quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Fugindo de uma gralhada

Na família de minha mãe existe uma gíria criada pelos irmãos dela a respeito das broncas que ela dá quando se chateia com alguma coisa. Criaram um nome próprio para este verbo específico: gralhar. Alguém já reclamou contigo sobre algo que você fez de errado? Tenha certeza que nada se compara à famosa gralhada da Sra. Minha Mãe. E não pense você que é algo de mãe para filha: ninguém está livre de receber uma gralhada e quem já recebeu uma só de pensar treme nas bases. 

Hoje vim aqui contar uma história… Está vendo esse vídeo aí em cima? Pois bem! Esta sou eu, fugindo de uma gralhada. Parece piada, mas não é. Vou explicar. 

Hoje, às 17h estava saindo do prédio de meus pais, para buscar meu filho na aula de tênis, à cerca de dois minutos de distância da casa dos meus pais, quando recebo uma ligação de minha mãe: 
 - “Filha, já saiu de casa? O tempo está armado e vai vir chuva de Noroeste. Não deixe nenhuma janela aberta. 
 - “Mãe, acabei de sair para buscar G e deixei uma janela na sala aberta. Quer que volte para fechar a janela?” 
 - “Não precisa, se você já está no carro, busque ele logo.” 
 - Está bem! 

 Contextualizando: já aconteceu de alagar apartamentos inteiros no prédio de meus pais com essas chuvas associadas a ventos de noroeste. Uma vez, inclusive, estava lá e mesmo com tudo fechado entrou tanta água pelas frestas das janelas que precisamos tirar de balde. 

Retornando à história… Depois de 10 minutos esperando meu filho e nada dele aparecer, começa a chover. Aquela chuva que já chega chegando, sabe? Na mesma hora lembro das palavras de minha mãe e penso: “Vou lá fechar a janela antes que alague tudo e eu receba uma gralhada de 10 gerações”. 

Contextualizando mais um pouco: a casa de meus pais é cheia de quadros, obras de arte, cerâmicas… 

Decidi que meu filho poderia esperar e que fechar a janela da casa de meus pais naquele momento era prioridade. Lá fui eu. No meio do caminho, quase chegando no prédio deles, um raio violento. Cai uma árvore, eu vejo que vai cair mais uma e resolvo dar meia volta (a cena que filmaram nesse vídeo aí). 

O carro chacoalhava de um jeito com a violência do vento que parecia que ia tombar e eu só imaginando a cena de terror na casa de meus pais: quadros voando, apartamento alagado e a gralhada que escutaria por ter feito algo que eles NUNCA fazem: saído e deixado a casa sem ninguém com uma janela aberta (meus pais são os loucos das janelas fechadas e portas trancadas). 

Nesse meio tempo ligo para minha mãe para avisar o que tinha acontecido e que ia entregar nas mãos de Deus e buscar meu filho que a essa altura já devia estar me esperando há 20 minutos. Claro que para não falhar a Lei de Murphy, busca-lo nunca demorou tanto. Ele não estava na portaria como de costume e eu ainda tive um segundo ataque de nervos preocupada. Entrei no clube gritando igual a uma maluca perguntando pela criança. Uma boa alma foi resgatá-lo no meio da tempestade com um sombreiro gigante. Estava na quadra impossibilitado de sair por conta da chuva. Eu estava tão nervosa que saí sem dizer tchau ou agradecer à boa alma que trouxe meu filho no colo debaixo do sombreiro. A propósito, se o Sr. ler isso aqui: MUITO OBRIGADA! 

Bem, a essa altura eu realmente já tinha entregue nas mãos de Deus. Já tinha uns 30 minutos de chuva e ninguém tinha conseguido chegar em casa. Por sorte o prédio de meus pais pode ser acessado por múltiplos caminhos e eu consegui fazer uma rota indo por cima, já que por baixo o acesso estava interditado com a árvore atravessando a pista. Tudo escuro, pois obviamente a árvore levou junto os fios elétricos que abastecem boa parte do bairro. 

Consegui entrar na garagem escura e com a ajuda da câmera do celular subi de escada até o apartamento, na companhia dos meus filhos. Para meu espanto e alegria a sala estava levemente molhada apenas. Deus escutou as minhas preces e me livrou de uma super gralhada! Mas os registros estão aí para não dizerem que é mentira: sou ou não sou uma expert em fugir de gralhadas?! 

P.S.: Piadinhas à parte, que sensação de ter vivido um milagre foi essa que vivi hoje?? Tremi igual à vara verde durante todo o ocorrido, mas só depois que recebi este vídeo pude me dar conta do tamanho da fogueira que pulei. Um verdadeiro milagre! Muito a agradecer por mais uma bênção divina em minha vida! E você já agradeceu pelas graças que Deus opera em sua vida?? Depois de ler esse texto, não esqueça de fazer uma oração!

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Migrei para o Instagram



Queridos leitores,

Estou passando para avisar que migrei pro Instagram. Se você curte o meu conteúdo, não deixe de me seguir por lá. Iniciei um novo projeto chamado 365 Razões para Beijar o Padeiro onde diariamente posto um texto, de minha autoria, com algum tema digno de termos gratidão. São tópicos bastante inusitados onde a ideia central é mostrar como temos motivos de sobra para agradecer e celebrar a vida diariamente.   @beijonopadeiro.

Vejo vocês por lá.

domingo, 2 de junho de 2019

Transmutação: você já refletiu sobre o poder desta palavra?

Olá amigos! O vídeo de hoje fala sobre uma palavra que considero poderosíssima! Já parou para pensar na amplitude de seu significado? Convido a uma reflexão...


terça-feira, 28 de maio de 2019

Alimentos para a alma

Olá amigos!

