sábado, 8 de maio de 2010

Padeiro Promíscuo


Esses dias o meu amigo padeiro esteve numa promiscuidade danada! Acabo de voltar de uma experiência maravilhosa chamada ARTE DE VIVER. Ocorreu esta semana, durante vinte horas compartilhadas com um grupo de pessoas que além da vontade de aprender a respirar profissionalmente se uniram para fazer uma bela de uma suruba com o padeiro.



Acho que a última vez que estive cercada de tanta gente transbordando o espírito de Beijo no Padeiro foi quando fiz EAC – Encontro de Amizade com Cristo, um grupo de jovens do qual fiz parte por quase dois anos que já não existe mais.



Grupos do bem, independentes dos motivos “de fundo” são fantásticos, pois, reúnem pessoas de índole boa, que buscam uma vida melhor, crescimento pessoal, espiritual e conseqüentemente físico, com trocas maravilhosas com o próximo.



O Arte de Viver me veio com uma proposta mais madura do que aquelas vivenciadas em grupos de jovens que participei na adolescência (Perseverança e EAC). Confesso que não sou seguidora de nenhuma religião e acho que essa liberdade é fantástica, pois me permite experimentar diversos “frutos” sem preconceitos.



Acredito que toda energia positiva é benéfica e quando vem de um grupo de pessoas se torna mágica. Seja respirando, orando, cantando, brincando com crianças carentes, conversando com idosos em um asilo, enfim, qualquer ação cujo objetivo maior é espiritual preenche o coração e nos coloca em uma posição de visível igualdade entre nossos irmãos mundanos.



Gostaria de parabenizar o trabalho da Fundação Arte de Viver assim como de todos os grupos que contemplam pessoas que trabalham voluntariamente, com dedicação nas horas vagas em prol do amor ao próximo e da crença de se doar por um mundo melhor. Estas pessoas contemplam exatamente o espírito de Beijo no Padeiro e me dão forças de saber que essa corrente do bem que iniciei timidamente há praticamente um ano tem uma infinidade de adeptos por todo o planeta, atrás de distintos títulos com mesmo significado.



Nos dias de hoje, com tanta violência nas manchetes é maravilhoso constatar que como rege a ordem do universo, através da lei da complementaridade, que as forças do bem são em igual ou maior grau do que as forças do mal. Como sempre gosto de dizer, é apenas uma questão de escolha por qual caminho trilhar.

Arte de Viver no Alternativa Saúde: http://www.youtube.com/watch?v=4ult0BlYkwc

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Prazer e Sofrimento

Imagem retirada do Google Imagens

Muito tempo sem escrever provoca-me certa ansiedade que só cessa escrevendo... Dois textos seguidos, em plena madrugada, após dias cansativos e tendo que acordar cedo no dia seguinte, ou melhor: em poucas horas... A pouco escrevi sobre meditar, escrever é uma forma de meditação, pois através da escrita organizamos as idéias, registramo-las e paramos de pensar nelas. Mas como o foco desse texto não é a escrita, vamos lá!

Hoje vou jogar pedra em tantos filósofos que se alimentaram de teorias negativistas, tratando do sofrimento a partir de uma ótica super positiva, pois como penso tudo pode sempre ser visto por um lado ou pelo outro, é só uma questão de escolha.

O que vem a ser o sofrimento? Partindo-se da idéia de que as coisas são aquilo que não são, o sofrimento pode ser visto como algo que não proporciona o prazer. E o que vem a ser esses dois conceitos?

O prazer pode ser entendido como um sentimento de aumento, como se colocássemos uma lente em cima de alguma sensação. Por exemplo, temos o nosso paladar habitual, mas pode-se falar no prazer de comer como um aumento da sensação do paladar ao comer. E por aí vai, podemos encaixar esse conceito a qualquer sensação que é melhorada, aumentada.

De onde pode vir esse prazer? O pecado e o profano são famosas fontes de prazer, eis onde reside o perigo dessa necessidade de “aumento das sensações”. As drogas, por exemplo, atuam como potencializadoras de sensações, ao pé da letra: fontes de prazer.

E o sofrimento? Esse seria uma diminuição de qualquer sentimento. Como se pisoteássemos, esmigalhássemos alguma sensação, atribuindo a este ato o nome de sofrimento.

Vou falar então de sensações agradáveis e desagradáveis, que diferem pela potência de sofrimento e prazer. O ser humano vive em uma busca incessante pela felicidade, pois ela é o que lhe equilibra, sendo então a quebra da felicidade um estado de desequilíbrio humano, o qual ele tenta restabelecer logo que o sinta alterado.

