retira as sementes e corta em oito pedaços - metade, depois metades da metade e assim por diante...)
1/2 maço de rúcula (cortado grosseiramente em pedaços grandes) 
1 xícara de queijo minas frescal em cubos de mais ou menos 1x1cm
Sal marinho (a gosto)
Azeite de oliva (a gosto)
Pimenta calabresa (a gosto)  

Preparo:
Refogar a cebola no azeite acrescentando o alho depois que ela já estiver bem douradinha. Depois que o alho estiver também dourado é hora de colocar o tomate e misturar bem até ele estar todo envolto de cebola, alho e azeite. Depois diminui o fogo para o mínimo (entre o alto e desligado), tampa a panela e deixa o tomate cozinhando. Em questão de 10 minutos ele já terá amolecido, aí acrescenta 2 copos americanos de água, aumenta o fogo até fervura e depois diminui pro mínimo, deixando cozinhar por uns 5 minutos para a água incorporar bem e ficar um molho bem cremoso. Desliga o fogo, acrescenta a rúcula e o queijo e mistura. Serve imediatamente por cima da massa, regando com azeite e um pouco de pimenta calabresa. Escolhi uma massa artesanal tipo farfalle, achei que ficou ótimo!

Bom apetite!

domingo, 6 de março de 2016

Risoto de arroz negro, camarão, quiabo, couve-flor e castanhas-do-Pará


Amo arroz negro. Ontem fiz um risoto com ingredientes que tinha em casa e a escolha foi de acordo com as cores, texturas e sabores. Ficou TOP! 

Ingredientes:
3 xícaras de arroz negro 
5 xícaras e 1/3 de água 
20 castanhas do Pará 
Salsinha picada à gosto 
Sal marinho à gosto 
Azeite de oliva à gosto 
3 dentes de alho
1/2 cebola picada 
12 quiabos
200g de camarão 
1xicara de couve-flor em pedaços 

Preparo:
Deixar as castanhas de molho por 10 minutos em água filtrada com um pouco de sal. Escorrer a água e cortar em pedaços estilo "palitinho". Tostar numa frigideira até ficar dourado e crocante. Reservar.

Em uma panela de pressão adicionar o arroz, a água e o sal. Deixar cozinhar em fogo alto até pegar a pressão. Diminuir o fogo para o mínimo (entre o alto e o desligado) e deixar cozinhar por 40 minutos. Desligar e deixar a pressão sair naturalmente.

Refogar a cebola e o alho no azeite. Colocar o quiabo cortado em pedaços de mais ou menos 1cm e mexer para tirar a baba. Depois acrescentar a couve-flor, refogando até ficar al dente. Por fim, mistura o camarão e a salsinha mexendo até o camarão mudar de cor (leva menos de cinco minutos e se passar do ponto fica borrachudo).

Depois é só misturar as castanhas, o arroz e os legumes, regar no azeite de oliva e servir! Bom apetite! 

Obs: Fica uma delícia na versão vegetariana também, basta fazer sem o camarão. Ontem fiz com camarão, pois o maridão estava reclamando que não fazia nada com camarão há muito tempo...

sábado, 5 de março de 2016

Introdução da alimentação complementar, passo a passo. Parte 03:papinhas de legumes


Nesta foto Gui tinha 7 meses, mas comecei a sentá-lo nesta cadeirinha aos 5 meses. 

Após três semanas da introdução das papinhas de frutas (ou seja, quando Gui completou 6 meses de vida) ele já tinha assimilado bem a papinha da manhã e as porções já estavam significativas o suficiente para substituir a mamada das 9:00.

Foi neste momento que comecei a introduzir a papinha da tarde, que chamam de papinha salgada, mas como é sem sal, prefiro chamar de papinha de legumes.

Assim como fiz com as frutas, fui introduzindo cada legume individualmente, amassadinho no garfo. No início essa papinha era entre a mamada do meio dia e das 15:00. Da mesma forma como fiz pela manhã, passei a dar a mamada 12:00, a papinha 14:00 e a mamada passou para 16:00. Preferi esse horário, pois se houvesse alguma reação alérgica, estava cedo suficiente para observar e tomar alguma providência. 

