terça-feira, 16 de junho de 2015

Sardinha na pressão



Essa receita é uma ótima opção para comer sardinhas, peixinhos tão ricos em nutrientes como ômega 3 e cálcio e que geralmente só são consumidos fritos ou enlatados. Pra completar é fácil e barata!

Ingredientes:
1kg de sardinha fresca ou congelada
3 tomates grandes sem sementes 
1 cebola média
1 pimentão verde pequeno
Tempero verde a gosto
1 colher de café de pimenta-do-reino
1 colher de chá de sal marinho
3/4 xícara de água
1/4 de xícara de azeite de oliva
1/4 de xícara de vinagre de arroz (usei o vinagre de arroz integral orgânico, que é melhor ainda)

Preparo:
Limpe as sardinhas, deixando descansar no sumo de limão e um pouco de alho esmagado com sal por pelo menos 30 minutos, para tirar a "murrinha".

Bata todos os ingredientes no liquidificador, fazendo um molho.

Arrume as sardinhas numa panela de pressão, colocando metade do molho embaixo e a outra metade por cima e cozinhe no fogo alto até dar a pressão. Depois reduza a chama do fogo (fogo baixo) e deixe cozinhando por 25 minutos.

DICA:
Essa receita rende muitas porções, se você tem poucas pessoas comendo em casa (como eu), pra não passar a semana inteira comendo sardinha, uma boa ideia é porcionar e congelar. Assim, quando quiser uma sardinha rápida, ao invés de recorrer à enlatada que é bem mais salgada e oleosa, terá uma opção caseira: mais saudável e bem mais em conta que uma lata de sardinha. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Amamentação - apojadura (quando o leite desce)

Os dias do colostro foram bem tranquilos, como falei no post que chamei de Puerpério, nos 3 primeiros dias meu filho dormiu, dormiu e dormiu...!

O dia da apojadura (quando começa a descer o leite), por sua vez, foi meu primeiro "drama" do puerpério. Ocorreu entre o 3 e o 4 dia de vida do meu filho. Minha sorte foi que minha irmã tinha passado por isso dois meses antes, então ela me socorreu imediatamente, evitando maiores estragos, como a famosa mastite, que impede tantas mulheres de amamentar.

Sim, o leite empedrou todo e as mamas ficaram bastante doloridas. Tive também um pouco de febre (38 graus Celsius). Meu filho, ainda um "aprendiz de mamador", não sabia sugar direito, passou o dia tentando mamar sem conseguir.

Eu já estava colocando compressa de água quente quando minha irmã chegou para me socorrer e me disse que isso ia aumentar o fluxo de leite e empedrar ainda  mais! Me explicou que o problema nessa fase é a dificuldade na passagem do leite pelos dutos mamários, ainda "virgens".

Então ela me ensinou a massagear os nódulos, desfazendo-os e seguindo com o movimento no sentido das auréolas, apertando-as para o leite sair. Me ensinou a massagear com um pente e também com uma garrafa de água cheia de água morna.

Enfim, foi um dia inteiro fazendo isso e deixando o bebê sugar o maximo possível para estimular as mamas. Não levantei nem para comer: comi sentada na cama, meus pais me deram comida na boca!! Altas horas da noite, para o meu desespero, ele berrava de fome! Eu estava esgotada e meus seios ainda empedrados...

Quase chorando (pois sempre fui convicta da amamentação exclusiva), depois de muitas horas de choro e percebendo que meu filho tinha feito todo o esforço possível para sugar seu alimento do meu peito, ofereci 30ml de NAN, os quais ele sugou vorazmente. Ofereci mais 30ml e então ele finalmente se acalmou e adormeceu.

Fiquei arrasada, pensando: "Se no quarto dia de vida do meu filho já tive que dar leite industrializado, amamentar 6 meses será muito difícil". Acho que pelo fato dele ter nascido com 4.210kg tinha uma demanda de leite bem grande para um bebê de apenas 4 dias, pois minha irmã passou pelo mesmo problema e solucionou com apenas 30ml de NAN, metade do que o meu "mamador" precisou para saciar a sua fome.

Mas como sempre digo, nada como um dia após o outro. Ele estava exausto de tanto tentar mamar o dia todo e dormiu muita aquela noite, acordei mais descansada e com bem menos nódulos. Neste dia Guilherme passou literalmente 10 horas "plugado" em meus seios, mas ao fim do dia as mamas já não estavam empedradas e ele conseguiu todo o alimento que precisava!

Nem preciso dizer que estava no pânico dos meus mamilos racharem com um bebê "plugado" tanto tempo, né? Talvez por ter tido esse início de amamentação meio dramático e pelas histórias de minha irmã, mãe e outras tantas mulheres que tiveram problemas de feridas nos mamilos, fiquei tão obsessiva com a rotina de tomar sol e passar lanolina. Há males que vem pro bem! Hoje considero minha trajetória da amamentação beeeeeem light!

Amamentando - como evitar rachadura nas mamas

Esse post terá que ser dividido em alguns capítulos, pois há muito para se falar sobre amamentação.

Meu filho já está com quatro meses em amamentação exclusiva, então acho que posso dizer que já tenho alguma experiência no assunto.

A primeira dificuldade que sempre ouvi falar que a maioria das mulheres têm para amamentar é quando ocorrem rachaduras nos mamilos.

Existe a recomendação de se tomar sol durante a gravidez para fortalecer o tecido da auréola, mas eu, apesar de saber disso e de temer bastante as famosas lágrimas do início da amamentação, não tomei sol...

Nos primeiros sete meses simplesmente porque não estava em casa na hora que tinha sol. Como relatei em posts anteriores, saía de manhã e só voltava para casa à noite.