Dando continuidade ao meu novo projeto de publicar mais em forma de vídeo, segue mais um... Espero que gostem!


segunda-feira, 27 de maio de 2019

Atividade Física e Espiritualidade



Algumas pessoas que me conhecem há muito tempo e acompanham o blog há anos podem estar estranhando essa minha leva de publicações “fitness” no Instagram. Se você segue o blog e não me segue no Instagram, não sabe do que estou falando. Para saber, basta seguir a página do Beijo no Padeiro no Insta: @beijonopadeiro. Aqui compartilho textos e os vídeos do meu canal do YouTube, lá eu posto coisas mais cotidianas: vídeos curtos, fotos, dicas variadas. Se você gosta do conteúdo aqui, vai gostar lá também: fica a dica!

Hoje vou escrever um pouco sobre essa nova fase minha e consequentemente, do blog, nesta nova fase, utilizando outras interfaces como o Instagram e o YouTube. Vou escrever, mais especificamente, sobre a novidade das postagens onde apareço fazendo atividade física. Sempre gostei de praticar atividade física, mas sempre que ficava “sem tempo” era uma boa "desculpa" para parar. Todos sabemos que tempo é uma questão de prioridade, não é mesmo?

Desde que comecei a malhar às 5 da manhã, elevei esta prática cotidiana a outro patamar em minha vida. Na verdade, só me permiti essa mudança, um verdadeiro sacrifício, pois mudei a minha visão e isto passou a se tornar uma prioridade. Minha relação com o corpo e consequentemente com a prática regular de atividade física passou a ser algo não somente ligado ao físico mas também ao espiritual. Uma prática sagrada e é isso que quero compartilhar. 

Orar à noite e malhar no primeiro horário do dia são duas formas diferentes de fazer a mesma coisa: agradecer e estar em sintonia com o divino. No caso da atividade física é uma maneira de admirar o milagre da vida, o corpo em pleno funcionamento e fazer o possível para manter a sua vitalidade. Malhar é uma forma de colocar em prática o sentido da palavra GRATIDÃO! 

Você já malhou hoje? Vamos pensar nesta ideia? Uma boa reflexão para iniciar uma nova semana, não é mesmo? Fiquem com Deus!

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Você acredita na cura pela Espiritualidade?



Acabei de ler esta matéria IMPERDÍVEL sobre uso da espiritualidade como forma de tratamento, incentivado por médicos e instituições de saúde de renome. A matéria está espetacular, super recomendo a leitura!

Me chamou atenção especificamente o título do livro de Eliane Furtado, fiquei até com vontade de ler. Amo relatos de pessoas otimistas e que conseguem ver o lado bom e positivo de situações que para muitos parece o fundo do poço. Para completar, o texto é finalizado com uma belíssima oração, que vou postar hoje à noite no meu Instagram. Para quem não sabe e não me segue por lá, todas as noites eu posto uma oração diferente e aceito contribuições, ok? Então, se tiver uma oração linda para compartilhar, por favor me mande! Ficarei muito feliz em receber e propagá-la!

Boa leitura... Muita fé, esperança, otimismo, amor e paz no coração de vocês. Que a positividade seja uma certeza presente em todos os minutos de suas vidas. Amém!!!
!


quinta-feira, 23 de maio de 2019

sexta-feira, 17 de maio de 2019

10 anos de Beijo no Padeiro

Em 2019 o blog completa 10 anos e para celebrar estamos inaugurando uma nova etapa com direito à participações super especiais e vídeos!! Este é o primeiro de muitos que virão...! Espero que gostem, preparamos com muito carinho.


quarta-feira, 15 de maio de 2019

Santa Dulce dos Pobres

Resultado de imagem para irmã dulce
Imagem retirada do Google Imagens

Quando tinha 8 anos meu pai fez algo inusitado, me levou para um velório. Um programa bem pouco usual para uma criança... Meu pai, que odeia multidões, cruzou toda aquela multidão, numa noite e me levou para junto do caixão na Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia e me disse: “Filha, está vendo esta mulher? O nome dela é Irmã Dulce. Guarde este momento, você está tendo a oportunidade de ver de perto uma pessoa que vai virar Santa.” Aquele momento, aquelas palavras e aquele rosto nunca saíram de minha mente.

 Como boa baiana que sou, cresci ouvindo as histórias desta Santa Maravilhosa. Testemunhar sua canonização é uma enorme emoção, um motivo para celebrar, agradecer, Beijar o Padeiro e aumentar a certeza na crença da bondade humana, apesar de tantas mazelas que vemos por aí. 

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Terceiro filho?!


Para divulgar minha retomada ao blog postei essa foto no Instagram e Facebook e claro que algumas pessoas (que já sabiam que tinha tido outro filho durante esse período ausente no blog) acharam que era uma terceira gravidez... Antes que isso vire alguma confusão vim esclarecer que não estou grávida.

Quem ler os últimos posts, verá que se tratam de relatos sobre uma gravidez que ocorreu no ano de 2016 e um parto em 2017. 

Não, não vem terceiro filho aí. Estou bem satisfeita em ser mãe de dois e para ser franca, não acho que meu corpo dá conta de mais uma gestação. Sou grata ao fato de ter superado todas as minhas limitações (ainda evito pegar peso e não carrego meus filhos no colo) e penso que seria uma sobrecarga desnecessária ao meu corpo passar por outra gestação. 

terça-feira, 24 de abril de 2018

O Segundo Parto

Primeira foto de celular, depois de um parto intenso, dormindo como um anjinho. Dá pra perceber o cabelo bagunçadinho e o vérnix ainda na testa dela... Meus filhos só tomaram banho dois dias depois de nascidos, deixei a pele absorver todo o vérnix antes de agredir a pele deles com água e sabonete...

Sete da manhã de segunda-feira. No dia que completo 41 semanas de gestação acordo com leves contrações espaçadas e já sei: vai ser hoje. Nada de ansiedade como no primeiro parto, especialmente porque desta vez veio 3 dias antes... Esperar 41 semanas e 3 dias na primeira gestação foi punk, principalmente morando em pleno circuito de Carnaval em Salvador: entrei em trabalho de parto na quarta de cinzas à noite, ou seja, passei o Carnaval todo na expectativa do parto, em 2015.