E foi assim por mais de um mês... À cada dois dias um legume novo. Abóbora, cenoura, mandioquinha, mandioca, inhame, couve-flor, brócolis, batata-doce, beterraba, cebola, cará, chuchu, quiabo...

Um detalhe interessante é que esse processo ocorreu no meio de uma das minhas mudanças. Morando num hotel e arrumando um apartamento (passei 15 dias no hotel), tive que instalar um fogareiro no quarto do hotel para preparar as papinhas de Gui. Uma gincana! 

Ele, naturalmente, por conta dos horários de sono, acabou empurrando essa papinha para o fim da tarde, até até substituiu uma mamada e até hoje essa papinha é 17:30. Os horários ficaram assim:

6:00 - mamada
9:00 - fruta
12:00 - mamada
15:00 - mamada 
17:30 - papinha de legumes
19:00 - mamada dos sonhos 
Por volta de 3:00 - mamada da madrugada

Até ele completar uns 8 meses eram só essas duas papinhas: pela manhã e pela tarde. No início era tudo amassado no garfo, mas começaram a ocorrer repetidos episódios de vômitos à noite, que me fizeram perceber que a digestão dele era mais sensível neste horário. Assim, comprei um liquidificador só para ele e passei a liquidificar a sopinha da noite. Mais um ensinamento da vida prática confrontando a teoria (que, atualmente, não recomenda liquidificar nada).

Não segui regras para quantidades e nem introdução de papinhas. Apenas observei os sinais de fome do meu filho em relação à minha produção de leite. É absolutamente intuitivo e uma mãe que acompanha seu filho 24 horas por dia saberá exatamente quando estiver na hora de acrescentar mais uma alimentação. Tudo deve ocorrer naturalmente, dando tempo de seu filho assimilar as mudanças e do seu corpo assimilar a demanda para produção de leite. Sem traumas para ambas as partes.

No próximo post do tema Alimentação Complementar, falarei sobre a introdução do almoço...

sexta-feira, 4 de março de 2016

Bolinho de bagaço de milho verde


Ingredientes:
Bagaço de 4 milhos (vide post de ontem)
1 ovo caipira
2 colheres de sopa de queijo parmesão 
Cheiro verde à gosto picado

Preparo:
Mistura tudo formando uma massa. Depois pode formar bolinhos e levar ao forno ou fritar. Bem simples de fazer e super gostoso.

Bom apetite!

quinta-feira, 3 de março de 2016

Curau/canjica de milho sem leite e sem açúcar


Esse prato tem a cara do São João na Bahia! O único problema é que minha mãe sempre preparou sem leite e sem açúcar e toda vez que comia fora de casa esquecia desse detalhe e ao colocar na boca, aquela decepção! Igual a quando alguém oferece um café que já vem adoçado... Para mim, algumas coisas simplesmente não combinam com sabor doce: mingau, canjica, mugunzá, café...

Vou compartilhar minha receita de canjica/curau com vocês. Super fácil e uma delicia!

Ingredientes:
2 espigas de milho (quando tira da espiga rende mais ou menos 2 xícaras)
3 xícaras de água
Sal marinho
Cravo da Índia
Canela em pau
Canela em pó
1 xícara de leite de coco

Preparo:
Tira o milho da espiga com uma faca. Bate no liquidificador com a água. Coa numa peneira e reserva o bagaço.
Acrescenta o leite de coco e leva ao fogo com uma pitada de sal marinho, 1 pedaço de canela em pau e 2 cravos. 
Mexe em fogo algo até engrossar, depois abaixado fogo e deixa cozinhar por uns 5 a 10 minutos (mexendo para não pegas no fundo). Coloca em forminhas ou numa vasilha de vidro temperado ou cerâmica e deixa esfriar. Pode consumir quente, frio ou à temperatura ambiente. Delicioso de qualquer jeito!

Bom apetite! 

