domingo, 15 de dezembro de 2013

Tecnologia Revolucionária: spray de vidro líquido

Quem já ouviu falar nisso?? Eu não conhecia e achei simplesmente sensacional... 1002 utilidades: melhor que Bombril!!

Na arquitetura/decoração, permitirá revestir uma fachada de tecido, por exemplo... E aquelas fachadas em mármore que fatalmente sofrem com intempéries?? Garante a durabilidade de papeis de parede, principalmente em ambientes como lavabos... Agora as mamães vão poder usar os tecidos dos sonhos nos estofados em casa, sem se preocupar com os filhos traquinas... E obras de arte que sofrem em ambientes com muita umidade e/ou salitre?

Na cozinha, poderemos usar os aventais mais lindos sem medo de que manchem. Melhorar a resistência e higiene de utensílios porosos, como panelas/chapas de pedra ou barro...

E aqueles sapatos maravilhosos forrados de tecido ou saltos de cortiça, que se acabam na primeira chuva? Vão durar!!

Nos hospitais, os jalecos continuarão brancos e lindos! Aliás, quem precisa se vestir de branco no dia-a-dia também está salvo...

Documentos importantes como diploma, certidões de nascimento/casamento... Cartas e fotografias que devem durar para a posteridade... 

Simplesmente ameeeeei e mal posso esperar para ter este produto mágico em casa!!!


Poxa, não estou conseguindo postar o vídeo inteiro: para assistir a matéria completa basta clicar aqui!!


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Moda Inclusiva: muito além do estímulo ao consumismo

Acabei de ver este vídeo e na hora lembrei do trabalho de uma amiga, estilista, que no ano passado participou de um desfile voltado a pessoas com corpos "imperfeitos". Na época achei a ideia fantástica, pois quando pensamos no universo da moda, normalmente vem a ideia de um mundo que se dedica a fazer as pessoas quererem comprar mais, mais e mais - além de uma preocupação exacerbada com o externo, em detrimento do interno.

Moda, para mim, em primeiro lugar serve para fazer com que peças cumpram mais do que o simples papel de cobrir e proteger o corpo. É uma ferramenta que ajuda a trazer mais personalidade e cor para a vida das pessoas, fazendo com que possam expressar seus valores (estéticos ou não) e manter uma relação cotidiana com a arte. Ela reflete aquilo que somos, bem como o nosso estado de espírito e deve ser universal e acessível a todos. Sou uma admiradora nata de todo tipo de expressão artística, inclusive da moda, entretanto, vê-la servindo de ferramenta para gerar mais inclusão e determinadas reflexões me pareceu uma proposta bastante rica e inovadora. 

Compartilho com vocês um vídeo (referência internacional) que mostra o trabalho com a moda por outro ângulo, bem como as fotos do desfile desta amiga (brasileiríssima), como exemplos de belos trabalhos que exploram o conceito da utilidade da moda e a sua relação com o corpo humano. Em todos é incrível ver a felicidade estampada no rosto de quem tem a chance de ter um "look" personalizado, já que para estas pessoas, não é fácil encontrar algo que "caia como uma luva". 

Uma boa reflexão para quem está com o guarda-roupas abarrotado e quando é convidado/a para um evento tem coragem de dizer que não tem nada para vestir e/ou para quem se queixa de que não pode usar isso ou aquilo por ter pernas finas, um pneuzinho ou pés feios... Que tal agradecer mais e reclamar menos?

Vídeo de autoria do grupo suíço Pro Infirmis

Foto concedida por Cláudia Gordilho, autora do "look"

Foto concedida por Cláudia Gordilho, autora do "look"

Imagem concedida por Cláudia Gordilho, autora do "look"



Non Credo

Imagem retirada do Google Imagens

Semana passada falei sobre o non credo e prometi retornar para explicar o que significa este conceito. O termo, como já devem estar imaginando, vem do latim e significa: não acredite. 

Como assim, não acredite? Este termo era frequentemente utilizado por George Ohsawa (já falei sobre ele aqui antes) para incentivar seus alunos a buscarem suas próprias verdades, a não aceitarem conceitos sem antes questioná-los.

