quinta-feira, 25 de outubro de 2012

San Francisco - dia 01: A furada de Oakland

Olhando o mapa parece tudo bem simples. Estávamos em Colisium/Oakland e nossa parada principal era Embarcadero... O perto, mais longe de toda a minha vida!!

O problema de quando você viaja muito é que você começa a ficar confiante demais... Sério mesmo, quem viaja menos, costuma planejar cada mínimo detalhe de tudo, o que é sempre bom. Eu pessoalmente, nunca fechei nada por agencia de viagens. Saio pesquisando e fechando tudo sozinha: passagem aérea, aluguel de carro, hotel... Diria que acerto 95% das vezes, mas já caí em umas furadas...

Nessa viagem, fechamos o carro que alugamos para ir até Vegas apenas algumas horas antes e acabamos pagando um pouco mais caro do que as pesquisas que tínhamos feito ainda no Brasil. Aproveitamos para fechar logo o carro que nos conduziria de San Francisco para Los Angeles no fim da viagem e por uma questão de poucos dias de antecedência, conseguimos um “deal” (preço) muito melhor.

Quando estávamos no aeroporto de Las Vegas para irmos a San Francisco lembramos que não tínhamos fechado hotel por lá ainda. Já tínhamos feito todas as pesquisas, só não tínhamos “arrematado” o leilão do Priceline (falo sobre ele no post de Las Vegas) ainda.

Aí entramos no computador no aeroporto e fechamos lá mesmo. Em nossas pesquisas anteriores já tínhamos visto que os hotéis em Oakland eram praticamente ¼ do preço dos hotéis em San Francisco. Como chegaríamos pelo aeroporto de Oakland (no dia 12) e partiríamos de lá também (alugamos o carro lá a partir do dia 14 para devolver em Los Angeles no dia 17), achamos que seria uma boa ideia ficar em Oakland. Demos uma estudada no mapa da cidade e vimos que havia metrô de Oakland para San Francisco: achei que seria o mesmo que ficar no Queens e ir à Manhattan, coisa que fiz durante quase duas semanas tranquilamente durante uma estadia em Nova Iorque. Além disso, sou fascinada por metrôs e faço questão de usar bastante esse tipo de transporte sempre que viajo (gato que nunca comeu melado, quando come se lambuza!). 

Chegamos no aeroporto e tudo lindo. Fomos super bem atendidos, o “shuttle” (van) do hotel foi buscar a gente lá. O hotel bem legal... Arreamos as malas no quarto e fomos em direção ao metrô (lá chama Bart) para San Francisco. A estação ficava há uns 10 minutos do hotel caminhando e logo quando saímos achamos tudo meio vazio demais. Paramos em um centro comercial e perguntamos se aquele bairro era perigoso à noite. A mulher respondeu que não recomendava que a gente andasse sozinhos por lá depois das 20:00. Falou que na porta da estação tinha um ponto de ônibus e que o número 45 parava em frente ao nosso hotel. Naquela hora ainda não tinha me dado conta do tamanho da furada, acostumada com muita pobreza e violência no Brasil, achei que era exagero da mulher...

Pegamos o Bart até a estação de Embarcadero em San Francisco, caminhamos por toda a orla, apreciando a linda vista da baía de San Francisco. Fomos até o Fisherman´s Warf, que é um centrinho com lojinhas fofas e restaurantes ao lado de uma marina onde tem muitos leões marinhos. Depois do agradável passeio, fomos para o Little Italy (uma região cheia de restaurantes italianos) e jantamos por lá. Estávamos super cansados, pois tínhamos caminhado o dia inteiro e mesmo se quiséssemos não íamos dormir tarde nesse dia. Chegamos na estação de Oakland umas 21:00 e fomos direto ao ponto de ônibus. Que medo!! Só umas pessoas mal encaradas... O ônibus chegou bem rápido, mas a espera pareceu uma eternidade!

Cadê a minha cabeça de sol?? Tempo feio, nublado e frio em San Francisco... A chegada não foi das mais animadoras... Mas vamos, que vamos, que amanhã será um novo dia!!!