Amanhã publico uma receita de bolinhos para aproveitar o bagaço. 

quarta-feira, 2 de março de 2016

Introdução da alimentação complementar passo a passo. Parte 2: Selecionando as frutas e a forma de oferecê-las


O primeiro alimento que ofereci a Gui, a não ser meu leite foi maçã cozida. Ele tinha apenas 3 meses! Isso mesmo! Parece um pouco louco escutar isso da boca de uma nutricionista, mas uma coisa que a maternidade tem me ensinado é que a prática muitas vezes coloca a gente cara-a-cara com a teoria e eu fui desafiada em relação ao aleitamento exclusivo até os seis meses duas vezes (neste post conto como foi a outra vez: http://www.beijonopadeiro.com/2015/06/amamentacao-apojadura-quando-o-leite.html?m=1 ).

Tive Zica quando ele tinha 3 meses e meu leite diminuiu drasticamente a produção durante três dias. Deixava-o pendurando mamando horas e horas do dia, para estimular o máximo possível, mas esse máximo não era suficiente. Isso sem falar a parte de eu estar sozinha em Belo Horizonte, doente, sem ninguém para cuidar de mim e mãe de primeira viagem, tendo que cuidar de um bebê. Não foi fácil! 

Como sabia que era uma situação provisória e uma questão de dias até meu corpo combater o vírus e retornar à sua produção de leite normal, não queria dar formula, pois não queria dar nada que competisse com o meu leite. Ao mesmo tempo, não queria que ele passasse fome. Então, nesses três dias, dei 1/4 de uma maçã cozida, amassadinha com a colher.

Foi interessante ver o seu instinto de mastigar e deglutir dele ainda tão pequeno, mas graças a Deus, após três dias minha produção de leite voltou ao normal e só precisei complementar a alimentação dele com comida (iniciei com fruta), quando ele já tinha cinco meses e uma semana (falei sobre isso no último post). 

As primeiras coisas que ofereci foram água de coco e em outra ocasião suco de laranja-lima, no intervalo entre as mamadas matinais, como expliquei na postagem anterior. A quantidade inicial foi de 50ml e servi na mamadeira. Como ele sempre teve muita propensão à regurgitar, ocorreu de colocar tudo para fora na sequência. Então decidi não dar mais nenhum líquido a não ser meu próprio leite.

Assim, parti para as papinhas amassadinhas no garfo. Comecei por maçã cozida. Inicialmente 1/4 de maçã, depois 1/2, 3/4 e fui evoluindo até chegar a uma maçã inteira... Fui progredindo a quantidade à medida que vi crescer a sua facilidade em deglutir e digerir. Ele mesmo ia sinalizando que queria mais. Acho muito importante buscarmos ser mais intuitivos para determinar o quanto deve comer o bebê: ele costuma sinalizar claramente quando está saciado, quando quer mais ou quando o sabor não lhe agrada.

Prefiro a maçã cozida por ser quentinha (mais Yang/alcalina) e especialmente mais macia para "mastigar" e deglutir. Fiz o mesmo com a pêra. Para dar uma ideia, Gui já tinha mais de 6 meses quando começou a comer uma maçã inteira. A experiência das primeiras papinhas foi fantástica em relação à digestão: nada de regurgitações e nada daquela chatice de ter que mantê-lo vinte minutos ereto para arrotar. Uma liberdade!

Para cozinhar, tanto a maçã quanto a pêra, gosto de descascá-las e tirar o miolo. Cozinho em bem pouca água e fogo baixinho, assim toda a água do cozimento é absorvida quando as frutas são amassadas em forma de purê. A água do cozimento dos alimentos é rica em nutrientes e sabor: não deve ser desperdiçada jamais. Além disso, quando cozinhamos com muita água o alimento tende a ficar menos saboroso. 

O mamão ele nunca aceitou. Cuspia, fazia careta... E no dia que insisti e dei, horas depois ele vomitou tudo, junto com a mamada. Lição: siga os sinais do seu filho! Hoje em dia ele aceita um pouco de mamão, quando batido com outras frutas, mas mesmo assim, nunca faz muito sucesso nada que contenha mamão (a natureza é sábia, pois o intestino dele sempre foi mais para solto do que para preso). 

