terça-feira, 3 de novembro de 2015

Amamentação: ordenhando leite


Quando comprei minha "bomba" de ordenhar leite não imaginei que fosse usar tanto!

Como comentei no post que explico a Mamada do Nocaute, ordenho leite diariamente para dar ao meu filho uma mamadeira caprichada antes dele dormir... É uma rotina cansativa e que já perdura há seis meses... Não sei até quando farei isso, mas tudo que envolve o sono do meu filho sempre foi tão dramático que, depois que cheguei nesta solução, pensar em alterá-la me parece mais trabalhoso que ordenhar leite todos os dias.

A bomba que uso é manual da Medela. Quando comprei, optei pelo modelo manual, pois imaginei que usaria pouco e gostaria de ter liberdade de ordenhar independente de qualquer tomada. Logo depois que Gui nasceu ganhei uma bomba elétrica, mas confesso que estou tão habituada à minha que nunca sequer experimentei usar a elétrica.

Acostumei a eu mesma colocar o ritmo da ordenha, sair andando pela casa enquanto "tiro" leite, sentar em qualquer parte da casa, independente de haver ou não tomada... Durante o processo aproveito para ligar para alguém (com fone de ouvido) ou assisto a vídeos e palestras online. No fim, posso dizer que apesar de ser uma rotina meio escravizante, aprendi a aproveitar o tempo em que estou plugada na bomba para espairecer e levo numa boa.

A parte boa disso é que tenho bastante conhecimento do meu corpo e produção de leite. Uma coisa que sempre soube intuitivamente e que com essa rotina ficou clara é que as vezes temos a sensação de que a mama está "vazia", mas o leite "se esconde" e também desce na hora que a mama é estimulada.

Assim, aproveito para finalizar o texto deixando um recado para mamães e futuras mamães que amamentam ou pretendem amamentar: não se deixem impressionar pelo volume de suas mamas, lá dentro tem leite e quanto mais elas são estimuladas, mais leite é produzido...!

E ai?! Alguém afim de compartilhar sua experiência com bombas de ordenhar leite materno? Marcas, modelos, sugestões? Vamos ajudar as mamães e futuras mamães neste tópico! 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Rotina: um caso de amor, muito amor!

Ahhhh a rotina!! Essa amada que tanto me trai...

Muito antes de pensar em ser mãe eu já escrevia aqui sobre meu caso de amor com a rotina. Depois que me tornei mãe passei a amá-la ainda mais!

Andei viajando recentemente, matando as saudades da terrinha natal e consequentemente fiz uma bagunça em minha rotina e na de Gui. Desta vez, senti na pele, mais do que nunca, o quão importante é a rotina para um bebê!

Os horários dele ficaram caóticos, já não conseguia dormir cedo como de costume, acordava diversas vezes na madrugada, estranhava tudo e todos. E a mãe, de quebra, ficou exausta!

O que mais me impressionou foi o retorno para casa e rotina. Quase que instantaneamente voltou ao comportamento de costume: alegre, dormindo cedo, acordando cedo, acordando pouco nas madrugadas, tirando sonecas regulares (mesmo que curtas)...

Nas minhas pesquisas sobre comportamento de bebês li sobre isso. O quanto o bebê registra o ambiente em que vive e como se sente inseguro com mudanças. No meu caso, como Gui sempre teve muita dificuldade para dormir, ele expressou um pavor ao sono, como se algo de muito grave pudesse acontecer com ele caso se entregasse ao sono. Assim, durante todo o período que passamos em Salvador, resistiu bravamente ao sono, como se esse fosse um inimigo, dormindo sempre por exaustão e consequentemente de forma bastante interrompida.

Ahhhh rotina! Como você me faz bem! Como é bom ver o filho da gente calmo e de volta aos padrões de costume... Mesmo que cansativos, nada como uma situação conhecida e que já dominamos....

terça-feira, 6 de outubro de 2015

DE CARBONO E DE FERRO SÃO FEITAS AS MÃES.

Essa foto foi tirada logo após receber um banho de vômito na chegada de um casamento no dia que passei o maior número de horas longe do meu filho desde o seu nascimento. Olha a cara de alegria dessa mãe (euzinha) nem um pouco preocupada por ter sido completamente vomitada momentos antes da foto. Precisa dizer mais alguma coisa?!


Acabei de ler esta crônica e resolvi compartilhar por aqui. Como perceberam, o blog anda tomando ares maternais, inevitáveis devido à minha fase atual. 


Fico feliz em saber que mesmo com a inconstância de postagens, continuo preservando leitores fiéis por aqui e aos poucos estou tendo cada vez mais tempo e inspiração para manter este espaço atualizado com temas diversos e interessantes.

E quem diria que a mesma Alice, que já andou pelo mundo das maravilhas do universo blogueiro, estaria, mais de cinco anos depois, escrevendo sobre maternidade? Opa! Mas quem disse que Alice não pode ser mãe se a maternidade é um mundo de maravilhas desconhecidas?

Forte abraço e até breve!


DE CARBONO E DE FERRO SÃO FEITAS AS MÃES. 

Crônica de autoria do Jornalista Paulo Briguet 





Mãe não entende se você não come tudo que está no prato. Mãe não aceita desculpas do tipo “Se os outros podem, por que eu não posso?” Mãe responde: “Os outros não são meus filhos”. Mãe adora ouvir o barulho da fechadura quando o filho chega. Mãe tem cheiro de banho, tem cheiro de bolo, tem cheiro de casa limpa.

