quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Arquitetura - Para todo problema há uma solução!


Imagem: Uma parte da Cidade das Artes e Ciencias do Valenciano: Santiago Calatrava

Ser arquiteta é ser MULTI
É a única profissão onde:
Estuda-se matemática na mesma intensidade que história
A ergonomia é essencial na criação de equipamentos
A química é sempre lembrada na hora de se fazer um restauro
A geografia é constantemente utilizada nos estudos da interfência do sol, do vento e da sombra nas edificações
As artes plásticas dão a estética das cores e formas
O direito jamais pode ser esquecido no cumprimento de leis e normas
A física está presente na possibilidade de se fazer estruturas ousadas
A sociologia é fundamental para sugerir a proposta certa pro local adequado
A psicologia é desejável para captar o discurso inconsciente dos clientes
O desenho técnico primordial para garantir a perfeição do papel para a obra

Em resumo, arquitetura é a profissão que integra o racional e o sensível
Onde se captam idéias abstratas transformando sonhos em realidades
Ao mesmo tempo em que se pensa em viabilidade econômica e estruturas
O resultado dessa ampla formação é que:
Para um arquiteto nunca existem problemas, sempre soluções!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Humano X Divino



Nascida e criada em famílias com valores católicos aprendi a aceitar a religião como algo inerente à vida. Com o decorrer do tempo, estudando as ciências e convivendo diariamente com as desigualdades sociais e destinos de morte/vida das pessoas comecei a questionar um pouco a existência desse Deus pregado pelas religiões.

Apesar de todos esses questionamentos, há perguntas sem respostas, lacunas deixadas pela ciência (intelectualidade humana) que passam a ser atribuídas ao divino, como por exemplo:
Como explicar porque uns morrem jovens e outros vivem 100 anos?
Como explicar pessoas de boa índole e outras de má índole?
Como entender os carmas e as cruzes que cada indivíduo carrega?

Acredito que todo mundo tem uma missão no mundo e é difícil acreditar que essa missão seja algo aleatório e desprendido, sem uma seqüência lógica. Apesar de não ser seguidora de nenhuma religião, vejo a doutrina Espírita como aquela que proporciona mais respostas. Por exemplo, a teoria das reencarnações explica as causas da vida, como se ela fosse vivida em diversas etapas, onde cada encarnação representa mais uma oportunidade de desenvolvimento terreno. Explica porque um pai perde um filho ainda pequeno (talvez essa mesma alma em outra vida tenha tirado a vida de uma criança, causando a dor de outro pai) e seguindo esta mesma linha de pensamento podemos chegar a algumas justificativas coerentes para tantas perguntas sem respostas.

Quanto a Deus, penso nele como uma força superior que rege o universo. Esse Deus é individual, eis porque não sigo nenhuma religião apesar de ter MUITA EM DEUS. Esse Deus tem provado sua existência em minha vida constantemente, seja através de sincronicidades, curas milagrosas (cientificamente inexplicáveis), coincidências (elas existem?), na perfeição da natureza, nos atos de bondade, amor, compaixão...

Para mim uma vida sem Fé é uma vida vazia, onde só se crê no que se vê. Considerando que o melhor sentimento do mundo é abstrato: O AMOR - palavra de significado tão abstrato quanto Deus ou Fé, porém todas causadoras de fortíssimas emoções. Afinal, há quem prefira viver baseado na razão, respeito, mas prefiro a emoção!

Música: Se eu quiser falar com Deus na voz imortal de Elis Regina, letra de Gilberto Gil.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Lar Doce Lar



Acho que desde que criei esse blog nunca passei tanto tempo em abstinência de postagem.

Vou escrever hoje sobre o papel da decoração de interiores na vida das pessoas. Como arquiteta que atua no ramo, vejo cada vez mais a distorção de valores no que tange este assunto. As pessoas freqüentemente pensam que PRECISAM disso ou aquilo para serem felizes e como profissional da área está clara a responsabilidade minha e de meus colegas sobre o tema. Afinal de contas, o arquiteto é um formador de opiniões que é contratado para sugerir estilo e bom gosto.

