quarta-feira, 6 de junho de 2012

Animais de estimação



Nunca fui fã de ter animais de estimação, mas conversando com uma amiga, recém-casada, acabei de ver que tem um lado super positivo. Esta minha amiga, ganhou um cachorro de dia das mães e está tendo a experiência de fazer um “estágio” como mãe antes de ter um filho de verdade.

Nunca tinha pensado desta forma, mas conversando com ela, percebi que faz muito sentido. Uma criança muda completamente a rotina de um casal. Criar um cachorro antes de ter um filho me pareceu um excelente treino.

Ela estava me contando que durante o primeiro ano de casada, ela e o marido não tinham horários, responsabilidades, nada. Saiam e voltavam na hora que queriam, cuidavam um do outro, mas como maiores de idade, vacinados e independentes.

A principio achei uma dor de cabeça desnecessária. Ela me explicando que não pode viajar ainda, pois o cachorro ainda é muito pequeno, não pode ir pra hotéis de cachorro. Significa que durante três meses ela fica um pouco presa à casa por causa do cachorro. Tem que ver os horários de chegar e sair de casa para dar a comidinha dele. Enfim, o casal agora está cheio de travas que nunca existiram. Isso sem falar em custos que passam a existir, mas que ainda assim são muito menores do que aqueles gerados por uma criança...

Ruim? Tem que ver o ângulo que se analisa. Se um casal não consegue se comprometer a um cachorro, abdicar de três meses de viagens aos finais de semana ou ter que adaptar a rotina deles à este pequeno ser (que é muito mais independente que um recém nascido), como fará no dia que tiver uma criança?

Conheço jovens mães que não tem paciência nenhuma, não querem amamentar (não por falta de leite e sim pelo trabalho que dá), querem ir pra rua o tempo todo, festas... Enfim, resolvem virar mães, mas querem continuar com o desprendimento de uma vida de solteira, ou de casal sem filhos. Ou então pais, que continuam indo para mil happy hours após o trabalho, chegando a casa tarde, sem cair a ficha de que devem dividir as responsabilidades...

Poder pagar uma empregada hoje em dia virou condição sine qua non para quem quer ter filhos. Não estou dizendo que esteja errado. Uma ajuda é sempre bem vinda. Mas tem muita gente que não encara ficar sozinha um minuto com o próprio filho. É empregada, babá, enfermeira, folguista, folguista da folguista... Algumas nem trabalham fora de casa, para justificar um aparato tão grande.

Ainda não tive os meus e posso estar fazendo um mau julgamento. A ideia do post não é essa e sim qualificar a iniciativa da adoção de um animal de estimação como treino (para quem gosta) para casais que pensam em ter filhos. Pareceu-me o primeiro passo para se acostumar com todas as mudanças que uma criança gera na vida de um casal. É isso aí, renovação de conceitos, sempre bem vindas. Nunca pensei que acharia positivo um animal de estimação... Continuo sem querer um, mas apoio quem queira! 

Mandalas

Outro dia comentei num vídeo que gosto de fazer mandalas nos meus pratos. A culinária é uma arte efêmera, mas não tanto, desde que seja degustada calmamente. Uma bela arrumação, ajuda que se coma de forma pausada, apreciando cada sabor separadamente. Gosto de intercalar cada alimento com um pouco de arroz, comendo um de cada vez. Usar hashi no lugar do garfo e faca é um hábito que trás paz à refeição, uma vez que tendemos a colocar menores porções na boca e o contato da madeira nos lábios é muito mais agradável do que o contato com o metal. 

Se você ainda não tem esse hábito, experimente. Descubra que pode fazer de suas refeições, momentos de sintonia entre seu mundo interior e exterior, alimentando o corpo e a alma. 

Neste prato:
  • Arroz e trigo integrais
  • Feijão preto
  • Tofu acebolado com shitake
  • Chuchu refogado com nirá
  • Salada prensada de nabo, cenoura, pepino e repolho
  • Molho de tahine no centro do prato...


The other day I posted a video (soon I´ll add subtitles in English) where I talked about how I like doing mandalas on my dishes. Culinary is an ephemeral art, but not quite, if slowly tasted. A neat arrangement, helps eating in a paused way, treasuring each taste separately. I like to intersperse each food with a little bit of rice, eating each one at a time. Using chopsticks instead of forks and knives is a habit that brings peace to the meal, once we tend to eat smaller portions and the contact of wood with our mouth is nicer than the contact with metal.

If you still don´t have this habit, give it a try. Discover that you can make your meals moments of syntony between your inner and outer world, nourishing your body and soul. 

On this dish:
  • Brown rice and whole wheat
  • Kidney beans
  • Tofu with onion and shitake mushroom
  • Sauteed chayote and chives
  • Pressed daikon, carrot, cucumber and cabbage
  • Tahine sauce in the center of the plate...




terça-feira, 5 de junho de 2012

Macrô / Macro

Quem já provou meus pratos sabe de minha mania de fazer "arquitetura de comida." Começo a comer pelos olhos, então cores são essenciais para aguçar o meu paladar. Um prato bem arrumado deixa a comida mais simples do mundo, super saborosa. A culinária macrobiótica, prima por sabores leves, que extraem o máximo dos alimentos com suaves temperos. Nesse prato alguns ingredientes e preparos clássicos:
  • Arroz integral com milho (da espiga, claro!)
  • Salada prensada de rabanete, alface e pepino
  • Agrião refogado
  • Kimpira de cenoura e cebola
  • Verduras Nishime: batata barôa, batata doce, inhame e moranga
  • Gergelim e wakame tostados para dar aquele toque final...


People who have tried my food know I love to do "food architecture". I start eating with the eyes, so colors are essential to sharpen my sense of taste. A neat dish makes the simplest meal super delicious. The macrobiotic culinary primes for light flavors and extracts the most of each ingredient with mild condiments. In this dish are some classic ingredients and preparations: 

  • Brown rice with corn (from the cob)
  • Pressed lettuce, radish and cucumber salad
  • Sauteed watercress
  • Onion and carrot kimpira
  • Nishime style round veggies: squash, sweet potato, yam and arracacha
  • Final touch of roasted sesame seeds and wakame...