Mãe fica assustada quando vê o caso daquela modelo que morreu de anorexia: ”Eu já falei pra você comer tudo!”. Mãe fica assustada quando lê notícia de assalto. Mãe fica assustada quando lê notícia de acidente. Mãe fica assustada quando lê notícia de briga. Mãe fica assustada quando lê notícia. Mãe fica assustada.

Mãe não está nem aí para o que os outros pensam. Mãe foge com o filho para o Egito, montada em burrico. Mãe tem sonho. Mãe tem pressentimento. Mãe tem sexto sentido – e sétimo, oitavo, nono. Mãe não faz sentido.

Mãe chora ao pé da cruz. Mãe chora em rebelião. Mãe chora se o filho é messias ou bandido. Mãe acredita. Mãe não pode ser testemunha no tribunal. Mãe é café com leite. Café com leite, pão com manteiga, biscoito, bolacha de água e sal, banana cozida. E ainda faz você levar um pedaço de bolo pra casa.

Mãe só tem uma, mas é tudo igual. Mãe espera o telefone tocar. Mãe espera a campainha tocar. Mãe espera o resultado do vestibular. Mãe espera o carteiro. Mãe moderna espera e-mail. Mãe espera. Mãe sempre espera. 


Mãe ama. Assim, verbo intransitivo, como queria Mário de Andrade. Porque, se é mãe, já se sabe o que ela ama. A culpa é da mãe, dizem os freudianos superficiais. Os verdadeiros freudianos sabem que, sem mãe, nada feito. 

Uma amiga costuma dizer: “Pai é palhaço, mãe é de aço!”. A frase é interessante, porque o aço é uma liga de ferro e carbono. Ferro é o símbolo da força; carbono é o elemento presente em todos os organismos vivos. A mãe constitui a liga entre a fragilidade e a força do indivíduo. Não há algo mais vulnerável e mais sólido que a maternidade. Mãe é de aço. 

A esta altura você deve estar perguntando: “Mas por que esse cara está falando tanto de mãe? A verdade é que eu não sei. Talvez seja porque a palavra mãe não tenha equivalente. Já notaram? Mãe só rima com mãe.

domingo, 27 de setembro de 2015

A saga das sonecas: Nada como um dia após o outro

Semana passada escrevi um post surtado aqui no blog sobre meu desespero com as "não" sonecas do meu filho...

A enfermeira que acompanhou meu parto disse que no parto sempre ocorre isso. Quando a mãe surta é quando o bebê nasce.

Acho que isso aconteceu de novo! Depois daquele post tive simplesmente A MELHOR SEMANA em termos de sonecas do meu filho, desde que ele nasceu! Nessa semana inteira ele tirou 3 sonecas no dia, sendo duas curtas (30 minutos) e uma mais demorada (entre 1 e 2 horas). Isso foi algo inédito nos últimos 7 meses e não sei por quanto tempo vai durar, mas só essa semana já deu pra dar uma respirada...

Dizem que essas coisas nem devem ser ditas para não "agorar" mas, quis compartilhar especialmente por causa das mensagens carinhosas e atenciosas que recebi em relação a este post. Muito grata pelas dicas!

O que fiz? Nada de muito diferente do que vinha fazendo, milagrosamente começou a funcionar. Acho que Deus viu que estava merecendo uma recompensa por todo meu esforço em querer ensinar meu filho que tirar sonecas não morde e que são fundamentais pra ele ter ainda mais energia para brincar! 

O que percebi essa semana foi a importância de manter uma rotina bem regular de horários. A cada soneca que ele tirava, alimentava-o assim que acordava. Desta forma, não tinha chance dele dormir em meu peito ou ficar manhoso na hora de comer: coisas que acontecem quando o bebê come ou mama com sono. Percebi que o prazo dele é de duas horas para voltar a ficar sonolento depois que acorda. Mas isso muda de bebê para bebê. Fui bem constante na forma de fazê-lo dormir, além de persistente! Nesta semana teve dia de eu passar 40 minutos fazendo-o dormir e ele dormir apenas 30 minutos. Cansativo e aparentemente improdutivo, porém essencial para ter um bebê alegre em casa! No meu caso acho que é disso que precisa: uma soneca longa e duas curtas, mas tudo isso muda tanto que nem dá para comemorar. Logo virão novidades que influenciarão em seu sono, comportamento, etc... A maternidade é uma eterna caixa de surpresas e testa sua resiliência e capacidade de adaptação o tempo inteiro. 

Em uma das respostas, a leitora Leila comentou uma coisa muito verdadeira. Desde que meu filho nasceu, como as sonecas sempre foram poucas e raras, cada vez que ocorrem corro para fazer um monte de coisas! Cozinho, lavo louça e falo com alguém por telefone (com o fone de ouvido) ao mesmo tempo! Meus minutos nunca renderam tanto!

Sim! Perde-se um tempo ingrato lavando louça e assim que morar em um lugar onde caiba uma máquina de lavar, terei uma! Mas nunca tive tão pouco tempo livre em casa e nunca tive uma cozinha tão constantemente limpa! Ou o meu ascendente em Virgem tomou conta de mim ou foi a maternidade. Não acumulo nenhum copo sujo na pia mais, virei a maluca da cozinha impecável, risos!

Reservar um tempo para mim?? Essa semana consegui escrever 3 textos pro blog e ainda criar uma receita nova de pão. Bom demais, hein?

Grata pelo carinho e atenção. A blogueira aos poucos esta ressuscitando...

Vou dormir! Boa noite! Beijo no padeiro!