Nos últimos dois meses, cheguei em Salvador num ritmo frenético, com um checklist enorme de pendências e providências para resolver antes do parto e da mesma forma, raramente estava "de bobeira" no horário do sol em casa.

Minha irmã pariu dois meses antes de mim e estava num sofrimento sem fim para amamentar. Depois vou até pedir que compartilhe a sua história aqui no blog... Enfim, meu parto chegando perto e eu já tinha me conformado que ia sofrer um tempo para amamentar, como a maioria das mulheres, e que depois ficaria tudo bem.

Logo que meu filho nasceu, não esperei NADA e comecei a usar pomada de lanolina (usei a PURELAN da Medela). Colocava a pomada e uma gaze por cima, para não melar o soutien, após cada mamada. 

Além disso, como passei a ficar o dia todo em casa, desde praticamente o primeiro dia, tomei sol nas mamas. Se o bebê estivesse acordado na hora do sol fazia 2x1 - dava banho de sol nele e tomava sol... Se ele estivesse dormindo, tomava sol de qualquer jeito. Se estivesse com sono não importava: o sol em primeiro lugar... Minhas amigas e tias iam me visitar e eu lá em meu topless, nada abalava a minha rotina! Tomei pelo menos 30 minutos de sol nas mamas, todos os dias, no primeiro mês.

Querem saber o resultado?? NÃO TIVE NADA!!! À medida que o tempo ia passando nem conseguia acreditar que consegui passar ilesa por esse problema, que é um drama na vida da maioria das mães...

Vou encerrando o post com essa dica pras futuras mamães de plantão!  A lanolina é excelente, mas o sol foi quem fez a grande diferença. Quando sentia algum sinal de dor, era só tomar sol que passava instantaneamente. Na dúvida, recomendo a combinação das duas ações! 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Em defesa da Bela Gil

Com a nova vida de mãe ando um pouco atrasada com as notícias e só hoje li sobre a polêmica em torno da merenda da Flor, filha da Bela Gil.

Neste link tem a resposta dela e a explicação sobre o caso, para quem está por fora do assunto, como eu estava até poucas horas atrás. http://m.huffpost.com/br/entry/7456410

Sinceramente sou fã do trabalho que ela está prestando a este país! Demorou para aparecer alguém na mídia, com o nome forte, cheia de personalidade e coragem para assumir uma postura sobre alimentação que foge do convencional. 

Assim como ela, acredito que através da educação alimentar é possível alcançar mudanças drásticas de saúde, através de uma atitude preventiva. 

Minha opinião não se baseia em mera teoria. Fui uma "Flor Gil" há 25 anos atrás... Minha mãe nunca comprou um biscoito recheado em casa, aliás, nem biscoito Maria ou Maizena faziam parte das compras lá de casa... Achocolatados? Jamais!

Nunca sofri bullying por isso, pelo contrário, meus colegas tinham grande curiosidade em provar minhas comidas e sempre levava uma porção extra pra ter suficiente para mim e para os degustadores infantis de plantão. Meus lanches eram pipoca de arroz, fruta, granola, biscoitos integrais, etc... Além disso, sempre almocei na escola e levava minha marmita com algas, feijão azuki, arroz integral, todo tipo de hortaliça e da mesma maneira, nada disso me impediu de ser uma criança super sociável e feliz!

Claro que em algum momento da vida, provei tudo: biscoito recheado, salgadinho, sorvete, bombom, fast food, inclusive com a anuência dos meus pais. Entretanto, ter provado é completamente diferente de ter tido esses alimentos como referências de lanches e comidas em minha infância.

Se hoje tenho água na boca só de pensar em uma pinha, um sapoti, uma sopa de abóbora, uma salada de agrião e outras delícias que vêm direto da natureza, é porque tive meu paladar muito bem educado desde cedo.

Passo batido por lanchonetes de fast foods, docerias e pela sessão de guloseimas no mercado. Essas coisas simplesmente não me atraem e tenho convicção que a razão disso é o fato desse tipo de comida não ter sido referência durante a minha infância.

Espero que toda essa polêmica faça muitas pessoas refletirem sobre a forma como alimentam seus filhos. Isso começa desde a vida intrauterina onde o bebê está em formação e já existem estudos que demonstram que o paladar da criança sofrerá influência daquilo que a mãe ingeriu durante a gestação. Por exemplo, pesquisadores dizem que o gosto pelo açúcar tem relação com a quantidade de doces ingeridos pela mãe na gravidez...

Amamentando, tudo isso fica bem claro. O bebê reage diretamente àquilo que a mãe come, pois vai tudo diretamente para o leite. Então, continuando o período gestacional a mãe precisa estar super atenta ao que come, para produzir um leite de fácil digestão, evitando as famosas cólicas e determinadas intolerâncias e processos alérgicos que começam desde esta fase...

Alimentar é definitivamente uma parcela crucial do processo educacional infantil. É preciso acabar com esse tabu de que existe "felicidade" por trás de uma lata de refrigerante, um pacote de salgadinho ou biscoito recheado. Criança feliz é criança saudável!!! Esses mitos são criações da mídia e convencer uma criança do contrário é uma missão árdua que deve ser enaltecida, jamais criticada! 

A obesidade infantil é hoje um dos maiores problemas da saúde pública, juntamente com problemas que estão surgindo cada vez mais precocemente como diabetes e cardiopatias... Tudo isso é o reflexo da péssima alimentação que os pais vêm oferecendo aos seus filhos... Deviam pegar o exemplo da Bela ao invés de criticar... A saúde dos seus filhos agradece!