Quando passa das tão faladas 40 semanas, a gente quer não ficar ansioso, mas é bem difícil. O que me ajudou nas duas vezes foi que não divulguei o meu tempo gestacional, assim, não precisei lidar com a ansiedade alheia. Penso que seria insuportável passar duas ou três semanas recebendo telefonemas e mensagens: "E aí, já nasceu? Você vai esperar mesmo? Não é melhor fazer uma cesárea?" e toda essa intriga da oposição que convivemos quando anunciamos que queremos um parto natural.

Acho que comentei nos posts de minha primeira gestação e parto que minha mãe ministrou um curso de preparação para o parto natural durante 17 anos e isso me ajudou muito a manter a tranquilidade e segurança a respeito de minha escolha, da espera, do processo e principalmente de como identificar as etapas com serenidade. 

Retornando ao dia 30 de janeiro de 2017... Acordo com leves contrações espaçadas, estou na casa dos meus pais em Salvador. Eles amanhecem com a notícia do falecimento inesperado de um grande amigo vão para o funeral, eu fico em casa. Comento com a minha mãe e não comento com meu pai sobre as contrações. Eles saem para um dia normal de funeral, almoço, trabalho... Meu marido também sai pra resolver coisas na rua, eu fico: relaxando, curtindo meu filho e observando meu corpo. Tudo muito light e praticamente indolor (semelhante a uma cólica menstrual).

10:00 - Crio um grupo no whatsapp para prevenir a médica e a enfermeira (mesma dupla do primeiro parto) da possibilidade de parir naquele dia. 

19:00 - Anoitece e as contrações ficam mais intensas. Nesta hora, meu marido já está em casa e meus pais chegam na sequência. Encontro uma posição confortável e resolvo ficar ali, sentada no sofá da sala, imóvel: respirando fundo à cada contração. Time que está ganhando não se mexe. Baixo um aplicativo de contar contrações no celular e fico ali,  silenciosa e discretamente, papeando entre uma contração e outra com meus pais. Enquanto isso, meu marido arruma nosso primogênito (na época com 1 ano e 11 meses) e o leva para o quarto para colocar para dormir. Rapidamente ele volta, o processo foi rápido hoje: Deus sabe o que faz. Meus pais e meu marido sentam pra jantar e eu tomo a minha sopa numa caneca, sentada no sofá...

20:00 - Percebo que está na hora de avisar a médica e a enfermeira que as contrações estão bastante intensas (três, com duração de pelo menos 50 segundos cada, num intervalo de 10 minutos, ou seja: trabalho de parto ativo). Baseada na experiência do primeiro parto (que demorou 24 horas) falo que não precisam ter pressa, que podem ir em casa, se arrumar e vir com calma mais tarde. Às 20:20 a enfermeira liga avisando que está a caminho e antes das 21:00 ela chega. Me examina e liga pra médica vir logo: o trabalho de parto está avançado.

Levantar do bendito sofá (nem para ser examinada pela enfermeira eu me levantei) se torna inevitável. Preciso fazer xixi e o esperado acontece! Tenho a sensação que minha filha despenca na hora que levanto e uma dor desumana toma conta de mim. A dilatação evoluiu enquanto estava sentada e ao levantar, a gravidade empurrou o bebê para baixo, entrando no canal do parto "de com força". 

Nessa hora os meus instintos animais tomam conta de mim, e eu, que tenho um tom de voz tão baixinho, perco a compostura e começo a gritar, berrar, esmurrar a parede... Loucamente! Entro no banheiro para fazer xixi e não saio mais. Fico revezando entre o chuveiro e o vaso sanitário (é confortável sentar no vaso pois ele não pressiona o quadril). 

22:00 - A obstetra chega. Minhas contrações já duram mais do que um minuto, com intervalos inferiores a 60 segundos. Ou seja, muita dor, quase sem trégua! A esta altura já tinha pedido para encher a banheira. Lembrei o quão confortável foi ficar relaxando na banheira com água morna durante o TP de meu primeiro filho. Mas o processo é demorado (encher de ar, higienizar, aquecer e encher de água) e, enquanto espero a banheira ficar pronta, me contento com a água quente do chuveiro e quando as pernas ficam muito cansadas sento-me no vaso... 

Neste meio tempo, meu pai reclama dos meus gritos, me sugere colocar uma mordaça e diz que os vizinhos vão achar que alguém está sendo assassinado no apartamento. Eu mando ele e os vizinhos pro inferno: em plena partolândia, cago e ando pra opinião alheia. Minha mãe, meu marido, a enfermeira e a médica organizam coisas silenciosamente no quarto e de vez em quando aparecem no banheiro para saber se está tudo bem. Meu filho, com sono de pedra, dorme profundamente desde às 19:30 e não participa de nada: a natureza é sábia!

Alguma hora entre 22:00 e 23:00 peço para a minha médica fazer um exame de toque. A dor é alucinante (muito pior do que no primeiro parto) e preciso de alguma previsão. Ela com toda a calma do mundo me responde: "Mila, o que você vai fazer com esta informação? Se o parto estiver muito evoluído você vai se animar achando que vai ser rápido (e pode não ser). Se estiver com pouca dilatação vai se desesperar achando que vai demorar (e pode ser rápido)." Respondo que assim mesmo eu quero e ela fala que vai no quarto buscar uma luva e já volta...

Fico no banheiro, esperando ela voltar para fazer o bendito exame de toque, quando, de repente, sinto a primeira contração expulsiva. Grito: "A banqueta já está aí?", respondem que sim e no minuto seguinte já estou sentada na banqueta, no pé da cama, na exata posição do meu primeiro parto. Meu marido sentado atrás de mim (na beira, do pé da cama) a médica de um lado, a enfermeira do outro (ambas sentadas no chão), minha mãe na poltrona (ao lado da cama) e meu pai na porta (defronte à cama) com a câmera fotográfica. Mais uma contração e "splash", a bolsa se rompe e é água pra todo lado. Minha mãe corre pra buscar um pano de chão e antes mesmo de conseguir chegar na área de serviço escuta um grito: "NASCEU!". Duas contrações seguidas: na primeira sai a cabeça e na segunda o resto do corpo. Tão rápido que não deu tempo de minha mãe ver a neta nascer... 