Como dizer que o ser humano é essencialmente sofredor ou ruim? Acredito na essência da bondade e beleza da raça humana, não é a toa que toda maldade vista ou vivida gera uma sensação de desconforto e tristeza.

Sendo assim, para que serve o sofrimento? Para mim serve para valorizarmos a alegria, para celebrarmos a vida, pois é do ser humano também a mania de dar valor às coisas somente após perdê-las. Temos inúmeras oportunidades na vida de valorizar o belo, algumas pessoas o fazem, outras preferem mergulhar no mar dos sofrimentos e passam a vida se lamentando.

O sofrimento desperta o homem, o faz querer retomar sua felicidade, gera progresso, sabedoria, lhe dá forças, o purifica, o faz sentir poderoso, dono de seu destino, capaz de superar obstáculos, tudo isso através da simples retomada do seu estado natural de prazer e alegria de viver.

Voltando às duas opções de pontos de vista, podemos dizer que o prazer é uma transmutação do sofrimento ou então que o sofrimento é uma fonte de prazer. Eu prefiro a segunda idéia, mesmo assim, agrada-me mais ainda a vida em plenitude, sem buscas incessantes pelo prazer nem fugas desesperadas do sofrimento. Para mim, ambos são sentimentos polarizados negativos, pois tudo que é demais é sobra.

Acredito nos pequenos prazeres provenientes das mínimas coisas que são um privilégio de quem está com os canais da sensibilidade desobstruídos (físicos e psicológicos). Conseqüentemente, esses sofrem também por coisas menores, mas como tudo que tem frente tem dorso e quanto maior a frente maior o dorso, muita euforia pode resultar em grande depressão e deslocar-se entre vales e montanhas é sempre mais árduo do que em linha reta com pequenos buracos ou morros esporádicos.

Cabeça de pingue-pongue


O que é o estresse? Tenho pensado muito nesse tópico ultimamente, pois tenho percebido o quão estressada eu sou apesar de minha aparente calma. A partir de algumas definições escutadas em palestras recentemente, cheguei à conclusão que o estresse é como uma bola de pingue-pongue que fica de um lado pro outro, no caso de nossa mente, do passado pro futuro.

O passado nos trás pensamentos saudosos, lembranças, recordações... O futuro nos trás as responsabilidades, os prazos, a ansiedade, os desejos... Quando nossa cabeça fica oscilando entre todas essas sensações entra em estado de estresse.


Ouvi outra coisa interessante que postei ontem: “Quem sabe e não pratica não merece a recompensa” que me remete a essa ideia do estresse, dentre muitas outras. Nunca tinha pensado no estresse como uma conseqüência de uma ação psicológica tão clara, mas agora que está tão transparente não basta ficar na teoria do saber, é preciso agir para parar essa mente no presente.


Como? O caminho mais recomendado é através da Ioga que trabalha a meditação e a respiração. Sempre soube do poder da respiração, mas é outra coisa que entra na lista das coisas que se sabe e não se pratica, não merecendo assim a recompensa.

A primeira ação que temos quando nascemos é INSPIRAR e a última ação que teremos antes de morrer é EXPIRAR, o chamado último suspiro. Nesse ínterim da vida, podemos passar horas ou até dias sem comer, sem beber água e ainda assim sobreviver. Já respirar... Alguns minutos e olhe lá!

Impressionante como algo tão básico não é pensado com a importância merecida. Não é a toa que a respiração tem o poder de eliminar até 90% das toxinas do nosso corpo e, no entanto só utilizamos 35% desse potencial. Tomando consciência de tudo isso, resolvi explorar essa ferramenta tão próxima e ao mesmo tempo obscura no ocidente com o estilo de vida louco e agitado que se criou, principalmente nos centros urbanos.


Pensando assim, respirar com qualidade é beijar o padeiro. Fica então a sugestão para reflexão sobre o tema e o convite para respirar no Arte de Viver durante os dias 03, 04, 05, 06, 07 e 08 de maio aqui em Salvador. Mais informações no site: http://www.artedeviver.org.br/.

Bom final de semana!


Os quatro "Pink Floyds" juntos em 2005 cantando Breathe, lindo e emocionante. 

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Teoria x Prática

Ontem escutei uma frase que adorei, pretendo lembrar dela diariamente e resolvi postar para reflexão:

"Quem sabe e não pratica, não merece a recompensa."