Este blog é um exercício cotidiano de non credo. Aqui questiono, avalio e exploro os mais diversos temas como uma forma de alcançar a minha própria verdade, baseada na literatura, experiências pessoas a análise de experiências alheias. Como nada é estático e a cada 120 dias renovamos todas as nossas células vermelhas, confio plenamente na mutabilidade do mundo, inclusive de conceitos e pensamentos.

Recomendo largamente esta atitude de questionamento eterno. É algo comum em crianças (a fase dos porquês) e que, talvez por falta de incentivo, vai perdendo cada vez mais a força à medida que as pessoas crescem. Não tenham medo de duvidar, questionar... 

Em palestras, por exemplo, é comum que a plateia fique calada e pergunte pouco. Será que faltam dúvidas ou será é uma barreira criada pela timidez ou algo do gênero? Fui criada escutando a seguinte frase: "vergonha só se deve ter de matar ou roubar" e talvez por isso tenha me tornado bastante "cara de pau". No caso das palestras, nunca deixo de perguntar o que me ocorra: penso que é melhor me expor por um minuto e ter a oportunidade de crescer e aprender mais, do que morrer na dúvida e na ignorância, por vergonha de mostrar meu lado mais humano: o não saber. Se alguém fala algo que você não entende ou discorda, por que perder a oportunidade de explorar este ponto de vista e ter acesso a outro mundo? 

Nossa intuição é poderosíssima e tendemos a desprezá-la. Devemos ficar antenados a sinais cotidianos, mesmo que eles estejam na contramão de consensos... Até a ciência, diversas vezes demonstra estar errada e volta atrás no que prega. Como acreditar em verdades cegas e absolutas? Não se intimide, nem por médicos, cientistas, especialistas - todo o estudo do mundo não é suficiente para conferir soberania de informação a ninguém... Frequentemente o chá de sua bisavó será um tratamento mais poderoso do que o remédio ultra moderno da industria farmacêutica criado para determinada enfermidade... 

Exemplos como este, não só na área médica, existem aos montes... Se for descrevê-los esse post ficará gigantesco... Vou ficando por aqui, deixando esta proposta e reflexão: DUVIDEM SEMPRE!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sutilezas do Tempo

Acabei de perceber que nunca cheguei a publicar esse texto aqui no blog (apenas o mencionei). Foi escrito em setembro de 2012 e publicado no blog de minha prima, autora da foto acima, que me inspirou com o tema. 

Como estamos no fim do ano, achei o tema bastante propício... Afinal, é quase tradição refletir sobre o tempo neste período do ano, não é mesmo? Desejo que fechemos dezembro com chave de ouro e comecemos janeiro com chave de diamante!! =)
Fotografia de Melina Souza, autora do blog A Series of Serendipity

“Alice: Quanto tempo dura o eterno?
Coelho: As vezes apenas um segundo.”
(Lewis Carroll – Alice no País das Maravilhas)
Como olhar para esse lindo relógio e não lembrar o coelho mais querido das histórias infantis? Vivemos correndo para um lado e para o outro, sempre atrasados e muitas vezes perdidos, como Alice. Relógio de corda, de bolso…? Ninguém tem tempo para isso! A velocidade dos tempos modernos roubou até o charme estético de uma peça sutil, com a da fotografia acima… Os relógios hoje contam os passos, a frequência cardíaca, a quilometragem percorrida, as calorias gastas: afinal, não se pode perder tempo fazendo cálculos manuais. Tudo tem que ser acima de tudo prático e rápido! O som do coo-coo foi trocado por um irritante alarme que faz as pessoas pularem da cama, no susto, para iniciar mais um dia corrido.
Aí reflito sobre a famosa frase do coelho, transcrita acima, e penso no valor que damos ao nosso tempo. Estamos correndo? Existe um momento reservado na agenda para cuidar de si, estarmos próximos das pessoas queridas e contemplar belas paisagens? Ou a correria da vida é uma eterna desculpa para vivermos alheios do essencial? Prefiro pensar em tornar eternos segundos preciosos, do que viver uma eternidade com a sensação de que ela se passou na velocidade de um segundo…