Desta vez, após o parto estou super disposta e consigo curtir muito mais. O processo foi muito intenso, muito doloroso, mas no fim foram apenas 4 horas de trabalho de parto ativo e dor em apenas duas destas horas. Comparando com meu primeiro parto, foi muito mais doloroso, mas mesmo assim, a experiência foi bem melhor, menos cansativo e super rápido. Lembro de ter ficado tão esgotada após o primeiro parto que mal conseguia segurar meu filho de fraqueza e cansaço, minha vontade era uma só: dormir. Desta vez curto bastante, seguro no colo, amamento, participo da pesagem, medidas. Uma delícia: emoção inenarrável. 

Mamando logo após o nascimento: o instinto humano de sobrevivência é surpreendente!

Fotos do segundo parto? Só na máquina de meu pai, que é pior que Lombardi!! Vou ficar devendo...

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Grávida: de novo!!!

Há tempos que penso em escrever sobre meu segundo parto, mas se escrever sobre o primeiro foi difícil, o segundo vem com uma carga maior de emoções. Acho que vou ter que começar escrevendo sobre a segunda gestação antes de falar sobre o segundo parto.

Diferente da primeira gestação, que foi super tranquila, sem enjoos, sem dores, sem nada... A segunda gestação foi PUNK!!

A gravidez foi uma surpresa. Fiquei sem menstruar por um ano (amamentando), me desliguei completamente de cuidados contraceptivos e assim, descobri que estava grávida quando meu primogênito tinha apenas um ano e dois meses. Nesta época morava numa cidade remota, no interior do Mato Grosso, chamada Nova Mutum. Longe da família, dos amigos e sem ninguém para me ajudar em casa. Minha rotina de mãe, esposa e dona de casa era INTENSA.

Nas primeiras 14 semanas, senti enjôo, muito enjôo. Foi a primeira mudança no meu estilo de maternar na época. Precisei deixar de ser aquela super mãe, que faz TUDO e precisei terceirizar a alimentação de meu filho. Não conseguia cozinhar... Dar a comida dele então, era certeza de vômito. Precisei arrumar alguém para me ajudar em casa, para garantir que eu comesse e meu filho não morresse de fome. Encontrei alguém para me ajudar a manter a casa em ordem, cozinhar para mim e alimentar meu filho, com muito amor e carinho: que sorte a minha! À noite, quando estava sozinha com meu filho, às vezes esperava meu marido, às vezes pedia ajuda à uma vizinha e às vezes dava a comida dele, intercalando vômitos.

Passada a fase dos enjôos, uma nova etapa: dores na coluna. Mais uma função terceirizada, não aguentava mais carregar meu filho no colo e a empregada teve que assumir mais esta função: colocar e tirar do berço, dar banho (na banheira alta) e carregar sempre que necessário.

Com 20 semanas de gestação, já livre dos enjoos, fiz uma viagem de férias com meu marido, filho (1 ano e 7 meses na época), sogro e sogra. Cheguei em Lisboa com uma noite mal dormida no avião e na sequência um colchão muito macio no hotel. No segundo dia de viagem minha coluna travou (fiz uns alongamentos achando que ia melhorar e no fim só piorei) e não conseguia dar um passo. Tinha duas opções: voltar pro Brasil ou prosseguir com a viagem em uma cadeira de rodas. Não pensei duas vezes, adquiri uma cadeira de rodas e tive férias inesquecíveis por 20 dias na Europa, um turismo completamente diferente, vivenciando na pele todas as dificuldades de ser uma cadeirante. 




Se antes não podia carregar meu filho e dar comida, agora precisava de ajuda até para ir ao banheiro, sentar ou levantar de uma cadeira. Nem preciso dizer a quantidade de reflexões que isso me trouxe e o enorme aprendizado que vivenciei. Descobri na raça a delegar e deixar de querer ser tão controladora de tudo. Durante um mês eu fui conduzida, meu tempo passou a ser o tempo dos outros, exercitei minha paciência e especialmente a minha gratidão. Gratidão por ser uma condição temporária, por ter tantas pessoas queridas tomando conta de mim, de ter quem cuidasse de meu filho para poder me cuidar, de ter uma gestação saudável e conseguir driblar minhas limitações. 

Passados vinte dias, retornei ao Brasil. Já estava um pouco melhor e ensaiava passos. Pedi penico e não voltei mais pro Mato Grosso. Decidi ficar em Salvador, na casa dos meus pais, minha cidade natal, onde tinha mais suporte. Foi difícil ter que ficar longe de meu marido e não pude nem voltar pra casa para buscar minhas coisas...

Mas, o mais importante é que neste retorno para Salvador uma sequência de anjos começaram a surgir em minha vida. O primeiro foi a mãe de uma amiga de infância, médica especialista em dor e acupunturista. Após algumas sessões fui aos poucos melhorando e me livrando da cadeira de rodas... Os próximos anjos foram os terapeutas que me ajudaram a voltar a andar: terapeuta de Rolfing, fisioterapeuta e professora de pilates. E talvez o mais importante foi o anjo que me apareceu para me ajudar a cuidar de meu filho, permitindo que eu tivesse tempo para cuidar de mim.

A segunda metade de minha gestação foi assim: fazendo algo que não tinha feito desde que tinha me tornado mãe: cuidando de mim. Criei espaço para mim mesma em minha agenda, tinha atividades diárias: Rolfing, Pilates, Fisioterapia, Acupuntura e incontáveis compressas de gelo e quentes... Descobri que meu filho podia ser muito bem cuidado em minha ausência e que era mãe, mas ainda era Camila e precisava me cuidar e estar bem para a chegada de minha filha.