A banana da terra, cozinho da mesma maneira que a maçã: sem casca e com pouca água. Costumo acrescentar no final do cozimento um pouco de salsinha picada. Fica uma delícia e é uma maneira de deixar a banana um pouco mais (yang/alcalina) e também mais nutritiva. 

A lima eu dei em gominhos. Fui tirando a pele e dando só a polpinha suculenta. Ele gosta, mas nada se compara à aceitação da maçã e da banana da terra cozida com salsa. Pêra nunca fez tanto sucesso quanto maçã. 

Nesta fase cheguei a dar tanto a pêra quanto a maçã cruas, mas acho super trabalhoso o esquema de ficar raspando com a colher. As frutas ficam totalmente oxidadas antes que consiga terminar.

Por opção não dei nesta fase e continuo não dando banana da prata. Já provou, mas não faz parte de sua rotina. Você deve estar se perguntando a razão. É a seguinte: como meu filho não come carne vermelha e só come peixe umas duas vezes na semana, considero uma fruta muito (Yin/ácida), com conteúdo elevado de potássio, difícil de equilibrar numa dieta quase vegetariana. O mesmo em relação às frutas cítricas. Depois que ele ficou maiorzinho já deixei que provasse suco de laranja (até para saber se não tinha alergia, pois eu tinha na infância), mas não costumo dar.  

Depois que já estava com o sistema gástrico mais maduro (já tinha assimilado bem as papinhas de legumes, cereais, leguminosas e peixe), assim como alguns dentinhos (nasceram os quatro primeiros aos 7 meses) dei outras frutas como: melancia, melão e goiaba (essa ultima na forma de suco coado). Já provou também uva, jaboticaba, manga, jambo, umbu e cajá. Teve ótima aceitação, mas para o desespero da maioria dos pediatras e nutricionistas, pego leve na oferta de frutas, mas este será tópico para outra postagem...



terça-feira, 1 de março de 2016

Introdução da alimentação complementar, passo a passo. Parte 01:primeiras papinhas.



Amamentei cinco meses exclusivos, quando percebi que por mais que meu filho secasse minhas mamas, ele ainda ficava com fome. Como não queria complementar com fórmula iniciei a introdução alimentar dele com papinhas de fruta: 1x ao dia, aos 5 meses e uma semana. 

No início eram pequenas porções apenas aumentando o intervalo das mamadas matinais. Por exemplo: ele sempre mamou às 6:00 e depois às 9:00, quando comecei a introduzir as frutinhas foi às 8:00 da manhã, alterando a mamada das 9:00 para 10:00. Desta maneira dava tempo de minha mama encher mais e ele não ficava com fome pois, no turno da manhã, acabava se alimentando à cada duas horas. Assim:
6:00 - Mamada
8:00 - Fruta
10:00 - Mamada
12:00 - Mamada.

No turno da tarde, os horários continuaram inalterados (já tinha o costume de amamentar com intervalos mais curtos para "encher o tanque" do bebê antes dele dormir (sempre às 19:00).
15:00 - Mamada
17:00 - Mamada 
19:00 - Mamada

Sobre as frutas, as primeiras foram: maçã, pera, laranja lima, lima, água de côco, mamão e banana da terra cozida. Como repetia cada fruta por dois dias seguidos, após duas semanas tinha esgotado as frutas que escolhi dar nesse início (não quis dar melancia e melão por achar indigestos) e nenhuma fruta ácida/cítrica por considerar muito forte.

É isso, vamos com calma, pois este tema é longo e cheio de detalhes. Hoje compartilhei como organizei o esquema de horários e as escolhas das frutas para a introdução alimentar. Como viram, ter uma rotina de horários de mamadas (e não adotar a livre demanda) me ajudou muito a organizar esses horários, me dando maior segurança no processo. 

Amanhã escreverei sobre a maneira de oferecer essas frutas, bem como as quantidades e sua progressão até chegar ao ponto em que a mamada das 9:00 da manhã foi totalmente substituída. 

Lembrando: seu bebê mamou exclusivo por seis meses (no meu caso, cinco meses), tenha calma com a introdução da alimentação complementar. Ele não precisa fazer essa mudança de forma brusca... Devagar é que se chega longe! Boa sorte e conte com o meu apoio!