Abaixo, fotos do Fisherman´s Warf, dos leõs marinhos, da baía, de Alcatraz (By Camila Lisboa)...







Sobre o amor e a liberdade


Imagem retirada do Google Imagens

"Só a completude absoluta possui a liberdade e emana o amor puro; quem carece (depende) do amor do outro, alem da liberdade que lhe falta, ainda está vazio de si!" Niduchan Das

Ficou curioso/a para saber quem é Niduchan Das? Nem perca seu tempo procurando no Google, pois qualquer coisa que encontre, não será o/a autor/a dessa frase....

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Jamie Oliver no TED Talks: Nutrição, obesidade e educação

Um amigo me mandou esse vídeo ontem após ler meu texto sobre a Gula (o vício do açúcar), dizendo que era a cara do blog e realmente é! Vitor, valeu!! Adorei!!!

Excelente vídeo do Jamie Oliver no TED Talks. / Jamie Oliver´s great video for TEDPrize.

O desejo de Jamie Oliver: "Ensinar todas as crianças sobre comida"

Jamie Oliver´s wish: "Teach every child about food"


"Eu desejo que todo mundo ajude a criar um movimento forte e sustentável, para educar todas as crianças sobre comida, inspirar suas famílias a cozinharem novamente e capacitar pessoas de todas as partes a lutarem contra a obesidade." Jamie Oliver, 2010

"I wish for everyone to help create a strong, sustainable movement to educate every child about food, inspire families to cook again and empower people everywhere to fight obesity." Jamie Oliver, 2010

Las Vegas e Grand Canyon

Saímos de Los Angeles mais ou menos às 13:00 em direção a Las Vegas. A estrada um tapete, paisagem bastante árida, porem bonita.


Como nenhum brasileiro que vai aos EUA é de ferro, fizemos um pit stop no meio do caminho em um outlet. Já tinham me falado da existência um bom outlet em Vegas e outro no caminho de San Francisco para Los Angeles. Entretanto, eu tenho uma queda por outlets e centros comerciais nos EUA no meio da estrada e em micro-cidades. Costumam ser mais baratos e principalmente mais vazios.

Dito e certo, este outlet estava às moscas (com excelente atendimento) e ótimos preços. Não tinha muito que comprar, até porque este nunca é meu foco em viagens, mas valeu a pena! Chegamos em Las Vegas à noite e as luzes realmente impressionam. De longe, na estrada, era possível ver aquele clarão distante no céu, como se o sol estivesse prestes a nascer... Amazing!

Curiosidade: 100% da energia de Las Vegas é renovável (hidrelétrica, eólica e solar) e suas luzes podem ser vistas por satélites.

Quem me conhece sabe que meu turismo favorito é o que inclui natureza. No caso de Vegas, as atrações que mais me entusiasmavam era a sua proximidade do Grand Canyon e o expetáculo do Cirque Du Soleil – Love – 100% com músicas dos Beatles. Esses dois eventos foram agendadíssimos ainda no Brasil.

Tínhamos tentado comprar o ingresso do Cirque Du Soleil para o espetáculo “O” pela internet, mas deu erro algumas vezes. Apesar de terem me dito que é o melhor espetáculo deles, confesso que não sou tão fã assim do Cirque de Soleil e não estava no desespero para assistir dois espetáculos em dias consecutivos. Desta forma, resolvemos arriscar comprar na hora, mas como já imaginávamos, quando chegamos a bilheteria os ingressos estavam esgotados. No fim até achei bom, o dia tinha sido longo, com cerca de 5 horas de estrada, turismo em LA, compras... Estávamos exaustos e capotamos às 22:30 (se tivéssemos assistido ao show certamente teríamos ido dormir super tarde).

Fomos dormir rezando para fazer sol no dia seguinte. Isso mesmo, pegamos chuva em Las Vegas! Dessa vez minha cabeça de sol falhou e cheguei à conclusão que ela funciona da seguinte forma: traz aquilo que é incomum para aquele lugar. Afinal de contas, Vegas é no meio do deserto, chuva é coisa rara por lá...