Voltei a andar (mancando até o fim da gestação) e cresci muito como mãe, mulher e ser humano neste período. Foi uma lição para a vida e nem tinha começado, depois da gestação viriam novas batalhas e aprendizados!


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Apareceu a Margarida, olê olê ô lá!



Queridos Leitores,

Que surpresa entrar aqui no blog, depois de tanto tempo ausente, e descobrir que meu blog continua sendo bastante visualizado!! Mês passado foram mais de 8 mil acessos!!! O melhor foi que resolvi entrar, justamente para escrever... 

Uma amiga está começando um trabalho sobre humanização do parto e pediu o meu relato. Lembrei que estou devendo o relato do meu segundo parto até hoje. Isso mesmo, tive mais um filho, um dos motivos (não o principal) que acabei deixando o blog para segundo plano... 

Enfim, esse post é só um "Olá" a vocês, leitores queridos, que continuam visitando minha página, lendo e compartilhando meus textos. Dediquei anos de minha vida à produção de conteúdos aqui e é muito gratificante ver que meus textos continuam sendo lidos.

Desejo um final de semana maravilhoso para vocês! Na sequência, meu segundo relato de parto...

Beijos!!

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Refletindo sobre as ambições de mudar o mundo

Bom dia, quem é vivo sempre aparece!

Hoje comecei o dia recebendo uma simples mensagem em um grupo de WA que acabou gerando uma reflexão...

Tudo começou com essa imagem:




Não faço ideia de quem é o autor desta frase, mas achei o conteúdo uma tremenda baboseira. 

Seu trabalho não tem que transformar nada, apenas lhe realizar, pois o que importa é trabalhar feliz e com satisfação. Todo trabalho tem seu valor, o que muda é a identificação de cada um com seu trabalho que é o que faz que as pessoas tenham empolgação no que fazem, consequentemente fazendo bem feito! Graças a Deus existem gostos diferentes, assim as necessidades mais diversas são atendidas!

Essa preocupação em transformar o mundo está fazendo do mundo um caos. Todos querendo transformar o mundo e com interesses diferentes. Isso só gera guerra e conflito.

Melhor focar em transformação pessoal e da própria vida. Já da um trabalhão...! Se cada um fizer isso, seguindo as leis básicas de respeito ao próximo e os 10 mandamentos da Bíblia o mundo se transformará naturalmente...! Sem arrogância, pretensões de alterar o rumo da vida alheia, quiçá do mundo!

A simples discordância de um texto em uma imagem, obviamente gerou ofensas e venho aqui, publicamente me desculpar. Não tive a intensão de ofender ninguém. Apenas trazer uma reflexão sobre o sentido do trabalho. 

Me questionaram sobre pessoas diferentes terem opiniões diferentes e esse é exatamente o "x" da questão: um movimento crescente de pessoas com pensamentos diferentes, querendo provar pro mundo que estão certas (na tentativa de mudar o mundo). Não existe certo ou errado, somente abordagens distintas para as mesmas questões! 

Quanto ao trabalho, sigo com o pensamento que deve nos realizar e ser ferramenta para mudar nossas próprias vidas. As transformações ocorrem no mundo como consequência, sem que precisemos nos esforçar para isso.

O mundo é antigo demais para mudarmos qualquer coisa. Quando o homem pensa que mudou algo vem uma catástrofe da natureza para mostrar o quanto ela é soberana e o quanto o ser humano é infinitesimal nesse universo gigantesco que permeamos.

Vida que segue, com fé, amor no coração e respeito ao próximo. 

Mais uma vez, perdão se causei qualquer ofensa. Não foi mesmo a minha intenção!!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Refletindo sobre o DETOX

Resultado de imagem para detox
Coloquei a palavra DETOX no Google Imagens e o que encontrei? Só imagens de frutas, sucos e verduras... Vamos rever este conceito?

Acabei de receber um desses vídeos que fala em como se ter uma boa saúde, visão holística, alimentação saudável, rotina saudável, meditação, etc... E, depois de um longo jejum, me deu vontade de escrever... O tema de hoje é DETOX ou DESINTOXICAÇÃO, palavra que está em alta nos últimos tempos, mas que muita gente não apreende na totalidade.

Vamos lá. Detox é por essência colocar PARA FORA! O que mais tenho visto são pessoas buscando DETOX colocando para dentro... Tudo bem, entendo que a ideia por trás de um “suco detox”, por exemplo, é de promover uma limpeza no corpo, colocando algo para fora através de nutrientes antioxidantes e que estimulam o metabolismo, como o gengibre, por exemplo.

Tenho percebido que a ideia do detox na mente das pessoas, em geral, para por aí... De que adianta, uma mulher, por exemplo, tomar suco detox e inibir uma das maiores fontes desintoxicantes do corpo que é a menstruação? Sim, cada vez mais as mulheres têm deixado de menstruar, tomando hormônios que inibem a menstruação. Além de estarem promovendo um acúmulo hormonal estão inibindo uma das formas femininas mais fisiológicas de detox.

Outra tendência feminina moderna é a prática da musculação visando o ganho muscular exagerado. Atrelado a esta atividade está a ingesta de suplementos dos mais diversos e tome-lhe acúmulo, sobrecarga do organismo... Mais uma vez perde-se a oportunidade de desintoxicar através da atividade física, focando em uma atividade acumulativa. Onde está a explosão, o suor, a livre expressão corporal, a leveza desta atividade física? Que tal fazer um detox com aulas de artes marciais, danças e esportes que fazem suar, socializar, que trazem emoções como novos escores ou um simples gol?

Sobre a meditação, também cada vez mais indicada para uma boa saúde... Linda a teoria de "esvaziar a mente" de "mindfulness", entretanto, você concorda que para praticar uma atividade baseada na pausa mental é preciso dar uma esvaziada antes? Desintoxicar? Botar para fora?