Neste aspecto, desde cedo sempre busquei ter o máximo de cuidado respeitando sempre o gosto do cliente. Sinto que há muitos profissionais que gostam de impor seus gostos nos lares de seus clientes e esquecem de que quem vai habitar aquele local não são eles. Sendo assim, vejo o papel do arquiteto como um harmonizador de estilos, aquele que vai fazer do limão a limonada e conseguir sim encontrar um lugar para aquela peça que para ele pode parecer horrível, mas que é o sonho do seu cliente.

O arquiteto é um realizador de sonhos. É alguém que capta idéias abstratas e difusas, organizando-as em forma de desenho e realizando-as tridimensionalmente através de materiais, móveis, objetos e cores. Além disso, precisa ocupar um pouco o papel de advogado do diabo, mostrando os contras de algumas idéias, para que o cliente desavisado não venha a sofrer as conseqüências de uma escolha ruim no futuro.

O arquiteto é em parte psicólogo também, precisa captar o que aquele cliente deseja e espera, assim como quais as referências de família que o levam a pensar de determinada maneira... É necessário conhecer os hábitos cotidianos mais peculiares para organizar os espaços de forma a tê-los o mais confortável possível.

Como em muitos outros aspectos da vida a mentalidade excessivamente consumista instaurada nas pessoas vem distorcendo todos os parâmetros de felicidade doméstica. Cada vez mais elas acreditam que necessitam ter aquela casa de capa de revistas, reproduzindo-a em ambientes nada funcionais e aconchegantes.

Vejo essas mostras de decoração como um desfile de moda, onde o estilista expõe o máximo de sua criatividade na passarela, para demonstrar seu potencial. Porém dificilmente aquelas roupas podem sair da passarela para as ruas (as pessoas pareceriam no mínimo loucas e, além disso, são peças com caimento ideal para mulheres esqueléticas). O mesmo ocorre em mostras de decoração e as pessoas precisam tomar consciência disso, de que nem sempre o que está exposto é funcional no dia-a-dia.

Existe uma diferença gritante entre estética e conforto e é preciso encontrar o ponto de interseção destes aspectos na criação de um ambiente aconchegante. Afinal, quem não quer poder colocar os pés no sofá ou na mesinha de centro? Outro erro freqüente é moldar a casa em função da visita. Bem, salvo em raros casos ela ocorre tão esporadicamente que não vejo nenhum sentido em abrir mão de qualquer coisa dos moradores em prol de alguém que aparece esporadicamente. Infelizmente, entretanto, muita gente se preocupa mais em mostrar do que ser e para mim é papel do arquiteto fomentar o bem estar não o consumismo desenfreado em prol de uma pseudo-felicidade proveniente de uma estética padronizada.

P.S.: O que aconteceu com o editor de textos do blog?

terça-feira, 22 de junho de 2010

Religião X Espiritualidade

Imagem retirada do Google Imagens

Recebi esse texto por e-mail e me identifiquei tanto que resolvi compartilhá-lo aqui no blog... Espero que gostem também!! =)

Incidente com jogadores de futebol, inspira lição 
Texto de fonte e autoria desconhecida

Para quem não sabe, semanas atrás os jogadores do Santos foram convidados a ir a um hospital em que são tratadas crianças portadoras de deficiências mentais.



Já na porta do hospital, alguns jogadores ficaram sabendo que ele está ligado a entidades espíritas e, imediatamente, se recusaram a entrar no hospital, sob a alegação de que sua religião, não declarada no momento, mas presumivelmente evangélica, os proíbe de contatos com o espiritismo. Recusaram-se, assim, a manter contato com as crianças doentes. Outros jogadores entraram no hospital e cumpriram a tarefa para a qual haviam se deslocado até ali.



Criticado, como os demais do grupo resistente, Robinho exigiu:



"- É preciso que respeitem a religião da gente".



Uma parte dos atletas, entre eles, Robinho, Neymar, Ganso e Fabio Costa, se recusaram a entrar na entidade e preferiram ficar dentro do ônibus do clube, sob a alegação que são evangélicos.



Reflexão para a paz 
Texto feito por René Kivitz: cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho - como comentário do episódio descrito na matéria transcrita acima.
 
Os meninos da Vila pisaram na bola, mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica na superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião. 

RELIGIÃO

A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e de cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra a prática do homossexualismo, ou mesmo, se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Alá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir, enquanto outros, e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio, através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus. 

ESPIRITUALIDADE

Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos, no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião. 

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade, que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e a miséria de uma paralisia mental.