No dia seguinte, tínhamos agendado com o “shuttle” (van) para nos buscar no hotel às 5:15 da madrugada, para o tão esperado passeio de Helicóptero pelo Grand Canyon. O dia estava cinza e São Pedro atendeu aos meus pedidos... O céu se abriu e só começou a chover no finzinho do passeio de helicóptero... Já tínhamos saltado, caminhado pelo Grand Canyon, tomado café da manhã por lá e até brindado com espumante! Indescritivelmente lindo e impressionante o passeio, AMEI!!!  













Curiosidade: O Grand Canyon pertence a índios americanos e é considerado território, não Americano. Ou seja, pisar nele é fazer uma viagem internacional dentro dos EUA.

Retornamos para Vegas no fim da manhã e ainda deu tempo de ver (mais uma vez!) a exposição “Bodies”, do corpo humano. AMO essa exposição!!! Dessa vez fui de guia e professora de anatomia e fisiologia para um engenheiro, risos!

Passeamos por Vegas de carro, conhecemos os hotéis mais famosos... Mas sinceramente, toda aquela arquitetura só me atrai de forma passageira. Tudo muito cenográfico e fake... Cassino então, nem se fala... Dessa vez não quis nem brincar de apostar uma moedinha! Coisa de maluco as pessoas dia e noite com a cara enfiada naquelas máquinas caça níquel ou em tensas mesas de jogos. Não me atrai nem um pouco!








Para quem não sabe, Las Vegas se resume a um monte de hotéis com grandes estruturas. Todos eles têm muitas lojas, restaurantes, bares, teatros, shows e claro: CASSINOS. Tudo na cidade acontece dentro da estrutura dos hotéis... Aí tem de tudo: Torre Eifel, Estátua da Liberdade, mini Veneza, pirâmide do Egito... Em minha opinião uma bregueira só!

Com a chuva não tinha muito que fazer, restou mais um passeio pelo outlet. Lá tive a melhor das surpresas: um restaurante de buffet livre de comida japonesa super barato e muito variado. Fica a dica para quem curte um japa e estiver de saco cheio dos hambúrgueres e batatas fritas americanos! O outlet em si, um inferninho, como imaginei... Cheio de brasileiros, lotado...

Obra do inconfundível Frank Gehry - um pouco afastada da cidade, no caminho para o Outlet. Tem um hotel dele na cidade também, mas acabei não fotografando (arquiteta de araque!)

Na volta ainda deu tempo de dar um cochilinho básico antes do show do LOVE. Preciso dizer que me emocionei, me arrepiei e amei?? LINDO, LINDO, LINDO!!! O palco é central e o teatro bem pequeno, de forma que dá pra ver tudo com detalhes. Da outra vez que assisti ao do Cirque du Soleil, o palco era tradicional... Você fica perdido sem saber para onde olhar...! Sem contar que o LOVE tem uma trilha sonora especial, que faz toda a diferença!



Missão cumprida em Vegas... Rumo a San Francisco!!!

Dica: Fechamos o hotel em Vegas através de um site muito legal chamado Priceline. Você escolhe a faixa de preço, o número de estrelas, a região onde quer se hospedar e ele lhe dará “x” opções e um preço mínimo. Aí você faz a sua oferta (inferior ao mínimo sugerido pelo site), dentro das categorias selecionadas e o site lhe dá uma opção de hotel. Só preciso dizer que ficamos em um hotel 4 estrelas, cujo quarto tinha aproximadamente 150m², por um valor muito menor do que pousadinhas bem simples que costumamos ir aqui no Brasil. Mas não é sempre assim, Las Vegas é um ponto fora da curva, pois, tem tanto hotel, que sobra quarto. Assim, é possível ter uma ótima hospedagem a um preço bastante acessível... MUITO BOM!!! 

Detalhe: para "bookar" no priceline é preciso ter um endereço nos EUA como referência...

O hotel que ficamos: nosso quarto ficava bem nessa curva, com uma vista de 180 graus da cidade.

Dentro do hotel: Cassino, luzes e 'mulheres'... Sim, a prostituição lá é permitida e anunciada no fundo dos carros!! Elas estão por todas as partes!!!

Videos do nosso quarto de hotel em Vegas

Todas as fotos e vídeos por Camila e JBF