Poderia me alongar com outros exemplos, mas como sei que textos longos geram preguiça nos leitores, que tem vidas cada vez mais corridas, vou encerrar deixando uma reflexão. Como você tem se desintoxicado? Vai ao banheiro todos os dias? Menstrua regularmente? Faz uma atividade transpirante? Canta? Dança? Grita? Chora? Como é a sua expiração? Fala-se tanto em respirar... Observe seu corpo. Desregulações nas vias desintoxicantes fisiológicas do organismo são o alerta mais simples: fezes, urina, menstruação. Atenção: nem tudo que se acumula aparece de forma tão corriqueira. Excessos podem se somatizar no organismo e se expressar através das doenças mais variadas: físicas e psíquicas. Afinal de contas, como já falei aqui, a comida é apenas um dos nossos cinco alimentos e todos eles podem gerar acúmulo físico. Faça um balanço de sua vida, avalie o equilíbrio entre o colocar para dentro e colocar para fora. Se perceber que tem uma tendência acumulativa no corpo, (isso vai do excesso de peso ao acúmulo de emoções) veja a melhor abordagem e busque um detox holístico (palavra vem do “whole” em inglês, ou seja: inteiro, logo, algo holístico nada mais é do que uma abordagem abrangente, integrativa). Boa sorte!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Uma homenagem ao Dia Mundial da Amamentação

Oi pessoal! Estou viva!!! Um mês e meio que não escrevo nada por aqui... Um mês e meio viajando, sem rotina e me dando ao luxo de viver a vida real 100%, quase totalmente desconectada do mundo virtual. Volta e meia faço isso... Computador eu já quase não uso há muito tempo, meu acesso à internet se restringe ao celular, onde malmente respondo àlgumas mensagens no WhatsApp e devo acessar o Facebook por no máximo 5 a 10 minutos durante o dia.

Primeiro de agosto foi o dia da amamentação é uma amiga publicou um texto lindo. Ela me autorizou e compartilho com vocês. 

Espero que sirva de inspiração para muitas mamães e futuras mamães... Um beijo para vocês!



1° de Agosto - Dia Mundial da Amamentação.

De todas as coisas que experimentei nessa vida, nada foi tão árduo e prazeroso como amamentar. Eu me preparei para amamentar. Fiz consultorias, usei soutien próprio, tomei sol quando pude para fortalecer o peito e evitar rachaduras nos mamilos. Tinha pomadas para eventuais rachaduras, convicção de como era a pega correta; tomei mingau de milho, mugunzá, comi bolo de fubá... Eu tinha tudo e havia feito de tudo. Quando Marina nasceu, em três dias meu peito estava destruído. Em cinco, além dos mamilos rachados, eu tinha um peito empedrado e hematomas. Tirava leite na bomba, dava a ela na colher. Mal acabava de ordenhar, já era tempo de dar a nova "mamada". Tarefa Hercúlea que me exauria fisicamente quando psicologicamente eu já estava esgotada. Eu tinha muito leite e uma bebê faminta. Eu tinha medo da mamadeira, dela desmamar. Eu havia me instruído e sabia dos riscos. Nunca vou esquecer do dia em que meu marido saiu de casa às sete da manhã para comprar um bico de silicone para mamilo e me deixou com Marina aos prantos. Quando voltou me encontrou cantando baixinho na intenção de acalmá-la, já que dar o peito, que ela tanto me pedia, já não era possível. O bico de silicone não funcionou também, mas eu não desisti. Eu não desisto fácil e sabia o quanto era importante pra mim porque era importante pra Marina. Dei tempo para o peito cicatrizar um pouquinho, cuidei bastante do que tive mastite e no primeiro sinal de menos dor, lá estava minha pequena mamando.
Amamentar não é fácil para todas. Mas é precioso demais quando se consegue. Quando a dor vai embora (amamentar não dói), restam apenas o amor, a troca de olhares, a felicidade de ser o melhor alimento que seu bebê precisa para se desenvolver com saúde. Você se torna inatingível, escudo, vacina. E enquanto você nutre ele com seu leite, ele lhe nutre com um amor indescritível. E sorri. Esse foi o primeiro sorriso que registrei de Marina enquanto a amamentava. Ela tinha em média 15/20 dias e um brilho no olhar que em 33 anos, eu jamais havia conhecido.💓

Helga Cordeiro, agosto de 2016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Celebrando a amizade


Nada como reencontrar uma amiga de longas datas pra se inspirar a quebrar o jejum de textos no blog, não é mesmo?

O tema de hoje é meio óbvio: amizade! 

É um tema meio clichê, que já foi tão bem descrito por tantos autores e poetas, que é sempre desafiador...

Sou muito jovem ainda, mas graças a Deus tenho a sorte de ter amizades de uma, duas e até três décadas! É incrível encontrar fotos antigas e perceber que foram tiradas há 10, 20 ou mais anos com pessoas que estão presentes em sua vida até hoje. 

Melhor ainda, é sentar e conversar com aquela amiga (ou amigo) que por circunstâncias da vida você passa a encontrar uma vez ao ano ou até com menos frequência e sentir que as vidas de cada uma mudaram drasticamente, os assuntos também, mas que o papo flui e a sinergia permanece a mesma. São dessas coisas na vida que dizemos não ter preço! 

Minha vida me colocou em situações onde meus ciclos de amizade foram sendo cada vez mais reduzidos, por que não dizer, filtrados? Após inúmeras mudanças de país, estados e/ou cidades, o tempo em nossa terra natal vai ficando cada vez mais escasso, raro... O tempo nas cidades de residência às vezes tão curtos que permitem poucos laços de verdade... Após a maternidade então, piora bastante a disponibilidade de tempo para dedicar a fazer e manter amigos. Assim, aquelas amizades que superam todos esses obstáculos ganham então um valor ainda mais especial. 

Minhas maiores amizades são as de infância e adolescência, o que não diminui a importância de grandes pessoas que conheci já na fase adulta. Acho, entretanto, que após a primeira década, uma amizade que se mantém (além do mural do facebook) têm um valor diferenciado. 

É isso! Vou fechando meu texto celebrando as grandes amizades que a vida me deu e continua me dando. Que venham muitos encontros, papos, risos e lágrimas! Amigos são certamente um dos maiores motivos para fazer alguém querer Beijar o Padeiro diariamente! 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Quando uma mensagem é capaz de mudar todo o seu dia...


Em primeiro lugar quero iniciar esse post fazendo um agradecimento à pessoa que me mandou essa mensagem. Sabe aquela mensagem que chega na hora certa, no dia certo? O mais interessante é que não recebi de nenhuma amiga próxima, e sim uma mãe, de um grupo de WhatsApp que participo, que tenho pouco contato, mas que sempre que participa das conversas no grupo, contribui com mensagens interessantes e boas reflexões. Parece que adivinhou o que estava precisando ler esta manhã. Grata, Claudete!

Espero que essa mensagem seja tão positiva na vida de outras mães como foi na minha. Desde sexta, meu filho está resfriado e suuuuuper manhoso. Dando trabalho para comer, agarrado em minhas pernas, querendo colo o tempo todo, chorando por tudo e por nada... Lidar com esse comportamento vários dias seguidos, não é fácil. Um grande exercício de paciência e confesso que a minha estava chegando ao limite. 

Foi quando recebi uma mensagem que me fez desligar o botão "on - tarefas cotidianas", que são sempre intermináveis, parei tudo, botei uma música suave e fui brincar com Gui. Ele ficou calmo e sorridente como não ficava há dias. Mantive a mensagem em mente ao longo do dia e fui intercalando minhas atividades cotidianas com brincadeiras ao invés de esperar que ele se mantivesse entretido o tempo todo sozinho sem receber nenhuma atenção minha. Foi maravilhoso para mim e para ele. Ele ficou visivelmente feliz e eu muito mais zen, fazendo minhas rotinas, escutando música, sem me sentir "estressada" pela presença de um bebê manhoso. Aliás, a manha sumiu! Hoje vivenciei a definição do termo "tempo de qualidade" e foi fenomenal. 

Vou ficando por aqui, compartilhando a bendita mensagem! Boa noite! 

"Hoje eu lavando a louça, meu filho me pediu colo, eu falei friamente: Estou ocupada. Quando termino a louça vejo ele sentado na cama assistindo sozinho seu desenho animado com esse semblante triste, logo meu coração partiu e eu lembrei de um texto que eu escrevi a algum tempo atrás. 
Preciso fazer leitura desse texto todos os dias, preciso entender que ele cresce rápido demais e que eu preciso aproveitar...

Hoje minha noite está cheia de arrependimentos. 
Assim como algumas pessoas falavam que depois da maternidade eu iria me arrepender de muita coisa, falavam que me arrependeria de não ter conhecido o mundo sozinha, que me arrependeria em não terminar meu curso de medicina primeiro, que me arrependeria de não ter curtido direito a vida.
Hoje eu estou aqui arrependida.
Mas não é de nada disso que disseram: Eu estou arrependida porque briguei com você, só porque você ficou tentando colocar o DVD da Peppa sozinho;
Eu estou arrependida, porque deixei você chamando diversas vezes "mamãe" antes de te atender;
Eu estou arrependida porque não deixei você tomar mais um copo de suco;
Eu estou arrependida porque quando você me chamou para brincar e eu falei que estava ocupada;
Eu estou arrependida porque você levantou os braços pedindo colo e eu disse "a mamãe pega já" e não peguei...
Tudo isso porque o dia foi cheio demais e eu queria dar conta de tudo.
Agora eu lembro de você tão novinho... Parece que foi ontem que você nasceu e hoje te vejo tão crescido, cheio de atitude. 
Gela o coração perceber que estou perdendo o nosso tão curto tempo, preocupando-me com outros afazeres.
A casa sempre será a mesma e você cresce muito rápido.
Poucos meses atrás eu guardava mordedores e chocalhos. Hoje já guardo carrinhos e bolas. Amanhã estarei guardando livros e tabletes.
Não vou mais perder tempo!
Farei isso quando você dormir, para que todos cheguem e vejam nossa casa decorada por você, que tomem cuidado para não tropeçarem nas coisas e quando me perguntarem o que passei o dia fazendo, irei responder: Vendo meu filho crescer!
Você é muito mais importante e não quero mais me arrepender.
Te amo!!!"
Autoria: Maria Renata Cerqueira


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dicas para seu bebê comer bem!


Demorei, mas cheguei! Fomos pegos de surpresa com um resfriado aqui em casa e minhas poucas horas vagas foram ocupadas na elaboração de sopas e chás funcionais, atenção ao bebê que ficou super manhoso com o estado gripal e tentativa de repouso. Depois vou até escrever um post sobre minha experiência amamentando um bebê com nariz congestionado (tem dificuldade em respirar porque a boca está ocupada), com uma dica que super funcionou por aqui...

Mas hoje o tema é outro! Fiquei devendo um post sobre como manter o bebê concentrado e entretido durante as refeições, não foi? Vamos lá! 

1) Estabeleça uma rotina de horários para as refeições. Isso cria segurança e previsibilidade ao bebê. Ele saberá que não passará fome e que em intervalos regulares será alimentado. Aqui é a cada três horas: 6:00 mama; 9:00 desjejum; 12:00 almoco; 15:00 lanche; 18:00 sopa; 19:30 mama e dorme. 

2) Crie um ritual. Aqui o meu é assim: Gui faz todas as refeições na mesma cadeirinha. Como é portátil levo até para restaurantes e viagens. Assim, mesmo que o lugar mude completamente, mantenho os horários e a cadeirinha cria um espaço familiar que é muito importante para manter a segurança e previsibilidade do bebê (especialmente se ele viajar com certa frequência). Levo as colheres dele num estojo e as comidinhas estão sempre nos mesmos potinhos de vidro, mais itens que criam familiaridade, além da comida, apresentação, tempero, etc. Outra coisa que faço é lavar as mãos dele antes de sentá-lo na cadeirinha e depois que come limpo o rosto e as mãos com uma fralda de pano umedecida. Sabe aquela música do Chico? "Todo dia ela faz tudo sempre igual..." Bem desse jeito! Enfim, esse é o meu ritual... O seu não precisa ser igual, mas é importante que ele exista! 

3) Ergomomia. É essencial que o bebê esteja bem sentado. Que a sua coluna fique ereta, que esteja seguro (não tenha risco de tombar) e que tenha um espaço confortável para manusear a comida. Sou fã da cadeirinha portátil da Fisher Price (tenho duas: uma em minha casa e outra na casa de meus pais). Existem outras semelhantes, mas não conheci nenhuma com um espaço tão bom na mesa e ainda pode ser utilizado sem a mesinha, quando o bebê crescer, para elevar a cadeira de forma que possa sentar-se confortavelmente com os adultos.

4) Faça refeições sempre à mesa e em família. Tudo é o exemplo. É muito importante que o bebê veja os pais comendo à mesa para entender que é um ritual importante é participe deste momento, mesmo que já tenha comido. Eu, pessoalmente, prefiro dar a comida dele um pouco antes de comer a minha, pois gosto de sentar-me defronte à ele e dar-lhe total atenção enquanto come. Se estiver comendo acabo não conseguindo fazer isso. Como comentei no post anterior, ele ainda não come sozinho e acho esse suporte, olho no olho, muito importante. O que nos leva à próxima dica....

5) Evite distrações. É por causa desse item que prefiro dar a comidinha dele antes da minha, para que ele não se disperse e eu mesma não esteja distraída. Jamais mexo no celular enquanto estou dando a sua comida, tampouco deixo a televisão ligada. Música somente em volume baixo e algo suave. Resumindo, não há nada que possa roubar a sua atenção no momento da refeição. Se não estiver em casa procuro um lugar mais tranquilo e privado... As pessoas costumam amar ver bebês comendo, mas ter uma plateia também não costuma ser uma boa ideia.

6) Sono. Este fator interfere diretamente na alimentação do bebê. Sempre evite alimentar o bebê com muito sono ou logo após que acordar (especialmente da soneca). Deixe-o brincar um pouco, distrair-se e depois sente-o à mesa. Alguns bebês chegam a tirar sonecas de 2 a 3 horas e é natural que queiram movimentar-se ao acordar, não saírem da posição estática horizontal para uma posição estática sentada. 

7) Lanches, mamadeiras ou leite materno. Esses são concorrentes desleais das refeições. Se o bebê não quis comer o almoço, não ofereça um lanchinho (antes da hora do lanche) para compensar que não almoçou. Bebês são muito espertos e em pouco tempo ele perceberá que toda vez que não comer uma refeição, receberá na sequência um lanche. Vai ser como premiá-lo por algo errado. O mesmo em relação à mamadeira. Existem crianças que não gostam de fazer refeições, preferindo sempre lanches e/ou mamadeiras/leite materno. Se perceberem que ao rejeitarem uma refeição, receberão na sequência algum destes, farão disto um hábito, criando um ciclo difícil de ser quebrado. O bebê não irá morrer de fome, se rejeitou a comida no almoço, provavelmente não estava com tanta fome assim, aguarde até as 15:00 para tentar dar um lanche. Se possível, tente dar novamente o almoço ou então um lanche saboroso, porém saudável e que sustente. Se ele pulou uma refeição, não acho uma boa ideia dar uma fruta (carboidrato de alto índice glicêmico, a menos que seja abacate) no próximo lanche. Um bom lanche, nesses casos, pode ser inhame, mandioca, batata doce ou abóbora: algo que precise de uma colher. Biscoito não, por favor!

É isso aí! Espero que essas dicas tenham ajudado. É bom lembrar que o bebê passa por fases em que naturalmente há uma redução do apetite e é preciso estar atento para não se desesperar em episódios que o bebê coma menos que o habitual. Pode ser uma doença, reação de vacina, nascimento de dentes, sono, estranhando um lugar diferente, saudade de alguém que costuma ver sempre é está ausente ou até mesmo mudanças naturais da idade. O mais importante é seguir com a rotina e os rituais, mesmo que o bebê apresente uma redução no apetite. 

sábado, 14 de maio de 2016

Como saber que o bebê está satisfeito?


No post de ontem (http://www.beijonopadeiro.com/2016/05/dicas-de-alimentacao-para-bebes.html?m=1)comentei que meu filho não comeu todo aquele prato da foto. Mas por que coloco tanta comida? Como sei que ele está saciado?

Respondendo a primeira pergunta: coloco bastante comida para que ele possa comer a vontade aquilo que mais gosta (geralmente arroz e feijão e ultimamente anda fã de ovo e peixe). Eu vou observando as preferências dele e quando vejo que algo não faz tanto sucesso, misturo com outro alimento, coloco na sopa da noite...

Sobre a saciedade. Por aqui isso aconteceu naturalmente. No início ele não tinha muita noção e chegava a comer até vomitar. Depois aprendeu a dizer não e quando está saciado geralmente duas coisas acontecem:
1) Empurra o prato, coloca as colheres dentro e diz "não".
2) Começa a querer me dar comida na boca.

O que faço. Deixo que me dê a comida dele até terminar. Por vários motivos, o primeiro é que acho um ótimo exercício para a coordenação dele: colocar a comida na colher e direcioná-la até a minha boca. O segundo é pra ele ver que não é pra deixar resto (com o tempo, quando começar a se servir sozinho, terá que colocar apenas o que consegue comer). O terceiro é porque penso que se eu recusar a comida que ele me oferece ficará confuso e pensará: "Por que que tenho que aceitar a comida que ela me oferece se ela não aceita quando ofereço a ela?"

Então, o prato está limpo na foto, mas quem terminou foi a mamãezinha aqui. Ele comeu uns 3/4 do prato, o que é bastante!

Fico devendo o post com dicas de como manter seu filho concentrado na hora da refeição, transformando numa atividade que lhe desperte interesse e motivação!